quarta-feira, abril 12, 2006

Desesperanto

Coordenar correctamente a altura de falar espanhol com os espanhois, alemão com os de cá e inglês com o resto do mundo é impossivel. Não raras vezes as empregadas ficam com o olhar mais cândido do mundo depois de me verem pedir tudo em espanhol, e eu só passado muito tempo (tempo demais) realizar o sucedido.

Palavras soltas

Hoje usei a minha palavra alemã preferida; Zussamenfassung. Leva-me de volta ao liceu.

Cenas típicas de Viena

Um português e um espanhol dobram a esquina e junta-se um californiano, metros depois, no meio da strasse, 4 indianos incorporam o batalhão - não sem antes apresentarem-se com nome compelto e vénia - com um grupo já composto avança-se com confiança - paragem súbita - a Tailandia estava perdida. Pois que se unam, dez perdidos valem mais que um.
Do meu rudimentar alemão peço indicações, Juridum Bitte? Immer gerade aus (ou algo muito parecido).
Hossana. O espírito intérpido dos Gamas e dos Cabrais persiste.

Recomendação II

"O Sol dos Scorta" - Laurent Gaudé.
Quando um livro nos faz interiorizar os pequenos prazeres da vida, não pode existir melhor recompensa.

P.S- Obrigado 'ninhas pela recomendação.

Notificação

Viena nunca me despertou qualquer paixão para além da música. Sempre considerei uma cidade absolutamente banal, onde os edifícios imperiais esgotavam a capacidade de imaginação e sobretudo a capacidade de criação. Pois não há dúvida que a a opinião com que um fica de uma cidade se deve mais a circunstâncias pessoais do que qualquer outro critério objectivo.
Tudo isto para dizer que estou em Viena. Fazer o quê? Num concurso de arbitragem (não de bola senão de direito), com equipas de literalmente o mundo inteiro. Estou a gostar.

The Economist

O editorial da última economist é dos raciocínios mais mendazes que tenho assistido ultimamente.

terça-feira, abril 11, 2006

sexta-feira, abril 07, 2006

Por motivos profissionais

Por motivos profissionais tenho escrito menos (muito menos).
Por motivos profissionais tenho de pedir desculpa (principalmente aos outros cooperantes) por escrever menos.
Mas, por motivos profissionais vou começar a pôr uns links que até são giros.

http://www.boardsmag.com/screeningroom/commercials/2548/

Jogo da Glória

Gostava que alguém me explicasse porque é que toda a gente quando fala do Iraque, diz que está à beira duma guerra civil, aproxima-se da guerra civil, está mais perto, está mais longe. Atenção que estamos a falar de uma guerra civil, não estamos a falar do jogo da glória. Se sair cinco na próxima jogada já está na guerra civil ou volta à partida?
Se quiserem comparar com um jogo usem o risco: Os estados unidos invadem Samarra com duas cavalarias contra uma infantaria, os iraquianos saem de Mosul para juntar as tropas em Kirkuk. Parece-me mais adequada a comparação mas se calhar em Portugal conhece-se melhor o jogo da glória.

quinta-feira, abril 06, 2006

Cavalos, funerais & riqueza

«I had come to the racetrack after the other two funerals and had won. There was something about funerals. It made you see things better. A funeral a day and I' d be rich.»

Charles Bukowski in "Post Office"

quarta-feira, abril 05, 2006

Quando não há margem de manobra

O meu agradecimento é feito tarde e a más horas, mas deixar passar em claro nunca seria uma hipótese. Um grande abraço.

Tríptico dos Horrores

Em 1989 Woody Allen, Francis F. Coppola e Martin Scorsese assinavam "New York Stories", filme que compilava três curtas-metragens assinadas por cada um deles. Cada uma com a sua visão da cidade que nunca dorme. Imagine-se agora um formato igual, mas com o tema em comum à volta do universo do terror. É esta a proposta de "3... Extremes", produção asiática que agrupa num só filme três curtas de origens diferentes (Hong-Kong, Coreia do Sul e Japão respectivamente).

