Depois da esperança morrer, Mr. Bean (versão socialista) vem a terreiro proclamar a sua independência.
Vamos lá ver uma coisa Sr. Dr.: o cargo já é seu e é inquestionável que tem competências técnico-jurídicas para a função, mas, politicamente falando, o senhor é tão independente como o Tibete! Esclarecido este ponto, e tendo em conta que a insenção será uma das qualidades fundamentais para o cargo de que falamos, parece-me óbvio que o senhor não reúne o perfil necessário para as funções em causa.
Em relação as declarações em que diz que "inicia um novo tempo em que os comprometimentos políticos ficam reservados", vai-me desculpar mas penso que houve uma escolha manifestamente infeliz no que toca ao verbo utilizado. "Reservados"!?!! Não senhor!! Deveria ser EXCLUIDOS!!!!
As cooperativas são pessoas colectivas autónomas, de livre constituição, de capital e composição variáveis, que, através da cooperação e entreajuda dos seus membros, com obediência aos princípios cooperativos, visam, sem fins lucrativos, a satisfação das necessidades e aspirações económicas, sociais ou culturais daqueles. [acooperativa@hotmail.com]
quarta-feira, setembro 14, 2005
terça-feira, setembro 13, 2005
Coisas Mundanas
Em deslocação ao Congresso constato que a democracia portuguesa está tão podre quanto a espanhola, e que a dignidade do Congresso está ao nível do Parlamento português.
Enquanto um pobre coitado fala, os restantes 50 (em 350 possíveis) falam entertidamente e lêem os jornais diários on-line.
Da ordem de trabalhos constavam as seguintes perguntas aos Srs. Ministros:
"Em que conhecimentos sobre o sector turístico se baseia a Sra. Ministra para afirmações de desprezo contra a cidade de Benidorm"
A resposta mais óbvia seria o senso-comum e uma ida à dita cidade, mas calculo que a posição de Ministra exija uma resposta mais científica.
Enquanto um pobre coitado fala, os restantes 50 (em 350 possíveis) falam entertidamente e lêem os jornais diários on-line.
Da ordem de trabalhos constavam as seguintes perguntas aos Srs. Ministros:
"Em que conhecimentos sobre o sector turístico se baseia a Sra. Ministra para afirmações de desprezo contra a cidade de Benidorm"
A resposta mais óbvia seria o senso-comum e uma ida à dita cidade, mas calculo que a posição de Ministra exija uma resposta mais científica.
"Porque motivo quatorze presos etarras da prisão de Albolote, em regime de isolamento, disfrutaram de uma autorização para acudir todos juntos a uma piscina em Granada no passado mês de Julho."
Calculo que deva ter sido uma excursão organizado pelo ATL da prisão, mas não me atrevo.
Não que a miséria alheia justifique o que quer que seja. Mas é confortante saber que não estamos sozinhos.
Sacana do sistema (I)
Se esta notícia se confirmar (a esperança é a última a morrer) o céu é o limite. É que ter o Mr. Bean (versão socialista) a presidir um orgão destes, é a mesma coisa que assistir ao Sr. Jorge Nuno Pinto da Costa a apitar jogos oficiais do F.C. do Porto.
Trigo limpo, farinha amparo!
Trigo limpo, farinha amparo!
sexta-feira, setembro 09, 2005
quarta-feira, setembro 07, 2005
Encontros pouco barbeados

Foi um privilégio ouvir o novo e belíssimo "4" antes da sua edição em terras nacionais (só sai a 10 de Outubro). Foi uma genuíno prazer entrevistar e conversar com os quatro rapazes do Rio de Janeiro. Foi no mínimo engraçado, encontrar o Bruno Medina (teclista) às compras no Media Markt quando fui almoçar à Catedral. Foi soberbo assistir ao concerto de Los Hermanos no Clube Lua.
Vaya banda con swing!
