terça-feira, janeiro 31, 2006

Mais

Volto mais portenho. Mais tolerante com os taxistas. Mais piazzoliano. Mais patagónico. Mais fanático por futebol. Mais borgesiano. Mais pedante. Mais maradoniano. Mais magro. Mais bostero. Mais carnívoro. Mais pobre. Mais rico.

segunda-feira, janeiro 30, 2006

Causas perdidas


Hoje. Em Madrid.

Efeitos directos da Lei anti-tabaco:
Redução dos fumadores.

Efeitos colaterais da Lei anti-tabaco:
Aumento da venda de caramelos
Aumento das receitas das farmacias.

Nós vistos por cá

In abc:

Mil veces se ha señalado que Portugal tenía todas las condiciones en 1985, al ingresar en el ámbito comentario, para haber imitado a Irlanda. Da la impresión de que a Guterres y a Soares esto no se les pasó por la cabeza. Bagão Felix, persona clave en el último Gobierno de centroderecha (PP-PSD) que gobernó Portugal, declaraba a «Les Echos» de 20-21 de enero de 2005, que «Sócrates da prueba de valentía y de firmeza, por supuesto, pero no es, ni aumentando los impuestos ni con grandes proyectos como la construcción de una red nacional de trenes de alta velocidad, y un nuevo aeropuerto internacional a 50 kilómetros de Lisboa, al que no se le ve ni racionalidad económica, ni social, lo que relanzará la economía y barrerá el déficit», del sector público. Cavaco, buen economista, intentará cambiar todo esto, para llevar adelante la síntesis de su programa, pues en su campaña electoral había declarado: «El país está en un punto de inflexión. No podremos alcanzar un desarrollo sostenido sin una Hacienda disciplinada».Si no lo logra, será muy malo para Portugal y, por cierto, dañoso para España.

terça-feira, janeiro 24, 2006

Queria só lembrar que isto não é o terceiro mundo

É lamentável em Portugal no ano 2006, a grande maioria das pessoas que falaram na noite das eleições começarem por dar os parabéns pelo facto do acto eleitoral ter decorrido de um modo civilizado e sem problemas. A quem é que estas pessoas se estão a dirigir? Aos guerrilheiros que estão escondidos na serra do Marão e que ameaçaram atacar com balões da água as secções de voto de Vila Real, ou à célula terrorista de Sobral da Adiça que pretendia pôr bombas de mau cheiro em Moura. Este género de comentário não só é desnecessário, como é ofensivo para a população. Nós já temos razões de sobra para nos sentirmos atrasados como país, não inventem mais.
Por favor, nas próximas eleições limitem-se a dar os parabéns ao vencedor e vão para casa porque na segunda é dia de trabalho.

Fobias

Das coisas que mais me custa é enfrentar uma folha em branco.
O acto de começar a escrever na sobredita supõe um processo de mentalização que consiste em adiar o mais possível.

segunda-feira, janeiro 23, 2006


Porque Portugal vai ser maior.

Pirâmide populacional

O reflexo de que a nossa pirâmide populacional ainda ( e aqui ainda bem) está invertida revela-se no facto do PCP ainda ficar à frente do Bloco de Esquerda em eleições.

sábado, janeiro 21, 2006

Onde está o Wally


(clicar para ampliar)
Encontrar 72 bandas não é tarefa fácil. Para além dos óbvios Led Zeppelin, Smashing Pumpkins, Pixies, Rolling Stones, existe muito por onde buscar. Care for a challange?

segunda-feira, janeiro 16, 2006

Match Point


Emily Mortimer

Desde "Sweet and Low Down" que não saia tão satisfeito do cinema.
Vaya pelicula.

sexta-feira, janeiro 13, 2006

quinta-feira, janeiro 12, 2006

Politicamente incorrecto

Finalmente haverá na cerimónia alguma coisa que pise o risco. O grande maverick Robert Altman vai ser homenageado com um Oscar honorário pela sua inacreditável carreira. Para tudo ser perfeitamente desalinhado (como sempre foi seu apanágio) só falta o homem chegar ao palco para receber o boneco e mandar todos á merda.

És o máior Bob!!

quarta-feira, janeiro 11, 2006

Smoke/ No smoke

De volta à lei antí-tabaco espanhola só para fazer uma adenda ao comentário anterior.

A lei em sí é inofensiva, mas uma luminária lembrou-se de proibir a venda de tabaco em todo o lado excepto nos locais indicados. Por locais indicados entenda-se obscuros locais identificados com um "T", abertos da 8 às 6, de localização altamente incerta.

Que o Estado me proiba fazer mal às pessoas que me rodeiam é uma coisa. Acho muito bem, concordo e até encorajo.