É importante fazer desde já um aviso: o filme não é recomendável a pessoas mais sensíveis. "Dumplings", da autoria de Fruit Chan, abre com a versão mais macabra de que há memória sobre o mito do elixir da juventude. Só para espectadores com estômagos bem blindados. A via-sacra continua com "Cut" de Chan-wook Park, sul coreano que realizou o infame e celebrado "Old Boy". Sem concessões, conta uma história de vingança com sangue e tortura qb, misturando pelo meio uma interessantíssima teoria sobre os chamados homens bons e a sua incapacidade de praticar o mal. A fechar a galeria dos horrores, o japonês Takashi Mike constrói um conto sinistro sobre uma escritora de sucesso aprisionada no seu passado misterioso. Algo terrível aconteceu e chegou a hora do ajuste de contas.

Com exemplos magníficos do cinema fantástico vindo do oriente, o filme é absolutamente obrigatório para os fãs do género. Para quem não é cliente destas lides cinematográficas passa tudo por uma questão de estofo. Muito estofo.

domingo, abril 02, 2006

Lembrar e comemorar


Foi há três anos.

Abbarração


"Heaven Or Las Vegas" dos Cocteau Twins

Million dollar Marbella

Inacreditável o que se passa em Marbella.
Juan António Roca, delfím do já ido Gil y Gil, e director de Planeamento Urbanistico do Ayuntamiento de Marbella, conseguiu em menos de 15 anos reunir umas das 20 maiores fortunas de Espanha.
O esquema é-nos "familiar". Cerca de 120 empresas, todas dominadas pelo citado Roca, que contratavam directamente com o Ayuntamiento.
Existiam duas opcões; se um solo era urbanizável para edificar um bloco de edifícios, o promotor deveria "levantar" dois blocos, um para ele outro para uma das empresas de Roca. Se o solo não era edificável negava-se a construção, comprava-se o terreno ao promotor e construia uma das empresas de Roca. Este método, aliado a muitas malas "forradas" de notas, garantiam o sucesso.
O segredo deste homem era muito simples, não assinava qualquer documento, fosse qual fosse, o que tornou a poducção de prova assaz difícil.
O que faz este caso diferente dos outros é que todos, mas todos, os concelheiros do Ayuntamiento estavam envolvidos nestas operações. Oposição era coisa que não exisitia.
Hoje Marbella não tem dinheiro para comprar papel para as fotocópias, está tudo "investido".
Bem vistas as coisas a culpa é dos romanos.

segunda-feira, março 27, 2006

Líquido inflamável

Estive a tarde toda a ouvi-lo ininterruptamente. O novíssimo "Show Your Bones" parece que foi embrulhado em papel de veludo e acaba por dar a impressão que Karen O e os outros domesticaram-se. Puro engano. Inflamável e volátil continuam a ser os adjectivos certos. Tudo aquilo continua bem regado com gasolina e pronto a explodir.

Os Outros


George Dzundza

domingo, março 26, 2006

Apio Verde too us


Muito obrigado.

Um ano e uns dias depois...

Obrigado ao encoberto, ao andor violeta, ao pedro cardoso santos, ao mário almeida, ao eubozeno, ao jack london, ao mindinho, à ilustre miss pearls, ao zé maria, ao wolfman (grande animador deste blogue) e a quem mais passou por aqui e parou para dar os parabéns a esta cooperativa.
Por fim, um grande abraço aos cooperantes Diogo, JCP e K.

O último que apague a luz


Los chicos más listos de la sala

Bom documentário sobre o rise and fall da Enron.
Não consegue não cair na especulação do envolvimento de Bush em todo processo e tão pouco consegue evitar criticar, ainda que veladamente, o liberalismo económico.
No entanto, no que respeita à matéria fáctica, é extremamente didático.
Tem um detalhe inesquecível; enquando lavra (um clássico dos telejornais) um fogo na Califórnia um dos traders da Enron, antevendo a subida de preços da electricidade, dispara rebentando de felicidade: "Burn baby burn, we are going to be rich".

quinta-feira, março 23, 2006

Passado 1 ano


O dia é de celebração.

