sexta-feira, junho 24, 2005

As lições do Professor Doutor

Andar de blog em blog é como andar às escuras, mas nem sempre se vai contra paredes. De vez em quando temos destas supresas.

Que maçada!

Tenho lido e ouvido um pouco por todo o lado (tv, rádio, jornais, blogosfera, etc) muitas pessoas, ou melhor, muitos cidadãos a reprovar o timming da greve dos professores. O facto de se ter escolhido uma data importante no calendário escolar para levar para a frente o protesto (no presente caso as datas dos exames nacionais) deixou muito boa gente revoltada, supresa e indignada.

Palavra de honra que não percebo.

Em relação à polémica da existência ou não de serviços mínimos na área da educação nada tenho a dizer. Para além de ser uma área jurídica (não me dou bem com essas questões), é um tema que nem na Europa conseguiu gerar consensos (note-se o recente exemplo das decisões contraditórias sobre a matéria dos tribunais da Republica Portuguesa e da Republica Açoreana). Mas no que toca ao escândalo provocado pela oportunidade da greve convocada pelos sindicatos da classe admito que fiquei admirado. Mas as pessoas esperavam o quê? Que os professores convocassem a greve para um Sábado ou Domingo? Num feriado?

O conceito da greve, em última análise, é só um: partir a cabeça á entidade patronal. Seja para protestar medidas, reclamar direitos, exigir o que fôr, criando ao patrão o maior número de chatices, problemas, prejuízos, embaraços, constrangimentos e mais trinta por uma linha.

Poderá argumentar-se: então os direitos dos alunos? Pergunta mais que justa. Mas quem tem de responder a ela é o patrão (neste caso ministério da Educação) e não os funcionários (neste caso os professores). Se é para fazer greve, é faze-la de modo a esta tornar-se o mais eficaz possível na produção dos efeitos desejados. Daí a excelente escolha de data.

Se eu fosse o Pai Natal e tivesse a pensar fazer greve, podem ter a certeza que a fazia nos dias 24 e 25 de Dezembro. A ver se os pirralhos não me davam atenção.

quarta-feira, junho 22, 2005

To whom it concerns


When we're together the world smiles, and when we're together it feels right.
We'll live for the future and it's scenes, when we're together my co-star and me.

"The Tears", Here come the tears.

Bola de cristal

O Domingos bem que faz o aviso no último parágrafo deste post. Eu pessoalmente gosto destes temas que fracturam a sociedade civil ao meio. Assim tem mais graça.

Encontro na pirâmide


"The Pyramid Sessions" de Rocky Marsiano aka D-Mars é, sem dúvida, uma das grandes benesses musicais do primeiro semestre de 2005. A mistura imaculada, o exquisite taste na selecção feita, os músicos convidados ou os fantásticos cutz de Nell Assassin. Há muito que o hip-hop e o jazz não tinham um encontro tão feliz.

Ah! Esqueci-me... é música portuguesa. Mas que importância isso tem? É boa música.

terça-feira, junho 21, 2005

Preçário

Tendo em conta a proposta do Manelinho, desde já disponibilizo um projecto de tabela de aumentos das penas criminais para os cidadãos estrangeiros:

- Cidadãos da União Europeia [Grupo A*]: Isentos de aumento

- Cidadãos da União Europeia [Grupo B**]: + 2.5% da pena prevista para portugueses

- Cidadãos da União Europeia [Grupo C***]: + 4% da pena prevista para portugueses

- Cidadão Brasileiros: + 6% da pena prevista para portugueses

- Cidadãos de países do Leste Europeu: + 8% da pena prevista para portugueses

- Cidadãos de países Asiáticos: + 8% da pena prevista para portugueses

- Cidadãos dos PALOP´s: + 10% da pena prevista para portugueses

Tendo em conta que o crime em português tem menos gravidade (seu maluco!!), se estas medidas não tiverem os resultados esperados, aconselha-se uma separação dos estrangeiros indisciplinados através da criação de um Apartheid em moldes mais actuais (as várias raças e etnias justificam especificações especiais). Além de se limpar as ruas do país, dava-se um toque mais cosmopolita às grandes cidades: ghetos ucranianos, ghetos africanos, ghetos brasileiros, ghetos chineses... ghetos para todos os gostos.

As sugestões estão dadas.

* Grupo A: Alemanha; Áustria; Bélgica; Dinamarca; Filândia; Luxemburgo; Holanda; Reino Unido; Suécia.

** Grupo B: Espanha; França; Irlanda; Itália.

*** Grupo C: Chipre; Eslováquia; Eslovénia; Estónia; Grécia; Hungria; Letónia; Lituânia; Malta; Polónia; República Checa.

Bombeiros Voluntários de Carnaxide (I)


Ontem a SIC Radical salvou o serão. E de que maneira.

segunda-feira, junho 20, 2005

Informação de cariz inútil

Segundo um estudo recente os espanhóis são o povo mais barulhento logo a seguir aos japoneses.

Apenas confirma uma suspeita que qualquer estrangeiro tem (excepto talvez os japoneses) quando vive mais de uma quinzena nesta terra.
Esta gente não fala, grita. Esta gente não dialoga, discute aos berros. Estão em permanente guerra de palavras no seu sentido mais literal.

“VIVA LA MADRE QUE ME PARIO Y MI PADRE QUE CONTRIBUYÓ”

O Governo espanhol prepara-se para aprovar no próximo dia 30 a lei que equiparará as uniões entre homossexuais ao casamento. Desta equiparação decorrerão as mais diversas consequências entre as quais a possibilidade de dois homossexuais poderem adoptar crianças.

O mote é por uma sociedade mais aberta e igualitária.

Sobre o signo do título deste post a associação de famílias espanholas realizou uma manifestação em Madrid que reuniu mais de um milhão de pessoas.

