terça-feira, abril 19, 2005

Reservas

Não é a primeira vez que me acontece, mas voltou a acontecer.

Marcar um restaurante em meu nome (Domingos Cruz -ler cruze -) e ouvir do outro lado "as in Tom Cruise?" Não as in Penélope Cruz.

P.S. - Obrigado Torgal. Felizmente a idade ainda não pesa.

Museus II

Talvez por isso, quando o José Maria Aznar veio a Portugal, o António Guterres em vez de levar o Primeiro-Ministro espanhol a um museu, levou-o ao gabinete do José Sócrates para lhe mostrar o candeeiro último-grito-da-moda-acabado-de-chegar-de-Paris que o então Ministro do Ambiente havia encomendado.

Museus

A noção não é nova, mas ganhou outra convicção.

Os museus estão para Portugal como jogar à malha está para a Inglaterra.

É inacreditável o movimento de pessoas nos museus em Londres. Miúdos, bébés, inválidos, velhos… todos, e em grande maioria londrinos (ou pelo menos ingleses).

Vil Metal

Chego a Lisboa, abro o jornal e vejo que um árbitro quer processar o Estado por violação do segredo de justiça e doar o dinheiro da indemnização aos pobres. Parece que as escutas telefónicas – onde se soube que o ilustre juiz de partidas de futebol gostava de mulheres e não necessariamente da mesma – foram publicadas nos jornais.

Eu não discuto a questão jurídica que, apesar de engraçada, está condenada ao fracasso.

Discuto sim o argumento de dar o dinheiro aos pobres. É de uma pobreza de espírito e de uma carestia de pensamento sem precedentes. Por um lado porque pensa com isto encontrar maior piedade de quem o ouve, por outro porque atesta uma verdade absoluta sobre os portugueses; não sabem conviver com o dinheiro.

Seria preferível dizer: Eu posso perder a minha dignidade, a minha profissão e a minha mulher, mas ao menos não as perco de bolsos vazios.

segunda-feira, abril 18, 2005

Para o Domingos

"Age is an issue of mind over matter. If you don't mind, it doesn't matter."

Mark Twain

Parabéns meu caro.

Limite de mandatos

Eu estava de acordo com a limitação de números de mandatos e mais fiquei depois das declarações do Sr. Jardim, mas depois de ler o artigo de António Barreto no Publico de domingo, deixei de ter certezas sobre este assunto. Estou confuso.

sexta-feira, abril 15, 2005

Acabou-se a mama

Lembro-me que aquando do referendo sobre a regionalização em 1998 votei contra. Votei contra a regionalização e votei contra a minha vontade.

Sempre fui (e serei) a favor de uma real descentralização e desconcentração dos poderes da admistração central. Acho que os poderes local e regional, concebidos em formatos mais ambiciosos, podem encerrar em si mesmos muitas mais potencialidades e utilidades do que aquelas que se encontram nos moldes actuais. No entanto, sempre recusei a ideia de dotar as mesmas com mais poderes, enquanto uma determinada cambada política ainda estivesse no comando das operações. Acho mesmo que um dos grandes obstáculos para a evolução política do país tem sido o tal dirigismo local/regional. Dirigismo este, nas mãos daquele tipo de político que se agarra ao poder como se fosse seu, abrindo o caminho para as mafias locais, a política do compadrio e a promoção de uma pessoalização do poder que só lembra a América Latina.

Foi por isso que votei contra a regionalização e contra a minha vontade. A meu ver, era um projecto que traria muitíssimas vantagens para Portugal e comprovaria a plena maturidade da democracia portuguesa. O problema é que essa maturidade ainda não era, nem é real. O problema é que as novas competências, os novos poderes, as novas habilitações cairíam nas mãos da tal cambada. Por isso votei contra. Óbvio que haverá excepções. Se assim não fosse, estaríamos perdidos. Mas apesar disso, parece-me evidente que a imagem de marca dos poderes local e regional deste país é precisamente a do dirigente versão coronel da Tapitanga. Temos os Mários Almeidas, os Fernandos Ruas, os Avelinos F. Torres, os Albertos J. Jardins, os Mesquitas Machados... uma verdadeira Al Qaeda dentro do dirigismo partidário português, que dura desde o dia 26 de Abril de 1974.