Agora, que o Estado faça de meu médico particular e não me deixe, ou limite a minha capacidade de adquirir produtos legais que satisfazem as minhas necessidades e os meus vícios já me parece um exagero, e além de exagero um termendo erro.

Só irá potenciar o fenómeno "lei seca", ou seja, a venda ilegal, o lucro oportunista e a proliferação de ilegalidades.

O clássico de esquecer de comprar um maço de cigarros entre as 6 e as 2 da manhã deixou de ser um clássico para tornar-se num verdadeiro terror.

De Chris Rock a Jon Stewart em 365


Pago para ver o Jon Stewart a apresentar os óscares este ano.

+ X%

Pedro disse de sua justiça. Aníbal respira de alívio, ganha mais votos e agradece o favor.

terça-feira, janeiro 10, 2006

Home Theater, sentido literal


Primeiro tive o reservadíssimo previlégio de assistir à peça no palco do D. Maria II, por ocasião do Lisboa' 94 Capital da Cultura - se não estou em erro esteve apenas em cena 1 ou 2 noites. Agora é a vez de apreciar a obra de Tony "Pulitzer" Kushner em palcos caseiros. Com certeza não será a mesma coisa, mas também não é isso o que se espera ou o que se pretende.

segunda-feira, janeiro 09, 2006

Uma ideia vale mais que 1 milhão de dólares

$$$
Esta ideia, aparentemente simples, rendeu ao seu criador 1 milhão de dólares.

Sopa dos ricos

Só queria acrescentar o valor exacto ao post do DC, 1,5 milhões de euros segundo o diário digital. Dá para muita sopa .

No smoking

Para que conste.
Ao contrário do que foi dito em tudo o que é telejornal português, a lei anti-tabaco espanhola não é a mais rígida da europa. Pelo contrário. Nos locais de lazer a abertura para fumar é total.

Demagogia em estado puro

Quantas sopas não pagaria a misericórdia com o que pagou pelo patrocínio do lisboa-dakar?
Será que os senegaleses estão interessados em jogar no euromilhões?

sexta-feira, janeiro 06, 2006

Diz-me onde trabalhas…

E talvez possa dizer quem és.

Nestes tempos de massificação e uniformização de comportamentos é engraçado viver o ambiente de cada local de trabalho.

Numa recente sondagem que saiu num qualquer jornal dizia-se que as pessoas tinham mais confiança num médico que ostentasse uma gravata do que um descamisado. Ora nessa linha, em visita a uma agência de publicidade vejo que tanto para os trabalhadores como para os clientes vale tudo menos andar nú. Isso, em contraste por exemplo com um escritório de advogados, onde uma camisa às riscas ou uma gravata amarela é um arrojo, diz muito do que se espera de cada profissional. Fica a ideia que se um publicitário aparecer de gravata provavelmente porá as lavadeiras a vender Omo, e se uma advogado ou médico aparecerem só de camisa serão respectivamente especialistas em divórcios ou cirúgia plástica.

Estado do Estado

Uma ida às finanças é o melhor exemplo de quando se tenta dialogar com o Estado e ele não quer ou não consegue.

Alzira

Além do nome tipicamente português (nome da empregada dos meus avós) coincide com uma das melhores óperas de Verdi. Para quem gosta de coros poderosos e inflamados e de óperas dominadas pelo tenor encontrará aqui um bom asilo musical. Estranhamente é uma das óperas menos conhecidas de Verdi o que só é explicável pelas poucas encenações que se fizeram desta ópera.
Acresce que a par das Vespri Siciliani tem a melhor abertura de Verdi.

Ana Sousa Dias

Não consigo gostar da senhora. Nunca gostei, fiz um esforço quando estava na moda mas é penoso ver aquelas entrevistas. Tudo é vagaroso, numa permanente primeira mudança.

Isto a propósito das duas últimas entrevistas que vi dela. O Ricardo Araújo Pereira parecia um peixe fora de água, as perguntas, de um interesse confrangedor, mereciam respostas monosilábicas. A última, com Paolo Pinamonti (director do S. Carlos), foi a gota de água. Quando Ana Sousa Dias pergunta se o público português é um bom público para além de tossir muito, senti vergonha. Mais ainda quando remata perguntando se os outros públicos são iguais. Ou seja, numa frase consegue coincidir ignorância confessa, provincianismo primário e pedância aguda.

Honra seja feita aos dois convidados que, apesar do visível incómodo, portaram-se à altura, sobretudo Pinamonti que nunca tinha visto ao vivo e fiquei com muito boa impressão, o que aliás reflecte o excelente trabalho que tem feito no S. Carlos.