O Ministro da Justiça espanhol que com a aquiescência de Zapatero redigiu o projecto de lei recusa-se a receber qualquer representante daquela associação não se escusando, no entanto, a posar para a posteridade com a Associação de Gays, Lésbicas e Transexuais (palavra que o meu dicionário não reconhece).

Que agenda politica é esta?

Em que medida a equiparação de uma união de homossexuais ao casamento torna a sociedade mais igualitária? E porque se tornará mais igualitária a sociedade com esta medida e não com o combate ao desemprego que já superou os 11%?

Medidas políticas que não custam dinheiro e ganham votos são o mais próximo que existe do pior vício de qualquer democracia, a demagogia.

Porque é que há uma vontade tão grande do Estado em interferir nesta matéria mas não se observam os mesmos pressupostos no apoio ao casamento de jovens, ao apoio às famílias numerosas, as uniões de facto, aos problemas laborais que as mães enfrentam e outros tantos problemas que limitam a comunhão de duas vidas, ou o pleno desenvolvimento da família?

Isso sim representa medidas substanciais para tornar a sociedade mais justa e igualitária. Sucede que na sociedade actual tudo o que soe a tradição, costume ou valores cheira mal, cheira a “mofo”.

Ora, um governo instantâneo que opta por medidas avulsas e políticas casuísticas estará a prazo.

A polémica ainda não chegou a Portugal, mas não tardará a chegar a Badajoz.

Segregação penal

Com esta concepção de justiça do Manelinho, teria que se fazer uma alteração na clássica figura da deusa Iusticia. A venda já não pode tapar os dois olhos. O olho da direita teria que estar destapado. Se assim não fôsse como é que as autoridades vêem quem é cidadão de segunda ou não?

O que eu propunha a este alarve era que ele mesmo fosse explicar a sua proposta aos seus destinatários concretos. O Manelinho devia pegar na sua entourage (será que 5 ou 6 gatos pingados podem ser classificados de entourage?... talvez gang) e partir ao encontro das pessoas visadas pela sua abjecta ideia. Queria vê-los, por exemplo, na Cova da Mora. Ainda não teriam acabado a exposição e já estavam a levar no focinho (sim focinho... quem tem uma ideia destas não tem cara, tem focinho).

Post à la Brian Eno circa 1978

No ouvido...

It's not what you are, but what you do that defines you.

sábado, junho 18, 2005

A tocar


Zoot Woman

O álbum é de 2003 mas, por manifesta ignorância, não conhecia.

A Interrupção Voluntária da Constituição (IVC)

Com o alargamento do prazo de ratificação até 2007, a Constituição Europeia ameaça tornar-se a sequela do referendo sobre a interrupção voluntária da gravidez (IVG).

O método vai ser o mesmo. Tanto a IVG como a IVC vão ter de ir à fonte até partir.

Tá mal... assim não pode ser

Há uma série de anos que se exigia uma debate alargado sobre a Europa, constava que os portugueses não percebiam nicles do que era a Comissão Europeia, o Parlamento Europeu ou o Tratado de Nice, nem com a ida do Mr. Barroso para Bruxelas a situação alterou.

Bastou a União Europeia bater no fundo para ver que afinal, como é habitual, cada um de nós tem alguma coisa a acrescentar.

quinta-feira, junho 16, 2005

Ideário Cunhalista em Hollywood

"... Now, I got no fight... with any man who does what he's told. But when he don't, the machine breaks down. And when the machine breaks down, we break down. And I ain't gonna allow that... in any of you. Not one."

Kestão

Qual seria o resultado eleitoral do P.C.P. se as legislativas fossem realizadas no próximo domingo?

Mas porquê?

Mas porquê? Shhhhh! Estejam calados! Fechem a matraca! Parem de dar tiros nos pés!
Ajudem o Sócrates, que com um comunicado lacónico acabou com essa conversa (se calhar a morte do Cunhal também ajudou).
Agradeço ao acidental ter feito o link para este artigo de Vital Moreira.

Período de nojo

Independentemente da ideia que se tenha das pessoas, seria bom que se respeitasse (na boa tradição católica) um certo luto e se deixasse as várias opiniões para um futuro próximo.
Não estou a falar de opiniões expressas em privado, mas das que tem vindo a público nos diversos órgãos de comunicação.

P.S.- Não pensem que tenho opiniões favoráveis sobre recentes defuntos porque não tenho. A não ser Eugénio de Andrade embora nunca tenha lido nada dele.


Este filme foi lançado 31 maio de 1995, dez anos e dez dias antes do arrastão. Já tinhamos algum tempo de avanço para pensarmos neste assunto.

quarta-feira, junho 15, 2005

Contrastes

Em Espanha Cecília Roth dá a cara por produtos de higiene feminina.
Em Portugal Alexandra Lencastre dá a cara pelo maior banco privado Português.

Tomou hoje posse um novo Alto Comissário

O dicionário on-line da Porto Editora define refugiado como pessoa que abandonou o seu país para escapar a perseguição.

Haverá pessoa mais indicada para o lugar que o novo Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados? Seguro que com diálogo vamos lá.

Até que a morte os separe

O Álvaro Cunhal era o maior inimigo do estado novo, mas era também o maior inimigo da democracia.
Idem, Idem, Aspas, Aspas para o Vasco “Muralha de Aço” Gonçalves.

Tombam os “heróis” do 25-A ou, se quiserem, do 25/4 (a lá 11/9 e 11-M), alguns faltam mas, lamento a crueldade, para lá caminham.

A verdadeira direita e a verdadeira social-democracia que fez o 25-A ficou órfã, precocemente, dia 4/12/1980.

Talvez agora com o dealbar de uma geração se possa começar a pôr alguns pontos nos is.

Em quem é que batemos agora?

Com a morte do Álvaro e do Vasco (até parece que os conheço), a esquerda fica irremediavelmente orfã, mas não convém esquecer que a direita também.

