As cooperativas são pessoas colectivas autónomas, de livre constituição, de capital e composição variáveis, que, através da cooperação e entreajuda dos seus membros, com obediência aos princípios cooperativos, visam, sem fins lucrativos, a satisfação das necessidades e aspirações económicas, sociais ou culturais daqueles. [acooperativa@hotmail.com]
terça-feira, junho 06, 2006
segunda-feira, junho 05, 2006
Torquemada: o regresso
A calmaria das últimas semanas já fazia adivinhar nova investida. Mais uma vez não se olha a alvos, não se pede licença e muito menos pedidos de desculpas. E ainda bem, porque assim é que dá gozo ler.
Virtuoso polivalente
sexta-feira, junho 02, 2006
Pausa para o Direito
Apesar do escasso interesse que este post terá para a generalidade das pessoas que aqui nos vêm prestar um favor em visitar-nos, não resisto a partilhar esta pérola que é o voto de vencido de um conselheiro do Tribunal Supremo Espanhol no acordão que suspendeu o acordo do Conselho de Ministros Espanhol em relação à aprovação da OPA da Gás Natural sobre a Endesa.
Diz a luminária;
"Nunca he sentido entusiasmo por el privilegio que para la administración supone la ejecución por sí misma de los actos administrativos (...) por entender que se trata de um privilegio injustificado desde parámetros constitucionales."
Eu queria acreditar que o Venerando Conselheiro se enganou a redactar, mas não, este insiste em repetir a mesma ideia vezes sem conta, sem no entanto adiantar qual a solução que propugna para o dilema.
Se não é a Administração a executar os seus próprios actos quem será? Os Tribunais? Ou seja, o Estado concede um subsídio e é o Tribunal que passa o cheque? O Estado expropria para construir uma auto-estrada e é o Tribunal que vai avaliar o terreno?
Seria bonito de se ver.
Espelho meu, espelho meu

A diferença é um direito. Para as/os mais vaidosas/os e não só, mas sempre com bom gosto. A Maison du Recyclage também vai lá estar... e encantar.
É já amanhã: corram, mas não empurrem
quinta-feira, junho 01, 2006
Histórias
Uma vez que estou a umas escassas 60 páginas de finalizar a leitura da muy agradável biografia "D. Sebastião, Rei de Portugal" do espanhol Antonio Villacorta Baños-García, chegou a hora certa de fazer uma expedição à 76ª Feira do Livro de Lisboa - Saramago que me perdoe, mas eu sempre gostei de fazer parte de minorias.Em relação à biografia de "O Desejado" (do que tenho lido o cognome mais correcto seria mesmo "O Destrambelhado"), uma das suas melhores qualidades reside na nacionalidade do seu autor. O facto de estarmos perante um historiador espanhol, um suposto "inimigo de Castela", dá ao leitor português uma nova visão e interpretação dos factos, bem distinta daquela a que está habituado - seja esta proveniente do ensino de História de Portugal nas escolas, seja das diversas abordagens dos historiadores lusos. Este tipo de situação que muitas vezes se estabelece (historiador como outsider em relação aos factos históricos em análise), prova que a dissertação histórica tem grandes variantes e uma das que imediatamente se impõe é a posição do analista face a determinados factos. A cada ângulo, cada visão. O exemplo mais flagrante que conheço deste tipo de casos na literatura histórica ou de história é o fabuloso "As Cruzadas Vistas pelos Árabes" de Amin Malouf. Desde que li o livro do libanês a minha percepção das e sobre as cruzadas mudou radicalmente, ou seja, uma vez que se tem acesso a um ponto de vista diferenciado do nosso, a percepção das coisas molda-se à novidade, aos novos dados, às novas interpretações e novas fontes. Irremediavelmente modificasse a visão global de determinado facto ou acontecimento. Tudo uma questão de pontos de vista.
Mas em relação a um ponto determinado do reinado de D. Sebastião, nem a visão castelhana de Antonio Villacorta Baños-García muda o que seja. É certo e sabido que depois do desaparecimento do rei moleque, aqui por Portugal, as coisas foram sempre a descer. Sempre, sempre a descer.
segunda-feira, maio 29, 2006
O sexo forte
sexta-feira, maio 26, 2006
Atlas traiçoeiro
Tendo em conta desenvolvimentos políticos recentes, quero acreditar que a derrota de ontem da selecção dos sub-normais era inevitável. Quando é 1 contra 2 as coisas são muito mais complicadas.
Conclusões
Fui ver o filme realizado por Ron "qualquer calhau da calçada conseguiria ser mais criativo que eu" Howard. Como ia com as expectativas mais baixas que o nível de confiança dos investidores na economia portuguesa, o filme até passou rapidamente e, verdade seja dita, sem incomodar. Conclusões, conclusões, sai de lá com duas (quase tão importantes como "O Código Da Vinci" itself): primeiro, constatei que as reacções da Igreja Católica a um filme tão ficcionalmente irrelevante assemelham-se a alguém que pega numa metralhadora e começa a disparar freneticamente tiros no pé - com o poder de fogo utilizado, depois de um pé marcha o outro, seguido das canelas e por aí fora... a desproporcionalidade e inaptidão da resposta católica ao filme é uma verdadeira paródia; a segunda conclusão, bem mais importante para a minha vida e bem estar, é que definitivamente o livro de Dan Brown não vai fazer parte da minha lista de compras para a feira deste ano... nem deste ano, nem dos outros. Tenho dito.
terça-feira, maio 23, 2006
Choque frontal
No Mar Egeu caças grego e turco colidem
Se não te desviares eu não me desvio...
Isto de ser riviais há muitos séculos tem que se lhe diga.
Se não te desviares eu não me desvio...
Isto de ser riviais há muitos séculos tem que se lhe diga.
Contra
O pior do jornalismo é o programa Prós e Contras. Mais uma consequência da estupidez cristã que divide o mundo em dois, entre o mal e o bem. Fátima Campos Ferreira promove este ping pong de promoção de ódio com interjeições em que não se percebe se quer dizer alguma coisa importante, ou apenas alguma coisa para não nos esquecermos dela. José Pacheco Pereira disse-o repetidamente em directo. Obrigado, mas não chega. Por favor acabem com esta palhaçada.
sexta-feira, maio 19, 2006
O vulcão
O Vesúvio ontem encarnou em quatro catraios de Sheffield que resolveram tocar umas músicas em Alcântara. Certo que foi só uma horinha. Mesmo assim, foi mais uma prova bem fundada que o rock 'n' roll pode de facto ser a salvação.
terça-feira, maio 16, 2006
Fronteiras ténues

O seu novo filme é bom. Eu gostei. Mas a grande questão mantém-se nos mesmos termos: esta sua relação com o teenager americano baseia-se num qualquer espírito de missão sociológica ou numa eventual obsessão perigosamente lasciva? Para efeitos de contextualização, as musas da vez são adolescentes de origem latino-americana armados em Ramones. Hey! Ho! Let's Go!
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