quinta-feira, junho 30, 2005

Começou

Passou exactamente um mês e três dias desde um post meu sobre a cobertura dos media a greves e manifes (é como se diz acho eu). Enquanto foram os professores era admissível o alarido por causa das condições da greve, agora quando a Associação de Praças da Armada (a conhecida APA) faz uma manife e as televisões entram com vários directos, é preciso dizer basta. Basta! O que é que esta malta quer! Como está tudo a protestar vamos também gritar, e as televisões dão voz a esta malta, ridículo!

A quem tem razão dá-se-lha

No outro dia em conversa, expressei uma opinião favorável em relação ao acesso público das declarações de IRS. Pensando um pouco mais no assunto cheguei à conclusão oposta, já que me parece que esta medida não irá solucionar de forma alguma o problema da evasão fiscal.
Como vou querer assumir a posição contra em conversas futuras, parece-me obrigatório este retrate publico.

Relações

Como nas relações amorosas estou a passar pela crise dos 4 meses com a minha escrita no blog. Depois do deslumbre inicial, a rotina maça-nos. Espero no entanto atravessar esta crise “conjugal”, com alguma rapidez.

terça-feira, junho 28, 2005

Saída de emergência (II)

O professor, num exame oral de Direito Fiscal, pergunta ao aluno:

- Então diga-me lá... porque é que neste caso se estabelece esta excepção ao regime geral?
- Hum... porque está na lei...

Saída de emergência (I)

A mãe pergunta ao filho, estudante do liceu:

- Então filho? Como é que correu o teste?
- Hum... acho que não sei...

domingo, junho 26, 2005

From China with love


O último cigarro

Foram publicados os resultados de um estudo elaborado pelo Centro Pew de Investigação onde se revela que a generalidade dos europeus tem melhor opinião da China que dos Estados Unidos. A título de exemplo 41% dos espanhóis tem opinião favorável dos E.U.A contra 57% que têm opinião favorável da China.

Nem de propósito, segundo a agência de informação Nova China, foram ontem executados, pelo menos, 15 traficantes de droga na China.
De acordo com a Amnistia Internacional, e numa estimativa rasteira, em 2004 foram executadas perto de 3.500 pessoas naquele país.

sexta-feira, junho 24, 2005

As lições do Professor Doutor

Andar de blog em blog é como andar às escuras, mas nem sempre se vai contra paredes. De vez em quando temos destas supresas.

Que maçada!

Tenho lido e ouvido um pouco por todo o lado (tv, rádio, jornais, blogosfera, etc) muitas pessoas, ou melhor, muitos cidadãos a reprovar o timming da greve dos professores. O facto de se ter escolhido uma data importante no calendário escolar para levar para a frente o protesto (no presente caso as datas dos exames nacionais) deixou muito boa gente revoltada, supresa e indignada.

Palavra de honra que não percebo.

Em relação à polémica da existência ou não de serviços mínimos na área da educação nada tenho a dizer. Para além de ser uma área jurídica (não me dou bem com essas questões), é um tema que nem na Europa conseguiu gerar consensos (note-se o recente exemplo das decisões contraditórias sobre a matéria dos tribunais da Republica Portuguesa e da Republica Açoreana). Mas no que toca ao escândalo provocado pela oportunidade da greve convocada pelos sindicatos da classe admito que fiquei admirado. Mas as pessoas esperavam o quê? Que os professores convocassem a greve para um Sábado ou Domingo? Num feriado?

O conceito da greve, em última análise, é só um: partir a cabeça á entidade patronal. Seja para protestar medidas, reclamar direitos, exigir o que fôr, criando ao patrão o maior número de chatices, problemas, prejuízos, embaraços, constrangimentos e mais trinta por uma linha.

Poderá argumentar-se: então os direitos dos alunos? Pergunta mais que justa. Mas quem tem de responder a ela é o patrão (neste caso ministério da Educação) e não os funcionários (neste caso os professores). Se é para fazer greve, é faze-la de modo a esta tornar-se o mais eficaz possível na produção dos efeitos desejados. Daí a excelente escolha de data.

Se eu fosse o Pai Natal e tivesse a pensar fazer greve, podem ter a certeza que a fazia nos dias 24 e 25 de Dezembro. A ver se os pirralhos não me davam atenção.

quarta-feira, junho 22, 2005

To whom it concerns


When we're together the world smiles, and when we're together it feels right.
We'll live for the future and it's scenes, when we're together my co-star and me.

"The Tears", Here come the tears.

Bola de cristal

O Domingos bem que faz o aviso no último parágrafo deste post. Eu pessoalmente gosto destes temas que fracturam a sociedade civil ao meio. Assim tem mais graça.

Encontro na pirâmide


"The Pyramid Sessions" de Rocky Marsiano aka D-Mars é, sem dúvida, uma das grandes benesses musicais do primeiro semestre de 2005. A mistura imaculada, o exquisite taste na selecção feita, os músicos convidados ou os fantásticos cutz de Nell Assassin. Há muito que o hip-hop e o jazz não tinham um encontro tão feliz.