Vasalagem a mais... chateia

Sobre o novo de Sam Mendes à volta da 1ª guerra do Golfo, "Jarhead", pouco há a dizer. Estão lá Coppola, Cimino, Stone, Kubrick, Ashby e por aí fora. Ao principio a coisa até corre decentemente. Uma referência ao "Apocalypse Now" fica sempre bem. Mas com o decorrer do filme as coisas começam a revelar-se um bocado desnecessárias. É uma sequência de vénias atrás de vénias até se chegar à ridícula cena em que o grupo de magalas se embebeda gravemente a cantar o "O.P.P." dos Naughty by Nature, remetendo levianamente para a maravilhosa cena do "Platoon" em que a rapaziada desfruta de uma belíssima pedrada ao som do Smokey Robinson & the Miracles a cantar "The Track of my Tears".

Conclusão: é copy/paste a mais para o meu gosto.

p.s.: Uma line do filme salvou-me temporariamente. Ao ouvir o "Break on Through" a personagem principal sai-se com a seguinte genialidade: "That's Vietnam music. Can't we get our own music?"

quinta-feira, janeiro 05, 2006

Globalização

Bono Vox actualmente é a versão/réplica internacional do Paulo China.

A matraca provoca pânico


"O Grito" de Edvard Munch

O quadro deve ilustrar bem o estado de espírito da equipa do candidato do mofo. Directores de campanha, assessores de imprensa, apoiantes e toda essa gente que, democratica e civicamente, anda a promover esforços para o sucesso da sua candidatura devem andar em terror constante. Um verdadeiro estado de sítio eleitoral. Cada vez que o candidato abre a boca o pânico deve ser generalizado, tal é a quantidade de pérolas e bojardas (não sabia que Ribeiro e Castro era xuxa) proferidas nas últimas semanas de luta política.

Cada semana, cada tiro. Cada tiro, cada melro.

quarta-feira, janeiro 04, 2006

O adeus de Rainho

Vítor Rainho despediu-se esta semana das suas crónicas na revista Única.
A crónica intitulada o ultimo copo, era um espaço sem nada escrito.
Finalmente uma crónica com a qual concordo do principio ao fim.

O regrrresso do rrrrrei

Acabei de ouvir a entrevista de Francisco Louçã na TSF. Continua em grande forma.

quinta-feira, dezembro 29, 2005

Restos de Natal

É pena. O último do Mos Def ("The New Danger") é tão fraquinho que parece uma colectânea de músicas rejeitadas na hora de fazer o alinhamento do iluminado "Black On Both Sides".

Sacks 5th Av. em Casablanca

Devo começar por dizer imediatamente que gostei abbastanza do filme. Num ano relativamente pálido em termos cinematográficos até nem é elogio pequeno. Gostei do “Shopgirl”. Gostei.

Dos actores não há nada a dizer. Pelo menos de negativo. Primeiro a menina Claire Danes, que nunca apreciei especialmente, apresenta-se com uma melancolia desarmadamente sexy. No filme, mais irresistível que ela só mesmo a música. Do outro lado da barricada dois actores - e esses sim, eu gosto e muito - com interpretações de alto gabarito. Steve Martin num fantástico exercício de contenção (não habitual num cómico brilhante que não raras vezes entra no campo do burlesco) e o fabuloso Jason Schwartzman que por este andar está a caminho de ser um dos meus personal favorites. Não ultrapassa o nível do seu maravilhoso Max Fischer em “Rushmore”, mas mesmo assim volta a confirmar que é um dos grandes balões de oxigénio no que toca a novas gerações de actores norte-americanos (ou não fosse o moleque Coppola de linhagem).

Quanto ao filme propriamente dito (com argumento de Steve Martin a adaptar uma romance de sua autoria) esperava outra coisa e ainda bem que assim foi. Li mais que uma vez que o filme remetia para o inultrapassável "Lost in Translation". Estava de pé atrás. Como era possível?! Como era possível comparar um qualquer filme a outro tão único e singular como o de Sofia? Basicamente estava preparadíssimo para o mal dizer e só me faltava mesmo ver o filme para me sentir completamente legitimado para o desancar. Mas não. Antes pelo contrário. Não percebo as comparações entre os dois filmes e alguém ainda me há-de explicar o que é que os dois têm tanto em comum que justifique grandes paralelos. Não se percebe. Em última análise “Shopgirl” é um filme sobre o destino, sobre escolhas de fortuna... sobre escolhas de amor. O homem (em sentido amplo, não sexista) não foi feito para estar e ficar sozinho. E é partir desta premissa que o filme se desenrola. Nesta vida há escolhas a fazer e essas escolhas são difíceis. Para todos! Ou vais pela esquerda ou vais pela direita, mas pelo meio é que não é possível. Simples, mas assustador.