Para DC, JCP e k.... um grande abração. Tem sido um verdadeiro gozo.

Aos visitantes que, inexplicavelmente, por aqui passam para mandar algum do seu precioso tempo p' lo ar, desculpem qualquer coisinha e muito obrigado. Esta casa continua vossa.

Alto el Fuego

A ETA é uma organização terrorista.
As organizações terroristas não cessam fogo. São destruidas.
Não é possivel cessar fogo a que não se conhece legitimidade para fazê-lo.
Não é possivel cessar fogo com quem não mostra a cara.
Cessar fogo é um privilégio de quem está em guerra, não de quem comete por sistema actos cobardes.
Cessar fogo com alguém que não se reconhece legitimidade para existir é uma derrota para a democracia.

sábado, março 18, 2006

MacroBotellón


Se não está a pedi-las?

Por toda a Espanha foi convocado um macrobotellón, o objectivo era simples, embebedar até à morte nas Ramblas, Paseo da Castellana, Plaza Mayor e afins, e protestar contra a proibição de beber nas ruas.

A juventude, massa indistinta de pessoas dos 14 aos 30, queria marcar posição. Mais importante que qualquer outro problema que afecta a "classe", o que lhes interessa é poder beber. A motivação que leva à apreensão de 50 pessoas, e outras tantas para o hospital é... poder beber.
E assim se constroi um futuro melhor de funcionários públicos com amor pelo café com bagaço pela manhã.

quinta-feira, março 16, 2006

Poupar = Gastar

Enquanto frequento um curso pós-laboral no Cenjor, habituo-me a jantar tarde. Prefiro esperar a ter de me alimentar sozinho e, principalmente, aproveito para poupar dinheiro. Poupar é bom. Pelo menos é o que consta por aí. Poupar é a palavra. Poupar.

Para me distrair enquanto o resto dos instruendos - se esta palavra fosse uma bitch seria a Rossy de Palma - vão para os respectivos banquetes, fico com a minha melhor amiga nestes momentos de silêncio e introspecção. A internet. De site em site, tal qual Tarzan de liana em liana, lá vou eu até chegar à Amazónia. Aí é que todas a minhas intenções vão pelo ar.

Aqui ficam os da vez:

- "The Big Picture" do Big L;
- "Neu" dos Neu;
- "Sung Tongs" dos Animal Collective;
- "Undertones" dos Undertones.

Fodeu, foi o que foi. Único consolo? Se é para ser burro... escolho a possibilidade de ser burro com estilo.

terça-feira, março 14, 2006

Descubram as semelhanças

Aos adeptos da música de Jack Johnson recomendo Chris de Burgh. É realmente muito parecido. Não acreditam? Vão ouvir “Satin Green Shutters”!
Não foram ouvir? Não me digam que não vão ouvir só porque acham que o Chris de Burgh é foleiro.
Vão lá, é igual mas em melhor.

Entretanto no Pavilhão Atlântico (IV)

O que eu gostei mesmo foi dos convidados especiais: The Cars, The White Stripes e os Led Zeppelin.

Entretanto no Pavilhão Atlântico (III)

Descobri que o Ben Harper não é preto.

Entretanto no Pavilhão Atlântico (II)

Por sms:

Y: Adivinha onde é que eu estou? Ah ah ah!
W: Por amor vale tudo... por amor enrabava uma cabra nordestina! Ah ah ah ah!

Entretanto no Pavilhão Atlântico (I)

Por sms:

Y: Adivinha onde é que eu estou? Ah ah ah!
K: A vida é cheia de surpresas.

quarta-feira, março 08, 2006

O cabeção (II)

É ruim!!!

Pequeno-almoço

Hoje fui ver o “Breakfast on Pluto” às 10.30 da manhã. Mais apropriado seria difícil. Com um estratósférico Cillian Murphy a compor um combo que consegue juntar num só Marc Bolan, Gerry Conlon, António Variações, Ru Paul e Iris Steensman, o novo do talentoso Neil Jordan superou as minhas expectativas (já de si altas).

