quarta-feira, setembro 21, 2005

Resmas de estilo

Ontem tive a oportunidade de ver na SIC Notícias o debate entre os candidatos à Câmara Municipal do Porto. Cada vez que via e ouvia o candidato do Bloco de Esquerda João Teixeira Lopes a intervir só me lembrava do saudoso Nelo de Herman José.

terça-feira, setembro 20, 2005

Imunes (por enquanto)


Depois de ter perguntado sem ofender, não se pode propriamente dizer que as pessoas se acotovelaram para ajudar na resolução do problema. Mas como a excepção sempre confirmou a regra, houve alguém que se chegou à frente e por isso deixo aqui os meus sinceros agradecimentos em nome da Cooperativa.

Com o sistema de word verification, creio que estamos a salvo durante os próximos tempos - quem quiser fazer publicidade neste blog... tem que pagar!!

segunda-feira, setembro 19, 2005

Mentes perigosas

Madrid acordou para os problemas da 2ª geração de emigrantes. No espaço de duas semanas sucedem-se os assassinatos a meio da noite.
De um lado os “Latin Kings”, na sua maioria equatorianos e colombianos, o seu símbolo é uma coroa e cumprimentam-se com o mindinho, o indicador e o polegar espetados e os restantes devidamente recolhidos na palma da mão.
Do outro os “Ñetas” que quererá dizer algo como “vida nova”. Na sua maioria porto-riquenhos cumprimenta-se com o anelar por cima do indicador e os restantes dedos entrelaçados uns nos outros (em teoria significa que o maior protege o menor, mas acho que nem eles isso sabem).
Uns vêm do infâme bairro de Carabanchel, o equivalente em Lisboa da Madragoa, outros vêm do bairro de Vallecas, qualquer coisa como o antigo Casal Ventoso.
Segundo dizem o objectivo é controlar a circulação de droga. O insucesso escolar e abandono parental são a justificação.
Não deixa de ser irónico pensar que os pais dos ilustres delinquentes sairam dos respectivos países de origem para proporcionar uma vida saudável aos ses filhos, e estes, driblando o destino, importam o que de pior têm nas suas culturas.

Os espanhóis (que até há uns anos diziam que o único estrangeiro que conheciam era o Rei Mago Baltazar) adoptaram um termo, bastante pejorativo por sinal, para designar a “horde” de sul-americanos; “Sudakas”.
E não se atrevam a dizer isso em frente deles.

Bom proveito

Se são clientes regulares da Cooperativa (será que existe algum?), podem ter reparado que houve uns acrescentos na nossa lista de links. Desta feita desejamos as boas vindas a este blog aos seguintes: às 2 por três, a nova confraria, a causa foi modificada (mais vale tarde do que nunca), câmara corporativa, nese-nese e paulinholíderpai.

sexta-feira, setembro 16, 2005

Bom dia

Chego à redacção e dirijo-me para a minha secretária. Vejo que está um envelope dirigido à minha pessoa abandonado na mesa. É da Universal.

Penso cá para mim: ".. mais metaleira?!? Chiça que já não tenho cabedal para estas merdas...". Abro o envolope e vejo que é o último e muito, muito, muito esperado de Kanye West.

E assim se ganha o dia.

quinta-feira, setembro 15, 2005

Troca de Esposas

Queria escrever sobre o que para mim, se excluirmos o Portugal A Cantar na RTPn e sobre o qual escreverei um dia destes, é o melhor programa da actualidade: Troca de esposas.
O programa consiste na troca de mães em duas famílias durante 15 dias, estas mães tem como tarefa durante a primeira semana viver sobre as regras da sua predecessora, na segunda semana são elas quem ditam as regras.
Este programa tem dois grandes pontos de interesse (e nenhum deles é a ideia geral do programa), o primeiro e mais óbvio é ver como vive a classe média Americana (vive mal). O segundo é ver a quantidade de fanáticos disfarçados tem aquele país, e quando falo de fanáticos não estou a falar do pai um bocado rígido ou de uma mãe que dá uns castigos mais duros, estou a falar de país que trancam os filhos em casa, que não os deixam ver nem um segundo de televisão e que têm réguas para lhes bater. Fazem tudo isto porque o mundo lá fora está perigoso portanto o melhor é uma criança crescer sem ter de conviver com isto. A meu ver estas crianças estariam era mais seguras a crescer sem entrar naquela casa, mas isso é uma opinião minha.
Outro aspecto impressionante do programa é o grande número de pessoas que estuda através de um sistema de ensino em casa e simplesmente não põem os pés nas aulas sendo ensinado pelos pais ou por explicadores. Gente muito estranha.









Miccosi ! Miccosi !
...pezinhos d'oiro!

+ Remixes


"Máquina de Escrever Música Remix" de Moreno + 2

Perguntar não ofende

É capaz de ser a pergunta mais estúpida na história da Cooperativa mas cá vai: como é que se apagam comentários?? Estou farto daqueles com publicidade ou com links manhosos!

Antecipadamente... muito obrigado pela ajuda.

quarta-feira, setembro 14, 2005

Sacana do sistema (III)

Corre o boato que Kim Jon-Il vai ser o escolhido para ocupar o cargo de Director-Geral da Agência Internacional de Energia Atómica.

Sol e Sombra

Enquanto em Portugal se discute a legitimidade/legalidade da morte de touros, em Espanha a discussão versa sobre a legitimidade/legalidade da morte de touros com lanças.

