segunda-feira, julho 31, 2006

Quem diz que a blogosfera no Verão é aborrecida?

Chapada de soqueira.

Buraka Som Sistema *

Enquanto a caravana passa, ainda há velhos do Restelo que continuam a insistir que nada de novo se passa na música nacional.

* O EP de estreia, “From Buraka to the World EP”, é de venda exclusiva na FNAC e tem uma edição limitada de 500 cópias... run Forrest, run!!!

quarta-feira, julho 26, 2006

Uns têem, outros não

O último dos Sonic Youth, "Rather Ripped". Ora aí está um álbum com carradas de kavorka. Toneladas mesmo.

Déjà-vu

Triste, mas utilíssima, coincidência esta de ter começado a ler o “Israel: A History” do inglês Martin Gilbert numa altura em que o Médio Oriente volta à actualidade com mais uma das suas cíclicas guerras (essa estupidez do aumento de violência ou escalada de tensão não pega).

O livro é em si mesmo é um supra-sumo. A sua grandeza (600 e tal páginas) é paradoxalmente proporcional à facilidade com que se lê. Por outro lado, a clareza histórica aliada à honestidade intelectual com que o incansável historiador escreve é bastante reconfortante para qualquer leitor (principalmente num tema como este).

O que acaba por ser perturbador é o simples facto que toda a problemática, salvo algumas nuances, permanecer exactamente a mesma desde há pelo menos 80 anos para cá. A essência de todo o cenário em nada se alterou.

Independentemente dos lados, a intransigência é a mesma. O recurso à violência continua a ser o único meio considerado genuinamente válido e proveitoso para o que quer que seja e por quem quer que seja. A intolerância étnico-religiosa mantém-se, permanece a mesma falta de diálogo e verificam-se as mesmas tácticas terroristas. Continuam as semelhantes posições unilaterais e a mesma passividade e incompetência da so called comunidade internacional. As mesmas explosões de violência periódicas, os mesmos... enfim, o mesmo tudo e o mesmo nada.

segunda-feira, julho 24, 2006

Filho de peixe (com certeza) sabe nadar

Pelas reacções femininas no sábado passado e tendo em conta o seu background paternal, não me admirava nada que o Julian Casablancas tivesse perdido a sua virgindade com uma top model. Quem pode, pode.

sexta-feira, julho 14, 2006

terça-feira, julho 11, 2006

Miau

Há sintomas de actividade.

Shine on You Crazy Diamond

R.I.P.

The bubble boy

Foi bem no meio da cidade. Em plena babilónia, no anfiteatro ao ar livre da Culturgest, Francisco Silva aka Old Jerusalem conseguiu criar uma verdadeira redoma. Na última sexta-feira, por uns momentos, só aquilo é que se estava a passar no mundo. Um cantautor, os seus dois músicos e umas 300 e tal pessoas (se tanto), todos dentro de uma bolha. De 0 a 5, teria de se inventar o 6.

sexta-feira, julho 07, 2006

Narcisismo

Tento recordar o filme todo. Recapitular o dia desde a hora que acordei até à hora do jogo. Que rituais poderei ter esquecido, que superstições tenha ignorado, que hábito mundialista tenha deixado de lado. Ainda não cheguei a nenhuma resposta. Nada me ocorre e mesmo assim não consigo parar de pensar que a culpa poderá ter sido minha. Não foi. Ou foi? Não sei, mas o vazio continua.

segunda-feira, julho 03, 2006

sexta-feira, junho 30, 2006

Cannes

Aconselho verem o site do festival de Cannes e já agora oiçam o rádio slow. Se tiverem de tempo, oiçam o grand prix de rádio.