O IRA está todo lá com os paddy’s do costume: Liam Neeson, Stephen Rea, Brendan Gleeson e mesmo um fabuloso Gavin Friday participam neste verdadeiro épico glam. Como se fosse preciso algum aval de aprovação do filme, Bryan “eu até a fazer de pervertido tenho uma pinta do cacete” Ferry, tal qual figura tutelar de toda uma época, decide dar uma perninha.

Ah!! Esqueci-me... a música, como já era de calcular, decidiu que queria também ser uma personagem.

terça-feira, março 07, 2006

Óscares na TVI

Não havia nenhum amigo do Rui Pedro Tendinha acordado para lhe enviar um sms a pedir que afastasse as folhas do microfone?

segunda-feira, março 06, 2006

Aviso a todos os passageiros

Desde há uns anos que já viajava sem cinto (poupa-me pelo menos 5 minutos no embarque), mas além dessa preocupação tenho de passar a ter outra.
Pôr de lado as minhas melhores meias, as de cano alto e sem qualquer ventilação ou aberturas exteriores. É que quando aquela máquina embirra, embirra de verdade. E a primeira coisa a saltar são os sapatos.
Ora, existem muitas maneiras de perder credibilidade, uma delas é seguramente estar a ser revistado com o calcanhar à mostra.

Óscar III

O discurso e a pose de Philip Seymour Hoffman eram iguais às personagens que interpreta.
E Capote não é excepção.

Óscar II

Jennifer Garner ia agarrando piso. Duas vezes.

Óscar

Temi o pior quando tudo começou a falhar a Lauren Bacall. Primeiro a voz, depois o braço esquerdo a estender para a borda da mesa, depois a voz a tremer, posição instável, tontura... redonda no chão.
Vá lá que a única que não aconteceu foi a última.

quarta-feira, março 01, 2006

Cinema no Carnaval - notas (II)

A diferença entre um realizador e um Realizador é igual à diferença entre o Syriana e o Traffic.

Cinema no Carnaval - notas (I)

Comentário de um elemento para o seu grupo de amigos à saída do Capote:

«Oh pá (algo desiludido)... eu pensava que o gajo no fim os salvava».

Ring of Fire


Foi este Johnny Cash que faltou no Walk the Line.
Ou como dizem os espanhois; "en la cuerda floja".

Segredos na Blogosfera

O conceito é muito simples.
Pessoas enviam postais contando os seus segredos mais profundos.
O sucesso é tal que já há livro no prelo.
A não perder aqui.

Made in Spain


Sábado fim de tarde, da janela de minha casa.
ETA No! Zapatero, embustero.

quarta-feira, fevereiro 22, 2006

Reunião magna em Stª. Apolónia


Hoje no Lux é dia de assembleia geral do Cindy Kat.

O cabeção (I)


Mr. McCulloch hoje deve ter acordado de trombas. É assim mesmo e toca a todos.

São campeões europeus mas na Catedral todos - mais tarde ou mais cedo - acabam por prestar vassalagem. Agora, se me dão licença, vou ouvir o Porcupine.

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

Sobre a natureza humana

«Acostumaram-se. Choraram um bocadinho e depois habituaram-se. O bandalho do ser humano habitua-se a tudo!»

Fiódor Dostoiévski in "Crime e Castigo"

quinta-feira, fevereiro 16, 2006

Descubra a palavra

Se eu juntasse as palavras: idiota, ridículo, absurdo, impossível e concurso, conseguiam descobrir o conceito que lhes estava associado? Se calhar não. É o que acontece todas as noites quando, no concurso "a herança", se confronta o concorrente finalista com uma lista de palavras, que só através de um raciocínio muito rebuscado é que podem estar relacionadas.
Acho que se não mudarem qualquer coisa as únicas palavras que o Malato vai associar são: despedido, desemprego, rua, ponte e esmola.

quarta-feira, fevereiro 15, 2006

Liberdade de expressão (IV)*


O bom gosto e o bom senso arriscam-se a ser os maiores e piores inimigos da liberdade de expressão. Correndo o melindroso risco de falar em nome dos meus companheiros de Cooperativa, o politicamente correcto não têm grande espaço de manobra neste blog. É aborrecido, incomoda e, por conseguinte, fica reservado para a pena de outros.

