As cooperativas são pessoas colectivas autónomas, de livre constituição, de capital e composição variáveis, que, através da cooperação e entreajuda dos seus membros, com obediência aos princípios cooperativos, visam, sem fins lucrativos, a satisfação das necessidades e aspirações económicas, sociais ou culturais daqueles. [acooperativa@hotmail.com]
terça-feira, março 28, 2006
De Block a Ghost buster
O Blockbuster faliu em Espanha. Com as editoras a baixarem os preços dos DVD's até 5 euros e com a pirataria em plena força, assim se acaba um dos grandes negócios dos anos 90.
segunda-feira, março 27, 2006
Líquido inflamável
Estive a tarde toda a ouvi-lo ininterruptamente. O novíssimo "Show Your Bones" parece que foi embrulhado em papel de veludo e acaba por dar a impressão que Karen O e os outros domesticaram-se. Puro engano. Inflamável e volátil continuam a ser os adjectivos certos. Tudo aquilo continua bem regado com gasolina e pronto a explodir.
domingo, março 26, 2006
Um ano e uns dias depois...
Obrigado ao encoberto, ao andor violeta, ao pedro cardoso santos, ao mário almeida, ao eubozeno, ao jack london, ao mindinho, à ilustre miss pearls, ao zé maria, ao wolfman (grande animador deste blogue) e a quem mais passou por aqui e parou para dar os parabéns a esta cooperativa.
Por fim, um grande abraço aos cooperantes Diogo, JCP e K.
O último que apague a luz

Los chicos más listos de la sala
Bom documentário sobre o rise and fall da Enron.
Não consegue não cair na especulação do envolvimento de Bush em todo processo e tão pouco consegue evitar criticar, ainda que veladamente, o liberalismo económico.
No entanto, no que respeita à matéria fáctica, é extremamente didático.Tem um detalhe inesquecível; enquando lavra (um clássico dos telejornais) um fogo na Califórnia um dos traders da Enron, antevendo a subida de preços da electricidade, dispara rebentando de felicidade: "Burn baby burn, we are going to be rich".
quinta-feira, março 23, 2006
Passado 1 ano
Alto el Fuego
A ETA é uma organização terrorista.
As organizações terroristas não cessam fogo. São destruidas.
Não é possivel cessar fogo a que não se conhece legitimidade para fazê-lo.
Não é possivel cessar fogo com quem não mostra a cara.
Cessar fogo é um privilégio de quem está em guerra, não de quem comete por sistema actos cobardes.
Cessar fogo com alguém que não se reconhece legitimidade para existir é uma derrota para a democracia.
As organizações terroristas não cessam fogo. São destruidas.
Não é possivel cessar fogo a que não se conhece legitimidade para fazê-lo.
Não é possivel cessar fogo com quem não mostra a cara.
Cessar fogo é um privilégio de quem está em guerra, não de quem comete por sistema actos cobardes.
Cessar fogo com alguém que não se reconhece legitimidade para existir é uma derrota para a democracia.
segunda-feira, março 20, 2006
Excepções
Nem sempre o mais do mesmo é mau. Alt-fado devidamente acompanhado por poesia proletária... segunda dose.
sábado, março 18, 2006
MacroBotellón

Se não está a pedi-las?
Por toda a Espanha foi convocado um macrobotellón, o objectivo era simples, embebedar até à morte nas Ramblas, Paseo da Castellana, Plaza Mayor e afins, e protestar contra a proibição de beber nas ruas.
A juventude, massa indistinta de pessoas dos 14 aos 30, queria marcar posição. Mais importante que qualquer outro problema que afecta a "classe", o que lhes interessa é poder beber. A motivação que leva à apreensão de 50 pessoas, e outras tantas para o hospital é... poder beber.
E assim se constroi um futuro melhor de funcionários públicos com amor pelo café com bagaço pela manhã.
sexta-feira, março 17, 2006
Funcionarios Públicos sub-18
Que mundo é este que criamos com o Estado social onde jovens querem ser tratados como funcionarios públicos.
quinta-feira, março 16, 2006
Poupar = Gastar
Enquanto frequento um curso pós-laboral no Cenjor, habituo-me a jantar tarde. Prefiro esperar a ter de me alimentar sozinho e, principalmente, aproveito para poupar dinheiro. Poupar é bom. Pelo menos é o que consta por aí. Poupar é a palavra. Poupar.
Para me distrair enquanto o resto dos instruendos - se esta palavra fosse uma bitch seria a Rossy de Palma - vão para os respectivos banquetes, fico com a minha melhor amiga nestes momentos de silêncio e introspecção. A internet. De site em site, tal qual Tarzan de liana em liana, lá vou eu até chegar à Amazónia. Aí é que todas a minhas intenções vão pelo ar.
Aqui ficam os da vez:
- "The Big Picture" do Big L;
- "Neu" dos Neu;
- "Sung Tongs" dos Animal Collective;
- "Undertones" dos Undertones.
Fodeu, foi o que foi. Único consolo? Se é para ser burro... escolho a possibilidade de ser burro com estilo.