A palestra

Antes de mais queria agradecer ao Diogo por ter mantido actualizado o blog numa altura tão difícil para ter cabeça para escrever (falo obviamente das olimpíadas da gastronomia checa).
Depois gostava que vissem com atenção esta conferência de um senhor chamado Ken Robinson. Eu sei que são vinte minutos mas não se vão arrepender. Vá lá, vejam lá.

quarta-feira, junho 28, 2006

Pormenores que contam

(...) Ricardo Reis sorriu também, com maior demora, disse, Tenho muito gosto, ou qualquer coisa parecida com esta, que as há igualmente banais, quotidianas, embora seja caso muito lamentável não gastarmos nós algum tempo a analisá-las, hoje vazias, repisadas, sem brilho nem cor, lembremo-nos só de como teriam elas sido ditas e ouvidas nos seus primeiros dias, Será um prazer, Estou todo ao seu dispor, pequenas declarações que fariam hesitar quem as dissesse, pela ousadia, que faziam estremecer de temor e expectativa quem as ouvisse, estava-se então no tempo em que as palavras eram novas e os sentidos começavam. (...)

(...) terei de fazer-lhe algumas perguntas, Todas as que quiser, e esta frase é uma das tais que poderíamos acrescentar ao rol das tantas que muito disseram nos tempos passados, na infância das palavras, Estou ao seu dispor, Com muito gosto, Será um prazer, Tudo o que queira. (...)


José Saramago in "O Ano da Morte de Ricardo Reis"

A/C Marca

Só mesmo o mais inqualificável diário desportivo que conheço para me fazer puxar pelos franceses (no que quer que seja). Podem voltar às capas com Alonso, Nadal e companhia. Se acabó.

A/C Fernando Ruas

V.Exa. é o que se convencionou chamar nos dias de hoje uma grande besta. Escrevo isto, permita-me a clarificação, sem qualquer tipo de sentido figurativo. Repito: este meu insulto à sua pessoa não é uma força de expressão.

sexta-feira, junho 23, 2006

Mentirinhas sem importância



Desta vez não sucumbi ao El Deseo como é costume."Volver" em nenhum momento chega ao brilhantismo das melhores obras de Pedro Almodóvar. Algo que acaba por não ter nada de trágico, tendo em conta que a média qualitativa estabelecida pela bitola almodóvariana está muito em cima - tão alta como a média de golos do Jardel na liga portuguesa. Em algum momento o homem tinha que ceder na qualidade. É impossível lançar obras-primas de 3 em 3 anos... ou algo parecido.

Mesmo assim, nesta verdadeira tragicomédia, conto de faca e alguidar com algum Hitchcock à espreita, uma coisa, ou melhor, uma personagem ilumina o ecrã. Penélope Cruz. Sim. Penélope Cruz. Só desfrutá-la outra vez numa película espanhola é já de si um facto a festejar. Aliás, não tenho muitas dúvidas de que haveria de ser obrigatório por lei que a menina apenas pudesse representar em castelhano: entre ser abaixo de sofrível em inglês ou ser resplandecente com a língua-mãe, as opções do legislador seriam evidentes.

No filme, Penélope aparece numa irresistível versão classe-operária, uma reina suburbana na grande Madrid a quem o espectador não dá qualquer tipo de luta. Ao aparecer pela primeira vez o ecrã começa logo a suar e, daí até ao final, só dá Penélope, Penélope, Penélope e Penélope. Mesmo com a participação da emblemática Carmen Maura e da excelente Blanca Portillo, acaba por ser inevitável entregar toda a atenção e disponibilidade à “Raimunda”. Não há escapatória. Mesmo que se queira praticar um dos grandes desportos culturais da actualidade (desancá-la), é impossível, pelo menos durante 120 minutos, não entregar os pontos.

O filme nunca chega a um ponto tal de desinspiração em seja necessário um salvamento, mas caso contrário, Penélope lá estaria para dar conta do recado. Quando as luzes se acendem, fica sempre a possibilidade de recuperar a dignidade perdida e comentar com os outros espectadores tudo menos o que realmente interessa. Mentirinhas sem importância.

quarta-feira, junho 21, 2006

Poiso para os próximos dias

Nos dias que correm, nem todos os caminhos vão dar à Alemanha. Quase, quase, mas não todos. A partir de hoje até a próxima segunda-feira (dia 26/06), sempre tendo o cuidado para não colidir com os horários estabelecidos pela FIFA, o que realmente interessa é acompanhar o novíssimo Lisbon Village Festival.

Hoje a coisa já promete: cerimónia de abertura com a presença de Mia Farrow e exibição especial (estreia absoluta) da nova curta-metragem de Marco "Alice" Martins, intitulada "Um Ano Mais Longo". Li por aí que mais uma vez Lisboa, menina e moça, é um dos grandes protagonistas da história.