*Post efectuado de acordo com a nota 4 da 4ª Lei.

terça-feira, fevereiro 07, 2006

Liberdade de expressão (III)

déficit de sentido de humor; há superávit de mau feitio.

Liberdade de expressão (II)

É uma coisa muito bonita, muito bonita... mas essa merda de passear pela blogosfera e ler posts a contar os argumentos e respectivos fins de filmes que ainda não vimos não está com nada.

Orientem-se.

Liberdade de expressão (I)

Nesta questão apenas os niilistas não têm telhados de vidro. Esses sim, estão completamente à vontade.

domingo, fevereiro 05, 2006

Rocking Amadeus

Se W. A. Mozart fosse 250 anos mais velho seria cocainómano e tocaria baixo e teclas numa banda de rock progressivo austríaca.

Natureza dos animais

Gosto especialmente deste artigo do Código Civil Espanhol:

"Las palomas, conejos y peces, que de su respectivo criadero passaren a otro pertenenciente a distinto dueño, serán propriedad de éste, siempre que no hayan sido atraídos por medio de algún artificio o fraude."

É o reconhecimento do direito à auto-determinação das pombas, coelhos e peixes. Demais animais de criação devem, obedientemente, esperar autorização do legislador para mudar de dono.

I-pod

Nos Estados Unidos um homem do Louisiana intentou uma "class action" (qualquer proprietário de um I-pod pode aderir) contra a Apple, alegando que os I-pod's sofrem de um "design defect" (um produto que contém uma determinada qualidade que o torna desnecessariamente perigoso).
Segundo o autor, o defeito prende-se com o facto de qualquer daqueles aparelhos conseguir produzir um som superior a 115 decibeis o que, segundo o mesmo autor, pode produzir surdez a quem esteja exposto aquele som mais de 28 segundos por dia.
Em qualquer sistema jurídico europeu esta acção judicial estaria condenada ao fracasso, faltaria demonstrar o dano próprio. Já nos EUA a galinha dos ovos de ouro não está no dano próprio, está nos danos punitivos, que é como quem diz "vamos condenar a Apple para que não volte a repetir o mesmo erro".
Tudo isto independentemente do homem (e quem mais alinhar na brincadeira) andar encantado da vida a ouvir música no I-pod. Só mesmo nos EUA.

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

Cocaleros

Chegou-me as mãos, em formato audio, uma entrevista de Evo Morales, presidente da Bolívia e mais conhecido cocalero do mundo, onde este afirma qualquer coisa como: "Fidel Castro é um democrata, defensor da vida" e "em Cuba existe a mesma democracia que existe na Bolívia".
Não sei se Evo Morales é grande amigo de Bernardino Soares, ou se a tese deste último sobre o conceito de democracia já anda a fazer escola, mas alguma coisa está mal quando países como China, Coreia do Norte e Cuba são vistos como regimes democráticos.

QUANTOS SÃO?!!!!

"Aim for the stars and you'll make it to the moon”

Sem querer maçar os leitores, existe um tema que eu gostava de abordar. A ambição. Não gosto muito de frase feitas, mas desta gosto: "Aim for the stars and you'll make it to the moon. Aim for the moon and you'll never make it through the atmosphere.”
Esta frase na minha opinião traduz o que deve ser a mentalidade das pessoas quando traçam objectivos ou realizam projectos (pessoais ou profissionais). Não acho que se deva ser inconsciente, mas deve-se arriscar, tentar fazer o melhor que se pode. É lamentável ver aquelas pessoas derrotistas (eles dirão que são conscientes e que eles é que sabem como é que as coisas funcionam), a já estão a pensar nas dificuldades de execução ou na impossibilidade de atingir os objectivos antes de começar a fazer qualquer coisas.
Quando se planeia algo tem de se começar a pensar pela positiva, querer o melhor, para depois se poder começar a descer à terra (como dizem os médicos). Se começarmos logo a pensar nas impossibilidades, contingências, limitações e contratempos, não só vamos pôr a fasquia baixa exigindo menos de nós, como estamos a preparar-nos mentalmente para um resultado medíocre.
Eu acredito nesta frase mas se calhar sou apenas optimista e ingénuo e a maioria dos portugueses é que faz bem em estar quietinho a tratar do seu quintal.