Para me distrair enquanto o resto dos instruendos - se esta palavra fosse uma bitch seria a Rossy de Palma - vão para os respectivos banquetes, fico com a minha melhor amiga nestes momentos de silêncio e introspecção. A internet. De site em site, tal qual Tarzan de liana em liana, lá vou eu até chegar à Amazónia. Aí é que todas a minhas intenções vão pelo ar.
Aqui ficam os da vez:
- "The Big Picture" do Big L;
- "Neu" dos Neu;
- "Sung Tongs" dos Animal Collective;
- "Undertones" dos Undertones.
Fodeu, foi o que foi. Único consolo? Se é para ser burro... escolho a possibilidade de ser burro com estilo.
quarta-feira, março 15, 2006
terça-feira, março 14, 2006
Descubram as semelhanças
Aos adeptos da música de Jack Johnson recomendo Chris de Burgh. É realmente muito parecido. Não acreditam? Vão ouvir “Satin Green Shutters”!
Não foram ouvir? Não me digam que não vão ouvir só porque acham que o Chris de Burgh é foleiro.
Vão lá, é igual mas em melhor.
Não foram ouvir? Não me digam que não vão ouvir só porque acham que o Chris de Burgh é foleiro.
Vão lá, é igual mas em melhor.
Entretanto no Pavilhão Atlântico (IV)
O que eu gostei mesmo foi dos convidados especiais: The Cars, The White Stripes e os Led Zeppelin.
Entretanto no Pavilhão Atlântico (II)
Por sms:
Y: Adivinha onde é que eu estou? Ah ah ah!
W: Por amor vale tudo... por amor enrabava uma cabra nordestina! Ah ah ah ah!
Y: Adivinha onde é que eu estou? Ah ah ah!
W: Por amor vale tudo... por amor enrabava uma cabra nordestina! Ah ah ah ah!
quinta-feira, março 09, 2006
A/C da Bomba
quarta-feira, março 08, 2006
Pequeno-almoço
Hoje fui ver o “Breakfast on Pluto” às 10.30 da manhã. Mais apropriado seria difícil. Com um estratósférico Cillian Murphy a compor um combo que consegue juntar num só Marc Bolan, Gerry Conlon, António Variações, Ru Paul e Iris Steensman, o novo do talentoso Neil Jordan superou as minhas expectativas (já de si altas).
O IRA está todo lá com os paddy’s do costume: Liam Neeson, Stephen Rea, Brendan Gleeson e mesmo um fabuloso Gavin Friday participam neste verdadeiro épico glam. Como se fosse preciso algum aval de aprovação do filme, Bryan “eu até a fazer de pervertido tenho uma pinta do cacete” Ferry, tal qual figura tutelar de toda uma época, decide dar uma perninha.
Ah!! Esqueci-me... a música, como já era de calcular, decidiu que queria também ser uma personagem.
O IRA está todo lá com os paddy’s do costume: Liam Neeson, Stephen Rea, Brendan Gleeson e mesmo um fabuloso Gavin Friday participam neste verdadeiro épico glam. Como se fosse preciso algum aval de aprovação do filme, Bryan “eu até a fazer de pervertido tenho uma pinta do cacete” Ferry, tal qual figura tutelar de toda uma época, decide dar uma perninha.
Ah!! Esqueci-me... a música, como já era de calcular, decidiu que queria também ser uma personagem.
terça-feira, março 07, 2006
Óscares na TVI
Não havia nenhum amigo do Rui Pedro Tendinha acordado para lhe enviar um sms a pedir que afastasse as folhas do microfone?
segunda-feira, março 06, 2006
Aviso a todos os passageiros
Desde há uns anos que já viajava sem cinto (poupa-me pelo menos 5 minutos no embarque), mas além dessa preocupação tenho de passar a ter outra.
Pôr de lado as minhas melhores meias, as de cano alto e sem qualquer ventilação ou aberturas exteriores. É que quando aquela máquina embirra, embirra de verdade. E a primeira coisa a saltar são os sapatos.
Ora, existem muitas maneiras de perder credibilidade, uma delas é seguramente estar a ser revistado com o calcanhar à mostra.
Óscar III
O discurso e a pose de Philip Seymour Hoffman eram iguais às personagens que interpreta.
E Capote não é excepção.
E Capote não é excepção.
Óscar
Temi o pior quando tudo começou a falhar a Lauren Bacall. Primeiro a voz, depois o braço esquerdo a estender para a borda da mesa, depois a voz a tremer, posição instável, tontura... redonda no chão.
Vá lá que a única que não aconteceu foi a última.
quarta-feira, março 01, 2006
Cinema no Carnaval - notas (I)
Comentário de um elemento para o seu grupo de amigos à saída do Capote:
«Oh pá (algo desiludido)... eu pensava que o gajo no fim os salvava».
«Oh pá (algo desiludido)... eu pensava que o gajo no fim os salvava».
Segredos na Blogosfera
O conceito é muito simples.
Pessoas enviam postais contando os seus segredos mais profundos.
O sucesso é tal que já há livro no prelo.
Pessoas enviam postais contando os seus segredos mais profundos.
O sucesso é tal que já há livro no prelo.
A não perder aqui.
quarta-feira, fevereiro 22, 2006
O cabeção (I)
segunda-feira, fevereiro 20, 2006
Sobre a natureza humana
«Acostumaram-se. Choraram um bocadinho e depois habituaram-se. O bandalho do ser humano habitua-se a tudo!»