Para amanhã, e com certeza para gaúdio de Mário Lino, estão preparadas grandes manifestações de iberismo, mas isso é conversa para outro post.

segunda-feira, junho 19, 2006

Intermezzo

Entre tentar ter uma vida minimamente digna e não perder um jogo do mundial (que deleite os franceses e os italianos) o blogue é um dano colateral.

segunda-feira, junho 12, 2006

Prece da semana

Obrigado Luís.

Baile



O local dificilmente seria mais apropriado e bem escolhido. Por lá, fico sempre com a impressão que tudo dá mais prazer e a imperial é 1,50 € (nos dias que correm este preço é de uma decência notável).


O ambiente estava distinto: da esquerda caviar alfacinha a ilustres representantes da nata intelectual e artística nova-iorquina - pelo meio, muitos anónimos... daqueles que rejubilam com o preço das imperiais.

O concerto foi por demais surpreendente. Porque foi bom e divertiu, tudo sem pretensões... sem bicos de pés. Para além disso, a sombra de Lou Reed pairou insistentemente durante o desempenho do trio e isto, sublinhe-se, tem de ser lido como um dos melhores elogios que eu podia fazer aos rapazes. Tudo com muita simplicidade. Apenas uma guitarra/voz (Michael Imperioli), um baixo (Elijah Amitin) e uma bateria (Olmo Tighe). Rock como deve ser.

sexta-feira, junho 09, 2006

Gestão de recursos


Jose Luis "Tata" Brown (11 de Novembro de 1956, Buenos Aires, Argentina). Defesa central, 36 internacionalizações, 1 golo*.

*Marcou o 1-0 para a Argentina aos 22'm da final do México 86.

quarta-feira, junho 07, 2006

Dieta

Em semana de início de Campeonato do Mundo de Futebol, impõe-se um regime à base de produtos frescos: "Rather Ripped" dos Sonic Youth e "Alive, More Than Ever" de Lee "Scratch" Perry & The Whitebellyrats.

segunda-feira, junho 05, 2006

Torquemada: o regresso

A calmaria das últimas semanas já fazia adivinhar nova investida. Mais uma vez não se olha a alvos, não se pede licença e muito menos pedidos de desculpas. E ainda bem, porque assim é que dá gozo ler.

Virtuoso polivalente



Talvez seja por causa da proximidade do Campeonato do Mundo de Futebol, mas não pude deixar de reparar no pé direito do Stuart A. Staples durante o concerto no passado sábado lá para os lados do castelo. Quem, uma vez em palco, usa o pé daquela maneira, não engana... é bom de bola também.

sexta-feira, junho 02, 2006

Pausa para o Direito

Apesar do escasso interesse que este post terá para a generalidade das pessoas que aqui nos vêm prestar um favor em visitar-nos, não resisto a partilhar esta pérola que é o voto de vencido de um conselheiro do Tribunal Supremo Espanhol no acordão que suspendeu o acordo do Conselho de Ministros Espanhol em relação à aprovação da OPA da Gás Natural sobre a Endesa.
Diz a luminária;
"Nunca he sentido entusiasmo por el privilegio que para la administración supone la ejecución por sí misma de los actos administrativos (...) por entender que se trata de um privilegio injustificado desde parámetros constitucionales."
Eu queria acreditar que o Venerando Conselheiro se enganou a redactar, mas não, este insiste em repetir a mesma ideia vezes sem conta, sem no entanto adiantar qual a solução que propugna para o dilema.
Se não é a Administração a executar os seus próprios actos quem será? Os Tribunais? Ou seja, o Estado concede um subsídio e é o Tribunal que passa o cheque? O Estado expropria para construir uma auto-estrada e é o Tribunal que vai avaliar o terreno?
Seria bonito de se ver.

Espelho meu, espelho meu


A diferença é um direito. Para as/os mais vaidosas/os e não só, mas sempre com bom gosto. A Maison du Recyclage também vai lá estar... e encantar.