Que fazer agora lá para os lados do Caldas? Jogar à sueca? Livra!!!!! Jogo de cartas mais proletário não deve haver (concedo... talvez haja a bisca). Um bridge ou uma canasta já são outra história. Além disso, como diria o Dâmaso Salcede, são chique a valer!

Os meninos

Os vários socialistas que ouvi a prestar declarações sobre a pessoa de Álvaro Cunhal pecaram por alguma reverência aliada a um indesfarçável medo. Sempre tive essa ideia e agora a confirmação é evidente.

Os socialistas sempre tiveram em relação ao Álvaro (e agora ainda mais) uma postura envergonhada. Aquela coisa de dizer bem (nunca em demasia), mas também jamais dizer as verdades incómodas sobre a complicada e forte personalidade do comunista (ceder a alguns argumentos da direita portuguesa seria impensável).

Dá impressão que estes socialistas ficaram a meio dos seus revolucionários sonhos de juventude. Parecem aqueles fãs do "Black Album" dos Mettalica que nunca se atreveram a ouvir e falar sobre os discos anteriores da banda... estes meninos teriam lá cabedal para ouvir o "Master of Puppets" ou o "Kill'em All".

O Álvaro, em última análise, acaba por ser aquilo que todos os socialistas de uma determinada geração desejaram ser, mas nunca tiveram o arcaboiço para lá chegar. Basicamente, rijo como o aço.

Os Outros


Peter Stormare

terça-feira, junho 14, 2005

Colegas

Existem pessoas que passam pela vida sem amigos. Têm mãe, pai, irmãs, irmãos, primos, tios, avós e colegas. Alguns destes colegas podem ser também amigos mas em alguma fase da vida partilharam mais alguma coisa para alem da amizade, seja ela a sala de aula, local de trabalho ou equipa de andebol.
A amizade no seu estado mais puro, vale por si só e não tem de existir mais nenhuma ligação para ela fazer sentido. Podem-se partilhar gostos ou ideias mas ela vive por si e não é necessário mais nada para ela existir. Já a coleguisse necessita da partilha do mesmo espaço físico por algum tempo para ser criada.
Não quero com isto dizer que não se possa ter verdadeiros amigos que tenham sido da mesma aula ou da mesma equipa de jovens; o que me assusta são as pessoas que só têm colegas. Porque quando são bebés os amigos são os vizinhos, quando vão para a escola os amigos são os colegas de aula e quando vão para o trabalho os amigos são os colegas do emprego. Este género de amizade reduzida ao diâmetro onde nos movimentamos é que me parece sinistra e limita os nossos conhecimentos a meia dúzia de metros quadrados.

P.S.- Dentro da temática dos colegas, irei debruçar-me futuramente sobre as expressões “caro colega” e “colegas são as putas”.

Pantone musical dos últimos 3/4 anos


"Entertainment!" dos Gang of Four

Porque alguma lógica deve ter...

Sempre que ando de ipod na rua acho que sou o Richard Ashcroft.
Sim, porque há uns que andam de mota, outros de carro ou ainda a pé, mas eu ando de ipod.

Michael

Black or White, he still Bad and Dangerous.

Só na América

Ontem, noite dentro, na CNN os jurados davam uma conferência de imprensa para justificar o veredicto.

Ao Álvaro e ao Vasco...

Que Marx os tenha.

O ultimo dos duros

Com a morte do Álvaro Cunhal, terá desaparecido a última e única razão que ainda justificava o nome do partido que liderou. O Partido Comunista Português morre com ele.

Mudem a nomenclatura para o nome que quiserem, mas esqueçam a clássica sigla de P.C.P. Voçês sabem lá o que é isso do comunismo...

quinta-feira, junho 09, 2005


Anderson & Butler estão de volta. Para mim, melhores que em qualquer um dos últimos álbuns dos Suede.

quarta-feira, junho 08, 2005

R.I.P.


Mrs. Robinson deixou-nos, não sem antes nos seduzir a todos. Como dizia o puto: "Mrs. Robinson, you're trying to seduce me. Aren't you?".

terça-feira, junho 07, 2005

Hat-trick

Nas últimas semanas, em virtude de toda a discussão à volta da pseudo-Constituição Europeia, tenho tido contacto permanente com o Prof. Jorge Miranda. Ele é ensaios na imprensa escrita, ele é participação em debates televisivos, ele é declarações às rádio e tv... enfim, omnipresente.

Tudo isto seria trivial não fosse ele o meu algoz nos meus tempos universitários. Os pesadelos ainda são recorrentes e toda esta exposição mediática não ajuda a amansá-los. Aliás tenho dormido pouco e mal.

Parece que ainda o ouço: "... mas sem saber isto o senhor não pode passar!!! Voçê quer ser taxista!? Assim não pode ser!!". E lá ficava eu calado, petrificado, gelado e subjugado face ao seu poder avassalador em matérias de Direito Constitucional. Poucas pessoas me fizeram sentir tão pequeno nesta vida. E logo um geek!! O GEEK!!!!

Nota: só ao terceiro exame oral consegui derrotá-lo.

Segredos mal guardados (e ainda bem)

É das coisas que me dão mais gozo na blogosfera portuguesa. A série "Pilrito d'Areia" dos Pássaros, criada pelo autor com o mesmo nome, é de uma diversão só vista.

De consulta obrigatória.

Justo Gallego

Em 1960 Justo Gallego vendeu tudo o que tinha e não tinha. Com o espólio daí resultante ocupou um terreno de quase 5.000 m2, em Mejorada del Campo, nos arredores de Madrid.
A partir daí começou a construir o seu sonho…uma catedral. Com a ajuda de alguns livros italianos sobre catedrais e com poucos ou nenhuns conhecimentos lançou-se, sozinho, a uma empresa de uma vida.
Fora as indispensáveis fundações em betão apenas utiliza materiais reciclados ou lixo; entulho que não serve aos demais.
Fruto de uma profunda devoção católica e de uma persistência férrea persegue, pelo 45 ano consecutivo, a concretização do seu sonho, a sua epifania.
Hoje, graças à marca de uma bebida é um fenómeno nacional.
Don Justo Gallego Martinez, um lutador, um idealista ou simplesmente um louco no mundo actual?
As imagens, em baixo, falam por si.

