Agora que ninguém nos lê podemos conversar à vontade.
Respondendo directamente a mensagem que me mandaste digo-te que não, não penso deixar de escrever na Cooperativa.
Sucede que escrever num blog é como trabalhar, estudar ou outra qualquer actividade que impõe alguma dose de sacrifício, implica disciplina. Mas como a falta desta (disciplina) não acarreta qualquer consequência, escrever num blog é a primeira actividade a sofrer as contingências da falta de tempo.
Por isso enquanto guardião desta casa gostava que continuasses, ainda que a solo, a escrever. Tanto mais que a tua escrita, cada vez mais depurada, já cativou fieis seguidores - entre os quais me incluo – que ficariam desapontados com a manutenção desta tua decisão.
As cooperativas são pessoas colectivas autónomas, de livre constituição, de capital e composição variáveis, que, através da cooperação e entreajuda dos seus membros, com obediência aos princípios cooperativos, visam, sem fins lucrativos, a satisfação das necessidades e aspirações económicas, sociais ou culturais daqueles. [acooperativa@hotmail.com]
quarta-feira, novembro 23, 2005
sexta-feira, novembro 11, 2005
Até breve (?)
Com este post muito provavelmente a página inicial da Cooperativa fica só com posts meus. Foi este o limite que decidi impôr a mim mesmo para tomar a decisão de parar de escrever caso os meus alheados companheiros de blog continuassem o seu jejum cooperativo.
Quando começámos isto o conceito era claramente colectivo (daí o nome) e não individual. Por me sentir sozinho, mas sem dramas, suspendo a minha actividade cooperativa durante os próximos tempos. Continuarei ansiosamente à espera que alguém por aqui dê sinais de vida blogosférica.
Fui!
Quando começámos isto o conceito era claramente colectivo (daí o nome) e não individual. Por me sentir sozinho, mas sem dramas, suspendo a minha actividade cooperativa durante os próximos tempos. Continuarei ansiosamente à espera que alguém por aqui dê sinais de vida blogosférica.
Fui!
O resto é informação secundária

O último de Jim Jarmusch, "Broken Flowers", já está visto (privilégios de profissão). Haveria muito a escrever sobre o filme mas para mim só há mesmo uma conclusão a retirar do seu visionamento: Sharon Stone continua a ser a nº1... 47 anos e continua a nº1.
quinta-feira, novembro 10, 2005
A tradição já não é o que era
Acidentalmente tomei conhecimento que agora até se fazem estudos universitários sobre blogs. Aqui fica a maneira de colaborar com o Dinis, a Filipa e o Gonçalo (só até 24/11/2005) e espero que depois de concluído nos deixem conhecer as conclusões do estudo.
A tradição ainda é o que era
Eu ainda sou daqueles a quem familiares ou amigos mais próximos oferecem cheques-disco. Adoro. O último, cortesia da mana, deu direito a levar para casa o debut de Kano ("Home Sweet Home"), e o último de Devendra "só sei editar discos bons" Barnhart ("Cripple Crow").
p.s.: além de possuir um catálogo patético, os preços apresentados pela Valentim de Carvalho são obscenos... desta maneira, o melhor é mesmo fechar a barraca.
p.s.: além de possuir um catálogo patético, os preços apresentados pela Valentim de Carvalho são obscenos... desta maneira, o melhor é mesmo fechar a barraca.
quarta-feira, novembro 09, 2005
The missing link
Por esta via chegou ao meu conhecimento a criação de um blog que de facto já começava a fazer muita falta. Nos tempos que se aproximam, com certeza que vai ser um ponto de paragem obrigatória e diária. Resta endereçar os meus votos de maior sucesso para os intervenientes... e, naturalmente, para o candidato que apoiam.
terça-feira, novembro 08, 2005
Uma questão de perspectiva
Constança Cunha e Sá, na sua entrevista ao candidato poeta, aflorou a questão muito pertinentemente: o que não se estaria por aí a dizer e a escrever, se um candidato apoiado pelo CDS/PP apresenta-se uma candidatura presidencial com o uso claro, sistemático e inequívoco da palavra Pátria e terminasse a cerimónia com uma eloquente interpretação de "A Portuguesa"?
sexta-feira, novembro 04, 2005
quinta-feira, novembro 03, 2005
Nic Ta Mere
"La Haine" é ficção ou realidade? Poucas dúvidas há sobre isso. Para acompanhar o visionamento e reflexão sobre os últimos dias de distúrbios em Paris recomenda-se a audição de "Suprême NTM", o quarto álbum dos franceses NTM. Dentro da problemática, melhores cicerones que Kool Shen (ele próprio de origem portuguesa) e Joey Starr (a truculência em pessoa) é difícil. Além disso é rapaziada do bairro.