Fiódor Dostoiévski in "Crime e Castigo"
Fiódor Dostoiévski in "Crime e Castigo"
quinta-feira, fevereiro 16, 2006
Descubra a palavra
Se eu juntasse as palavras: idiota, ridículo, absurdo, impossível e concurso, conseguiam descobrir o conceito que lhes estava associado? Se calhar não. É o que acontece todas as noites quando, no concurso "a herança", se confronta o concorrente finalista com uma lista de palavras, que só através de um raciocínio muito rebuscado é que podem estar relacionadas.
Acho que se não mudarem qualquer coisa as únicas palavras que o Malato vai associar são: despedido, desemprego, rua, ponte e esmola.
Acho que se não mudarem qualquer coisa as únicas palavras que o Malato vai associar são: despedido, desemprego, rua, ponte e esmola.
quarta-feira, fevereiro 15, 2006
Liberdade de expressão (IV)*

O bom gosto e o bom senso arriscam-se a ser os maiores e piores inimigos da liberdade de expressão. Correndo o melindroso risco de falar em nome dos meus companheiros de Cooperativa, o politicamente correcto não têm grande espaço de manobra neste blog. É aborrecido, incomoda e, por conseguinte, fica reservado para a pena de outros.
*Post efectuado de acordo com a nota 4 da 4ª Lei.
segunda-feira, fevereiro 13, 2006
terça-feira, fevereiro 07, 2006
Liberdade de expressão (II)
É uma coisa muito bonita, muito bonita... mas essa merda de passear pela blogosfera e ler posts a contar os argumentos e respectivos fins de filmes que ainda não vimos não está com nada.
Orientem-se.
Orientem-se.
Liberdade de expressão (I)
Nesta questão apenas os niilistas não têm telhados de vidro. Esses sim, estão completamente à vontade.
domingo, fevereiro 05, 2006
Rocking Amadeus
Se W. A. Mozart fosse 250 anos mais velho seria cocainómano e tocaria baixo e teclas numa banda de rock progressivo austríaca.
Natureza dos animais
Gosto especialmente deste artigo do Código Civil Espanhol:
"Las palomas, conejos y peces, que de su respectivo criadero passaren a otro pertenenciente a distinto dueño, serán propriedad de éste, siempre que no hayan sido atraídos por medio de algún artificio o fraude."
"Las palomas, conejos y peces, que de su respectivo criadero passaren a otro pertenenciente a distinto dueño, serán propriedad de éste, siempre que no hayan sido atraídos por medio de algún artificio o fraude."
É o reconhecimento do direito à auto-determinação das pombas, coelhos e peixes. Demais animais de criação devem, obedientemente, esperar autorização do legislador para mudar de dono.
I-pod
Nos Estados Unidos um homem do Louisiana intentou uma "class action" (qualquer proprietário de um I-pod pode aderir) contra a Apple, alegando que os I-pod's sofrem de um "design defect" (um produto que contém uma determinada qualidade que o torna desnecessariamente perigoso).
Segundo o autor, o defeito prende-se com o facto de qualquer daqueles aparelhos conseguir produzir um som superior a 115 decibeis o que, segundo o mesmo autor, pode produzir surdez a quem esteja exposto aquele som mais de 28 segundos por dia.
Em qualquer sistema jurídico europeu esta acção judicial estaria condenada ao fracasso, faltaria demonstrar o dano próprio. Já nos EUA a galinha dos ovos de ouro não está no dano próprio, está nos danos punitivos, que é como quem diz "vamos condenar a Apple para que não volte a repetir o mesmo erro".
Tudo isto independentemente do homem (e quem mais alinhar na brincadeira) andar encantado da vida a ouvir música no I-pod. Só mesmo nos EUA.
sexta-feira, fevereiro 03, 2006
Cocaleros
Chegou-me as mãos, em formato audio, uma entrevista de Evo Morales, presidente da Bolívia e mais conhecido cocalero do mundo, onde este afirma qualquer coisa como: "Fidel Castro é um democrata, defensor da vida" e "em Cuba existe a mesma democracia que existe na Bolívia".
Não sei se Evo Morales é grande amigo de Bernardino Soares, ou se a tese deste último sobre o conceito de democracia já anda a fazer escola, mas alguma coisa está mal quando países como China, Coreia do Norte e Cuba são vistos como regimes democráticos.
"Aim for the stars and you'll make it to the moon”
Sem querer maçar os leitores, existe um tema que eu gostava de abordar. A ambição. Não gosto muito de frase feitas, mas desta gosto: "Aim for the stars and you'll make it to the moon. Aim for the moon and you'll never make it through the atmosphere.”
Esta frase na minha opinião traduz o que deve ser a mentalidade das pessoas quando traçam objectivos ou realizam projectos (pessoais ou profissionais). Não acho que se deva ser inconsciente, mas deve-se arriscar, tentar fazer o melhor que se pode. É lamentável ver aquelas pessoas derrotistas (eles dirão que são conscientes e que eles é que sabem como é que as coisas funcionam), a já estão a pensar nas dificuldades de execução ou na impossibilidade de atingir os objectivos antes de começar a fazer qualquer coisas.