É já amanhã: corram, mas não empurrem


(Clicar em cima para ampliar imagem)

É amanhã, das 9h às 21h, no Espaço Novesfora Acontecimentos, na Travessa do Zagalo, nº9 (paredes meias com o Panteão Nacional e com a Feira da Ladra Tradicional). Entrada gratuita.

quinta-feira, junho 01, 2006

A/C Manuel Maria Carrilho

Feliz Dia Mundial da Criança.

Histórias

Uma vez que estou a umas escassas 60 páginas de finalizar a leitura da muy agradável biografia "D. Sebastião, Rei de Portugal" do espanhol Antonio Villacorta Baños-García, chegou a hora certa de fazer uma expedição à 76ª Feira do Livro de Lisboa - Saramago que me perdoe, mas eu sempre gostei de fazer parte de minorias.

Em relação à biografia de "O Desejado" (do que tenho lido o cognome mais correcto seria mesmo "O Destrambelhado"), uma das suas melhores qualidades reside na nacionalidade do seu autor. O facto de estarmos perante um historiador espanhol, um suposto "inimigo de Castela", dá ao leitor português uma nova visão e interpretação dos factos, bem distinta daquela a que está habituado - seja esta proveniente do ensino de História de Portugal nas escolas, seja das diversas abordagens dos historiadores lusos. Este tipo de situação que muitas vezes se estabelece (historiador como outsider em relação aos factos históricos em análise), prova que a dissertação histórica tem grandes variantes e uma das que imediatamente se impõe é a posição do analista face a determinados factos. A cada ângulo, cada visão. O exemplo mais flagrante que conheço deste tipo de casos na literatura histórica ou de história é o fabuloso "As Cruzadas Vistas pelos Árabes" de Amin Malouf. Desde que li o livro do libanês a minha percepção das e sobre as cruzadas mudou radicalmente, ou seja, uma vez que se tem acesso a um ponto de vista diferenciado do nosso, a percepção das coisas molda-se à novidade, aos novos dados, às novas interpretações e novas fontes. Irremediavelmente modificasse a visão global de determinado facto ou acontecimento. Tudo uma questão de pontos de vista.

Mas em relação a um ponto determinado do reinado de D. Sebastião, nem a visão castelhana de Antonio Villacorta Baños-García muda o que seja. É certo e sabido que depois do desaparecimento do rei moleque, aqui por Portugal, as coisas foram sempre a descer. Sempre, sempre a descer.

segunda-feira, maio 29, 2006

O sexo forte


"4 Women No Cry - vol. 1" de Rosario Bléfari, Natalie "Tusia" Beridze, Èglantine Gouzy e Catarina Pratter

sexta-feira, maio 26, 2006

Atlas traiçoeiro

Tendo em conta desenvolvimentos políticos recentes, quero acreditar que a derrota de ontem da selecção dos sub-normais era inevitável. Quando é 1 contra 2 as coisas são muito mais complicadas.

10 (post sebastiânico)


Il Principe è tornato a casa.

Conclusões

Fui ver o filme realizado por Ron "qualquer calhau da calçada conseguiria ser mais criativo que eu" Howard. Como ia com as expectativas mais baixas que o nível de confiança dos investidores na economia portuguesa, o filme até passou rapidamente e, verdade seja dita, sem incomodar. Conclusões, conclusões, sai de lá com duas (quase tão importantes como "O Código Da Vinci" itself): primeiro, constatei que as reacções da Igreja Católica a um filme tão ficcionalmente irrelevante assemelham-se a alguém que pega numa metralhadora e começa a disparar freneticamente tiros no pé - com o poder de fogo utilizado, depois de um pé marcha o outro, seguido das canelas e por aí fora... a desproporcionalidade e inaptidão da resposta católica ao filme é uma verdadeira paródia; a segunda conclusão, bem mais importante para a minha vida e bem estar, é que definitivamente o livro de Dan Brown não vai fazer parte da minha lista de compras para a feira deste ano... nem deste ano, nem dos outros. Tenho dito.

terça-feira, maio 23, 2006

Para marcarem no calendário


(Clicar em cima para ampliar imagem)

Os Outros


Richard Edson

Choque frontal

No Mar Egeu caças grego e turco colidem

Se não te desviares eu não me desvio...
Isto de ser riviais há muitos séculos tem que se lhe diga.