Não me interessa, nem distingo partidos ou coligações. Estamos a falar de pessoas. É a este tipo de pessoas que está entregue o poder local/regional. É a este tipo de pessoas que se têm de apontar baterias. Daí eu ser completamente a favor de uma lei de limitação de mandatos, mesmo que esta seja particularmente direccionada para o poder local e regional. Como dizia hoje na TSF a Clara Ferreira Alves, no "Mel com fel", ala que se faz tarde!

Não é um diploma isento de discussão. Longe disso. Penso no entanto, que as vantagens e méritos da proposta ultrapassam, e muito, as suas desvantagens. Pelo menos uma coisa é certa! Aquele argumento, de que deste modo está-se a limitar o direito de escolha do eleitor, não vinga. É mais que óbvio que, uma vez no poder 1, 2, 3 mandatos e por aí fora, a manipulação da máquina local e partidária torna inevitável, fácil e irresistível a eternização de um Lucky Luciano no poder.

Que podia ir mais longe, podia. Aí está uma acusação justa para esta proposta do governo. Mas que é um bom ponto de partida, é. Pelo menos para a próxima, eu talvez possa votar de acordo com a minha vontade.

Um outro Papa... em Lisboa e Porto

Depois de anos sem sequer cheirar a possibilidade de assitir a uma sessão do senhor, em 2003, a fartura foi muita.

Em Sampa duas vezes. Uma no Hotel Unique. A outra no saudoso Clube Urbano, onde passei todas as minhas noites de segunda-feira durante um ano. No Rio (com companhia mais que especial), o deleite foi disfrutado nuns armazéns algures na cidade... algures.

Agora já ninguém tem desculpa.

Afrika Bambaataa no Lux, Lisboa, dia 28 de Abril, e na Casa da Música, Porto, dia 29.
Não sei se vou. Mas gostava.

quinta-feira, abril 14, 2005

Cambalhotas no final

Dos filmes com finais surpreendentes prefiro aqueles em que o realizador não está o filme todo a tentar levar o espectador para um dos possíveis fins. Eu explico: ontem estava a ver o Nine Queens de Fabian Bielinsky (muito bom por sinal) e tal como no The Game do David Fincher, está constantemente a tentar levar-nos a adivinhar um fim. Eu não gosto disso, prefiro ser surpreendido com o desfecho como acontece no The Sixth Sense de M. Night Shyamalan ou no Ocean’s Eleven de Steven Soderbergh. Dá menos trabalho a quem vê e isso é bom.

Opinião Vs. Openião

Eu sei que se deve dizer opinião mas prefiro dizer openião, enervam-me pessoas que dizem opinião.

Felicidade

É minha opinião sobre a vida que todos os seres procuram a felicidade.

E por isso, nestes tempos de pouco tempo, cá vai uma receita rápida para chegar à felicidade:


Peixinhos da Horta

0,5 kg. de feijão verde; farinha; leite; sal.

Depois de lhes retirar as extremidades e o fios, coza o feijão verde em água temperada com sal.

Assim que estiver cozido, escorra-o e passe-o pelo polme de farinha com leite, levando a fritar unidos 3 a 3.


Para desenjoar partilhe-se um birinaite com os amigos.

Felicidade garantida.

segunda-feira, abril 11, 2005

Girl Power

"Dedicated to all the women and men struggling to keep their self-respect in this climate of misogyny, money-worship, and mass production of hip-hop's illegitimate child «Hip-pop», and especially to Gil Scott-Heron, friend, living legend and proto-rapper, who wrote
«The Revolution Will Not Be Televised»

Much respect.