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

The beat goes on...

E eis que o impensável (ou talvez não) aconteceu.

Pela primeira vez na minha provecta idade assisto à redução de preço dos cigarros.

Em Espanha, um maço de Marlboro desceu de €2,95 para €2,35.

Se o Estado Espanhol queria fazer de meu médico, as tabaqueiras fazem de amigo de copos.

terça-feira, janeiro 31, 2006

Mais

Volto mais portenho. Mais tolerante com os taxistas. Mais piazzoliano. Mais patagónico. Mais fanático por futebol. Mais borgesiano. Mais pedante. Mais maradoniano. Mais magro. Mais bostero. Mais carnívoro. Mais pobre. Mais rico.

segunda-feira, janeiro 30, 2006

Causas perdidas


Hoje. Em Madrid.

Efeitos directos da Lei anti-tabaco:
Redução dos fumadores.

Efeitos colaterais da Lei anti-tabaco:
Aumento da venda de caramelos
Aumento das receitas das farmacias.

Nós vistos por cá

In abc:

Mil veces se ha señalado que Portugal tenía todas las condiciones en 1985, al ingresar en el ámbito comentario, para haber imitado a Irlanda. Da la impresión de que a Guterres y a Soares esto no se les pasó por la cabeza. Bagão Felix, persona clave en el último Gobierno de centroderecha (PP-PSD) que gobernó Portugal, declaraba a «Les Echos» de 20-21 de enero de 2005, que «Sócrates da prueba de valentía y de firmeza, por supuesto, pero no es, ni aumentando los impuestos ni con grandes proyectos como la construcción de una red nacional de trenes de alta velocidad, y un nuevo aeropuerto internacional a 50 kilómetros de Lisboa, al que no se le ve ni racionalidad económica, ni social, lo que relanzará la economía y barrerá el déficit», del sector público. Cavaco, buen economista, intentará cambiar todo esto, para llevar adelante la síntesis de su programa, pues en su campaña electoral había declarado: «El país está en un punto de inflexión. No podremos alcanzar un desarrollo sostenido sin una Hacienda disciplinada».Si no lo logra, será muy malo para Portugal y, por cierto, dañoso para España.

terça-feira, janeiro 24, 2006

Queria só lembrar que isto não é o terceiro mundo

É lamentável em Portugal no ano 2006, a grande maioria das pessoas que falaram na noite das eleições começarem por dar os parabéns pelo facto do acto eleitoral ter decorrido de um modo civilizado e sem problemas. A quem é que estas pessoas se estão a dirigir? Aos guerrilheiros que estão escondidos na serra do Marão e que ameaçaram atacar com balões da água as secções de voto de Vila Real, ou à célula terrorista de Sobral da Adiça que pretendia pôr bombas de mau cheiro em Moura. Este género de comentário não só é desnecessário, como é ofensivo para a população. Nós já temos razões de sobra para nos sentirmos atrasados como país, não inventem mais.
Por favor, nas próximas eleições limitem-se a dar os parabéns ao vencedor e vão para casa porque na segunda é dia de trabalho.

Fobias

Das coisas que mais me custa é enfrentar uma folha em branco.
O acto de começar a escrever na sobredita supõe um processo de mentalização que consiste em adiar o mais possível.

segunda-feira, janeiro 23, 2006


Porque Portugal vai ser maior.