Contra

O pior do jornalismo é o programa Prós e Contras. Mais uma consequência da estupidez cristã que divide o mundo em dois, entre o mal e o bem. Fátima Campos Ferreira promove este ping pong de promoção de ódio com interjeições em que não se percebe se quer dizer alguma coisa importante, ou apenas alguma coisa para não nos esquecermos dela. José Pacheco Pereira disse-o repetidamente em directo. Obrigado, mas não chega. Por favor acabem com esta palhaçada.

sexta-feira, maio 19, 2006

terça-feira, maio 16, 2006

Fronteiras ténues



O seu novo filme é bom. Eu gostei. Mas a grande questão mantém-se nos mesmos termos: esta sua relação com o teenager americano baseia-se num qualquer espírito de missão sociológica ou numa eventual obsessão perigosamente lasciva? Para efeitos de contextualização, as musas da vez são adolescentes de origem latino-americana armados em Ramones. Hey! Ho! Let's Go!

sexta-feira, maio 12, 2006

terça-feira, maio 09, 2006

Quem é o Ramalho Martins?

Muitas das entrevistas sobre a vida das pessoas começam com a pergunta, quem é o Ramalho Martins? (isto se ele se chamar assim). E normalmente o entrevistado responde: Sou um arquitecto ou sou um engenheiro ou outra profissão qualquer. O jornalista interrompe e diz, eu perguntei quem era, não o que fazia. Pois bem, nesta altura, se eu fosse o entrevistado dizia: Passo 2/3 da minha vida acordado a trabalhar, portanto, acho que não está errado dizer que o Ramalho Martins é arquitecto. Com certeza sou mais arquitecto que divertido ou sonhador ou outro cliché qualquer, uma vez que só um tonto consegue manter esses estados de alma com carácter de permanência.

Nada bate certo

Desconcertante, desconcertante, é constatar que existe uma facção de castristas no interior do CDS/PP.

segunda-feira, maio 08, 2006

Muralhas de aço

Foi quase. Apesar de ter estado perto, a vergonheira a que se assistiu na capital do móvel não conseguiu estragar o meu fim-de-semana. Aliás seria difícil. Além de visitas obrigatórias (sábado à tarde), 40 minutos de Ena Pá 2000 nos Maus Hábitos (sábado à noite) e 20 minutos de Conversa Afiada com Francisco José Viegas (domingo à noite) foram resistências inabaláveis. Bem que tentaram, mas não conseguiram.

A visitar... nem que haja fila

Porque o Ricardo Albino é bom. Porque o Ricardo Albino merece. Porque o Ricardo Albino é meu grande amigo. Porque é no Muuda. Porque é no Porto. Enfim, porque sim.

O CDS & O PP


"Caim e Abel" de Tiziano

Click

Felicidade

s.f. 1 - qualidade ou estado de feliz; estado de um consciência plenamente satisfeita; satisfação, contentamento, bem-estar; 2 - boa fortuna; sorte; 3 - bom êxito; acerto, sucesso; etim. lat.: torradinhas regueifas com manteiga; casa incrível; boa pintura.

In Diccionário de uma vida fixe com amigos à maneira

terça-feira, maio 02, 2006

Homem da Renascença


"Apothecary Rx" de Carl Hancock Rux

Acto de contrição

Se alguma dúvida havia em relação à falta de credibilidade das opiniões deste que vos escreve, que se sublinhe desde já que está tudo em pratos limpos. A patetice chilena que tão amargamente referi a propósito do meu Indie 2006 foi anunciada como uma das grandes vencedoras do festival, arrecadando o Grande Prémio de Longa-Metragem “Cidade de Lisboa”.

Ainda assim, reservo-me ao direito de continuar a pensar que a minha escolha foi um azar monumental. Um gajo pode ficar com a reputação na lama, mas mantém a palavra.

Calendário volátil


O verdadeiro Dia de Reis de 2006 foi no sábado passado.

sexta-feira, abril 28, 2006

Para ver

Quem já viu o anuncio da Honda com o coro vai perceber a graça.