Don Justo

Interior

Catedral de Don Justo

Invenções

Estas são para mim as mais importantes invenções do Homem:
1ª-Ar condicionado
2ª-Fogo
3ª-Roda

segunda-feira, junho 06, 2005

Tudo é efémero

Estão quase 40 graus em Lisboa e por uma cruel coincidência o ar condicionado está avariado. Somos três seres humanos a partilhar a mesma ventoinha giratória.

Sou uma pessoa feliz exactamente de 14 em 14 segundos.

Desgaste Rápido

Até agora a melhor definição de viver em Madrid foi-me dada pela pena de Mário Vargas Llosa. Perguntavam-lhe porque não vivia em Madrid ao que responde:

“Yo no podre nunca venir a viver en Madrid porque en Madrid no podría trabajar. La vida en Madrid es una tentación permanente y no se puede vivir con una tentación permanente porque al final se acaba cayendo permanentemente en la tentacion.”

Subscrevo.

Dar Música

Os madrilenos podem ser civilizados, podem ser evoluídos, podem ser o que se quiser chamar, mas, tal como a generalidade dos espanhóis, não ouvem, ou foram educados a não ouvir boa música.

Numa conversa de circunstância conheci o director-geral da Universal, segundo este 70% do dinheiro gasto em música pelos espanhóis, é em música espanhola/latina.

Assim se explica que qualquer cd virtualmente impossível de encontrar em Lisboa, esteja abandonado num esconso de um qualquer Corte Inglês.

Assim se explica também que no concerto do Jack Johnson (e não estamos a falar de música complicada) a língua minoritária fosse o espanhol.

E, por fim, só assim se explica que ontem mais de 500.000 pessoas estivessem nas portas de Alcalá para verem a Shakira - essa dama da música moderna – cantar 5 músicas.

PHE05


Four Heads, New York by William Klein.


Está a decorrer em Madrid a PHOTOESPANA2005. São mais de 50 exposições em diversos locais de Madrid. As entradas são de borla. Recomendo vivamente aqueles que aqui vierem a visitar pelo menos duas (as melhores das que vi), a exposição de William Klein, no Centro Cultural Conde Duque e um tríptico de Walter Rosenblum, Bill Owens e Stephen Shore na Calle Mayor.

Este ano, à margem do concurso, está a ser feito um intercâmbio entre Portugal e Espanha, razão porque até 3 de Julho, na Galeria D. Luís, Palácio da Ajuda, está presente um exposição denominada “empirismos”, projecto conjunto de PHOTOESPANA e Lisboa Photo.

Os Outros


Debi Mazar

sexta-feira, junho 03, 2005

Star Wars

Depois de sair do cinema fiquei com a ideia que o "Jedi Counsel" é um cruzamento entre a Ordem dos Franciscanos e o Conselho da Revolução. É o cruzamento do Padre Vitor Melícias beligerante e do General Eanes de sabre.

Duelo de Titãs

O jogo ainda está longe de acabar (pelo menos assim parece), mas o ténis acabou de encontrar a personagem que faltava para reeditar os duelos épicos que sempre o caracterizaram. Quem não se lembra de um Lendl Vs McEnroe, de um Edberg Vs Becker ou de um Agassi Vs Sampras ?

O que fazia daqueles jogos tão especiais era as diferenças de carácter, o temperamento, a reacção às adversidades, o tipo de jogo.

Federer tem 24 anos e já é considerado um dos tenistas mais completos de todos os tempos, não tem uma pancada fraca, é frio, calculista (no bom sentido) e um ténis elegante.

Nadal, Rafita para os espanhóis, tem 18 anos e tem tudo para passar de “underdog” a “alvo a abater”, tem garra, é explosivo e mete muita “paixão” em cada bola.

Os dois estão a protagonizar, as we speak, um autêntico “duelo de pistoleiros”. De um lado o relógio suíço, do outro o touro espanhol. A precisão contra a explosão.

Ataque de fúria

Como as coisas andam e com a pouca vergonha apresentada por toda classe política portuguesa (mas toda mesmo... cambada de bandidos!), acho que os portugueses estão perante uma oportunidade única.

Nunca antes foi tão legítimo para o povo a fuga aos impostos. Se não há responsabilização de nada nem ninguém em relação a quem exerce o poder (promessas eleitorais quebradas, corrupção galopante, nomeações escandalosas, etc), porque é que há-de ser a sociedade civil responsável pelo que quer que seja? Nem sequer manda em nada e ainda leva com o ónus de enfrentar a crise?!? O tanas!!

O outro apela ao sentido patriótico para fazer face às dificuldades. Vá mas é dar uma volta ao bilhar grande!!!

Aqui fica o conselho: se vês maneira de escapar ao fisco... não pagues. Eles que sejam patrióticos.Cabrões!!

quinta-feira, junho 02, 2005

Os Outros


Luis Guzmán

Perturbação familiar

Os colaboradores (empregados) da RTP meios de produção queixaram-se hoje de só saberem o horário do dia seguinte às 5 da tarde. Esta situação causa-lhes e cito: “penosidade extremamente elevada em termos de gestão familiar”.
Seria mais penoso em termos de gestão familiar estarem no desemprego como quase 7% da população, que era onde estariam se não fossem os infindáveis reforços de orçamento aprovados escandalosamente durante estes últimos anos. Um pouco de respeito, tanto pelos desempregados como pelos contribuintes que durante anos enterraram parte dos seus impostos na RTP, outrora conhecida como “O Buraco”.
Em relação ao Público (o jornal que publicou esta noticia) por favor não publique este tipo de notícias numa altura em que a gestão dos horários familiares dos empregados da RTP não é definitivamente uma prioridade para os portugueses.

