segunda-feira, setembro 18, 2006

Há coisas que não têm preço

Por imperativos de justiça só decidirei daqui a duas ou três semanas mas, a julgar (permaturamente) pelo nº1, o Sol não ganha em mim um cliente. Como criatura de hábitos compulsivos viciada na segurança que esses mesmo hábitos conferem à minha existência/sobrevivência, temo e desejo ao mesmo tempo que me manterei do lado do Expresso.

De qualquer maneira, a estreia do Sol valeu quanto mais não seja pela entrevista a Maria Filomena Mónica. Pelas melhores e piores razões, só aquilo valeu os 2€ de despesa. Aliás, se o novo semanário mantivesse o calibre da rúbrica de uma forma estável e sustentável no seu futuro, acredito que muitos leitores (incluindo eu) não resistiriam a comprá-lo todos os sábados. Pena é a certeza que assim não acontecerá. O debut pôs a página 2 numa fasquia muito alta.

Quando a Bertrand é a Meia-Laranja

Sobre o "Balada da Praia dos Cães" apenas há a dizer que é pior que cavalo ou crack cocaine. José Cardoso Pires (o JCP que não se confude com o nosso JCP e que nada tem a ver com a JCP) é o dealer e a Bertrand (ou qualquer outra livraria onde se venda o produto) funciona como o Casal Ventoso. Agora, que venha a ressaca.

sexta-feira, setembro 15, 2006

Quando crescer quero ser Atticus Finch

Chicago sport scene

Apesar do Jordan, do futebol americano, do soccer do que seja, em Chicago a instituição desportiva são os Cubs, jogam o pior baseball do planeta (i.e dos USA) e não ganham um campeonato desde 1905. Seus grandes rivais... White Sox de South side Chicago. Curiosidade... nunca jogam uma contra a outra porque disputam ligas diferentes (uma a American League outra a National league).

Chicago music scene


Dana Hall live from Grant Park.

9/11 the comic book


Bate aos pontos ler o ladrilho preparado pela Comissão.

quarta-feira, setembro 13, 2006

E se... #3

... a Elsa Pataky tivesse mais tempo de antena durante a película? É essa a terceira interrogação que fica depois do seu visionamento. Estou farto de filmes machistas.

E se... #2

... alguém que sofra de ofidiofobia (medo de cobras) se lembrar de ir ver o filme? É essa a segunda interrogação que fica depois do seu visionamento. A resposta é clara. Com certeza que perderá de entre 10 a 15 anos de vida durante uns escassos 105 minutos.

E se... #1

... o novo "Snakes on a Plane" tivesse realizado por John Carpenter? É essa a primeira interrogação que fica depois do seu visionamento.

terça-feira, setembro 12, 2006

10-15 segundos de fama


O filme é óptimo, a realização belíssima, a fotografia e a montagem são prodigiosas, o Nicholson está no seu melhor... yada, yada, yada. Tudo isso é verdade mas o que é realmente interessa neste filme ainda ninguém falou e, pior, parece que quem tem ido ao inestimável Nimas não tem levado consigo a devida atenção. Eu reparei de imediato e fiquei absolutamente petrificado. Numa das cenas filmadas on location em Barcelona, a personagem de Maria Schneider dirige-se a um hotel nas Ramblas para fazer algo que para agora não interessa (principalmente para quem não teve ainda o prazer de ver a obra). E não é que, para enorme espanto deste que vos escreve, a personagem feminina ao dirigir-se à recepção, é atendida nada mais nada menos por um concierge interpretado pelo lendário ex-vice-presidente e sofrível ex-presidente do F.C. Barcelona, Joan Gaspart (à época nos seus 30-35 anos). Isto sim é informação importante sobre o filme. E que o céu me caia em cima se isto que afirmo não é verdade!

segunda-feira, setembro 11, 2006

Fantasmas

O que me anda a preocupar realmente é nunca ter sido publicado por aqui um post com uma citação acompanhada de uma nota do género "bold meu" ou "itálico meu". A continuar assim, tardará muito para a Cooperativa alcançar alguma maturidade.