Quando se planeia algo tem de se começar a pensar pela positiva, querer o melhor, para depois se poder começar a descer à terra (como dizem os médicos). Se começarmos logo a pensar nas impossibilidades, contingências, limitações e contratempos, não só vamos pôr a fasquia baixa exigindo menos de nós, como estamos a preparar-nos mentalmente para um resultado medíocre.
Eu acredito nesta frase mas se calhar sou apenas optimista e ingénuo e a maioria dos portugueses é que faz bem em estar quietinho a tratar do seu quintal.
Esta frase na minha opinião traduz o que deve ser a mentalidade das pessoas quando traçam objectivos ou realizam projectos (pessoais ou profissionais). Não acho que se deva ser inconsciente, mas deve-se arriscar, tentar fazer o melhor que se pode. É lamentável ver aquelas pessoas derrotistas (eles dirão que são conscientes e que eles é que sabem como é que as coisas funcionam), a já estão a pensar nas dificuldades de execução ou na impossibilidade de atingir os objectivos antes de começar a fazer qualquer coisas.
Quando se planeia algo tem de se começar a pensar pela positiva, querer o melhor, para depois se poder começar a descer à terra (como dizem os médicos). Se começarmos logo a pensar nas impossibilidades, contingências, limitações e contratempos, não só vamos pôr a fasquia baixa exigindo menos de nós, como estamos a preparar-nos mentalmente para um resultado medíocre.
Eu acredito nesta frase mas se calhar sou apenas optimista e ingénuo e a maioria dos portugueses é que faz bem em estar quietinho a tratar do seu quintal.
quinta-feira, fevereiro 02, 2006
The beat goes on...
E eis que o impensável (ou talvez não) aconteceu.
Pela primeira vez na minha provecta idade assisto à redução de preço dos cigarros.
Em Espanha, um maço de Marlboro desceu de €2,95 para €2,35.
Se o Estado Espanhol queria fazer de meu médico, as tabaqueiras fazem de amigo de copos.
Pela primeira vez na minha provecta idade assisto à redução de preço dos cigarros.
Em Espanha, um maço de Marlboro desceu de €2,95 para €2,35.
Se o Estado Espanhol queria fazer de meu médico, as tabaqueiras fazem de amigo de copos.
quarta-feira, fevereiro 01, 2006
terça-feira, janeiro 31, 2006
Mais
Volto mais portenho. Mais tolerante com os taxistas. Mais piazzoliano. Mais patagónico. Mais fanático por futebol. Mais borgesiano. Mais pedante. Mais maradoniano. Mais magro. Mais bostero. Mais carnívoro. Mais pobre. Mais rico.
segunda-feira, janeiro 30, 2006
Causas perdidas
Nós vistos por cá
In abc:
Mil veces se ha señalado que Portugal tenía todas las condiciones en 1985, al ingresar en el ámbito comentario, para haber imitado a Irlanda. Da la impresión de que a Guterres y a Soares esto no se les pasó por la cabeza. Bagão Felix, persona clave en el último Gobierno de centroderecha (PP-PSD) que gobernó Portugal, declaraba a «Les Echos» de 20-21 de enero de 2005, que «Sócrates da prueba de valentía y de firmeza, por supuesto, pero no es, ni aumentando los impuestos ni con grandes proyectos como la construcción de una red nacional de trenes de alta velocidad, y un nuevo aeropuerto internacional a 50 kilómetros de Lisboa, al que no se le ve ni racionalidad económica, ni social, lo que relanzará la economía y barrerá el déficit», del sector público. Cavaco, buen economista, intentará cambiar todo esto, para llevar adelante la síntesis de su programa, pues en su campaña electoral había declarado: «El país está en un punto de inflexión. No podremos alcanzar un desarrollo sostenido sin una Hacienda disciplinada».Si no lo logra, será muy malo para Portugal y, por cierto, dañoso para España.
terça-feira, janeiro 24, 2006
Queria só lembrar que isto não é o terceiro mundo
É lamentável em Portugal no ano 2006, a grande maioria das pessoas que falaram na noite das eleições começarem por dar os parabéns pelo facto do acto eleitoral ter decorrido de um modo civilizado e sem problemas. A quem é que estas pessoas se estão a dirigir? Aos guerrilheiros que estão escondidos na serra do Marão e que ameaçaram atacar com balões da água as secções de voto de Vila Real, ou à célula terrorista de Sobral da Adiça que pretendia pôr bombas de mau cheiro em Moura. Este género de comentário não só é desnecessário, como é ofensivo para a população. Nós já temos razões de sobra para nos sentirmos atrasados como país, não inventem mais.
Por favor, nas próximas eleições limitem-se a dar os parabéns ao vencedor e vão para casa porque na segunda é dia de trabalho.
Por favor, nas próximas eleições limitem-se a dar os parabéns ao vencedor e vão para casa porque na segunda é dia de trabalho.
Fobias
Das coisas que mais me custa é enfrentar uma folha em branco.