Pirâmide populacional

O reflexo de que a nossa pirâmide populacional ainda ( e aqui ainda bem) está invertida revela-se no facto do PCP ainda ficar à frente do Bloco de Esquerda em eleições.

sábado, janeiro 21, 2006

Onde está o Wally


(clicar para ampliar)
Encontrar 72 bandas não é tarefa fácil. Para além dos óbvios Led Zeppelin, Smashing Pumpkins, Pixies, Rolling Stones, existe muito por onde buscar. Care for a challange?

segunda-feira, janeiro 16, 2006

Match Point


Emily Mortimer

Desde "Sweet and Low Down" que não saia tão satisfeito do cinema.
Vaya pelicula.

sexta-feira, janeiro 13, 2006

quinta-feira, janeiro 12, 2006

Politicamente incorrecto

Finalmente haverá na cerimónia alguma coisa que pise o risco. O grande maverick Robert Altman vai ser homenageado com um Oscar honorário pela sua inacreditável carreira. Para tudo ser perfeitamente desalinhado (como sempre foi seu apanágio) só falta o homem chegar ao palco para receber o boneco e mandar todos á merda.

És o máior Bob!!

quarta-feira, janeiro 11, 2006

Smoke/ No smoke

De volta à lei antí-tabaco espanhola só para fazer uma adenda ao comentário anterior.

A lei em sí é inofensiva, mas uma luminária lembrou-se de proibir a venda de tabaco em todo o lado excepto nos locais indicados. Por locais indicados entenda-se obscuros locais identificados com um "T", abertos da 8 às 6, de localização altamente incerta.

Que o Estado me proiba fazer mal às pessoas que me rodeiam é uma coisa. Acho muito bem, concordo e até encorajo.

Agora, que o Estado faça de meu médico particular e não me deixe, ou limite a minha capacidade de adquirir produtos legais que satisfazem as minhas necessidades e os meus vícios já me parece um exagero, e além de exagero um termendo erro.

Só irá potenciar o fenómeno "lei seca", ou seja, a venda ilegal, o lucro oportunista e a proliferação de ilegalidades.

O clássico de esquecer de comprar um maço de cigarros entre as 6 e as 2 da manhã deixou de ser um clássico para tornar-se num verdadeiro terror.

De Chris Rock a Jon Stewart em 365


Pago para ver o Jon Stewart a apresentar os óscares este ano.

+ X%

Pedro disse de sua justiça. Aníbal respira de alívio, ganha mais votos e agradece o favor.

terça-feira, janeiro 10, 2006

Home Theater, sentido literal


Primeiro tive o reservadíssimo previlégio de assistir à peça no palco do D. Maria II, por ocasião do Lisboa' 94 Capital da Cultura - se não estou em erro esteve apenas em cena 1 ou 2 noites. Agora é a vez de apreciar a obra de Tony "Pulitzer" Kushner em palcos caseiros. Com certeza não será a mesma coisa, mas também não é isso o que se espera ou o que se pretende.

segunda-feira, janeiro 09, 2006

Uma ideia vale mais que 1 milhão de dólares

$$$
Esta ideia, aparentemente simples, rendeu ao seu criador 1 milhão de dólares.

Sopa dos ricos

Só queria acrescentar o valor exacto ao post do DC, 1,5 milhões de euros segundo o diário digital. Dá para muita sopa .

No smoking

Para que conste.
Ao contrário do que foi dito em tudo o que é telejornal português, a lei anti-tabaco espanhola não é a mais rígida da europa. Pelo contrário. Nos locais de lazer a abertura para fumar é total.

Demagogia em estado puro

Quantas sopas não pagaria a misericórdia com o que pagou pelo patrocínio do lisboa-dakar?
Será que os senegaleses estão interessados em jogar no euromilhões?

sexta-feira, janeiro 06, 2006

Diz-me onde trabalhas…

E talvez possa dizer quem és.

Nestes tempos de massificação e uniformização de comportamentos é engraçado viver o ambiente de cada local de trabalho.

Numa recente sondagem que saiu num qualquer jornal dizia-se que as pessoas tinham mais confiança num médico que ostentasse uma gravata do que um descamisado. Ora nessa linha, em visita a uma agência de publicidade vejo que tanto para os trabalhadores como para os clientes vale tudo menos andar nú. Isso, em contraste por exemplo com um escritório de advogados, onde uma camisa às riscas ou uma gravata amarela é um arrojo, diz muito do que se espera de cada profissional. Fica a ideia que se um publicitário aparecer de gravata provavelmente porá as lavadeiras a vender Omo, e se uma advogado ou médico aparecerem só de camisa serão respectivamente especialistas em divórcios ou cirúgia plástica.