Nos próximos tempos alguma coisa terá que ser feita em relação a esta maçada.

sexta-feira, setembro 08, 2006

Penny volvió

Pretextos são sempre pretextos. Há uns melhores que os outros, mas nenhum escapa a um inevitável grau de oportunismo. Confissão feita, vamos ao que interessa.

Aproveito então o pretexto bem fajuto da estreia nesta semana que finda do "Volver" de Álmodovar para, mais uma vez, decorar convenientemente este blog. Vale tudo para pôr uma fotografia de Penny por estas bandas. Em relação ao filme, este vosso que vos escreve opinou o que tinha a opinar há uns meses, aquando da respectiva ante-estreia por ocasião do agradável Lisbon Village Festival (1º Festival de Cinema Digital da Europa). Mas isso são coisas secundárias e coisas secundárias são para ficar em segundo plano.

Prioridades são prioridades e o que se pretende com este candidato a post é mesmo publicar a foto que o acompanha. Há vezes em que mesmo as palavras estão a mais.

Os Outros


Pat Hingle

quinta-feira, setembro 07, 2006

Claro como a água

Aqui está uma daquelas vezes em que não corro qualquer tipo de risco em falar em nome de todos os membros deste blog. Neste caso a audácia é nula. Como é evidente, também a Cooperativa junta o seu nome a estes. Óbvio.

terça-feira, setembro 05, 2006

Não leiam o texto

As pessoas insistem em dividir tudo em branco e preto para facilitar a compreensão do que os rodeia: são os cowboys e os índios, os bons e os maus, os países do eixo do mal e os outros, etc.

Esta é claramente uma forma simplista de ver as coisas, e por isso, como sou básico, decidi criar também uma divisão simplista do universo musical.

Criei portanto dois grandes grupos: A musica egoísta e a musica altruísta.
As músicas egoístas, caracterizam-se por terem um ritmo nem sempre uniforme, serem bastante complexa e normalmente têm letras mais interessantes. Funcionam muito bem num i-pod.
As músicas altruístas, caracterizam-se por um ritmo constante, uma letra muito simples (e menos trabalhada) e têm aquela característica a que se acostumou chamar “ser fácil ao ouvido”. Devem ser ouvidas em conjunto com outras pessoas.

Ora o mais interessante é que isto reflecte-se nas pessoas que ouvem a música, sendo tanto mais egoístas ou altruístas conforme a quantidade de música que ouvem de cada género.

Outro ponto interessante é que a musica que normalmente ocupa os tops de vendas são exemplos perfeitos do que entendo ser a música altruísta.
É portanto com muito prazer que vos digo que a nossa sociedade afinal está no bom caminho. Isto se calhar é uma extrapolação exagerada, mas acontece que para além de básico também sou optimista.

O homem ainda manda na máquina

O meu computador a partir de hoje ficou menos homofóbico, ou melhor, mais tolerante. Adicionei ao dicionário do Word os vocábulos homofobia, gay, lésbica, bissexual, transfobia, transgénero ou transsexual e respectivas variantes.

Rock On *


Cascais, 1996; Paris, 2000; Lisboa, 2006.

*Ou como continuar a rockar num mundo livre.

terça-feira, agosto 29, 2006

Precedências

A propósito da tão propalada refundação da direita portuguesa tem havido um manifesto equívoco de ordem prática que irremediavelmente vai inquinar todo o processo. Para se proceder à refundação do que quer que seja, há que haver uma fundação prévia. Primeiro funda-se. Depois, se quiserem, refunda-se.

Nestas coisas a lógica pode ser de uma tirania esmagadora.

segunda-feira, agosto 28, 2006

quinta-feira, agosto 24, 2006

Tendência implacável

Primeiro a reforma da Segurança Social. Agora Plutão deixa de ser planeta para ser um anão.

Muito do que aprendi na faculdade (e convenhamos... não foi assim tanto) vai por água abaixo. Definitivamente, essa coisa romântica dos direitos adquiridos já não é o que era.

quarta-feira, agosto 23, 2006

Terapia de choque


De longe, o ponto alto de Paredes de Coura 2006.
As coisas querem-se é obscenas.

ps: Nem a Heineken os superou.

quinta-feira, agosto 10, 2006

... e de repente, poderia ser considerado o melhor álbum de sempre...