Pesetero de pastelaria
Em entrevista à TSF, João Soares diz que gosta mais dos pastéis de nata de um tal Gregório (ou nome do género), situado lá para os lados de Sintra, do que dos pastéis de Belém.
terça-feira, setembro 06, 2005
O Reestruturador
Com o debate de ontem na SIC Notícias entre Manuel Maria Carrilho (MMC) e Sá Fernandes, candidatos à C. M. de Lisboa, o significado da palavra patético ganha um significado muito mais claro e evidente. Com efeito, a prestação de MMC foi verdadeiramente patética. Talvez assustadora seja mais elucidativo do que se passou, mas de qualquer das maneiras, quem me fez rir como ele fez, não é assustador. Quanto muito seria cómico, mas estando a falar numa performance num debate político o adjectivo correcto acaba por ser patético.
O festim foi completo. Desde a falta de preparação dos temas (já nem falo da inexistência de programa eleitoral a pouco mais de um mês do acto eleitoral), ao discurso confrangedoramente vago, de tudo o pai do miúdo com nome de rei presenteou os espectadores. Até o moderador do debate parecia incomodado com a prestação do candidato chuchalista.
Em resposta a perguntas sobre que medidas concretas tem para a resolução de vários problemas da cidade (também eles concretos), MMC respondia invariavelmente com respostas vazias de conteúdo, mas sempre com o verbo reestruturar envolvido. O homem diz que vai reestruturar isto, reestruturar aquilo.... mas actos concretos, medidas reais... nada! Diz que vai fazer aquilo, que vai acabar com, que vai promover isto, mas caminhos para tal nada! Em suma, um discurso político conservado em verdadeiro vácuo.
Admirado fico eu é de ainda me admirar com este tipo de conversa, mas não se percebe como é que uma pessoa deste (baixo) quilate consegue ser um cabeça de lista de um dos maiores partidos portugueses para a maior câmara do país. Com elementos desta categoria só se confirma a única reestruturação que devia ser feita neste país. Uma reestruturação do sistema político, do sistema partidário... enfim, uma reestruturação da cabra da República.
p.s.: A prestação de Sá Fernandes foi positiva e sobejamente digna. Provocou o KO do seu adversário logo nos primeiros 15 minutos de debate, mostrou que conhece a cidade e seus problemas e provou ser aquele tipo de independentes que podem trazer algo de positivo a um panorama político português dominado por uma ignóbil ditadura de partidos (tenho muita pena em não puder dar-lhe o meu voto... muita).
O festim foi completo. Desde a falta de preparação dos temas (já nem falo da inexistência de programa eleitoral a pouco mais de um mês do acto eleitoral), ao discurso confrangedoramente vago, de tudo o pai do miúdo com nome de rei presenteou os espectadores. Até o moderador do debate parecia incomodado com a prestação do candidato chuchalista.
Em resposta a perguntas sobre que medidas concretas tem para a resolução de vários problemas da cidade (também eles concretos), MMC respondia invariavelmente com respostas vazias de conteúdo, mas sempre com o verbo reestruturar envolvido. O homem diz que vai reestruturar isto, reestruturar aquilo.... mas actos concretos, medidas reais... nada! Diz que vai fazer aquilo, que vai acabar com, que vai promover isto, mas caminhos para tal nada! Em suma, um discurso político conservado em verdadeiro vácuo.
Admirado fico eu é de ainda me admirar com este tipo de conversa, mas não se percebe como é que uma pessoa deste (baixo) quilate consegue ser um cabeça de lista de um dos maiores partidos portugueses para a maior câmara do país. Com elementos desta categoria só se confirma a única reestruturação que devia ser feita neste país. Uma reestruturação do sistema político, do sistema partidário... enfim, uma reestruturação da cabra da República.
p.s.: A prestação de Sá Fernandes foi positiva e sobejamente digna. Provocou o KO do seu adversário logo nos primeiros 15 minutos de debate, mostrou que conhece a cidade e seus problemas e provou ser aquele tipo de independentes que podem trazer algo de positivo a um panorama político português dominado por uma ignóbil ditadura de partidos (tenho muita pena em não puder dar-lhe o meu voto... muita).
segunda-feira, setembro 05, 2005
Muletas da oratória
Vamos lá ver e janela de oportunidade são inícios de raciocínio que, normalmente, não auguram nada de bom.
