As cooperativas são pessoas colectivas autónomas, de livre constituição, de capital e composição variáveis, que, através da cooperação e entreajuda dos seus membros, com obediência aos princípios cooperativos, visam, sem fins lucrativos, a satisfação das necessidades e aspirações económicas, sociais ou culturais daqueles. [acooperativa@hotmail.com]
sexta-feira, julho 14, 2006
Eufemisticamente falando
Hoje na TSF é anunciada a subida do preço do barril de petróleo devido à "escalada de tensão" ou às "tensões crescentes" lá para os lados do Médio Oriente. Calculo. Também se tem dito que o vírus HIV/Sida tem seguido uma tendência de crescimento em África e que nos últimos tempos tem havido um aumento nos índices de criminalidade na grande São Paulo.
p.s.: ... já me esquecia: para hoje está previsto um dia relativamente mais acalorado...
p.s.: ... já me esquecia: para hoje está previsto um dia relativamente mais acalorado...
quinta-feira, julho 13, 2006
terça-feira, julho 11, 2006
The bubble boy
Foi bem no meio da cidade. Em plena babilónia, no anfiteatro ao ar livre da Culturgest, Francisco Silva aka Old Jerusalem conseguiu criar uma verdadeira redoma. Na última sexta-feira, por uns momentos, só aquilo é que se estava a passar no mundo. Um cantautor, os seus dois músicos e umas 300 e tal pessoas (se tanto), todos dentro de uma bolha. De 0 a 5, teria de se inventar o 6.
segunda-feira, julho 10, 2006
sexta-feira, julho 07, 2006
Narcisismo
Tento recordar o filme todo. Recapitular o dia desde a hora que acordei até à hora do jogo. Que rituais poderei ter esquecido, que superstições tenha ignorado, que hábito mundialista tenha deixado de lado. Ainda não cheguei a nenhuma resposta. Nada me ocorre e mesmo assim não consigo parar de pensar que a culpa poderá ter sido minha. Não foi. Ou foi? Não sei, mas o vazio continua.
quinta-feira, julho 06, 2006
terça-feira, julho 04, 2006
segunda-feira, julho 03, 2006
Felicitações extra-futebol
Mesmo com uma pontinha de ressaca a querer permanecer, nem todas as vivas são propriedade do futebol. Cavalheiros, muitos parabéns.
sexta-feira, junho 30, 2006
Cannes
Aconselho verem o site do festival de Cannes e já agora oiçam o rádio slow. Se tiverem de tempo, oiçam o grand prix de rádio.
A palestra
Antes de mais queria agradecer ao Diogo por ter mantido actualizado o blog numa altura tão difícil para ter cabeça para escrever (falo obviamente das olimpíadas da gastronomia checa).
Depois gostava que vissem com atenção esta conferência de um senhor chamado Ken Robinson. Eu sei que são vinte minutos mas não se vão arrepender. Vá lá, vejam lá.
Depois gostava que vissem com atenção esta conferência de um senhor chamado Ken Robinson. Eu sei que são vinte minutos mas não se vão arrepender. Vá lá, vejam lá.
quinta-feira, junho 29, 2006
quarta-feira, junho 28, 2006
Pormenores que contam
(...) Ricardo Reis sorriu também, com maior demora, disse, Tenho muito gosto, ou qualquer coisa parecida com esta, que as há igualmente banais, quotidianas, embora seja caso muito lamentável não gastarmos nós algum tempo a analisá-las, hoje vazias, repisadas, sem brilho nem cor, lembremo-nos só de como teriam elas sido ditas e ouvidas nos seus primeiros dias, Será um prazer, Estou todo ao seu dispor, pequenas declarações que fariam hesitar quem as dissesse, pela ousadia, que faziam estremecer de temor e expectativa quem as ouvisse, estava-se então no tempo em que as palavras eram novas e os sentidos começavam. (...)
(...) terei de fazer-lhe algumas perguntas, Todas as que quiser, e esta frase é uma das tais que poderíamos acrescentar ao rol das tantas que muito disseram nos tempos passados, na infância das palavras, Estou ao seu dispor, Com muito gosto, Será um prazer, Tudo o que queira. (...)
(...) terei de fazer-lhe algumas perguntas, Todas as que quiser, e esta frase é uma das tais que poderíamos acrescentar ao rol das tantas que muito disseram nos tempos passados, na infância das palavras, Estou ao seu dispor, Com muito gosto, Será um prazer, Tudo o que queira. (...)
José Saramago in "O Ano da Morte de Ricardo Reis"
A/C Marca
Só mesmo o mais inqualificável diário desportivo que conheço para me fazer puxar pelos franceses (no que quer que seja). Podem voltar às capas com Alonso, Nadal e companhia. Se acabó.
segunda-feira, junho 26, 2006
sexta-feira, junho 23, 2006
Mentirinhas sem importância

Desta vez não sucumbi ao El Deseo como é costume."Volver" em nenhum momento chega ao brilhantismo das melhores obras de Pedro Almodóvar. Algo que acaba por não ter nada de trágico, tendo em conta que a média qualitativa estabelecida pela bitola almodóvariana está muito em cima - tão alta como a média de golos do Jardel na liga portuguesa. Em algum momento o homem tinha que ceder na qualidade. É impossível lançar obras-primas de 3 em 3 anos... ou algo parecido.
Mesmo assim, nesta verdadeira tragicomédia, conto de faca e alguidar com algum Hitchcock à espreita, uma coisa, ou melhor, uma personagem ilumina o ecrã. Penélope Cruz. Sim. Penélope Cruz. Só desfrutá-la outra vez numa película espanhola é já de si um facto a festejar. Aliás, não tenho muitas dúvidas de que haveria de ser obrigatório por lei que a menina apenas pudesse representar em castelhano: entre ser abaixo de sofrível em inglês ou ser resplandecente com a língua-mãe, as opções do legislador seriam evidentes.
No filme, Penélope aparece numa irresistível versão classe-operária, uma reina suburbana na grande Madrid a quem o espectador não dá qualquer tipo de luta. Ao aparecer pela primeira vez o ecrã começa logo a suar e, daí até ao final, só dá Penélope, Penélope, Penélope e Penélope. Mesmo com a participação da emblemática Carmen Maura e da excelente Blanca Portillo, acaba por ser inevitável entregar toda a atenção e disponibilidade à “Raimunda”. Não há escapatória. Mesmo que se queira praticar um dos grandes desportos culturais da actualidade (desancá-la), é impossível, pelo menos durante 120 minutos, não entregar os pontos.
O filme nunca chega a um ponto tal de desinspiração em seja necessário um salvamento, mas caso contrário, Penélope lá estaria para dar conta do recado. Quando as luzes se acendem, fica sempre a possibilidade de recuperar a dignidade perdida e comentar com os outros espectadores tudo menos o que realmente interessa. Mentirinhas sem importância.
Subscrever:
Mensagens (Atom)