"More Songs About Buildings and Food" dos Talking Heads

... e de repente, poderia ser considerada a melhor música de sempre...

I see the shapes,
I remember from maps.
I see the shoreline.
I see the whitecaps.
A baseball diamond, nice weather down there.
I see the school and the houses where the kids are.
Places to park by the factories and buildings.
Restaunts and bar for later in the evening.
Then we come to the farmlands, and the undeveloped areas.
And I have learned how these things work together.
I see the parkway that passes through them all.
And I have learned how to look at these things and I say,

(chorus)

I wouldnt live there if you paid me.
I couldnt live like that, no siree!
I couldnt do the things the way those people do.
I couldnt live there if you paid me to.

I guess its healthy, I guess the air is clean.
I guess those people have fun with their neighbours and friends.
Look at that kitchen and all of that food.
Look at them eat it guess it tastes real good.

They grow it in the farmlands
And they take it to the stores
They put it in the car trunk
And they bring it back home
And I say ...

(chorus)

I wouldnt live there if you paid me.
I couldnt live like that, no siree!
I couldnt do the things the way those people do.
I wouldnt live there if you paid me to.

Im tired of looking out the windows of the airplane
Im tired of travelling, I want to be somewhere.
Its not even worth talking
About those people down there.

Goo goo ga ga ga
Goo goo ga ga ga

The Big Country, Talking Heads

quarta-feira, agosto 09, 2006

Silly season por Lx #2

Os dias andam bem mais ligeiros desde que o Eduardo Prado Coelho e a sua coluna no Público meteram férias. Um mês de alívio para o leitor acossado. Ainda faltam 21 dias.

terça-feira, agosto 08, 2006

Silly season por Lx #1

A actualidade do CDS/PP é uma verdadeira benção. Sem dúvida - e como vem já sendo hábito desde a demissão de Paulo Portas - que é o único partido que combate decentemente o marasmo que têm sido as últimas semanas de actualidade político-partidária. De se lhes tirar o chapéu.

Melhor, só mesmo a reedição do catálogo completo dos Funkadelic na Westbound. Mas com isso, nem o CDS/PP consegue competir... it's a parliafunkadelicment thang.

quarta-feira, agosto 02, 2006

,

A partir do momento que se desfruta de uma costeleta de vitela como a que provei ontem no magnífico "Vírgula" à beira Tejo, só me apraz dizer que o vegetarianismo deveria ser considerado prática ilegal.

segunda-feira, julho 31, 2006

Quem diz que a blogosfera no Verão é aborrecida?

Chapada de soqueira.

Buraka Som Sistema *

Enquanto a caravana passa, ainda há velhos do Restelo que continuam a insistir que nada de novo se passa na música nacional.

* O EP de estreia, “From Buraka to the World EP”, é de venda exclusiva na FNAC e tem uma edição limitada de 500 cópias... run Forrest, run!!!

quarta-feira, julho 26, 2006

Uns têem, outros não

O último dos Sonic Youth, "Rather Ripped". Ora aí está um álbum com carradas de kavorka. Toneladas mesmo.

Déjà-vu

Triste, mas utilíssima, coincidência esta de ter começado a ler o “Israel: A History” do inglês Martin Gilbert numa altura em que o Médio Oriente volta à actualidade com mais uma das suas cíclicas guerras (essa estupidez do aumento de violência ou escalada de tensão não pega).

O livro é em si mesmo é um supra-sumo. A sua grandeza (600 e tal páginas) é paradoxalmente proporcional à facilidade com que se lê. Por outro lado, a clareza histórica aliada à honestidade intelectual com que o incansável historiador escreve é bastante reconfortante para qualquer leitor (principalmente num tema como este).

O que acaba por ser perturbador é o simples facto que toda a problemática, salvo algumas nuances, permanecer exactamente a mesma desde há pelo menos 80 anos para cá. A essência de todo o cenário em nada se alterou.