O acto de começar a escrever na sobredita supõe um processo de mentalização que consiste em adiar o mais possível.
segunda-feira, janeiro 23, 2006
Pirâmide populacional
O reflexo de que a nossa pirâmide populacional ainda ( e aqui ainda bem) está invertida revela-se no facto do PCP ainda ficar à frente do Bloco de Esquerda em eleições.
sábado, janeiro 21, 2006
Onde está o Wally
segunda-feira, janeiro 16, 2006
domingo, janeiro 15, 2006
sexta-feira, janeiro 13, 2006
Porque o povo é quem mais reclama...
A indignação deve ser o sentimento que menor compaixão suscita nas outras pessoas.
quinta-feira, janeiro 12, 2006
Politicamente incorrecto
Finalmente haverá na cerimónia alguma coisa que pise o risco. O grande maverick Robert Altman vai ser homenageado com um Oscar honorário pela sua inacreditável carreira. Para tudo ser perfeitamente desalinhado (como sempre foi seu apanágio) só falta o homem chegar ao palco para receber o boneco e mandar todos á merda.
És o máior Bob!!
És o máior Bob!!
quarta-feira, janeiro 11, 2006
Smoke/ No smoke
De volta à lei antí-tabaco espanhola só para fazer uma adenda ao comentário anterior.
A lei em sí é inofensiva, mas uma luminária lembrou-se de proibir a venda de tabaco em todo o lado excepto nos locais indicados. Por locais indicados entenda-se obscuros locais identificados com um "T", abertos da 8 às 6, de localização altamente incerta.
Que o Estado me proiba fazer mal às pessoas que me rodeiam é uma coisa. Acho muito bem, concordo e até encorajo.
Agora, que o Estado faça de meu médico particular e não me deixe, ou limite a minha capacidade de adquirir produtos legais que satisfazem as minhas necessidades e os meus vícios já me parece um exagero, e além de exagero um termendo erro.
Só irá potenciar o fenómeno "lei seca", ou seja, a venda ilegal, o lucro oportunista e a proliferação de ilegalidades.
O clássico de esquecer de comprar um maço de cigarros entre as 6 e as 2 da manhã deixou de ser um clássico para tornar-se num verdadeiro terror.
A lei em sí é inofensiva, mas uma luminária lembrou-se de proibir a venda de tabaco em todo o lado excepto nos locais indicados. Por locais indicados entenda-se obscuros locais identificados com um "T", abertos da 8 às 6, de localização altamente incerta.
Que o Estado me proiba fazer mal às pessoas que me rodeiam é uma coisa. Acho muito bem, concordo e até encorajo.
Agora, que o Estado faça de meu médico particular e não me deixe, ou limite a minha capacidade de adquirir produtos legais que satisfazem as minhas necessidades e os meus vícios já me parece um exagero, e além de exagero um termendo erro.
Só irá potenciar o fenómeno "lei seca", ou seja, a venda ilegal, o lucro oportunista e a proliferação de ilegalidades.
O clássico de esquecer de comprar um maço de cigarros entre as 6 e as 2 da manhã deixou de ser um clássico para tornar-se num verdadeiro terror.
terça-feira, janeiro 10, 2006
Home Theater, sentido literal

Primeiro tive o reservadíssimo previlégio de assistir à peça no palco do D. Maria II, por ocasião do Lisboa' 94 Capital da Cultura - se não estou em erro esteve apenas em cena 1 ou 2 noites. Agora é a vez de apreciar a obra de Tony "Pulitzer" Kushner em palcos caseiros. Com certeza não será a mesma coisa, mas também não é isso o que se espera ou o que se pretende.
segunda-feira, janeiro 09, 2006
Uma ideia vale mais que 1 milhão de dólares
$$$
Esta ideia, aparentemente simples, rendeu ao seu criador 1 milhão de dólares.
Esta ideia, aparentemente simples, rendeu ao seu criador 1 milhão de dólares.
Sopa dos ricos
Só queria acrescentar o valor exacto ao post do DC, 1,5 milhões de euros segundo o diário digital. Dá para muita sopa .
No smoking
Para que conste.
Ao contrário do que foi dito em tudo o que é telejornal português, a lei anti-tabaco espanhola não é a mais rígida da europa. Pelo contrário. Nos locais de lazer a abertura para fumar é total.
Demagogia em estado puro
Quantas sopas não pagaria a misericórdia com o que pagou pelo patrocínio do lisboa-dakar?
Será que os senegaleses estão interessados em jogar no euromilhões?
Será que os senegaleses estão interessados em jogar no euromilhões?
sexta-feira, janeiro 06, 2006
Diz-me onde trabalhas…
E talvez possa dizer quem és.
Nestes tempos de massificação e uniformização de comportamentos é engraçado viver o ambiente de cada local de trabalho.
Numa recente sondagem que saiu num qualquer jornal dizia-se que as pessoas tinham mais confiança num médico que ostentasse uma gravata do que um descamisado. Ora nessa linha, em visita a uma agência de publicidade vejo que tanto para os trabalhadores como para os clientes vale tudo menos andar nú. Isso, em contraste por exemplo com um escritório de advogados, onde uma camisa às riscas ou uma gravata amarela é um arrojo, diz muito do que se espera de cada profissional. Fica a ideia que se um publicitário aparecer de gravata provavelmente porá as lavadeiras a vender Omo, e se uma advogado ou médico aparecerem só de camisa serão respectivamente especialistas em divórcios ou cirúgia plástica.