Por estas razões, e desde já perdoem-me os fundamentalistas do clássico de Curtiz (eu, um deles, absolvo-me desde já), o filme que mais me recordou o visionamento deste “Shopgirl” foi mesmo o sagrado “Casablanca”. Uma mulher, dois homens. Cada um deles representa duas opções angustiosamente diferentes, dois estilos de vida desiguais... enfim, duas escolhas. Das tais. Das difíceis. Das atrozes. É o que acontece nos dois filmes. Em ambos a mulher está numa encruzilhada. Por um lado uma paixão avassaladora, mas talvez impossível, ou melhor, talvez movediça. Do outro, a segurança e garantia da reciprocidade amorosa, o conforto de ser amada incondicionalmente.

Sinal dos tempos (ou nem tanto), comprovativo que em certos casos a tradição ainda é o que era ou mesmo o carácter imutável de certas aflições humanas, em ambos os filmes a mulher escolhe o mais seguro, o amparo, aquilo que não envolve tanto risco. Em ambos os casos, as cobardolas decidem-se por fugir do amor em estado puro e feroz. “Isso é coisa que só acontece no cinema” terão pensado Ilsa e Mirabelle.

quarta-feira, dezembro 21, 2005

Questão de etiqueta

Estou a desesperar por uma explicação diferente da única que encontro para responder à minha dúvida: quem era a pessoa sistematicamente referida pelo candidato do mofo como "ele" no debate de ontem?

terça-feira, dezembro 20, 2005

O extremista

Era tão gay, tão gay, tão gay que dizia que a sua personagem favorita do Star Wars era o Luke Skywalker.

terça-feira, dezembro 13, 2005

Os acrobatas


Depois de tudo o que se passou no século passado e com os poucos e vegetativos exemplos que ainda por aí existem à escala mundial, ser comunista é cada vez mais um acto de malabarismo. Só mesmo um verdadeiro artista pode ser vermelho nos dias que correm. Quanto à política, essa há muito que não tem nada a ver com o assunto.

Retirada?

Bom artigo sobre a guerra no Iraque.
http://www.timesonline.co.uk/article/0,,22369-1922513,00.html

Xmas

Existe uma nova polémica nos Estados Unidos, esta polémica, prende-se com o facto de, segundo a direita religiosa, George W. Bush estar a ceder aos interesses da esquerda liberal, quando fala do natal como época festiva e não querendo associar esta época a nenhum credo religioso.
Acho interessante que numa altura em que os E.U.A. estão numa guerra descabida e poucos meses depois da tragédia de New Orleans, seja este um tema que gasta tempo e energias a ser discutido na opinião pública.
Parece-me que mais uma vez a discussão do acessório se sobrepõe ao debate sobre o essencial. Mas isso se calhar até interessa a esta direita religiosa que se diz tão ofendida.

segunda-feira, dezembro 05, 2005

quarta-feira, novembro 30, 2005

Leitura para os próximos dias

Fora de jogo

Quando um juiz pede ao seu asa (juiz ajudante) para falar com outra juiz de outra vara, para que esta fale com o seu marido, de modo a que este fale com o Major Valentim Loureiro e arranje 2 bilhetes para o Benfica, creio que muito do que se passa em Portugal fica explicado.

terça-feira, novembro 29, 2005

Consolos

Depois do monte de pasta que conseguiram gastar, esta nomeação (categoria 6) não chega. O prémio tem de ficar em Casa.

Morreu Eddie Guerrero


"Pro wrestler Eddie Guerrero found dead
WWE star briefly held championship belt in 2004. He was 38"
msnbc Nov. 13, 2005

Café duplo

Tenho de publicamente demonstrar o meu desagrado pelos cafés duplos. Não percebo as pessoas que preferem cafés duplos a duas belas bicas de seguida.
Um café duplo é um café que fica lá na máquina, até estar cheia a chávena de chá. Dois cafés são tirados individualmente, contendo cada um deles, todas as qualidades de uma boa bica.
Como diz o Barbosa, o Joaquim Bastinhas também não usa uma bandarilha dupla, usa duas bandarilhas.

Proposta indecente

Não me parece. Uma coisa é ter boa vontade, outra coisa é ter espírito missionário.

De visita ao rio Nabão


Paz Vega

"El escritor, guionista y director de cine Ray Loriga comenzó ayer en Portugal el rodaje de su segunda película, «Teresa. Muerte y vida», sobre la vida de Santa Teresa de Ávila, que estará protagonizada por la actriz Paz Vega. El convento de Cristo de Tomar, sede de la Orden del Templo y de los Caballeros de Cristo en Portugal, es el escenario elegido por el cineasta madrileño para ambientar su segundo trabajo cinematográfico."

In: ABC

segunda-feira, novembro 28, 2005

Deontologia taliban

Na cimeira euromediterrânea foi aprovado um Código de Conduta Antí-terrorista.
Parece-me bem.
Ante um ataque terrorista há que consultar o Código. Não vão os terroristas interpor recurso da decisão.