Independentemente dos lados, a intransigência é a mesma. O recurso à violência continua a ser o único meio considerado genuinamente válido e proveitoso para o que quer que seja e por quem quer que seja. A intolerância étnico-religiosa mantém-se, permanece a mesma falta de diálogo e verificam-se as mesmas tácticas terroristas. Continuam as semelhantes posições unilaterais e a mesma passividade e incompetência da so called comunidade internacional. As mesmas explosões de violência periódicas, os mesmos... enfim, o mesmo tudo e o mesmo nada.

segunda-feira, julho 24, 2006

Filho de peixe (com certeza) sabe nadar

Pelas reacções femininas no sábado passado e tendo em conta o seu background paternal, não me admirava nada que o Julian Casablancas tivesse perdido a sua virgindade com uma top model. Quem pode, pode.

sexta-feira, julho 14, 2006

terça-feira, julho 11, 2006

Miau

Há sintomas de actividade.

Shine on You Crazy Diamond

R.I.P.

The bubble boy

Foi bem no meio da cidade. Em plena babilónia, no anfiteatro ao ar livre da Culturgest, Francisco Silva aka Old Jerusalem conseguiu criar uma verdadeira redoma. Na última sexta-feira, por uns momentos, só aquilo é que se estava a passar no mundo. Um cantautor, os seus dois músicos e umas 300 e tal pessoas (se tanto), todos dentro de uma bolha. De 0 a 5, teria de se inventar o 6.

sexta-feira, julho 07, 2006

Narcisismo

Tento recordar o filme todo. Recapitular o dia desde a hora que acordei até à hora do jogo. Que rituais poderei ter esquecido, que superstições tenha ignorado, que hábito mundialista tenha deixado de lado. Ainda não cheguei a nenhuma resposta. Nada me ocorre e mesmo assim não consigo parar de pensar que a culpa poderá ter sido minha. Não foi. Ou foi? Não sei, mas o vazio continua.

segunda-feira, julho 03, 2006

sexta-feira, junho 30, 2006

Cannes

Aconselho verem o site do festival de Cannes e já agora oiçam o rádio slow. Se tiverem de tempo, oiçam o grand prix de rádio.

A palestra

Antes de mais queria agradecer ao Diogo por ter mantido actualizado o blog numa altura tão difícil para ter cabeça para escrever (falo obviamente das olimpíadas da gastronomia checa).
Depois gostava que vissem com atenção esta conferência de um senhor chamado Ken Robinson. Eu sei que são vinte minutos mas não se vão arrepender. Vá lá, vejam lá.

quarta-feira, junho 28, 2006

Pormenores que contam

(...) Ricardo Reis sorriu também, com maior demora, disse, Tenho muito gosto, ou qualquer coisa parecida com esta, que as há igualmente banais, quotidianas, embora seja caso muito lamentável não gastarmos nós algum tempo a analisá-las, hoje vazias, repisadas, sem brilho nem cor, lembremo-nos só de como teriam elas sido ditas e ouvidas nos seus primeiros dias, Será um prazer, Estou todo ao seu dispor, pequenas declarações que fariam hesitar quem as dissesse, pela ousadia, que faziam estremecer de temor e expectativa quem as ouvisse, estava-se então no tempo em que as palavras eram novas e os sentidos começavam. (...)

(...) terei de fazer-lhe algumas perguntas, Todas as que quiser, e esta frase é uma das tais que poderíamos acrescentar ao rol das tantas que muito disseram nos tempos passados, na infância das palavras, Estou ao seu dispor, Com muito gosto, Será um prazer, Tudo o que queira. (...)


José Saramago in "O Ano da Morte de Ricardo Reis"

A/C Marca

Só mesmo o mais inqualificável diário desportivo que conheço para me fazer puxar pelos franceses (no que quer que seja). Podem voltar às capas com Alonso, Nadal e companhia. Se acabó.

