quarta-feira, julho 13, 2005

Vida de Pintor


Nos primeiros três anos que Juan Gris passou em Paris existem dois tipos de trabalhos; os auto-retratos, que davam dinheiro, e os outros, que serviam para cobrir as dívidas, estes últimos têm todos uma dedicatória a agradecer a gentileza da sua aceitação por parte do credor. Retratista é o equivalente a qualquer estágio, refina-se o traço, aprende-se e é-se mal pago.

Guitarras


Está em Madrid a maior exposição alguma vez feita do pintor Juan Gris, considerado o último elemento da Santissíma Trindade do cubismo a par de Braque e Picasso. Não o conhecia, depois de a ver fiquei com a nítida sensação de já ter visto aquilo em algum lado.
Alguém me consegue explicar a atracção doentia que os cubistas tinham por guitarras?

Guitarra: Picasso

Guitarra: Braque

Guitarra: Gris

Democracia em estado puro

O Blitz deu 8/10 ao (inenarrável) "Barrio Fino" do (inqualificável) Daddy Yankee.

segunda-feira, julho 11, 2005

O Rrrrrrrrei

Hoje em dia não tenho quaisquer dúvidas em dar o prémio de melhor R do país ao Francisco Louçã. Cada vez que o ouço discursar, debater ou declarar o que seja, dou por mim a fazer figas para que diga o maior número possível de palavras com R. E que R meu Deus!!! Bem soletrrrrado, carrrrrrregado e virrrrril. Um verdadeiro R de homem.

Na última semana, durante o debate parlamentar sobre o orçamento rectificativo apresentado pelo ministro das Finanças, quase que me vinham as lágrimas aos olhos cada vez que o líder bloquista interpelava Campos e Cunha com expressões como «redução da carga tributária». Vejam bem quantos R's!!!!! Um verdadeiro banquete! Quase que dá pena que o Bloco de Esquerda tenha essa denominação. Devia chamar-se Grupo de Esquerda e assim ganhávamos mais um R.

Com o debate sobre o Estado da Nação (que by the way está na merda), realizado na mesma semana, o prazer continuou. Era ouvi-lo a dizer palavras como privatizações, estratégia, orgão regulador, recursos, convergência, política errada (das minhas preferidas), arrogância (uma favorita do próprio), etc, etc, etc. Um autêntico festival. Fétiche dos fétiches seria mesmo ouvir o Francisco declamar a famosa frase «o rato roeu a rolha da garrafa do rei da Rússia». Aí sim!!! Uma verdadeira overdose do R mais fantástico que anda por aí.

Eu próprio ando a tentar melhorar o meu, mas cada vez que ouço o do Francisco fico completamente desmotivado. Tentar chegar ao nível do R do Louçã é a mesma coisa que tentar andar de mota como o Valentino Rossi (imaginem o Francisco a dizer Rrrrrrrrrossi... fabuloso, não é?). E olhem que Il Doctore anda p'ra cacete!!!!! Basicamente, ter um R de referência como o dele é como ter o peso do mundo às costas. Como chegar lá??! No mínimo, é complicado.

Francisco (só não te chamo Xico porque não tem R), a única coisa que te queria dizer é a seguinte: não há R como o teu R. Assim sendo, nunca o percas. Nunca.

Sarrrrrrrrrrrrrrrava!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Thumbs up!


A sugestão veio de quem sabe do que fala. O proveito ficou comigo e com quem também comprou a Jazz.pt, nova revista nacional de jazz. Aprovadíssima.

p.s.: Roy Haynes no Estoril Jazz 2005? Fantástico jazz num dia de Verão.

sexta-feira, julho 08, 2005

Meu querido Portugal

Porto

Por toda a cidade estão espalhadas indicações para o Castelo do Queijo, cujo nome já é ridículo, mas depois chega-se lá e é-se confrontado com uma construção que mais parece uma vivenda geminada. Por amor de Deus eu já fiz castelos da playmobil maiores que aquele.

Desperate Housewives

Tenho duas razões para gostar muito desta série: Eva Longoria (Gabrielle Solis) e Teri Hatcher (Susan Mayer) mas existem outras coisas que também me aprazem.
A série mostra que ao contrário do que se quer fazer ver hoje em dia, nem tudo é preto e branco e as pessoas não são só boas ou só más, toda a gente tem um pouco de bom e mau e é nessas nuances que são criadas as personagens desta série.
O trabalho do argumento também está muito bem conseguido, já que a partir de uma história aparentemente simples, se criam personagens com uma certa profundidade e construídas com bastante solidez. Vou continuar a ver nem que seja pelas duas primeira razões

quinta-feira, julho 07, 2005

London Calling

Não era a questão se ia acontecer, mas quando ia acontecer.
Não creio nos números até agora apresentados, a Al-Quaeda quando ataca não é para matar 4 inocentes.
É sinistro que os ataques recaiam sobre trabalhadores inocentes, resulta numa vã tentativa de incitar à revolta. Como na nossa vida, quando somos chantageados, a solução é não transigir um milimetro e não aceitar o meio termo.

Filhos da puta!!


Londres, 07/07/2005

quarta-feira, julho 06, 2005

Pessoal do pó


"Dustbowl Ballads" de Woody Guthrie

Progresso: uma visão alternativa

Ora aqui está um exemplo de boa argumentação, extraordinária análise histórica e excelente exercício comparativo. Nem Torquemada, nem Jerry Falwell fariam melhor.

Verdadeiramente espantoso...

El hundimento (a queda)

Zapatero decretou que todas as estátuas alusivas a Franco terão de ser "abatidas".
Passados 30 anos eis uma medida verdadeiramente útil para os espanhóis.

3 down, many to go


Ganhou Londres

Depois de Chirac ter dito que não se pode confiar num país que a única coisa que deu à Europa foram as vacas loucas, eis que leva nova derrota.
Este ano arrisca-se a ser tenebroso para os gauleses.

domingo, julho 03, 2005

Info inútil, ou talvez não

17 cêntimos de cada maço de tabaco comprado no Canadá ainda vai directamente para pagar a dívida dos Jogos Olímpicos de Montreal de 1976.
Na próxima quarta-feira decide-se o próximo “felizardo”.

12 Angry Men

Na semana passada fui ao jantar do Fórum Português em Madrid. Fui introduzido ao maravilhoso mundo do lobby. O orador convidado era o telegénico Prof. Marcelo Rebelo de Sousa.
Calhou-me uma mesa de 12 homens. Banca, novas tecnologias, académicos, profissões liberais estava lá tudo, um pequeno microcosmos representativo dos portugueses em Espanha.
Feitas as indispensáveis introduções – Olá meu nome é ……., sou …… aqui tem o meu cartão - impôs-se um silêncio glacial, entrecortado apenas por pequenas conversas paralelas de pessoas que se já se conheciam.
Éramos um BOGSAT (Bunch Of Guys Sitting Around a Table) sem nada para dizer uns aos outros. Pensam que foi o deficit que quebrou o gelo? O desvio das águas do Tejo? Ou a constituição europeia? Não. A única coisa que pôs 12 homens a falar tão alto que não se conseguiam ouvir uns aos outros foi GAJAS, ou seja (Girls Available Just Around the Street).

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