Só para iluminados

O autor deste post será com certeza alguém manifestamente brilhante e, pasme-se, obviamente ciente disso mesmo. Houvesse mais cidadãos deste calibre neste país e a genialidade, para além de se afirmar como a verdadeira e exclusiva paixão nacional, seria muito naturalmente pressuposto legal para exercício do direito de voto.

sábado, novembro 26, 2005

Chávez

A última moda em Madrid são os “chávezitos”, umas réplicas de Hugo Chavez para fazer de porta-chaves. Este homem, um demagogo da pior espécie, um provocador nato e um ditador em potência insiste em isolar a Venezuela do resto do espaço sul-americano, começou com os Estados Unidos, veio o México e virá por aí abaixo pela Colômbia, Brasil e afins até só sobrar Cuba. O perigo é latente, sobretudo pelo respaldo popular que tem. Se isto é óbvio para qualquer pessoa medianamente informada, Zapatero não parece concordar e resolveu “firmar” um contrato de venda de material militar espanhol no valor de 1.700 Milhões de Euros, o maior da história espanhola.
O que Chávez irá fazer com os 12 aviões e os 8 patrulheiros fica por ver.

Política à moda da U.E.

Segundo o PP, Durão Barroso encontrou-se “secretamente” com Zapatero onde propôs o fim dos subsídios europeus em troca de parecer favorável da Comissão sobre a OPA da Gás Natural sobre a Endesa.

Barroso considera a acusação um “disparate”. Aguarda-se serenamente a decisão da Comissão durante as próximas semanas.

quinta-feira, novembro 24, 2005

Júbilo!!

Just when I thought that I was out they pull me back in.

Isto não acaba assim

Só vi que já tinham escrito depois de fazer o texto, portanto quem ler isto finja que está logo depois do post do Torgal.

Lamento informar, mas isto não vai acabar. Compreendo a posição do meu amigo Torgal, mas o Blog só vai acabar quando existir uma discussão de teor político-religioso e nos zangarmos a nível pessoal, no fundo como aconteceu noutros blogs, em que discussões de assuntos mais ou menos interessantes levaram a discussões que atingiram proporções épicas (se calhar foram só proporções pequenas). Como isso não aconteceu, iremos continuar a escrever cada um no seu ritmo (uns mais rápido, outros como quem trabalha na função pública).
Peço mais uma vez desculpas por não termos acabado, mas a vida é assim nem sempre temos tudo o que queremos.

P.S. – Agora vou esperar que o Torgal encha mais uma pagina para pôr o meu próximo post.

quarta-feira, novembro 23, 2005

I-Pod

A versão “wake up” dos Arcade Fire com o David Bowie em exclusivo no i-tunes é dos melhores presentes que a Apple me deu.

Zapatero

Não faz ideia ao que veio e não faz ideia para onde vai. Conseguiu a formidável façanha de “rachar” ao meio o povo espanhol com o “estatut”.

Informação inútil

Na Venezuela um depósito de gasóleo enche-se com 3 euros.

Madrilismo

“Hay una forma mas fácil de ver la vida, pero nos es tan apasionante. Arriba Atleti!”

Palabras rotas

Assim se diz palavrão em espanhol. E nunca tinha visto um povo que os dissesse tanto (talvez os brasileiros). Acresce que não é um fenómeno masculino, as mulheres dizem-nos e com uma convicção que vai muito para além do significado das palavras que expressam. A título de exemplo: uma mulher dizer “Es que este tío me toca los huevos” (equivalente a não posso com este gajo) é o pão nosso de cada dia e o significado em espanhol parece-me não merecer a pena dizer.

Contabilidade

Das coisas mais absurdas que existe é contabilidade. Terá com certeza de ser um dos exercícios mais ilógicos que a natureza humana teve o prazer de oferecer. A mera permissa de o Activo ser igual ao Passivo só na cabeça de um louco pervertido poderia fazer sentido.

Carta ao AKA,

Agora que ninguém nos lê podemos conversar à vontade.
Respondendo directamente a mensagem que me mandaste digo-te que não, não penso deixar de escrever na Cooperativa.
Sucede que escrever num blog é como trabalhar, estudar ou outra qualquer actividade que impõe alguma dose de sacrifício, implica disciplina. Mas como a falta desta (disciplina) não acarreta qualquer consequência, escrever num blog é a primeira actividade a sofrer as contingências da falta de tempo.
Por isso enquanto guardião desta casa gostava que continuasses, ainda que a solo, a escrever. Tanto mais que a tua escrita, cada vez mais depurada, já cativou fieis seguidores - entre os quais me incluo – que ficariam desapontados com a manutenção desta tua decisão.

sexta-feira, novembro 11, 2005

Até breve (?)

Com este post muito provavelmente a página inicial da Cooperativa fica só com posts meus. Foi este o limite que decidi impôr a mim mesmo para tomar a decisão de parar de escrever caso os meus alheados companheiros de blog continuassem o seu jejum cooperativo.