A/C Fernando Ruas

V.Exa. é o que se convencionou chamar nos dias de hoje uma grande besta. Escrevo isto, permita-me a clarificação, sem qualquer tipo de sentido figurativo. Repito: este meu insulto à sua pessoa não é uma força de expressão.

sexta-feira, junho 23, 2006

Mentirinhas sem importância



Desta vez não sucumbi ao El Deseo como é costume."Volver" em nenhum momento chega ao brilhantismo das melhores obras de Pedro Almodóvar. Algo que acaba por não ter nada de trágico, tendo em conta que a média qualitativa estabelecida pela bitola almodóvariana está muito em cima - tão alta como a média de golos do Jardel na liga portuguesa. Em algum momento o homem tinha que ceder na qualidade. É impossível lançar obras-primas de 3 em 3 anos... ou algo parecido.

Mesmo assim, nesta verdadeira tragicomédia, conto de faca e alguidar com algum Hitchcock à espreita, uma coisa, ou melhor, uma personagem ilumina o ecrã. Penélope Cruz. Sim. Penélope Cruz. Só desfrutá-la outra vez numa película espanhola é já de si um facto a festejar. Aliás, não tenho muitas dúvidas de que haveria de ser obrigatório por lei que a menina apenas pudesse representar em castelhano: entre ser abaixo de sofrível em inglês ou ser resplandecente com a língua-mãe, as opções do legislador seriam evidentes.

No filme, Penélope aparece numa irresistível versão classe-operária, uma reina suburbana na grande Madrid a quem o espectador não dá qualquer tipo de luta. Ao aparecer pela primeira vez o ecrã começa logo a suar e, daí até ao final, só dá Penélope, Penélope, Penélope e Penélope. Mesmo com a participação da emblemática Carmen Maura e da excelente Blanca Portillo, acaba por ser inevitável entregar toda a atenção e disponibilidade à “Raimunda”. Não há escapatória. Mesmo que se queira praticar um dos grandes desportos culturais da actualidade (desancá-la), é impossível, pelo menos durante 120 minutos, não entregar os pontos.

O filme nunca chega a um ponto tal de desinspiração em seja necessário um salvamento, mas caso contrário, Penélope lá estaria para dar conta do recado. Quando as luzes se acendem, fica sempre a possibilidade de recuperar a dignidade perdida e comentar com os outros espectadores tudo menos o que realmente interessa. Mentirinhas sem importância.

quarta-feira, junho 21, 2006

Poiso para os próximos dias

Nos dias que correm, nem todos os caminhos vão dar à Alemanha. Quase, quase, mas não todos. A partir de hoje até a próxima segunda-feira (dia 26/06), sempre tendo o cuidado para não colidir com os horários estabelecidos pela FIFA, o que realmente interessa é acompanhar o novíssimo Lisbon Village Festival.

Hoje a coisa já promete: cerimónia de abertura com a presença de Mia Farrow e exibição especial (estreia absoluta) da nova curta-metragem de Marco "Alice" Martins, intitulada "Um Ano Mais Longo". Li por aí que mais uma vez Lisboa, menina e moça, é um dos grandes protagonistas da história.

Para amanhã, e com certeza para gaúdio de Mário Lino, estão preparadas grandes manifestações de iberismo, mas isso é conversa para outro post.

segunda-feira, junho 19, 2006

Intermezzo

Entre tentar ter uma vida minimamente digna e não perder um jogo do mundial (que deleite os franceses e os italianos) o blogue é um dano colateral.

segunda-feira, junho 12, 2006

Prece da semana

Obrigado Luís.

Baile



O local dificilmente seria mais apropriado e bem escolhido. Por lá, fico sempre com a impressão que tudo dá mais prazer e a imperial é 1,50 € (nos dias que correm este preço é de uma decência notável).


O ambiente estava distinto: da esquerda caviar alfacinha a ilustres representantes da nata intelectual e artística nova-iorquina - pelo meio, muitos anónimos... daqueles que rejubilam com o preço das imperiais.