Sou camionista, sou o maior

Hoje andei numa carrinha comercial e passados alguns minutos estava de braço de fora a gesticular como qualquer camionista que se preze. Não sei se são os bancos altos ou o ambiente da carrinha, mas existe uma espécie de espírito camionista que nos invade e ao qual não podemos, nem devemos fugir.

quarta-feira, junho 01, 2005

Sabino

Em relação ao post anterior deixo o exemplo de um antigo banheiro da Praia Grande que, quando o mar estava perigoso e algum banhista mais interessado em dar espectáculo se estava a afogar, ele tirava-os de dentro de água e depois aplicava-lhes um valente par de estaladas para lhes fazer ver que ao estarem a arriscar a vida deles também estavam a por em perigo a vida de quem os tinha de lá ir buscar.

Esperteza saloia

Vi no outro dia uma reportagem no jornal da noite da SIC sobre a época balnear que agora se inicia. A peça mostrava a formação dos nadadores-salvadores (vulgo banheiros) e sublinhava como principal causa de tragédias, acidentes e sustos nas praias portuguesas a imprudência dos banhistas lusos.

Não me admira nada. Nos meus gloriosos verões na praia de Santa Cruz (bons velhos tempos) havia um episódio recorrente. Na zona de banhistas, quando alguém se afastava da área recomendada e controlada pelos banheiros, cada vez que um deles apitava para água no intuito de avisar/repreender um qualquer Mark Spitz mais ousado, logo se ouvia alguém a gritar: PENALTY!!

E depois lá vinha mais um set de cachuchos gigantes a varrer meia dúzia de elementos... e o dia continuava.

terça-feira, maio 31, 2005

Os Outros


Illeana Douglas

Europa no divã

Afinal que NON ganhou em França no último domingo?!?

No momento é essa a grande questão que se põe e para ela várias interpretações se podem conceber:
  • Protesto para com a crise interna francesa (encabeçada por Chirac/Raffarin);
  • Contestatários da adesão turca;
  • Contestatários do modelo proposto (se é que há um modelo proposto);
  • Extrema direita (Le Pen à cabeça);
  • Extrema esquerda;
  • Euro cépticos;
  • Anti-federalistas;
  • Ultra-federalistas;
  • Combinações várias dos factores acima expostos.

Para começar, dúvido muito que alguma vez se retire as conclusões necessárias. A trapalhada criada pela própria máquina europeia é tal, que agora nem ao NON françês se consegue atribuir motivações concretas.

Mas nem tudo é confuso. Uma coisa ficou bem clara com este episódio. O tabu do NÃO à pseudo-Constituição Europeia foi estraçalhado por completo. Para aqueles que achavam impensável qualquer retrocesso no triunfal processo unificador europeu, o NON françês foi um autêntico chuto no cu. De sublinhar que estamos a falar de uma das nações fundadoras do projecto e um dos seus principais motores. A partir de agora... é sempre a aviar!

segunda-feira, maio 30, 2005

Os Outros


J.T. Walsh

Anúncio

Venho por este meio anunciar o início de uma rubrica na Cooperativa que visa criar um espaço de homenagem a todos os actores e actrizes que nunca foram, nem são, mais do que isso mesmo. Não são estrelas, mitos, ícones ou lendas. São verdadeiros actores ou actrizes. Mestres no ofício de representar que nunca tiveram honras de cartaz, estrelas no passeio da fama ou documentários no Biography Channel.

É a hora dos Outros.

quinta-feira, maio 26, 2005

Tunning

Este post dirige-se em primeiro lugar a todos os amantes desta disciplina do desporto automóvel, a costumização automóvel ou Tunning como é mais conhecido.
Apesar de muitas pessoas dizerem mal disto, o tunning é um mundo fascinante com as suas virtudes. (Se calhar é só uma forma estúpida de gastar dinheiro mas estou a tentar ser simpático)
Já fiz um post sobre programas de culinária, hoje é dia de falar um pouco sobre esta ‘arte’ que é modificar os carros.
Começo pelo Overhaulin um programa no qual um carro velho é supostamente roubado ao seu proprietário para lhe ser devolvido passados sete dias totalmente renovado. O único pró são as alterações feitas por Chip Fuse um suposto guru desta malta. O maior contra é ser dobrado.
Outro programa é o Monster Garage que também é o mais estúpido já que o propósito é alterar carros normais em coisas tão úteis como um corta relvas ou um carro para apanhar bolas de golf.
O Pimp My Ride apresentado por Xzibit não é mau, tem qualquer coisa de Oprah porque os concorrentes têm sempre um drama pessoal por trás da explicação para concorrer ao programa.
O melhor é o American Chopper um programa sobre uma empresa familiar chamada Orange County Choppers que fabrica motas por medida e cujos membros desta família são literalmente uns animais que se insultam gritam e ameaçam, como uns homens pré-históricos. A não perder.

Os media e a crise

Embora não concorde muitas vezes com César das Neves, ele na segunda-feira no DN lança um alerta interessante. Quando vierem os aumentos de impostos e o congelamento de salários os media não vão poder tomar, como de costume, o lado dos trabalhadores enfurecidos. Vão desta vez, ter de apoiar as medidas para não se queimar mais um ministro na fogueira das finanças, o que traria custos muito elevados nesta altura para Portugal.
Subscrevo totalmente esta ideia, já que assim podemos combater mais eficazmente a crise e a TVI fica em mira técnica durante o Jornal Nacional por não ter trabalhadores enraivecidos para mostrar. Resumindo o país ganha duplamente.

