domingo, julho 31, 2005

Calimero

A entrevista de Pedro Santana Lopes à revista Única é um dos maiores exercícios de hipócrisia e auto-comiseração que eu alguma vez assisti.
É doloroso e susceptível de provocar sentimentos de vergonha alheia o que ali vem escrito.
Nela aprendemos que o ex-P.M tem tendência a ficar “fulo”, que não gosta de discotecas, mas que afinal até gosta só que de uma maneira diferente (?), que nunca experimentou cocaina, mas que há quem diga que isso é um erro(?), que quando pôs um lenço na cabeça aquilo foi um horror(?) e, para mim a melhor, dá a sua palavra de honra que não bebe, mas duas perguntas abaixo diz que prefere mil vezes sair à frente de toda a gente e beber um copo com os amigos.

Na parte política, imagine-se, vai inaugurar 7 piscinas até Setembro, dormiu mal quando pensou que ia ganhar o congresso onde Durão Barroso o chamou um misto de Gabriel Alves e Zandinga e a Câmara só (!) terá de pagar 2 milhões de euros pelo estudo prévio de Ghery se o Parque Mayer não for para a frente.

Espantoso com Santana Lopes ainda acha que tudo o que lhe aconteceu foi por culpa dos outros, dos tais que o “enforcaram”.

quinta-feira, julho 28, 2005

Ratos

Deviam inventar um mouse para o computador sem fazer clic, pode tornar-se enervante ao fim de um tempo.

Certezas absolutas


Nem pensar!!!!

Sinónimos

Turgal; Trogal; Thorgal; Torgale; Trugal; Torjal.

Adeus Cavaco

Embora queira que Cavaco Silva ganhe as eleições, temo que depois de ontem Manuel Monteiro ter dado a sua preferência ao professor, a campanha tenha sofrido um golpe fundo de mais para poder levar de vencido o movimento MASP*.

*Irei referir sempre a campanha de Mário Soares por este nome por achar muito mais divertido

quarta-feira, julho 27, 2005

Há siglas e siglas


Com a possibilidade de candidatura de Mário «eu tenho 81 anos» Soares a Belém, volta à baila o célebre MASP. Prespectivando-se a III parte da saga (se fosse um filme, o MASP III seria o Rocky V), venho aqui lembrar que MASP só interessa verdadeiramente um.

O Museu de Arte de São Paulo (MASP), situado em plena Av. Paulista, foi inaugurado a 2 de Outubro de 1947 por Assis Chateaubriand (fundador e proprietário dos Diários e Emissoras Associados) e pelo professor Pietro Maria Bardi (jornalista e crítico de arte em Itália recém chegado ao Brasil). Lina Bo, arquitecta modernista italiana e esposa do professor Bardi, concebeu o actual edifício do museu. O terreno da Av. Paulista foi doado ao município com a condição de que a vista para o centro da cidade (mais conhecido por Centrão), bem como a da serra da Cantareira fosse preservada, através do vale da Av. 9 de Julho. Construído de 1956 a 1968, a nova sede do MASP foi inaugurada a 7 de Novembro de 1968.

A colecção é a fantástica. A visita obrigatória.

Em relação a MASP's, estamos então esclarecidos.

Uncle Bill

O jeito que dá ser ex-presidente dos E.U.A e se possível com um escândalo à mistura.
Durante um fim-de-semana em Tenerife eis a nota de honorários de William Clinton:

Conferência: 300.000 euros - Tema: "África".
Jogo de Golf: 13.000 euros por cada pessoa que quissesse jogar com Mr. Clinton (foram tantas que cada uma só jogou dois buracos).
Almoço: 30.000 euros por cada comensal com direito a fotografia.

No fim, business as usual.

terça-feira, julho 26, 2005

Ondas de Sucesso

Estava ontem a pensar na expressão onda de sucesso e reparei que realmente tem lógica.
Uma onda, tal como o sucesso, quando na sua máxima força arrasta tudo no seu caminho mas acaba por se desfazer na areia. Também existem vários tipos de ondas tal como os vários tipos de sucesso, por exemplo:
- O quebra-coco que começa em cima da areia e morre instantaneamente, tal como as one hit wonders.
- As ondas que navegam os oceanos, e que tarde ou nunca vêm morrer na costa. Ondas David Bowie.

+ ou -

Ontem fui ver o «Guerra dos Mundos» do Spielberg, filme que nem aquece, nem arrefece. Desinspirado será a palavra certa. Mesmo assim, apesar de não acreditar em vacas sagradas, Spielberg é Spielberg (logo o visionamento do filme impôe-se).

Apesar desta falta de entusiasmo, destaco as 2 razões que me fazem aconselhar o filme a alguém:
  • A fabulosa representação alegórica da péssima relação entre o pai e o filho, com a incendiária rivalidade entre os Boston Red Sox e os NY Yankees;
    &
  • Dakota Fanning, Dakota Fanning, Dakota Fanning, Dakota Fanning, Dakota Fanning, Dakota Fanning, Dakota Fanning, Dakota Fanning...

You scratch my back and I'll scratch yours

Já é oficial. Para supresa de poucos, a Al-Qaeda confirmou o seu apoio total à possível e provável candidatura de Mário Soares à presidência da República Portuguesa.