O concerto foi por demais surpreendente. Porque foi bom e divertiu, tudo sem pretensões... sem bicos de pés. Para além disso, a sombra de Lou Reed pairou insistentemente durante o desempenho do trio e isto, sublinhe-se, tem de ser lido como um dos melhores elogios que eu podia fazer aos rapazes. Tudo com muita simplicidade. Apenas uma guitarra/voz (Michael Imperioli), um baixo (Elijah Amitin) e uma bateria (Olmo Tighe). Rock como deve ser.

sexta-feira, junho 09, 2006

Gestão de recursos


Jose Luis "Tata" Brown (11 de Novembro de 1956, Buenos Aires, Argentina). Defesa central, 36 internacionalizações, 1 golo*.

*Marcou o 1-0 para a Argentina aos 22'm da final do México 86.

quarta-feira, junho 07, 2006

Dieta

Em semana de início de Campeonato do Mundo de Futebol, impõe-se um regime à base de produtos frescos: "Rather Ripped" dos Sonic Youth e "Alive, More Than Ever" de Lee "Scratch" Perry & The Whitebellyrats.

segunda-feira, junho 05, 2006

Torquemada: o regresso

A calmaria das últimas semanas já fazia adivinhar nova investida. Mais uma vez não se olha a alvos, não se pede licença e muito menos pedidos de desculpas. E ainda bem, porque assim é que dá gozo ler.

Virtuoso polivalente



Talvez seja por causa da proximidade do Campeonato do Mundo de Futebol, mas não pude deixar de reparar no pé direito do Stuart A. Staples durante o concerto no passado sábado lá para os lados do castelo. Quem, uma vez em palco, usa o pé daquela maneira, não engana... é bom de bola também.

sexta-feira, junho 02, 2006

Pausa para o Direito

Apesar do escasso interesse que este post terá para a generalidade das pessoas que aqui nos vêm prestar um favor em visitar-nos, não resisto a partilhar esta pérola que é o voto de vencido de um conselheiro do Tribunal Supremo Espanhol no acordão que suspendeu o acordo do Conselho de Ministros Espanhol em relação à aprovação da OPA da Gás Natural sobre a Endesa.
Diz a luminária;
"Nunca he sentido entusiasmo por el privilegio que para la administración supone la ejecución por sí misma de los actos administrativos (...) por entender que se trata de um privilegio injustificado desde parámetros constitucionales."
Eu queria acreditar que o Venerando Conselheiro se enganou a redactar, mas não, este insiste em repetir a mesma ideia vezes sem conta, sem no entanto adiantar qual a solução que propugna para o dilema.
Se não é a Administração a executar os seus próprios actos quem será? Os Tribunais? Ou seja, o Estado concede um subsídio e é o Tribunal que passa o cheque? O Estado expropria para construir uma auto-estrada e é o Tribunal que vai avaliar o terreno?
Seria bonito de se ver.

Espelho meu, espelho meu


A diferença é um direito. Para as/os mais vaidosas/os e não só, mas sempre com bom gosto. A Maison du Recyclage também vai lá estar... e encantar.

É já amanhã: corram, mas não empurrem


(Clicar em cima para ampliar imagem)

É amanhã, das 9h às 21h, no Espaço Novesfora Acontecimentos, na Travessa do Zagalo, nº9 (paredes meias com o Panteão Nacional e com a Feira da Ladra Tradicional). Entrada gratuita.

quinta-feira, junho 01, 2006

A/C Manuel Maria Carrilho

Feliz Dia Mundial da Criança.

Histórias

Uma vez que estou a umas escassas 60 páginas de finalizar a leitura da muy agradável biografia "D. Sebastião, Rei de Portugal" do espanhol Antonio Villacorta Baños-García, chegou a hora certa de fazer uma expedição à 76ª Feira do Livro de Lisboa - Saramago que me perdoe, mas eu sempre gostei de fazer parte de minorias.