Benfica e Défice

Por um lado, sendo supostamente seis milhões, o país está mais alegre e trabalha com mais vontade. Por outro podem pensar que está tudo bem e descontraem.
Para mim é mau mas continuo sem saber se isto do Benfica campeão é bom ou mau para o país. A ver vamos.

terça-feira, maio 24, 2005

A sauna


"I Want You" de Marvin Gaye

Hitler Humano

O filme A Queda – Hitler e o Fim do Terceiro Reich, que se debruça sobre os últimos dias da vida de Hitler faz um retrato assustadoramente humano (porventura real) desta personagem. O actor Bruno Ganz consegue encontrar uma fórmula que nos permite ver Hitler como um ser humano e não como um vilão de uma banda desenhada e isso é o mais perturbante porque conseguimos a espaços ter compaixão por Hitler e isso não é muito normal.

No trono

Ando muito triste com o Mundo. A actualidade nacional e internacional é verdadeiramente desoladora. Só desgraças, corrupção, roubos, crises, doenças, crimes, cataclismas e tragédias.

Durante qualquer telejornal a pergunta é sempre a mesma: "Quantos morreram na próxima notícia?" (se a notícia é um atentado em Bagdad normalmente as contas saem mal... costumam ser números muito grandes).

De facto, como as coisas andam, não me admira nada que eu leia cerca de 65% da imprensa escrita diária no conforto e paz da retrete.

segunda-feira, maio 23, 2005

Dicas de culinária

Como prometi uns posts atrás vou-me agora debruçar sobre alguns dos vários programas de televisão. Hoje serão os de culinária (irei no futuro falar sobre os de tunning, bricolage e comentário futebolístico dando a minha opinião sobre cada um deles).
A Rtpn é o canal mais bem representado nesta temática com dois excepcionais programas, o Gostos e Sabores e Na roça com os tachos.
No Gostos e Sabores o chefe Hélio Loureiro convida uma personalidade (medianamente conhecida) para o acompanhar na confecção de um prato. O problema é que como o chefe está a cozinhar, não tem tempo para atender o cliente e por isso cria-se invariavelmente um silêncio bastante desconfortável, só interrompido pelo barulho do óleo a ferver. Na roça com os tachos, João Carlos Silva e o seu assistente Kalu Mendes, levam-nos a visitar as paisagens de cabo verde. Recomendo o visionamento deste último já que é de longe o melhor programa de culinária da televisão.
O programa Mais Você no canal Gnt vale como um todo, sendo a parte da culinária só um segmento. Não é portanto um programa especializado e por isso não pode concorrer em igualdade de circunstancias com os demais. Tem a seu favor ser apresentado por Ana Maria Braga, juntamente com o papagaio Louro José (ao estilo da meia Sr. Pires).
Na Sic mulher passa o Sessões de Cozinha, a meu ver o mais profissional dos concorrentes não é ao acaso que foi galardoado com o prémio de Melhor Programa de Televisão de Culinária pela James Bear Foundation como vem descrito na página da tv cabo. (o que é a James Bear Foundation?)
Caso conheçam mais programas deixem um comentário, se quiserem ficar anónimos mandem um e-mail.

A força

Fui ver ontem o Star Wars: Episódio III - A Vingança dos Sith e recomendo a todos este filme porque ele tem várias ligações com o que se passa actualmente no mundo. Consegue de uma maneira muito simples e educativa explicar algumas das razões para o aparecimento de regimes autoritários que se impõem usando como pretexto para retirar liberdades, o aumento de segurança e o fim de algumas ‘guerras’.

Regresso às aulas

Estive um tempo afastado das lides dos blogs por várias razões que não interessa explorar. O que interessa é que quando voltei, deparei-me com um cenário preocupante: O Domingos não escreve porque existe um problema nas comunicações de satélite com Madrid, o K. continua lesionado e o Torgal está a fazer o que eu gostava, festejar o título.
Vou portanto reunir todas as minhas forças para manter isto a andar enquanto as ligações de satélite não são reatadas e o Torgal se restabelece dos festejos.
P.S.- Parabéns aos benfiquistas

Eu sei que não era para falar de futebol mas... (II)

quarta-feira, maio 18, 2005

O poder da facada

No último domingo à noite (dia 15 de Maio) terminou a primeira digressão nacional do projecto A NAIFA. No pequeno auditório do Centro Cultural de Belém (CCB) Luís Varatojo, Miguel Aguardela e Cª. confirmaram tudo o que se tem escrito e dito sobre a sua proposta musical: que são uma verdadeira benção no panorama musical português actual.

21h30. Com o pequeno auditório do CCB cheio e com 30 (perdoáveis) minutos de atraso, começa o último espectáculo de A NAIFA, terminando assim a aclamada digressão nacional iniciada a 15 de Março na Casa da Cultura de Beja.

A escolha de Lisboa para terminar o périplo nacional constitui tudo menos um acaso. Estamos a falar de um projecto com raízes intrinsecamente alfacinhas e nada seria mais natural que acabar as hostilidades no lugar onde todo o universo de A NAIFA faz mais sentido. As tabernas, o fado, os bons malandros, a guitarra portuguesa, Alfama...

O espectáculo é de uma simplicidade absolutamente brilhante. Ao mesmo tempo que parece que estamos a assistir à performance minimalista de quatro músicos sem qualquer tipo de artifícios, a meio de cada música, têm-se a sensação de entrar no mundo criado por cada música, por cada história, por cada viagem. A teatralidade ultra subtil de cada um dos quatro magníficos em palco assume o comando, tornando a experiência inesquecível. Miguel Aguardela (baixo), com a sua postura desafiante e marialva; Vasco Vaz, que faz da percussão um exercício de rara sensibilidade; Luís Varatojo prova que é possível fazer da guitarra portuguesa um instrumento de uma rebeldia indomável; e por fim, Mitó apresenta-se com um dos segredos mais bem guardados da música lusa dos últimos tempos (saiba o país dar valor e proteger esta menina). A partir daqui assistiu-se a um extraordinário desfile de «Canções Subterrâneas», que só peca por curto. Curto não o espectáculo. Curto o prazer. Talvez seja este o único pecado do pessoal de A NAIFA. Deviam ter mais dois ou três álbuns para tocar, tocar e tocar...