Tudo uma questão de ''Seine-Saint-Denis Style''.... POPOPOPOPOPOP!!!!!!!
Tudo uma questão de ''Seine-Saint-Denis Style''.... POPOPOPOPOPOP!!!!!!!
quarta-feira, novembro 02, 2005
Sem lugares marcados

"Aurora" de F.W. Murnau (1927)
O melhor que há a fazer é mesmo o seguinte: veja qual é a sessão que começa imediatamente a seguir à hora em que lê este post (passa às 14h30, 17h, 19h30 e 22h), dê mais uma vista de olhos por este blog e ponha-se imediatamente a caminho do Nimas (fica na 5 de Outubro).
A aula dura apenas 110 minutos e depois pode voltar tranquilamente ao que estava a fazer.
segunda-feira, outubro 31, 2005
O pavão*
Na minha opinião, o acto de criação de um blog é algo que encerra em sim mesmo alguma dose de vaidade. É inevitável. O próprio exercício de pensar que alguém irá perder tempo a ler o que nos escrevemos é, por si só, uma indulgência. Grave? Não, mas mesmo assim uma indulgência.
Serve este intróito apenas para avisar que desta vez vou-me prestar a um ataque de vaidade bem raro por estas bandas. Não por pejo, mas por manifesta falta de pretextos. Mas desta vez o pretexto existe e não passará despercebido.
De facto, alguém bastante mais atento e diligente que eu em relação ao que lê e vê (e por essa razão daqui segue um grande abraço de agradecimento a AA), reparou que a Cooperativa foi citada para efeitos de publicidade do magnífico “Alice”. Segundo a nossa seguríssima fonte, em pleno Público da última sexta-feira vem um anúncio de página inteira ao filme de Marco Martins, onde se pode reparar em várias citações elogiosas sobre a obra, todas elas de blogs lusos. Inexplicavelmente ou não, um dos blogs citados é mesmo a Cooperativa.
No caso de alguém não gostar do filme - numa democracia tudo... mas mesmo tudo é possível - não contem com reembolsos por estas bandas.
* Adverte-se que este post nada tem a ver com Mário Soares.
Serve este intróito apenas para avisar que desta vez vou-me prestar a um ataque de vaidade bem raro por estas bandas. Não por pejo, mas por manifesta falta de pretextos. Mas desta vez o pretexto existe e não passará despercebido.
De facto, alguém bastante mais atento e diligente que eu em relação ao que lê e vê (e por essa razão daqui segue um grande abraço de agradecimento a AA), reparou que a Cooperativa foi citada para efeitos de publicidade do magnífico “Alice”. Segundo a nossa seguríssima fonte, em pleno Público da última sexta-feira vem um anúncio de página inteira ao filme de Marco Martins, onde se pode reparar em várias citações elogiosas sobre a obra, todas elas de blogs lusos. Inexplicavelmente ou não, um dos blogs citados é mesmo a Cooperativa.
No caso de alguém não gostar do filme - numa democracia tudo... mas mesmo tudo é possível - não contem com reembolsos por estas bandas.
* Adverte-se que este post nada tem a ver com Mário Soares.
quinta-feira, outubro 27, 2005
A Ala dos Namorados
Ao contrário do Clube Amigos Disney, esta trupe desperta todo o meu interesse. A acompanhar com a diligência que se impõe.
Exercício da cidadania (II)
Pela manhã, o condutor segue de carro para o trabalho. Sintonizado na TSF, o rádio anuncia a rubrica do Mel com Fel. Sendo terça-feira, os comentários são da responsabilidade de José Lello. O condutor decide desligar a telefonia.
Exercício da cidadania (I)
O condutor estaciona o carro enquanto um viciado em heroína ensaia umas mais que dispensáveis indicações gestuais para supostamente ajudar na manobra. Concluído o estacionamento, o toxicodependente dirige-se ao condutor:
- Amigo?!... tem uns trocos?