IndieLisboa 2006



O meu IndieLx deste ano foi, digamos, 50/50. Começando pela parte negativa, esclareço imediatamente que o "Play" da chilena Alicia Sherson - integrado na secção de Competição Internacional - constitui uma verdadeira patetice. Haja fartura no cinema chileno! Se há baunilha para produzir esta manta de retalhos inapelavelmente ridícula, imagino que se faça muita e boa coisa no meio cinematográfico local. No final, só não votei 0 por que no boletim de voto o mínimo era 1. Regras são regras.

Por outro lado, tive a bela oportunidade de ver o interessantíssimo "Coming Apart", clássico de 1969 realizado por Milton Moses Ginsberg. Integrado na rúbrica Director's Cut, o filme tem como protagonista um tal de Rip Torn (quando percebi, através do Google, quem era este rapaz, fiquei perplexo... a palavra é mesmo essa... perplexo), que encarna um psiquiatra com um impulso neurótico-narcisista de registar todo o seu dia-a-dia no seu apartamento de Nova Iorque. Filmado num único plano até parece que adivinha o Big Brother na televisão cerca de 35 anos antes. Sexo, drogas, Jefferson Airplane e todo aquele psicadelismo inocente dos loucos sixties compõem um filme que acaba por se revelar premonitório na maneira como que adivinha toda a falência do ideário da época. Definitivamente, e ao contrário da palhaçada chilena acima referenciada, foi tempo muito bem gasto.

Para o ano há mais.

Ciclo vicioso

Ontem numa conferência um padre admitiu, e cito: “utilizamos por vezes uma linguagem bastante hermética”, no meu entender, as pessoas a quem esta mensagem se dirige (as pessoas que não conseguem perceber a linguagem dos padres) ficaram na mesma, já que para eles a palavra hermética é por si só hermética.

quarta-feira, abril 26, 2006

Hoje parto para onde se embebedava a olhar para .


Onde ensandecia com em gloriosas alucinações.


E onde perdeu todas as hipóteses de ser actriz desde o "Saved by the Bell"

Enfim... wish me luck.

quarta-feira, abril 19, 2006

Os Outros


Lonette McKee

Tradução do dia

Power of Attorney - Energia do Advogado

Murders and executions

Em que momento o direito europeu continental deixou de existir enquanto tal não sei.
Não digo a mania do letter of intent, do memorandum of understanding, do reps' and warranties, coisas que o nosso Código de Seabra já resolvia antes dos americanos saberem o que era um contrato.
Mas o Napoleão deve dar voltas na tumba cada vez que ouve dizer que a regra do precedente traduz-se numa maior segurança jurídica para os cidadãos do que os sistemas codificados.

Lista Negra

Não se trata de uma caça às bruxas até porque alguns (não muitos) destes deputados tiveram a devida justificação - paternidade ou representação da Assembleia da República no exterior foram alguns dos motivos de ausência. Mesmo assim, cerca de 85% destas pessoas não valem um voto que seja. A autêntica pornografia político-partidária a que se assistiu no passado dia 13 fundamenta, ou melhor, impõe que se dê ao conhecimento de todos os interessados os nomes e partidos envolvidos nesta verdadeira débacle ético-moral.

Para que se saiba, aqui fica a lista:

PS

Deputados que faltaram à reunião plenária

António Galamba Ceia da Silva
José Junqueiro
José Lello
Maria Carrilho
Matilde Sousa Franco
Ricardo Freitas

Deputados que faltaram à votação

Afonso Candal
Alberto Antunes
Alcídia Lopes
António Gameiro
António Vitorino
Armando França
Celeste Correia
Costa Amorim
Fernando Cabral
Fátima Pimenta
Hugo Nunes
Irene Veloso
Joana Lima
Joaquim Couto
Joaquim Pina Moura
Jorge Coelho
Jorge Fão
José Lamego
João Bernardo
João Soares
Luís Pita Ameixa
Lúcio Ferreira
Manuel Alegre
Manuel Maria Carrilho
Manuel Pizarro
Marcos Perestrello
Maria Cidália Faustino
Miguel Ginestal
Miguel Laranjeiro
Mota Andrade
Paula Cristina Duarte
Ramos Preto
Renato Leal
Ricardo Gonçalves
Rosalina Martins
Rui Vieira
Sónia Fertuzinhos
Telma Madaleno
Teresa Diniz
Teresa Portugal
Umberto Pacheco
Vítor Ramalho