Por uma noite, nada esteve a mais, nada esteve a menos. Apenas boa música moderna portuguesa.

Um NÃO diferente do NÃO dos outros

Ainda não tinha encarado a questão por este prisma. De facto, o movimento do NÃO em Portugal não pode ser refém da esquerda comunista ou da esquerda bloquista. Não pode haver monopólios partidários em relação a causas de interesse nacional.

A sociedade civil tem de se pôr a mexer. E já!

terça-feira, maio 17, 2005

Vandalismos

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!

Florbela Espanca in "Charneca em Flor" (1930)

Como soa melhor sem aquela musiquinha tocada por aquele grupinho. Chiça!!!!!!!

sexta-feira, maio 13, 2005

O homem e a sua quimera

"Fui convidado pela Júlia Pinheiro para entrar na Quinta, mas recusei. Tenho a minha carreira, sou um mito e mitos não se misturam com aquelas celebridades"
José Cid in Correio da Manhã

California Über Alles

Para o Arnie, pelo que se constata, o american dream não é para todos. Se ao menos os intrusos tivessem outro sotaque que não o castelhano.

Comentário político

Não percebo esta polémica sobre a candidatura de Sá Fernandes à câmara de Lisboa.
Podem-me chamar ingénuo mas não acho que as acções tomadas em relação ao túnel do marquês, tenham sido criadas para preparar uma candidatura sua ao município. Antes quero acreditar que existem cidadãos atentos ao que se passa em Lisboa e não aceitam tudo só porque um Presidente da Câmara (com um vasto historial de prepotência) decide fazer obras megalómanas em cima do joelho. Se o bloco de esquerda achou que ele faria um bom candidato, ainda bem. Agora criar teorias da conspiração onde ele só fez isto para ser candidato, parece-me rebuscado.
De qualquer maneira não me interessa muito porque não vou votar nele.

quinta-feira, maio 12, 2005

Eu hoje acordei assado....


Peço desculpa à bomba inteligente mas tinha de fazer isto porque não conseguia parar de pensar neste trocadilho.

Fashion victim

Estive no chiado para comprar roupa e reparei numa coisa que me deixou preocupado. Nas lojas de roupa de homens, os números maiores só com dificuldade é que cabem em pessoas normais. Pensei no assunto e cheguei à conclusão que estamos a ser vítimas de um processo que já se passou com as mulheres anos atrás: os números muito pequenos.
O problema deste fenómeno é acarretar consigo as dietas e a anorexia. Não nos vamos deixar comprar por estes estereótipos e vamos combater esta corrente. As mulheres sofreram durante anos em silêncio para caber naqueles números mas nós não vamos cair no mesmo erro, já temos o exemplo delas portanto não temos desculpa para nos suceder o mesmo.

Adaptações

Acerca do último (fabuloso) "With Teeth", têm-se escrito que Trent Reznor e os seus NIN se tornaram pop. Talvez tenha sucedido exactamente o contrário. A pop é que se ajustou aos NIN.

quarta-feira, maio 11, 2005

Let's get ready to rumble!!

A 58ª Edição do Festival de Cinema de Cannes 2005 começa hoje. E ainda bem.

Crítico de televisão

Eu vejo muita televisão. Prova disso é acompanhar o programa American Chopper.
Durante algum tempo pensei que poderia ser crítico de televisão, no fundo não iria alterar muito a minha rotina, depois comecei a pensar melhor e realmente esses senhores devem ter uma vida infernal em termos de sono. Começam de manhã com os desenhos animados passando depois para os programas da manhã (ver principalmente o Sic dez horas com essa grande comunicadora Fátima Lopes). Os jornais do almoço também são obrigatórios, durante a tarde têm o Portugal no coração, telenovelas e o programa anteriormente apresentado por Iva Pamela. Mais jornais e depois é só escolher, durante o serão opções não faltam. Pela madrugada existe a repetição do Conan O´Brien e de vários documentários no Odisseia, Discovery, História e People and Arts. Ou então a maravilha das televendas (com o produto revolucionário Quick and Bright) e as pérolas da Rtp memoria. No fim disto já são oito horas e estão a dar outra vez os desenhos animados. Portanto dormir não é possível. Se tivesse de escolher dormia durante o Portugal no coração já que posso ver o Malato no Um contra todos, por outro lado assim não via a Merche Romero. Se calhar é melhor não dormir.
Voltarei a este tema para vos falar de programas tão interessantes como Ground Force ou Na Roça com os tachos e para dar a minha opinião sobre os diversos programas sobre futebol, se isso interessar a alguém.

terça-feira, maio 10, 2005



Um pouco de música

Este fim-de-semana estive a ouvir dois cd’s que achei muito interessantes; o Employment dos Kaiser Chiefs e o dos Kasabian.
Não consegui deixar de reparar nas semelhanças dos Kaiser Chiefs na música Oh My God com os Sparks, sendo isso um ponto a favor. Os Kasabian também me fizeram lembrar a espaços os Happy Mondays e isso também é positivo.
Recomendo portanto os dois, porque além de serem bons discos recordar é viver.

Tortura chinesa


"Mural on Indian Red Ground" de Jackson Pollock (1950)

Conceitos difusos (2)

O baptismo é a introdução de um ao conceito do pecado e o nascer de um pecador.

Conceitos difusos (1)

O baptismo é o sacramento da fé e a adesão incondicional à pessoa de Cristo.

Dinâmica democrática

A visão! O timming! A pertinência! Neste tipo de situações, o provérbio mais vale tarde do que nunca assume um significado completamente inequívoco.

segunda-feira, maio 09, 2005

O dia em o 8 de Maio de 1945 começou

«I beg to move,

That this House welcomes the formation of a Government representing the united and inflexible resolve of the nation to prosecute the war with Germany to a victorious conclusion.