Ao fim ao cabo e a páginas tantas são certezas de que não vem aí nada de bom.
Ao fim ao cabo e a páginas tantas são certezas de que não vem aí nada de bom.
Recomenda-se
A leitura do último número da Uncut (comprada naquela loja dos restauradores ao lado da Igreja Pentacostes onde a alma sai purificada).
Além de ser um special issue, recomenda-se a leitura da entrevista com David Brent. Destaco a seguinte resposta aos tempos que hoje vivemos:
"In 50 years' time, people are going to look back at the sort of stuff that goes on now and regard it like the worst days of the Roman Empire. In Roman times, at least when people were captured as slaves and made to have sex with giraffes, they didn't want to do it. Nowadays, so long as it's televised, people would be queuing up in their thousands for the opportunity to be fucked by a giraffe."
De lapidar.
quinta-feira, setembro 01, 2005
Alerta vermelha
Segundo fontes internas da própria sala de chuto, o catálogo da 4AD vai ser alvo de contemplação na maldita secção Selecções FNAC.
O forrobódo promete ser dos bons.
O forrobódo promete ser dos bons.
Que Deus me perdoe
Até que ponto odeio o filme "A Música no Coração"?! Ainda hoje, sempre que volto a vê-lo (no Natal claro!), continuo a fazer empenhadas figas para a Maria, o van Trapp e a sua prole sejam apanhados pelos boches nazis na cena do cemitério.
Não me consigo conformar. Porque é que o panasca do Rolf não apita mais cedo?
Não me consigo conformar. Porque é que o panasca do Rolf não apita mais cedo?
Na terra dos druídas
A falta de talento ainda não me permite explicar o que me vai na alma quando penso no festival de Paredes de Coura' 05. Provavelmente nunca terei engenho e arte para contar o que por lá se passou e viveu, mas devo dizer que foi o melhor festival de música que fui na vida (e olhem que já fui a uns quantos... cá e fora).
Poupo-me ao trabalho de individualizar algum concerto, mas se fazem questão, digo que o suprasumo do evento (para mim) foi a estrondosa actuação do Nick Cave & the Bad Seeds. Mas dentro de tanta e tanta coisa boa, apenas quero destacar o espaço. Situado em pleno Minho profundo, não encontro possibilidade de haver um palco mais bonito, agradável e cómodo como o anfiteatro natural utilizado. Nem inventado seria possível conceber um espaço daqueles. Nota máxima.
Quanto à pergunta que muitos farão... e os Arcade Fire?
OS ARCADE FIRE SÃO BONS ATÉ DIZER MAIS NÃO!!!!!!!
Poupo-me ao trabalho de individualizar algum concerto, mas se fazem questão, digo que o suprasumo do evento (para mim) foi a estrondosa actuação do Nick Cave & the Bad Seeds. Mas dentro de tanta e tanta coisa boa, apenas quero destacar o espaço. Situado em pleno Minho profundo, não encontro possibilidade de haver um palco mais bonito, agradável e cómodo como o anfiteatro natural utilizado. Nem inventado seria possível conceber um espaço daqueles. Nota máxima.
Quanto à pergunta que muitos farão... e os Arcade Fire?
OS ARCADE FIRE SÃO BONS ATÉ DIZER MAIS NÃO!!!!!!!
O pior já lá vai
Estou aliviado. Muito aliviado. O mês de Agosto era a grande prova de fogo que este blog teria de enfrentar e creio que passou a provação de forma distinta e nobre. Verdade seja dita que o grande responsável pela resistência apresentada foi o Domingos, auxiliado pela preciosa contribuição do João, mas depois de constatar que a época de Verão provocou alguns consideráveis e irreperáveis estragos pela blogosfera lusa, não posso deixar de me congratular pela continuidade da Cooperativa.