PSD

Deputados que faltaram à reunião plenária

Adão Silva
Ana Manso
António Almeida Henriques
Carlos Andrade Miranda
Duarte Lima
Feliciano Barreiras Duarte
Fernando Negrão
Jorge Neto
Jorge Tadeu Morgado
José Cesário
José Eduardo Martins
José Raul dos Santos
Luís Marques Mendes
Miguel Relvas
Paulo Castro Rangel
Paulo Pereira Coelho
Rosário Águas
Virgílio Almeida Costa

Deputados que faltaram à votação

Agostinho Branquinho
António Silva Preto
Arménio Santos Carlos
Alberto Gonçalves
Carlos Poço
Correia de Jesus
Duarte Pacheco
Emídio Guerreiro
Guilherme Silva
Helena Lopes da Costa
Henrique Rocha de Freitas
Joaquim Ponte
Jorge Costa
Jorge Pereira
Jorge Varanda
José Matos Correia
José Matos Rosa
José Pedro Aguiar Branco
José Pereira da Costa
Luís Campo Ferreira
Luís Pais Antunes
Luís Rodrigues
Melchior Moreira
Miguel Almeida
Miguel Macedo
Mário Albuquerque
Nuno da Câmara Pereira
Paulo da Silva Santos
Pedro Duarte
Pedro Pinto
Ricardo Martins
Zita Seabra

CDS-PP

Deputados que faltaram à reunião plenária

António Pires de Lima
Pedro Mota Soares

Deputados que faltaram à votação

Abel Baptista
João Rebelo
Paulo Portas

terça-feira, abril 18, 2006

Sucessor de Cesário Borga faz anos

Corro o risco de escrever o post mais desinteressante da história deste barraco, mas as coisas quando são simples assim devem permanecer. Parabéns DC.

quarta-feira, abril 12, 2006

Desesperanto

Coordenar correctamente a altura de falar espanhol com os espanhois, alemão com os de cá e inglês com o resto do mundo é impossivel. Não raras vezes as empregadas ficam com o olhar mais cândido do mundo depois de me verem pedir tudo em espanhol, e eu só passado muito tempo (tempo demais) realizar o sucedido.

Palavras soltas

Hoje usei a minha palavra alemã preferida; Zussamenfassung. Leva-me de volta ao liceu.

Cenas típicas de Viena

Um português e um espanhol dobram a esquina e junta-se um californiano, metros depois, no meio da strasse, 4 indianos incorporam o batalhão - não sem antes apresentarem-se com nome compelto e vénia - com um grupo já composto avança-se com confiança - paragem súbita - a Tailandia estava perdida. Pois que se unam, dez perdidos valem mais que um.
Do meu rudimentar alemão peço indicações, Juridum Bitte? Immer gerade aus (ou algo muito parecido).
Hossana. O espírito intérpido dos Gamas e dos Cabrais persiste.

Recomendação II

"O Sol dos Scorta" - Laurent Gaudé.
Quando um livro nos faz interiorizar os pequenos prazeres da vida, não pode existir melhor recompensa.

P.S- Obrigado 'ninhas pela recomendação.

Notificação

Viena nunca me despertou qualquer paixão para além da música. Sempre considerei uma cidade absolutamente banal, onde os edifícios imperiais esgotavam a capacidade de imaginação e sobretudo a capacidade de criação. Pois não há dúvida que a a opinião com que um fica de uma cidade se deve mais a circunstâncias pessoais do que qualquer outro critério objectivo.
Tudo isto para dizer que estou em Viena. Fazer o quê? Num concurso de arbitragem (não de bola senão de direito), com equipas de literalmente o mundo inteiro. Estou a gostar.