Graças a Deus que no antanho ainda não tinha sido inventado o bulldozer.

Sacana do sistema (II)

Depois da esperança morrer, Mr. Bean (versão socialista) vem a terreiro proclamar a sua independência.

Vamos lá ver uma coisa Sr. Dr.: o cargo já é seu e é inquestionável que tem competências técnico-jurídicas para a função, mas, politicamente falando, o senhor é tão independente como o Tibete! Esclarecido este ponto, e tendo em conta que a insenção será uma das qualidades fundamentais para o cargo de que falamos, parece-me óbvio que o senhor não reúne o perfil necessário para as funções em causa.

Em relação as declarações em que diz que "inicia um novo tempo em que os comprometimentos políticos ficam reservados", vai-me desculpar mas penso que houve uma escolha manifestamente infeliz no que toca ao verbo utilizado. "Reservados"!?!! Não senhor!! Deveria ser EXCLUIDOS!!!!

terça-feira, setembro 13, 2005

Coisas Mundanas

Em deslocação ao Congresso constato que a democracia portuguesa está tão podre quanto a espanhola, e que a dignidade do Congresso está ao nível do Parlamento português.

Enquanto um pobre coitado fala, os restantes 50 (em 350 possíveis) falam entertidamente e lêem os jornais diários on-line.

Da ordem de trabalhos constavam as seguintes perguntas aos Srs. Ministros:

"Em que conhecimentos sobre o sector turístico se baseia a Sra. Ministra para afirmações de desprezo contra a cidade de Benidorm"

A resposta mais óbvia seria o senso-comum e uma ida à dita cidade, mas calculo que a posição de Ministra exija uma resposta mais científica.

"Porque motivo quatorze presos etarras da prisão de Albolote, em regime de isolamento, disfrutaram de uma autorização para acudir todos juntos a uma piscina em Granada no passado mês de Julho."
Calculo que deva ter sido uma excursão organizado pelo ATL da prisão, mas não me atrevo.
Não que a miséria alheia justifique o que quer que seja. Mas é confortante saber que não estamos sozinhos.

Sacana do sistema (I)

Se esta notícia se confirmar (a esperança é a última a morrer) o céu é o limite. É que ter o Mr. Bean (versão socialista) a presidir um orgão destes, é a mesma coisa que assistir ao Sr. Jorge Nuno Pinto da Costa a apitar jogos oficiais do F.C. do Porto.

Trigo limpo, farinha amparo!

quarta-feira, setembro 07, 2005

Encontros pouco barbeados


Foi um privilégio ouvir o novo e belíssimo "4" antes da sua edição em terras nacionais (só sai a 10 de Outubro). Foi uma genuíno prazer entrevistar e conversar com os quatro rapazes do Rio de Janeiro. Foi no mínimo engraçado, encontrar o Bruno Medina (teclista) às compras no Media Markt quando fui almoçar à Catedral. Foi soberbo assistir ao concerto de Los Hermanos no Clube Lua.

Vaya banda con swing!

Pesetero de pastelaria

Em entrevista à TSF, João Soares diz que gosta mais dos pastéis de nata de um tal Gregório (ou nome do género), situado lá para os lados de Sintra, do que dos pastéis de Belém.

Os Outros


Diane Venora

terça-feira, setembro 06, 2005

O Reestruturador

Com o debate de ontem na SIC Notícias entre Manuel Maria Carrilho (MMC) e Sá Fernandes, candidatos à C. M. de Lisboa, o significado da palavra patético ganha um significado muito mais claro e evidente. Com efeito, a prestação de MMC foi verdadeiramente patética. Talvez assustadora seja mais elucidativo do que se passou, mas de qualquer das maneiras, quem me fez rir como ele fez, não é assustador. Quanto muito seria cómico, mas estando a falar numa performance num debate político o adjectivo correcto acaba por ser patético.

O festim foi completo. Desde a falta de preparação dos temas (já nem falo da inexistência de programa eleitoral a pouco mais de um mês do acto eleitoral), ao discurso confrangedoramente vago, de tudo o pai do miúdo com nome de rei presenteou os espectadores. Até o moderador do debate parecia incomodado com a prestação do candidato chuchalista.

Em resposta a perguntas sobre que medidas concretas tem para a resolução de vários problemas da cidade (também eles concretos), MMC respondia invariavelmente com respostas vazias de conteúdo, mas sempre com o verbo reestruturar envolvido. O homem diz que vai reestruturar isto, reestruturar aquilo.... mas actos concretos, medidas reais... nada! Diz que vai fazer aquilo, que vai acabar com, que vai promover isto, mas caminhos para tal nada! Em suma, um discurso político conservado em verdadeiro vácuo.

Admirado fico eu é de ainda me admirar com este tipo de conversa, mas não se percebe como é que uma pessoa deste (baixo) quilate consegue ser um cabeça de lista de um dos maiores partidos portugueses para a maior câmara do país. Com elementos desta categoria só se confirma a única reestruturação que devia ser feita neste país. Uma reestruturação do sistema político, do sistema partidário... enfim, uma reestruturação da cabra da República.

p.s.: A prestação de Sá Fernandes foi positiva e sobejamente digna. Provocou o KO do seu adversário logo nos primeiros 15 minutos de debate, mostrou que conhece a cidade e seus problemas e provou ser aquele tipo de independentes que podem trazer algo de positivo a um panorama político português dominado por uma ignóbil ditadura de partidos (tenho muita pena em não puder dar-lhe o meu voto... muita).

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