- Tenho - responde secamente o condutor.
- Não me orienta nada?
- Não.
- Amigo?!... tem uns trocos?
- Tenho - responde secamente o condutor.
- Não me orienta nada?
- Não.
Poder de encaixe
Ora ainda bem que o candidato do mofo está habituado a más sondagens. Como as coisas estão a andar, este tipo de serenidade vai ser deveras necessária.
quarta-feira, outubro 26, 2005
Mais uma razão para apostar na educação
Ontem estava a ver uma reportagem sobre a Finlândia e um dos momentos era passado com uma família ao pequeno-almoço, numa conversa informal. Quando perguntaram ao pai se achava que os impostos eram muito altos (cerca de 50%) ele respondeu que isto era um preço a pagar para, entre outras coisas, proporcionar uma boa educação às crianças finlandesas. Se esta ideia parece ter lógica, muito mais lógica terá o argumento para justificar a aposta na educação: “Somos um país pequeno, com poucas pessoas, por isso não podemos desperdiçar os nossos recursos humanos. Daí apostarmos na educação dos nossos filhos.”
A ideia de se apostar na educação de todos quando a população não é muito grande parece bastante óbvia, mas em Portugal existem pessoas que se calhar ainda não perceberam isto.
A ideia de se apostar na educação de todos quando a população não é muito grande parece bastante óbvia, mas em Portugal existem pessoas que se calhar ainda não perceberam isto.
terça-feira, outubro 25, 2005
Walking on thin ice
Tenho a certeza que o Kramer ficaria inchado de orgulho com a minha façanha. Hoje bati o meu recorde de quilómetros na reserva. 92.50!! Estou a falar de 92.50 quilómetros de pura adrenalina. 92.50!!!
Mas toda a proeza tem o seu custo. O desta foi exactamente 60 € de gasóleo.
Mas toda a proeza tem o seu custo. O desta foi exactamente 60 € de gasóleo.
segunda-feira, outubro 24, 2005
sexta-feira, outubro 21, 2005
O meu voto já tem dono*

Agora que a candidatura presidencial de Cavaco Silva é oficial, já posso fazer a minha declaração de voto para as eleições que se seguem. Bem sei que é muito cedo (ainda nem sequer há data oficial para o acto eleitoral), mas bem vistas as opções, a minha decisão foi muito fácil de tomar.
Devo dizer, que votarei em Cavaco Silva por duas razões. A primeira prende-se com o facto de eu ser um confesso admirador do professor de economia. Acredito que os seus anos de governo foram os melhores que este país teve desde há muitos e muitos anos, e, nos tempos que correm, estou convencido que tem o perfil ideal para Belém. É um homem sério, honesto, seguro, com prestígio internacional, rigoroso, exigente e conhece como poucos os meandros do poder político em Portugal. Respeitinho é muito bonito e Cavaco sabe como consegui-lo. A juntar a isto, conforta-me saber que ele é o único candidato presidencial que se apresenta para ganhar umas eleições e não para derrotar alguém ou alguma coisa (neste quesito os candidatos de esquerda têm-se apresentado com uma postura assaz esquizofrénica em relação ao papão da direita).
A segunda ordem de razões está relacionada com o basilar princípio da exclusão de partes. Tendo em conta os outros candidatos, mesmo que eu não estivesse tão convicto do meu sentido de voto, seria bem provável que o meu voto lhe tocasse. Nunca na minha vida o meu voto iria para a candidatura apoiada pelos comunistas. Muito menos reservaria o meu direito de escolha em prol do candidato populista. Em relação à candidatura romântica, reconheço a minha simpatia por ela, mas políticos não se querem românticos, mas sim competentes e talhados para determinado cargo. Quanto à candidatura do mofo, além de se apresentar de uma forma pedante e irritantemente paternal, dá a ideia que goza com as pessoas (o que é loucura hoje, pode não o ser amanhã).
Tenho dito.
*Como se depreende do título, apenas explico a minha posição pessoal nestas eleições presidenciais e não do resto das pessoas que integram a Cooperativa. Este post apenas declara o meu sentido de voto e não do blog e dos seus elementos.
quinta-feira, outubro 20, 2005
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