The Economist

O editorial da última economist é dos raciocínios mais mendazes que tenho assistido ultimamente.

terça-feira, abril 11, 2006

sexta-feira, abril 07, 2006

Por motivos profissionais

Por motivos profissionais tenho escrito menos (muito menos).
Por motivos profissionais tenho de pedir desculpa (principalmente aos outros cooperantes) por escrever menos.
Mas, por motivos profissionais vou começar a pôr uns links que até são giros.

http://www.boardsmag.com/screeningroom/commercials/2548/

Jogo da Glória

Gostava que alguém me explicasse porque é que toda a gente quando fala do Iraque, diz que está à beira duma guerra civil, aproxima-se da guerra civil, está mais perto, está mais longe. Atenção que estamos a falar de uma guerra civil, não estamos a falar do jogo da glória. Se sair cinco na próxima jogada já está na guerra civil ou volta à partida?
Se quiserem comparar com um jogo usem o risco: Os estados unidos invadem Samarra com duas cavalarias contra uma infantaria, os iraquianos saem de Mosul para juntar as tropas em Kirkuk. Parece-me mais adequada a comparação mas se calhar em Portugal conhece-se melhor o jogo da glória.

quinta-feira, abril 06, 2006

Cavalos, funerais & riqueza

«I had come to the racetrack after the other two funerals and had won. There was something about funerals. It made you see things better. A funeral a day and I' d be rich.»

Charles Bukowski in "Post Office"

quarta-feira, abril 05, 2006

Quando não há margem de manobra

O meu agradecimento é feito tarde e a más horas, mas deixar passar em claro nunca seria uma hipótese. Um grande abraço.

Tríptico dos Horrores

Em 1989 Woody Allen, Francis F. Coppola e Martin Scorsese assinavam "New York Stories", filme que compilava três curtas-metragens assinadas por cada um deles. Cada uma com a sua visão da cidade que nunca dorme. Imagine-se agora um formato igual, mas com o tema em comum à volta do universo do terror. É esta a proposta de "3... Extremes", produção asiática que agrupa num só filme três curtas de origens diferentes (Hong-Kong, Coreia do Sul e Japão respectivamente).

É importante fazer desde já um aviso: o filme não é recomendável a pessoas mais sensíveis. "Dumplings", da autoria de Fruit Chan, abre com a versão mais macabra de que há memória sobre o mito do elixir da juventude. Só para espectadores com estômagos bem blindados. A via-sacra continua com "Cut" de Chan-wook Park, sul coreano que realizou o infame e celebrado "Old Boy". Sem concessões, conta uma história de vingança com sangue e tortura qb, misturando pelo meio uma interessantíssima teoria sobre os chamados homens bons e a sua incapacidade de praticar o mal. A fechar a galeria dos horrores, o japonês Takashi Mike constrói um conto sinistro sobre uma escritora de sucesso aprisionada no seu passado misterioso. Algo terrível aconteceu e chegou a hora do ajuste de contas.

Com exemplos magníficos do cinema fantástico vindo do oriente, o filme é absolutamente obrigatório para os fãs do género. Para quem não é cliente destas lides cinematográficas passa tudo por uma questão de estofo. Muito estofo.

domingo, abril 02, 2006

Lembrar e comemorar


Foi há três anos.

Abbarração


"Heaven Or Las Vegas" dos Cocteau Twins

Million dollar Marbella

Inacreditável o que se passa em Marbella.
Juan António Roca, delfím do já ido Gil y Gil, e director de Planeamento Urbanistico do Ayuntamiento de Marbella, conseguiu em menos de 15 anos reunir umas das 20 maiores fortunas de Espanha.
O esquema é-nos "familiar". Cerca de 120 empresas, todas dominadas pelo citado Roca, que contratavam directamente com o Ayuntamiento.
Existiam duas opcões; se um solo era urbanizável para edificar um bloco de edifícios, o promotor deveria "levantar" dois blocos, um para ele outro para uma das empresas de Roca. Se o solo não era edificável negava-se a construção, comprava-se o terreno ao promotor e construia uma das empresas de Roca. Este método, aliado a muitas malas "forradas" de notas, garantiam o sucesso.
O segredo deste homem era muito simples, não assinava qualquer documento, fosse qual fosse, o que tornou a poducção de prova assaz difícil.
O que faz este caso diferente dos outros é que todos, mas todos, os concelheiros do Ayuntamiento estavam envolvidos nestas operações. Oposição era coisa que não exisitia.
Hoje Marbella não tem dinheiro para comprar papel para as fotocópias, está tudo "investido".
Bem vistas as coisas a culpa é dos romanos.

Seguidores

Arquivo do blogue