Agora que regresso serenamente ao batente, posso dizer que estou back in bussiness. A cooperação tem de continuar.
Agora que regresso serenamente ao batente, posso dizer que estou back in bussiness. A cooperação tem de continuar.
quarta-feira, agosto 31, 2005
Sinais do Tempo
Carvalho da Silva apoia Mário Soares para Presidente da República.
Há pouco mais de seis meses o segundo apoiava o primeiro para o mesmo cargo.
Da Vitor Cordon a Belém é um instante sem passar pela Soeiro Pereira Gomes.
Há pouco mais de seis meses o segundo apoiava o primeiro para o mesmo cargo.
Da Vitor Cordon a Belém é um instante sem passar pela Soeiro Pereira Gomes.
quinta-feira, agosto 25, 2005
Portanto cale-se
Portanto, portanto, portanto, portanto, portanto, portanto, portanto, portanto, portanto, portanto, portanto, portanto, portanto, portanto, portanto, portanto.
Estas foram as vezes que ontem à noite na Sic Noticias, Emanuel Silva concorrente do PS à câmara de Oeiras disse a palavra portanto. Não pensem que foi durante todo o programa, estes dezasseis portanto foram ditos nuns incríveis minuto e meio, tempo que demoraram os seus argumentos finais.
Estas foram as vezes que ontem à noite na Sic Noticias, Emanuel Silva concorrente do PS à câmara de Oeiras disse a palavra portanto. Não pensem que foi durante todo o programa, estes dezasseis portanto foram ditos nuns incríveis minuto e meio, tempo que demoraram os seus argumentos finais.
Combustão fácil
Pela primeira vez na história o litro de gasóleo ultrapassou o €1.
São estes os recordes do nosso descontentamento.
São estes os recordes do nosso descontentamento.
quarta-feira, agosto 24, 2005
Estado do Estado
Para estabelecer o regime de venda de medicamentos não sujeitos a receita médica foi criado um decreto-lei com 10 novos artigos.
Ora, antes sequer de começar a redigir o documento foram ouvidos a Ordem dos Médicos, a Ordem dos Farmacêuticos, a Ordem dos Médicos Dentistas, a Ordem dos Enfermeiros, a Associação Nacional das Farmácias, a Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica, a Associação de Farmácias de Portugal, a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição, as Associações de grossistas, importadores e armazenistas de produtos químicos e farmacêuticos, a Federação de Cooperativas de Distribuição, a Associação de Consumidores de Portugal, o Instituto do Consumidor, a Autoridade da Concorrência e os sindicatos do sector.
A burocracia é quem mais ordena.
Mais de 15 entidades, mais de uma por artigo.
The roots of Rap
Muito bom este mapa da Time, pode não ser muito profundo mas dá uma ideia geral sobre alguns dos nomes que influenciaram os rappers actuais.
Vão ver em http://www.time.com/time/covers/20050829/graphics/index.html
Vão ver em http://www.time.com/time/covers/20050829/graphics/index.html
Nero está vivo
Tragicamente os incêndios teriam de chegar a uma grande cidade para acordar a consciência social e política dos portugueses. Até aqui era só "mata" a arder.
A proibição dos três bombeiros franceses trabalharem em Viana do Castelo raia o absurdo, a burocracia impõe-se ao bom-senso.
A proibição dos três bombeiros franceses trabalharem em Viana do Castelo raia o absurdo, a burocracia impõe-se ao bom-senso.
As notas de Vitorino são patéticas. Afirmar que os proprietários devem sofrer sanções por plantar pinheiro e eucalípto, quando é o Estado que não limpa as matas públicas, que não cria caminhos, que deixa as árvores encavalitadas umas nas outras é tragico-cómico.
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