Nestes tempos de massificação e uniformização de comportamentos é engraçado viver o ambiente de cada local de trabalho.
Numa recente sondagem que saiu num qualquer jornal dizia-se que as pessoas tinham mais confiança num médico que ostentasse uma gravata do que um descamisado. Ora nessa linha, em visita a uma agência de publicidade vejo que tanto para os trabalhadores como para os clientes vale tudo menos andar nú. Isso, em contraste por exemplo com um escritório de advogados, onde uma camisa às riscas ou uma gravata amarela é um arrojo, diz muito do que se espera de cada profissional. Fica a ideia que se um publicitário aparecer de gravata provavelmente porá as lavadeiras a vender Omo, e se uma advogado ou médico aparecerem só de camisa serão respectivamente especialistas em divórcios ou cirúgia plástica.
Estado do Estado
Uma ida às finanças é o melhor exemplo de quando se tenta dialogar com o Estado e ele não quer ou não consegue.
Alzira
Além do nome tipicamente português (nome da empregada dos meus avós) coincide com uma das melhores óperas de Verdi. Para quem gosta de coros poderosos e inflamados e de óperas dominadas pelo tenor encontrará aqui um bom asilo musical. Estranhamente é uma das óperas menos conhecidas de Verdi o que só é explicável pelas poucas encenações que se fizeram desta ópera.
Acresce que a par das Vespri Siciliani tem a melhor abertura de Verdi.
Acresce que a par das Vespri Siciliani tem a melhor abertura de Verdi.
Ana Sousa Dias
Não consigo gostar da senhora. Nunca gostei, fiz um esforço quando estava na moda mas é penoso ver aquelas entrevistas. Tudo é vagaroso, numa permanente primeira mudança.
Isto a propósito das duas últimas entrevistas que vi dela. O Ricardo Araújo Pereira parecia um peixe fora de água, as perguntas, de um interesse confrangedor, mereciam respostas monosilábicas. A última, com Paolo Pinamonti (director do S. Carlos), foi a gota de água. Quando Ana Sousa Dias pergunta se o público português é um bom público para além de tossir muito, senti vergonha. Mais ainda quando remata perguntando se os outros públicos são iguais. Ou seja, numa frase consegue coincidir ignorância confessa, provincianismo primário e pedância aguda.
Honra seja feita aos dois convidados que, apesar do visível incómodo, portaram-se à altura, sobretudo Pinamonti que nunca tinha visto ao vivo e fiquei com muito boa impressão, o que aliás reflecte o excelente trabalho que tem feito no S. Carlos.
Isto a propósito das duas últimas entrevistas que vi dela. O Ricardo Araújo Pereira parecia um peixe fora de água, as perguntas, de um interesse confrangedor, mereciam respostas monosilábicas. A última, com Paolo Pinamonti (director do S. Carlos), foi a gota de água. Quando Ana Sousa Dias pergunta se o público português é um bom público para além de tossir muito, senti vergonha. Mais ainda quando remata perguntando se os outros públicos são iguais. Ou seja, numa frase consegue coincidir ignorância confessa, provincianismo primário e pedância aguda.
Honra seja feita aos dois convidados que, apesar do visível incómodo, portaram-se à altura, sobretudo Pinamonti que nunca tinha visto ao vivo e fiquei com muito boa impressão, o que aliás reflecte o excelente trabalho que tem feito no S. Carlos.
Vasalagem a mais... chateia
Sobre o novo de Sam Mendes à volta da 1ª guerra do Golfo, "Jarhead", pouco há a dizer. Estão lá Coppola, Cimino, Stone, Kubrick, Ashby e por aí fora. Ao principio a coisa até corre decentemente. Uma referência ao "Apocalypse Now" fica sempre bem. Mas com o decorrer do filme as coisas começam a revelar-se um bocado desnecessárias. É uma sequência de vénias atrás de vénias até se chegar à ridícula cena em que o grupo de magalas se embebeda gravemente a cantar o "O.P.P." dos Naughty by Nature, remetendo levianamente para a maravilhosa cena do "Platoon" em que a rapaziada desfruta de uma belíssima pedrada ao som do Smokey Robinson & the Miracles a cantar "The Track of my Tears".
Conclusão: é copy/paste a mais para o meu gosto.
p.s.: Uma line do filme salvou-me temporariamente. Ao ouvir o "Break on Through" a personagem principal sai-se com a seguinte genialidade: "That's Vietnam music. Can't we get our own music?"
Conclusão: é copy/paste a mais para o meu gosto.
p.s.: Uma line do filme salvou-me temporariamente. Ao ouvir o "Break on Through" a personagem principal sai-se com a seguinte genialidade: "That's Vietnam music. Can't we get our own music?"
quinta-feira, janeiro 05, 2006
A matraca provoca pânico

"O Grito" de Edvard Munch
O quadro deve ilustrar bem o estado de espírito da equipa do candidato do mofo. Directores de campanha, assessores de imprensa, apoiantes e toda essa gente que, democratica e civicamente, anda a promover esforços para o sucesso da sua candidatura devem andar em terror constante. Um verdadeiro estado de sítio eleitoral. Cada vez que o candidato abre a boca o pânico deve ser generalizado, tal é a quantidade de pérolas e bojardas (não sabia que Ribeiro e Castro era xuxa) proferidas nas últimas semanas de luta política.