Ah! Esqueci-me... é música portuguesa. Mas que importância isso tem? É boa música.

terça-feira, junho 21, 2005

Preçário

Tendo em conta a proposta do Manelinho, desde já disponibilizo um projecto de tabela de aumentos das penas criminais para os cidadãos estrangeiros:

- Cidadãos da União Europeia [Grupo A*]: Isentos de aumento

- Cidadãos da União Europeia [Grupo B**]: + 2.5% da pena prevista para portugueses

- Cidadãos da União Europeia [Grupo C***]: + 4% da pena prevista para portugueses

- Cidadão Brasileiros: + 6% da pena prevista para portugueses

- Cidadãos de países do Leste Europeu: + 8% da pena prevista para portugueses

- Cidadãos de países Asiáticos: + 8% da pena prevista para portugueses

- Cidadãos dos PALOP´s: + 10% da pena prevista para portugueses

Tendo em conta que o crime em português tem menos gravidade (seu maluco!!), se estas medidas não tiverem os resultados esperados, aconselha-se uma separação dos estrangeiros indisciplinados através da criação de um Apartheid em moldes mais actuais (as várias raças e etnias justificam especificações especiais). Além de se limpar as ruas do país, dava-se um toque mais cosmopolita às grandes cidades: ghetos ucranianos, ghetos africanos, ghetos brasileiros, ghetos chineses... ghetos para todos os gostos.

As sugestões estão dadas.

* Grupo A: Alemanha; Áustria; Bélgica; Dinamarca; Filândia; Luxemburgo; Holanda; Reino Unido; Suécia.

** Grupo B: Espanha; França; Irlanda; Itália.

*** Grupo C: Chipre; Eslováquia; Eslovénia; Estónia; Grécia; Hungria; Letónia; Lituânia; Malta; Polónia; República Checa.

Bombeiros Voluntários de Carnaxide (I)


Ontem a SIC Radical salvou o serão. E de que maneira.

segunda-feira, junho 20, 2005

Informação de cariz inútil

Segundo um estudo recente os espanhóis são o povo mais barulhento logo a seguir aos japoneses.

Apenas confirma uma suspeita que qualquer estrangeiro tem (excepto talvez os japoneses) quando vive mais de uma quinzena nesta terra.
Esta gente não fala, grita. Esta gente não dialoga, discute aos berros. Estão em permanente guerra de palavras no seu sentido mais literal.

“VIVA LA MADRE QUE ME PARIO Y MI PADRE QUE CONTRIBUYÓ”

O Governo espanhol prepara-se para aprovar no próximo dia 30 a lei que equiparará as uniões entre homossexuais ao casamento. Desta equiparação decorrerão as mais diversas consequências entre as quais a possibilidade de dois homossexuais poderem adoptar crianças.

O mote é por uma sociedade mais aberta e igualitária.

Sobre o signo do título deste post a associação de famílias espanholas realizou uma manifestação em Madrid que reuniu mais de um milhão de pessoas.

O Ministro da Justiça espanhol que com a aquiescência de Zapatero redigiu o projecto de lei recusa-se a receber qualquer representante daquela associação não se escusando, no entanto, a posar para a posteridade com a Associação de Gays, Lésbicas e Transexuais (palavra que o meu dicionário não reconhece).

Que agenda politica é esta?

Em que medida a equiparação de uma união de homossexuais ao casamento torna a sociedade mais igualitária? E porque se tornará mais igualitária a sociedade com esta medida e não com o combate ao desemprego que já superou os 11%?

Medidas políticas que não custam dinheiro e ganham votos são o mais próximo que existe do pior vício de qualquer democracia, a demagogia.

Porque é que há uma vontade tão grande do Estado em interferir nesta matéria mas não se observam os mesmos pressupostos no apoio ao casamento de jovens, ao apoio às famílias numerosas, as uniões de facto, aos problemas laborais que as mães enfrentam e outros tantos problemas que limitam a comunhão de duas vidas, ou o pleno desenvolvimento da família?

Isso sim representa medidas substanciais para tornar a sociedade mais justa e igualitária. Sucede que na sociedade actual tudo o que soe a tradição, costume ou valores cheira mal, cheira a “mofo”.

Ora, um governo instantâneo que opta por medidas avulsas e políticas casuísticas estará a prazo.

A polémica ainda não chegou a Portugal, mas não tardará a chegar a Badajoz.

Segregação penal

Com esta concepção de justiça do Manelinho, teria que se fazer uma alteração na clássica figura da deusa Iusticia. A venda já não pode tapar os dois olhos. O olho da direita teria que estar destapado. Se assim não fôsse como é que as autoridades vêem quem é cidadão de segunda ou não?

O que eu propunha a este alarve era que ele mesmo fosse explicar a sua proposta aos seus destinatários concretos. O Manelinho devia pegar na sua entourage (será que 5 ou 6 gatos pingados podem ser classificados de entourage?... talvez gang) e partir ao encontro das pessoas visadas pela sua abjecta ideia. Queria vê-los, por exemplo, na Cova da Mora. Ainda não teriam acabado a exposição e já estavam a levar no focinho (sim focinho... quem tem uma ideia destas não tem cara, tem focinho).

Post à la Brian Eno circa 1978

No ouvido...

It's not what you are, but what you do that defines you.

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