On Friday evening last I received His Majesty's commission to form a new Administration. It as the evident wish and will of Parliament and the nation that this should be conceived on the broadest possible basis and that it should include all parties, both those who supported the late Government and also the parties of the Opposition. I have completed the most important part of this task. A War Cabinet has been formed of five Members, representing, with the Opposition Liberals, the unity of the nation. The three party Leaders have agreed to serve, either in the War Cabinet or in high executive office. The three Fighting Services have been filled. It was necessary that this should be done in one single day, on account of the extreme urgency and rigour of events. A number of other positions, key positions, were filled yesterday, and I am submitting a further list to His Majesty tonight. I hope to complete the appointment of the principal Ministers during tomorrow. the appointment of the other Ministers usually takes a little longer, but I trust that, when Parliament meets again, this part of my task will be completed, and that the administration will be complete in all respects.

I considered it in the public interest to suggest that the House should be summoned to meet today. Mr. Speaker agreed, and took the necessary steps, in accordance with the powers conferred upon him by the Resolution of the House. At the end of the proceedings today, the Adjournment of the House will be proposed until Tuesday, 21st May, with, of course, provision for earlier meeting, if need be. The business to be considered during that week will be notified to Members at the earliest opportunity. I now invite the House, by the Motion which stands in my name, to record its approval of the steps taken and to declare its confidence in the new Government.

To form an Administration of this scale and complexity is a serious undertaking in itself, but it must be remembered that we are in the preliminary stage of one of the greatest battles in history, that we are in action at many other points in Norway and in Holland, that we have to be prepared in the Mediterranean, that the air battle is continuous and that many preparations, such as have been indicated by my hon. Friend below the Gangway, have to be made here at home. In this crisis I hope I may be pardoned if I do not address the House at any length today. I hope that any of my friends and colleagues, or former colleagues, who are affected by the political reconstruction, will make allowance, all allowance, for any lack of ceremony with which it has been necessary to act. I would say to the House, as I said to those who have joined this government: I have nothing to offer but blood, toil, tears and sweat.

We have before us an ordeal of the most grievous kind. We have before us many, many long months of struggle and of suffering. You ask, what is our policy? I can say: It is to wage war, by sea, land and air, with all our might and with all the strength that God can give us; to wage war against a monstrous tyranny, never surpassed in the dark, lamentable catalogue of human crime. That is our policy. You ask, what is our aim? I can answer in one word: It is victory, victory at all costs, victory in spite of all terror, victory, however long and hard the road may be; for without victory, there is no survival. Let that be realised; no survival for the British Empire, no survival for all that the British Empire has stood for, no survival for the urge and impulse of the ages, that mankind will move forward towards its goal. But I take up my task with buoyancy and hope. I feel sure that our cause will not be suffered to fail among men. At this time I feel entitled to claim the aid of all, and I say, come then, let us go forward together with our united strength.»

Winston Churchill
Casa dos Comuns, 13 de Maio de 1940

Tic tac u don't stop


"Overproof" dos Rockers Hi Fi

Léxico bloquista

Coordenador, adj. e s. m. que ou aquele que coordena (de coordenar + dor); líder, secretário-geral ou presidente partidário.

domingo, maio 08, 2005

Ao Miguel Garcia...

"Garcias" por la final

Diferente ponto de vista

Porque este é um blog que faz a apologia da difereça e porque quantas mais prespectivas melhor, a pior coisa que pode acontecer em Lisboa é a vinda do Sá Fernandes Jr.
Bem me parecia que o embargo do metro do Terreiro do Paço e do Túnel do Marquês nao era só altruismo.

Alonso

Se o Fernando Alonso ganhar o grande prémio de Espanha fecham o paseo da castellana e ele vem com o Renault para Madrid acelarar com o bólide. Diz quem viu que "es inolvidable".

sexta-feira, maio 06, 2005

Requisito blogosférico



É um sonho tornado realidade. Sempre quis ter o meu próprio post sobre aquela banda que toda uma geração amou com muito amor à camisola.

(Dedicado a todos aqueles que ainda estão a tentar refazer a vida desde que os The Smiths gravaram o "Strangeways, Here We Come")

A rameira

E eu a pensar que tinha o meu voto para a C.M. de Lisboa resolvido. Sem Santana envolvido na trama eleitoral, estava já mais que disposto em pôr a cruzinha no Carmona e matar saudades de votar no PPD/PSD. Com pouca convicção é certo, mas com o sentido de um dever cívico a cumprir (além disso já estou farto de votar á la Saramago).

De repente tudo muda. Com a possibilidade de candidatura do advogado do povo sinto que a cruzinha pode mudar de quadrado.

Ontem um. Hoje outro. Isto de ser uma verdadeira puta política tem destas vantagens.

quinta-feira, maio 05, 2005

Eu sei que não era para falar de futebol mas...

Vamos embora.
Spoooooorting!

Here's Johnny!

Vitória da humildade

Estamos muito contentes, conseguimos finalmente atingir o nosso objectivo, a permanência (leia-se 1000 visitantes). Foi um campeonato muito duro mas com trabalho, humildade e espírito de equipa conseguimos ultrapassar as adversidades. Queria também agradecer aos adeptos que sempre acreditaram em nós, apesar do que veio escrito muitas vezes na imprensa. Por ultimo não posso deixar de dar uma palavra de apoio ao nosso jogador Kiko que esteve lesionado a maior parte da época, sei que ele é muito forte psicologicamente e estará recuperado já no início do próximo campeonato.

Mach 1

Hoje atingimos a barreira mítica dos mil visitantes. Obrigado a todos! Estamos extremamente felizes. Uma felicidade que apenas deverá poder ser comparada à de Chuck Yeager quando bateu a barreira do som. Se calhar ele estava um bocado mais contente.

Seguidores

Arquivo do blogue