Feios, porcos & maus

Durante os saudosos tempos que vivi em São Paulo, compreendi que uma das características principais que os brasileiros nos atribuem (além do buço das mulheres) é o facto de sermos uma raça rija. De facto, para os brasileiros, os portugueses são pessoal danado para uma boa sessão de bofetada. Gente que não se corta. Gente fleumática. Tal como me diziam vizinhos e companheiros da cerveja geladinha na padoca da minha rua, os adeptos de futebol mais duros do estado paulista são os da Portuguesa. Podem ser em menor número, os que mais perdem e os que menos têm razões para festejar o que seja, mas são aqueles que nunca viram a cara ao tabefe.

A mim, corintiano adoptado, fez-me confusão. Então e a gigantesca Fiel do meu Timão? Diziam-me que isso é outra galáxia. Mas dureza, dureza, têm os adeptos da Lusa. Contavam-me então que ir ao Canindé tentar fazer farinha com os tugas é garantia certa de andar à chapada. Como se costuma dizer... são poucos, mas rijos.

Tudo isto para dizer que apesar de saber e ter presente esta (suposta) característica da alma lusa, nunca esperei ler uma coisa destas. Este fulano está um patamar acima. É uma mistura entre o Miguel da porta do Lux e a Gestapo. Métodos de segurança absolutamente revolucionários, que ainda há pouco tempo estavam (e muito provavelmente ainda estão) a ser testados em Guantanamo.

Uma coisa é certa: com episódios como este, a reputação lusa por terras de Vera Cruz continua como se quer. Brutos! Brutos como'ás casas!!!

Feist, at last

Os bilhetes foram comprados dia 23 de Janeiro, depois de sucessivos adiamentos eis que a 25 de Julho a Feist apresenta-se no Fórum Lisboa ainda que com meia hora de atraso.

Em boa hora diga-se. A Feist, uma guitarra e um microfone foi o suficiente para uma hora e um quarto de muito boa música. De uma simplicidade desarmante e de uma simpatia contagiante (passou mais tempo a falar que a cantar) cantou todas as músicas do seu álbum.

A seguir à massagem de ego ao artista (aplauso para o encore) um magnífico cover do See Line Women de Nina Simone.

Em resumo, bela noite que só pecou por tardia.

segunda-feira, julho 25, 2005

Proposta

Para mandatário de Mário Soares já só estou a ver Almeida Santos.

Inédito

Mário Soares pode vir a tornar-se o 1º Presidente da República já com uma fundação com o seu nome.

Tempo volta para trás

Mário Soares liderou o I e II Governos Constitucionais.

Os seus ilustres sucessores foram:
Alfredo Nobre da Costa 1923-1996
Carlos Mota Pinto 1936-1985
Maria de Lurdes Pintassilgo 1930-2004
Francisco Sá Carneiro 1934-1980

Para encontrar o 1º chefe de governo vivo temos de chegar ao VII Governo com Francisco Balsemão, já para não falar dos Governos Provisórios.

quinta-feira, julho 21, 2005

Tenham lá santa paciência. Se quiserem saltem este.

“A CADEIRA ELÉCTRICA”

Quando me comunicaram a funesta data apoderou-se de mim a angustia dos sentenciados, desde aí só pensei na dor, no ruído e na luz ofuscante. Se ao menos o acto fosse indolor poderia olhar para o executor com ar desafiante. No entanto, qualquer plano que tivesse feito foi neutralizado pela exibição obscena dos seus instrumentos de tortura, conservei a réstia de dignidade que tinha para que os restantes condenados não se consolassem com a minha cobardia - Também, o que importa o que suceda uma vez que me senta naquela cadeira maldita? Posso chorar, insultar e até borrar-me de medo, esses malditos magarefes são sempre muito escrupulosos com a limpeza – Mas no corredor da morte não me posso permitir ser débil ainda que por dentro só pense na dor, no ruído e na luz ofuscante. Tenho medo, quero fugir e faço promessas vãs de emenda, mas tudo isso é inútil porque dentro de um ano estarei de novo aqui: na cadeira do dentista.

Traduçaõ livre do conto “A cadeira eléctrica” do livro “Ajaur Funerário” de Fernando Iwasaki.

Cunha “O Breve”

Nenhum ministro pode invocar motivos pessoais, familiares e cansaço para se demitir passados 4 meses da tomada de posse, ou foi muito ingénuo ou mente nos motivos.

Partindo da mais plausível, a segunda, é uma cobardia o que fez. Se o governo, o aparelho ou quem quer que seja estava contra ele é seu dever, enquanto ministro, zelar pelos interesses dos cidadãos. Preferiu o mais fácil.

Se Campos e Cunha buscava um voto de confiança de Sócrates e este não o deu, temo pelo futuro deste governo. Quando os motivos políticos, passados 4 meses, se sobrepõem à razão… Valha-nos Deus.

Jogo abaixo


Eu bem avisei que iria ser difícil passar o tempo. Parece que o bridge e a canasta não chegaram para entreter toda a gente e, imagine-se, começou tudo a ficar assanhado. Salvo raras e nobres excepções, a direita bloguística está em plena fase de descontrolo emocional.

A depressão ideológica está a um pequeno passo.

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