Quando começámos isto o conceito era claramente colectivo (daí o nome) e não individual. Por me sentir sozinho, mas sem dramas, suspendo a minha actividade cooperativa durante os próximos tempos. Continuarei ansiosamente à espera que alguém por aqui dê sinais de vida blogosférica.

Fui!

O resto é informação secundária


O último de Jim Jarmusch, "Broken Flowers", já está visto (privilégios de profissão). Haveria muito a escrever sobre o filme mas para mim só há mesmo uma conclusão a retirar do seu visionamento: Sharon Stone continua a ser a nº1... 47 anos e continua a nº1.

quinta-feira, novembro 10, 2005

A tradição já não é o que era

Acidentalmente tomei conhecimento que agora até se fazem estudos universitários sobre blogs. Aqui fica a maneira de colaborar com o Dinis, a Filipa e o Gonçalo (só até 24/11/2005) e espero que depois de concluído nos deixem conhecer as conclusões do estudo.

A tradição ainda é o que era

Eu ainda sou daqueles a quem familiares ou amigos mais próximos oferecem cheques-disco. Adoro. O último, cortesia da mana, deu direito a levar para casa o debut de Kano ("Home Sweet Home"), e o último de Devendra "só sei editar discos bons" Barnhart ("Cripple Crow").

p.s.: além de possuir um catálogo patético, os preços apresentados pela Valentim de Carvalho são obscenos... desta maneira, o melhor é mesmo fechar a barraca.

quarta-feira, novembro 09, 2005

The missing link

Por esta via chegou ao meu conhecimento a criação de um blog que de facto já começava a fazer muita falta. Nos tempos que se aproximam, com certeza que vai ser um ponto de paragem obrigatória e diária. Resta endereçar os meus votos de maior sucesso para os intervenientes... e, naturalmente, para o candidato que apoiam.

terça-feira, novembro 08, 2005

Uma questão de perspectiva

Constança Cunha e Sá, na sua entrevista ao candidato poeta, aflorou a questão muito pertinentemente: o que não se estaria por aí a dizer e a escrever, se um candidato apoiado pelo CDS/PP apresenta-se uma candidatura presidencial com o uso claro, sistemático e inequívoco da palavra Pátria e terminasse a cerimónia com uma eloquente interpretação de "A Portuguesa"?

quinta-feira, novembro 03, 2005

Nic Ta Mere

"La Haine" é ficção ou realidade? Poucas dúvidas há sobre isso. Para acompanhar o visionamento e reflexão sobre os últimos dias de distúrbios em Paris recomenda-se a audição de "Suprême NTM", o quarto álbum dos franceses NTM. Dentro da problemática, melhores cicerones que Kool Shen (ele próprio de origem portuguesa) e Joey Starr (a truculência em pessoa) é difícil. Além disso é rapaziada do bairro.

Tudo uma questão de ''Seine-Saint-Denis Style''.... POPOPOPOPOPOP!!!!!!!

quarta-feira, novembro 02, 2005

Sem lugares marcados


"Aurora" de F.W. Murnau (1927)

O melhor que há a fazer é mesmo o seguinte: veja qual é a sessão que começa imediatamente a seguir à hora em que lê este post (passa às 14h30, 17h, 19h30 e 22h), dê mais uma vista de olhos por este blog e ponha-se imediatamente a caminho do Nimas (fica na 5 de Outubro).

A aula dura apenas 110 minutos e depois pode voltar tranquilamente ao que estava a fazer.

segunda-feira, outubro 31, 2005

O pavão*

Na minha opinião, o acto de criação de um blog é algo que encerra em sim mesmo alguma dose de vaidade. É inevitável. O próprio exercício de pensar que alguém irá perder tempo a ler o que nos escrevemos é, por si só, uma indulgência. Grave? Não, mas mesmo assim uma indulgência.

Serve este intróito apenas para avisar que desta vez vou-me prestar a um ataque de vaidade bem raro por estas bandas. Não por pejo, mas por manifesta falta de pretextos. Mas desta vez o pretexto existe e não passará despercebido.

De facto, alguém bastante mais atento e diligente que eu em relação ao que lê e vê (e por essa razão daqui segue um grande abraço de agradecimento a AA), reparou que a Cooperativa foi citada para efeitos de publicidade do magnífico “Alice”. Segundo a nossa seguríssima fonte, em pleno Público da última sexta-feira vem um anúncio de página inteira ao filme de Marco Martins, onde se pode reparar em várias citações elogiosas sobre a obra, todas elas de blogs lusos. Inexplicavelmente ou não, um dos blogs citados é mesmo a Cooperativa.

No caso de alguém não gostar do filme - numa democracia tudo... mas mesmo tudo é possível - não contem com reembolsos por estas bandas.