Your revolution will not happen between these thighs,
your revolution will not happen between these thighs

The real revolution ain't about booty size,
the Versaces you buys or the Lexus you drives
and though we've lost Biggie Smalls
your Notorious revolution will never allow you to lace no lyrical douche in my bush

your revolution will not be you killing me softly with Fugees
your revolution won't knock me up without no ring
and produce li'l future MCs
because that revolution will not happen between these thighs

your revolution will not find me in the backseat of Jeep
with LL hard as hell doin' it & doin it & doin' it well
your revolution will not be you smackin' it up, flippin' it, or rubbin' it down
nor will it take you downtown or humpin' around
because that revolution will not happen between these thighs

your revolution will not have me singing ain't no nigger like the one I got
your revolution will no be you sending me for no drip drip VD shot
your revolution will not involve me feeling your rise or helping you fantasize
because that revolution will not happen between these thighs

and no, my Jamaican brother, you revolution
will not make me feel bombastic and really fantastic
have you groping in the dark for that rubber wrapped in plastic
you will not be touching your lips to my triple dip of french vanilla butter pecan chocolate deluxe or having Akinyele's dream, a six-foot blowjob machine you wanna subjugate your queen
think I should put that in my mouth just 'cause you made a few bucks

your revolution will not be me tossing my weave
making believe i'm some caviar-eating, ghetto mafia clown or me givin' up my behind
just so I can get signed 'and maybe have someone else write my rhymes?

I'm Sarah Jones, not Foxy Brown

your revolution makes me wonder,
where could we go if we could drop the empty pursuit of props
and the ego revolt back to our Roots, use a little Common sense on a Quest to make love De La Soul, no pretense...
but your revolution will not be you flexing your little sex and status to express what you feel

Your revolution will not happen between these thighs
Will not happen between these thighs
Will not be you shaking and me *yawn* faking
Between these thighs

Because the real revolution, that's right
I said the real revolution
You know I'm talking about the revolution
When it comes, it's gonna be real
it's gonna be real
it's gonna be real
when it finally comes
when it finally comes
it's gonna be real, yeah yeah"

"Your Revolution" de Sarah Jones

(Dedicado à Tipper Gore)

Opinião suspeitíssima

Acabei de ler, na semana passada, o "Chronicles: volume one" do Bob Dylan. Um exemplo acabado do que deveria ser toda e qualquer autobiografia. Note-se que para um, enfrentar os seus fantasmas não é nada fácil... e o senhor não tem poucos.

Que venha o segundo volume. Já!!

domingo, abril 10, 2005

Dêem lá um brinquedo ao míudo

«João Soares vai correr para Sintra. João Soares deverá ser o candidato do PS à Câmara de Sintra. O convite foi feito por Jorge Coelho e visa recuperar a terceira maior Câmara do país para os socialistas, estando Soares a ser fortemente pressionado para aceitar. "Depois de ganhar Lisboa e Porto, eleger João Soares em Sintra passará a ser o terceiro grande objectivo do PS nas próximas autárquicas", afirmou ao EXPRESSO um dos responsáveis pelo processo, garantindo que as sondagens encomendadas pela direcção do partido não podiam ser mais animadoras.»

É a política no seu estado mais puro, mas também a revelar o seu perfil mais desconexo. A lógica do poder, pelo poder. Parece uma prova desportiva.

Com o timoneiro autárquico socialista, Jorge Coelho, a comandar o plantel, os socialistas pensam agora candidatar o filho do Mário para Sintra. Se as sondagens dizem que tem fortes hipóteses de vencer, obviamente que se avança.

O petiz não serviu para Lisboa, mas serve agora para Sintra. Evidente!!

sábado, abril 09, 2005

Compras a vulso

Sábado. Dia do semanário Expresso. Já várias vezes me apeteceu perguntar ao jornaleiro se podia levar só os cadernos e suplementos que me interessam e assim pagar menos.

A ver se hoje ganho coragem.

O dom

Tenho um amigo que é a melhor pessoa a escolher as filas.
Pode estar num supermercado, numa portagem, onde ele quiser. Não interessa, escolhe sempre o melhor caminho.
Um exemplo: uma fila com vinte pessoas outra com duas - Qual é que escolhiam?! Obviamente a segunda. Ele escolhe a primeira e é surpreedentemente a mais rápida. Um dom!!
Obrigado Amado por seres quem és.

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