Em relação à biografia de "O Desejado" (do que tenho lido o cognome mais correcto seria mesmo "O Destrambelhado"), uma das suas melhores qualidades reside na nacionalidade do seu autor. O facto de estarmos perante um historiador espanhol, um suposto "inimigo de Castela", dá ao leitor português uma nova visão e interpretação dos factos, bem distinta daquela a que está habituado - seja esta proveniente do ensino de História de Portugal nas escolas, seja das diversas abordagens dos historiadores lusos. Este tipo de situação que muitas vezes se estabelece (historiador como outsider em relação aos factos históricos em análise), prova que a dissertação histórica tem grandes variantes e uma das que imediatamente se impõe é a posição do analista face a determinados factos. A cada ângulo, cada visão. O exemplo mais flagrante que conheço deste tipo de casos na literatura histórica ou de história é o fabuloso "As Cruzadas Vistas pelos Árabes" de Amin Malouf. Desde que li o livro do libanês a minha percepção das e sobre as cruzadas mudou radicalmente, ou seja, uma vez que se tem acesso a um ponto de vista diferenciado do nosso, a percepção das coisas molda-se à novidade, aos novos dados, às novas interpretações e novas fontes. Irremediavelmente modificasse a visão global de determinado facto ou acontecimento. Tudo uma questão de pontos de vista.

Mas em relação a um ponto determinado do reinado de D. Sebastião, nem a visão castelhana de Antonio Villacorta Baños-García muda o que seja. É certo e sabido que depois do desaparecimento do rei moleque, aqui por Portugal, as coisas foram sempre a descer. Sempre, sempre a descer.

segunda-feira, maio 29, 2006

O sexo forte


"4 Women No Cry - vol. 1" de Rosario Bléfari, Natalie "Tusia" Beridze, Èglantine Gouzy e Catarina Pratter

sexta-feira, maio 26, 2006

Atlas traiçoeiro

Tendo em conta desenvolvimentos políticos recentes, quero acreditar que a derrota de ontem da selecção dos sub-normais era inevitável. Quando é 1 contra 2 as coisas são muito mais complicadas.

10 (post sebastiânico)


Il Principe è tornato a casa.

Conclusões

Fui ver o filme realizado por Ron "qualquer calhau da calçada conseguiria ser mais criativo que eu" Howard. Como ia com as expectativas mais baixas que o nível de confiança dos investidores na economia portuguesa, o filme até passou rapidamente e, verdade seja dita, sem incomodar. Conclusões, conclusões, sai de lá com duas (quase tão importantes como "O Código Da Vinci" itself): primeiro, constatei que as reacções da Igreja Católica a um filme tão ficcionalmente irrelevante assemelham-se a alguém que pega numa metralhadora e começa a disparar freneticamente tiros no pé - com o poder de fogo utilizado, depois de um pé marcha o outro, seguido das canelas e por aí fora... a desproporcionalidade e inaptidão da resposta católica ao filme é uma verdadeira paródia; a segunda conclusão, bem mais importante para a minha vida e bem estar, é que definitivamente o livro de Dan Brown não vai fazer parte da minha lista de compras para a feira deste ano... nem deste ano, nem dos outros. Tenho dito.

terça-feira, maio 23, 2006

Para marcarem no calendário


(Clicar em cima para ampliar imagem)

Os Outros


Richard Edson

Choque frontal

No Mar Egeu caças grego e turco colidem

Se não te desviares eu não me desvio...
Isto de ser riviais há muitos séculos tem que se lhe diga.

Contra

O pior do jornalismo é o programa Prós e Contras. Mais uma consequência da estupidez cristã que divide o mundo em dois, entre o mal e o bem. Fátima Campos Ferreira promove este ping pong de promoção de ódio com interjeições em que não se percebe se quer dizer alguma coisa importante, ou apenas alguma coisa para não nos esquecermos dela. José Pacheco Pereira disse-o repetidamente em directo. Obrigado, mas não chega. Por favor acabem com esta palhaçada.

sexta-feira, maio 19, 2006

terça-feira, maio 16, 2006

Fronteiras ténues



O seu novo filme é bom. Eu gostei. Mas a grande questão mantém-se nos mesmos termos: esta sua relação com o teenager americano baseia-se num qualquer espírito de missão sociológica ou numa eventual obsessão perigosamente lasciva? Para efeitos de contextualização, as musas da vez são adolescentes de origem latino-americana armados em Ramones. Hey! Ho! Let's Go!

sexta-feira, maio 12, 2006

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