Cada semana, cada tiro. Cada tiro, cada melro.
quarta-feira, janeiro 04, 2006
O adeus de Rainho
Vítor Rainho despediu-se esta semana das suas crónicas na revista Única.
A crónica intitulada o ultimo copo, era um espaço sem nada escrito.
Finalmente uma crónica com a qual concordo do principio ao fim.
A crónica intitulada o ultimo copo, era um espaço sem nada escrito.
Finalmente uma crónica com a qual concordo do principio ao fim.
O regrrresso do rrrrrei
Acabei de ouvir a entrevista de Francisco Louçã na TSF. Continua em grande forma.
quinta-feira, dezembro 29, 2005
Restos de Natal
É pena. O último do Mos Def ("The New Danger") é tão fraquinho que parece uma colectânea de músicas rejeitadas na hora de fazer o alinhamento do iluminado "Black On Both Sides".
Sacks 5th Av. em Casablanca
Devo começar por dizer imediatamente que gostei abbastanza do filme. Num ano relativamente pálido em termos cinematográficos até nem é elogio pequeno. Gostei do “Shopgirl”. Gostei.
Dos actores não há nada a dizer. Pelo menos de negativo. Primeiro a menina Claire Danes, que nunca apreciei especialmente, apresenta-se com uma melancolia desarmadamente sexy. No filme, mais irresistível que ela só mesmo a música. Do outro lado da barricada dois actores - e esses sim, eu gosto e muito - com interpretações de alto gabarito. Steve Martin num fantástico exercício de contenção (não habitual num cómico brilhante que não raras vezes entra no campo do burlesco) e o fabuloso Jason Schwartzman que por este andar está a caminho de ser um dos meus personal favorites. Não ultrapassa o nível do seu maravilhoso Max Fischer em “Rushmore”, mas mesmo assim volta a confirmar que é um dos grandes balões de oxigénio no que toca a novas gerações de actores norte-americanos (ou não fosse o moleque Coppola de linhagem).
Quanto ao filme propriamente dito (com argumento de Steve Martin a adaptar uma romance de sua autoria) esperava outra coisa e ainda bem que assim foi. Li mais que uma vez que o filme remetia para o inultrapassável "Lost in Translation". Estava de pé atrás. Como era possível?! Como era possível comparar um qualquer filme a outro tão único e singular como o de Sofia? Basicamente estava preparadíssimo para o mal dizer e só me faltava mesmo ver o filme para me sentir completamente legitimado para o desancar. Mas não. Antes pelo contrário. Não percebo as comparações entre os dois filmes e alguém ainda me há-de explicar o que é que os dois têm tanto em comum que justifique grandes paralelos. Não se percebe. Em última análise “Shopgirl” é um filme sobre o destino, sobre escolhas de fortuna... sobre escolhas de amor. O homem (em sentido amplo, não sexista) não foi feito para estar e ficar sozinho. E é partir desta premissa que o filme se desenrola. Nesta vida há escolhas a fazer e essas escolhas são difíceis. Para todos! Ou vais pela esquerda ou vais pela direita, mas pelo meio é que não é possível. Simples, mas assustador.
Por estas razões, e desde já perdoem-me os fundamentalistas do clássico de Curtiz (eu, um deles, absolvo-me desde já), o filme que mais me recordou o visionamento deste “Shopgirl” foi mesmo o sagrado “Casablanca”. Uma mulher, dois homens. Cada um deles representa duas opções angustiosamente diferentes, dois estilos de vida desiguais... enfim, duas escolhas. Das tais. Das difíceis. Das atrozes. É o que acontece nos dois filmes. Em ambos a mulher está numa encruzilhada. Por um lado uma paixão avassaladora, mas talvez impossível, ou melhor, talvez movediça. Do outro, a segurança e garantia da reciprocidade amorosa, o conforto de ser amada incondicionalmente.
Sinal dos tempos (ou nem tanto), comprovativo que em certos casos a tradição ainda é o que era ou mesmo o carácter imutável de certas aflições humanas, em ambos os filmes a mulher escolhe o mais seguro, o amparo, aquilo que não envolve tanto risco. Em ambos os casos, as cobardolas decidem-se por fugir do amor em estado puro e feroz. “Isso é coisa que só acontece no cinema” terão pensado Ilsa e Mirabelle.
Dos actores não há nada a dizer. Pelo menos de negativo. Primeiro a menina Claire Danes, que nunca apreciei especialmente, apresenta-se com uma melancolia desarmadamente sexy. No filme, mais irresistível que ela só mesmo a música. Do outro lado da barricada dois actores - e esses sim, eu gosto e muito - com interpretações de alto gabarito. Steve Martin num fantástico exercício de contenção (não habitual num cómico brilhante que não raras vezes entra no campo do burlesco) e o fabuloso Jason Schwartzman que por este andar está a caminho de ser um dos meus personal favorites. Não ultrapassa o nível do seu maravilhoso Max Fischer em “Rushmore”, mas mesmo assim volta a confirmar que é um dos grandes balões de oxigénio no que toca a novas gerações de actores norte-americanos (ou não fosse o moleque Coppola de linhagem).