* Adverte-se que este post nada tem a ver com Mário Soares.

quinta-feira, outubro 27, 2005

A Ala dos Namorados

Ao contrário do Clube Amigos Disney, esta trupe desperta todo o meu interesse. A acompanhar com a diligência que se impõe.

Exercício da cidadania (II)

Pela manhã, o condutor segue de carro para o trabalho. Sintonizado na TSF, o rádio anuncia a rubrica do Mel com Fel. Sendo terça-feira, os comentários são da responsabilidade de José Lello. O condutor decide desligar a telefonia.

Exercício da cidadania (I)

O condutor estaciona o carro enquanto um viciado em heroína ensaia umas mais que dispensáveis indicações gestuais para supostamente ajudar na manobra. Concluído o estacionamento, o toxicodependente dirige-se ao condutor:

- Amigo?!... tem uns trocos?
- Tenho - responde secamente o condutor.
- Não me orienta nada?
- Não.

Poder de encaixe

Ora ainda bem que o candidato do mofo está habituado a más sondagens. Como as coisas estão a andar, este tipo de serenidade vai ser deveras necessária.

quarta-feira, outubro 26, 2005

Mais uma razão para apostar na educação

Ontem estava a ver uma reportagem sobre a Finlândia e um dos momentos era passado com uma família ao pequeno-almoço, numa conversa informal. Quando perguntaram ao pai se achava que os impostos eram muito altos (cerca de 50%) ele respondeu que isto era um preço a pagar para, entre outras coisas, proporcionar uma boa educação às crianças finlandesas. Se esta ideia parece ter lógica, muito mais lógica terá o argumento para justificar a aposta na educação: “Somos um país pequeno, com poucas pessoas, por isso não podemos desperdiçar os nossos recursos humanos. Daí apostarmos na educação dos nossos filhos.”
A ideia de se apostar na educação de todos quando a população não é muito grande parece bastante óbvia, mas em Portugal existem pessoas que se calhar ainda não perceberam isto.

terça-feira, outubro 25, 2005

Walking on thin ice

Tenho a certeza que o Kramer ficaria inchado de orgulho com a minha façanha. Hoje bati o meu recorde de quilómetros na reserva. 92.50!! Estou a falar de 92.50 quilómetros de pura adrenalina. 92.50!!!

Mas toda a proeza tem o seu custo. O desta foi exactamente 60 € de gasóleo.

sexta-feira, outubro 21, 2005

O meu voto já tem dono*


Agora que a candidatura presidencial de Cavaco Silva é oficial, já posso fazer a minha declaração de voto para as eleições que se seguem. Bem sei que é muito cedo (ainda nem sequer há data oficial para o acto eleitoral), mas bem vistas as opções, a minha decisão foi muito fácil de tomar.

Devo dizer, que votarei em Cavaco Silva por duas razões. A primeira prende-se com o facto de eu ser um confesso admirador do professor de economia. Acredito que os seus anos de governo foram os melhores que este país teve desde há muitos e muitos anos, e, nos tempos que correm, estou convencido que tem o perfil ideal para Belém. É um homem sério, honesto, seguro, com prestígio internacional, rigoroso, exigente e conhece como poucos os meandros do poder político em Portugal. Respeitinho é muito bonito e Cavaco sabe como consegui-lo. A juntar a isto, conforta-me saber que ele é o único candidato presidencial que se apresenta para ganhar umas eleições e não para derrotar alguém ou alguma coisa (neste quesito os candidatos de esquerda têm-se apresentado com uma postura assaz esquizofrénica em relação ao papão da direita).

A segunda ordem de razões está relacionada com o basilar princípio da exclusão de partes. Tendo em conta os outros candidatos, mesmo que eu não estivesse tão convicto do meu sentido de voto, seria bem provável que o meu voto lhe tocasse. Nunca na minha vida o meu voto iria para a candidatura apoiada pelos comunistas. Muito menos reservaria o meu direito de escolha em prol do candidato populista. Em relação à candidatura romântica, reconheço a minha simpatia por ela, mas políticos não se querem românticos, mas sim competentes e talhados para determinado cargo. Quanto à candidatura do mofo, além de se apresentar de uma forma pedante e irritantemente paternal, dá a ideia que goza com as pessoas (o que é loucura hoje, pode não o ser amanhã).

Tenho dito.

*Como se depreende do título, apenas explico a minha posição pessoal nestas eleições presidenciais e não do resto das pessoas que integram a Cooperativa. Este post apenas declara o meu sentido de voto e não do blog e dos seus elementos.

terça-feira, outubro 18, 2005

DocLisboa 2005

Esta coisa dos festivais de cinema tem sempre aquele elemento de rifa. Primeiro agendamos o dia em que é possível ir a alguma sessão. Segundo percebemos quais as sessões que nos dão jeito no dia seleccionado. Terceiro, se houver várias opções, escolhemos o filme que ficou com o privilégio de ser visionado (e digo privilégio, porque nos dias que correm tempo é um bem escasso).