Estado do Estado

Uma ida às finanças é o melhor exemplo de quando se tenta dialogar com o Estado e ele não quer ou não consegue.

Alzira

Além do nome tipicamente português (nome da empregada dos meus avós) coincide com uma das melhores óperas de Verdi. Para quem gosta de coros poderosos e inflamados e de óperas dominadas pelo tenor encontrará aqui um bom asilo musical. Estranhamente é uma das óperas menos conhecidas de Verdi o que só é explicável pelas poucas encenações que se fizeram desta ópera.
Acresce que a par das Vespri Siciliani tem a melhor abertura de Verdi.

Ana Sousa Dias

Não consigo gostar da senhora. Nunca gostei, fiz um esforço quando estava na moda mas é penoso ver aquelas entrevistas. Tudo é vagaroso, numa permanente primeira mudança.

Isto a propósito das duas últimas entrevistas que vi dela. O Ricardo Araújo Pereira parecia um peixe fora de água, as perguntas, de um interesse confrangedor, mereciam respostas monosilábicas. A última, com Paolo Pinamonti (director do S. Carlos), foi a gota de água. Quando Ana Sousa Dias pergunta se o público português é um bom público para além de tossir muito, senti vergonha. Mais ainda quando remata perguntando se os outros públicos são iguais. Ou seja, numa frase consegue coincidir ignorância confessa, provincianismo primário e pedância aguda.

Honra seja feita aos dois convidados que, apesar do visível incómodo, portaram-se à altura, sobretudo Pinamonti que nunca tinha visto ao vivo e fiquei com muito boa impressão, o que aliás reflecte o excelente trabalho que tem feito no S. Carlos.

Vasalagem a mais... chateia

Sobre o novo de Sam Mendes à volta da 1ª guerra do Golfo, "Jarhead", pouco há a dizer. Estão lá Coppola, Cimino, Stone, Kubrick, Ashby e por aí fora. Ao principio a coisa até corre decentemente. Uma referência ao "Apocalypse Now" fica sempre bem. Mas com o decorrer do filme as coisas começam a revelar-se um bocado desnecessárias. É uma sequência de vénias atrás de vénias até se chegar à ridícula cena em que o grupo de magalas se embebeda gravemente a cantar o "O.P.P." dos Naughty by Nature, remetendo levianamente para a maravilhosa cena do "Platoon" em que a rapaziada desfruta de uma belíssima pedrada ao som do Smokey Robinson & the Miracles a cantar "The Track of my Tears".

Conclusão: é copy/paste a mais para o meu gosto.

p.s.: Uma line do filme salvou-me temporariamente. Ao ouvir o "Break on Through" a personagem principal sai-se com a seguinte genialidade: "That's Vietnam music. Can't we get our own music?"

quinta-feira, janeiro 05, 2006

Globalização

Bono Vox actualmente é a versão/réplica internacional do Paulo China.

A matraca provoca pânico


"O Grito" de Edvard Munch

O quadro deve ilustrar bem o estado de espírito da equipa do candidato do mofo. Directores de campanha, assessores de imprensa, apoiantes e toda essa gente que, democratica e civicamente, anda a promover esforços para o sucesso da sua candidatura devem andar em terror constante. Um verdadeiro estado de sítio eleitoral. Cada vez que o candidato abre a boca o pânico deve ser generalizado, tal é a quantidade de pérolas e bojardas (não sabia que Ribeiro e Castro era xuxa) proferidas nas últimas semanas de luta política.

Cada semana, cada tiro. Cada tiro, cada melro.

quarta-feira, janeiro 04, 2006

O adeus de Rainho

Vítor Rainho despediu-se esta semana das suas crónicas na revista Única.
A crónica intitulada o ultimo copo, era um espaço sem nada escrito.
Finalmente uma crónica com a qual concordo do principio ao fim.

O regrrresso do rrrrrei

Acabei de ouvir a entrevista de Francisco Louçã na TSF. Continua em grande forma.

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