Quanto ao filme propriamente dito (com argumento de Steve Martin a adaptar uma romance de sua autoria) esperava outra coisa e ainda bem que assim foi. Li mais que uma vez que o filme remetia para o inultrapassável "Lost in Translation". Estava de pé atrás. Como era possível?! Como era possível comparar um qualquer filme a outro tão único e singular como o de Sofia? Basicamente estava preparadíssimo para o mal dizer e só me faltava mesmo ver o filme para me sentir completamente legitimado para o desancar. Mas não. Antes pelo contrário. Não percebo as comparações entre os dois filmes e alguém ainda me há-de explicar o que é que os dois têm tanto em comum que justifique grandes paralelos. Não se percebe. Em última análise “Shopgirl” é um filme sobre o destino, sobre escolhas de fortuna... sobre escolhas de amor. O homem (em sentido amplo, não sexista) não foi feito para estar e ficar sozinho. E é partir desta premissa que o filme se desenrola. Nesta vida há escolhas a fazer e essas escolhas são difíceis. Para todos! Ou vais pela esquerda ou vais pela direita, mas pelo meio é que não é possível. Simples, mas assustador.
Por estas razões, e desde já perdoem-me os fundamentalistas do clássico de Curtiz (eu, um deles, absolvo-me desde já), o filme que mais me recordou o visionamento deste “Shopgirl” foi mesmo o sagrado “Casablanca”. Uma mulher, dois homens. Cada um deles representa duas opções angustiosamente diferentes, dois estilos de vida desiguais... enfim, duas escolhas. Das tais. Das difíceis. Das atrozes. É o que acontece nos dois filmes. Em ambos a mulher está numa encruzilhada. Por um lado uma paixão avassaladora, mas talvez impossível, ou melhor, talvez movediça. Do outro, a segurança e garantia da reciprocidade amorosa, o conforto de ser amada incondicionalmente.
Sinal dos tempos (ou nem tanto), comprovativo que em certos casos a tradição ainda é o que era ou mesmo o carácter imutável de certas aflições humanas, em ambos os filmes a mulher escolhe o mais seguro, o amparo, aquilo que não envolve tanto risco. Em ambos os casos, as cobardolas decidem-se por fugir do amor em estado puro e feroz. “Isso é coisa que só acontece no cinema” terão pensado Ilsa e Mirabelle.
sexta-feira, dezembro 23, 2005
quarta-feira, dezembro 21, 2005
Questão de etiqueta
Estou a desesperar por uma explicação diferente da única que encontro para responder à minha dúvida: quem era a pessoa sistematicamente referida pelo candidato do mofo como "ele" no debate de ontem?
terça-feira, dezembro 20, 2005
O extremista
Era tão gay, tão gay, tão gay que dizia que a sua personagem favorita do Star Wars era o Luke Skywalker.
sexta-feira, dezembro 16, 2005
quarta-feira, dezembro 14, 2005
terça-feira, dezembro 13, 2005
Os acrobatas

Depois de tudo o que se passou no século passado e com os poucos e vegetativos exemplos que ainda por aí existem à escala mundial, ser comunista é cada vez mais um acto de malabarismo. Só mesmo um verdadeiro artista pode ser vermelho nos dias que correm. Quanto à política, essa há muito que não tem nada a ver com o assunto.
Retirada?
Bom artigo sobre a guerra no Iraque.
http://www.timesonline.co.uk/article/0,,22369-1922513,00.html
http://www.timesonline.co.uk/article/0,,22369-1922513,00.html
Xmas
Existe uma nova polémica nos Estados Unidos, esta polémica, prende-se com o facto de, segundo a direita religiosa, George W. Bush estar a ceder aos interesses da esquerda liberal, quando fala do natal como época festiva e não querendo associar esta época a nenhum credo religioso.
Acho interessante que numa altura em que os E.U.A. estão numa guerra descabida e poucos meses depois da tragédia de New Orleans, seja este um tema que gasta tempo e energias a ser discutido na opinião pública.
Parece-me que mais uma vez a discussão do acessório se sobrepõe ao debate sobre o essencial. Mas isso se calhar até interessa a esta direita religiosa que se diz tão ofendida.
Acho interessante que numa altura em que os E.U.A. estão numa guerra descabida e poucos meses depois da tragédia de New Orleans, seja este um tema que gasta tempo e energias a ser discutido na opinião pública.
Parece-me que mais uma vez a discussão do acessório se sobrepõe ao debate sobre o essencial. Mas isso se calhar até interessa a esta direita religiosa que se diz tão ofendida.
sexta-feira, dezembro 09, 2005
quarta-feira, dezembro 07, 2005
segunda-feira, dezembro 05, 2005
Madrid está bem e recomenda-se (III)

Extraordinária a exposição Plagiarismo que conta com a participação de ilustres como Orson Welles, The Beatles, Cervantes, Britney Spears, Jay-Z ou Max von Sydow . Para aproveitar até 5 de Janeiro na supreendente La Casa Encendida, espaço cultural ideal para quem boceja só de pensar no Prado.
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