Há vezes que a escolha se revela uma grande caca. Há outras, em que a obra que nos ficou reservada é uma absoluta revelação. Felizmente foi o que me calhou ontem no DocLisboa 2005*. Numa semana frenética, no único dia que podia ir ao festival, saquei da cartola esta pequena maravilha do documentário moderno.

Realizado pelo brilhantíssimo Ross McElwee, autor que só agora tive a honra de descobrir (e que honra!), este "Sherman's March" é pura inspiração. Junte-se um jovem documentarista em acentuada crise de identidade, medos e fobias de ameaça nuclear, uma vida amorosa frustrada e allenesca, a cruzada arrasadora de Sherman pelos estados do sul americano, a família típica do dirty south e Burt Reynolds e temos um dos exemplos mais fantásticos que tive a oportunidade de conhecer no campo do cinema documental. Enfim, uma noite em que a rifa que saiu valeu, e muito, a pena.

*Recomendação à organização: quando se exibe um filme de 155 minutos, um intervalo não fazia mal nenhum. Nenhum!!!!.

sexta-feira, outubro 14, 2005

quinta-feira, outubro 13, 2005

Controle de ansiedade


Tenho lido um pouco por todo o lado que o filme é uma maravilha. Não me admirava nada. Pelo menos em termos de protagonistas está lá gente que realmente interessa (Hoffman, Keener, Cooper).

Enquanto não chega a nossa vez, para não deixar a impaciência tomar conta da situação, sempre se pode ir lendo e relendo papelada. Nestes momentos de espera passar o tempo é uma necessidade. Se possível, bem rápida.

O que lhe aconteceu?

Ao ler um artigo de Francisco Belard na revista Actual do Expresso, deparei-me com a seguinte frase “…depois do que aconteceu, como sabemos, a Orhan Pamuk...”. Ele sabe, vocês podem saber, mas eu e se calhar mais de oitenta por cento dos leitores do artigo não sabemos, por isso pedia encarecidamente que algum leitor me pudesse esclarecer o que lhe aconteceu.

From NYC with love

Este já cá canta.

quarta-feira, outubro 12, 2005

Um murro no estômago

Desde o "Corte de Cabelo" e o "Ossos" que não saía assim de uma sala de cinema depois de ver um filme português. Falo de "Alice", um verdadeiro portento cinematográfico.

Construindo um filme de estrutura perfeita (argumento e montagem fabulosos), Marco Martins consegue filmar Lisboa de uma maneira verdadeiramente desoladora e utiliza o silêncio da mesma maneira que se usa um facalhão bem afiado para cortar o coração de outrem. Nuno Lopes cumpre um verdadeiro tour de force, digno de um Pacino em "Serpico" ou de um Cage em "Leaving Las Vegas". Beatriz Batrada, se é que ainda haveria alguma necessidade, em 4 ou 5 cenas confirma ser a maior actriz portuguesa da actualidade. Os secundários, como Ivo Canelas ou Miguel Guilherme, ajudam inolvidávelmente à festa. Para concluir, a música de Bernardo Sasseti surge como a cereja no topo do bolo.

Sabendo que o produto é 100% português dá um gozo especial. Bravo!

segunda-feira, outubro 10, 2005

Autárquicas' 05 (VIII)

De longe, os grandes vencedores destas eleições foram os/as Amarantinos/as.

Autárquicas' 05 (VII)

Melhor que o próprio discurso em si, foi ver a Bárbara acenar afirmativamente a cada declaração do marido. Por detrás de um grande homem, está uma grande mulher

Autárquicas' 05 (VI)

O CDS/PP está quase a assumir o posto de lanterna vermelha partidária. Já faltou menos.

Autárquicas' 05 (V)

Queria aqui deixar a minha solidariedade para com o homem do microfone no discurso de vitória do Major Valentim Loureiro. Força homem!!! Sei que fizeste o melhor possível (mas foi por um triz que não mamaste um sopapo).

Autárquicas' 05 (IV)

João Soares começa a fazer lembrar aqueles treinadores, tipo Luís Campos, que cada vez que pegam numa equipa descem de divisão. Sempre que se lembra de encabeçar uma lista, vai para casa na noite eleições com um belo cabaz debaixo do braço.

Autárquicas' 05 (III)

Dos comentadores convidados pelas TV's para análise do processo eleitoral um se destacou. Ou melhor, uma se destacou. Odete Santos, pela imagem, discurso, postura, personalidade, etc, confirma que continua a ser um dos grandes OVNIS da política nacional. Absolutamente única.

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