sábado, setembro 30, 2006

Season Premieres

A Fall premiere no que toca a programas de televisão é do mais esgotador que existe para o telespectador. Diariamente, durante 1 mês, estreiam 3 novas séries por canal e todas, mas todas sem excepção, entre a 7 e as 10 da noite.

E atenção que falo apenas dos canais fora do "cabo", CBS, NBC, ABC e FOX, e excluo os re-runs "Simpsons", "Friends" "Seinfeld" e "Frasier" para mencionar os clássicos.

Depois de muita ginástica consegui ver quase todos (ainda falta a premiere do" Lost" na próxima quarta), e posso informar que o campeão de audiências é o "Studio 60" com Matthew Perry, Amanda Peet e Bradley Whitford. Uma recriação do backstage do Saturday Night Live e de como é difícil a vida dos criativos, escritores, produtores e actores.
"Shark" é um "courtroom drama" com James Woods.
Há um que parece ser bastante bom, "Heroes", ordinary people with special powers, que tem críticas muito positivas.
A dar cartas estão as novas séries do Grey's Anatomy, House, The Office (versão americana) e Desperate Housewives.
Os velhinhos (reciclados) CSI e Law & Order são a chamada "carne para canhão".

Daily routine

Jantar uma tradicional "deep dish pizza" com 10 “primas” da queen Latifah na mesa ao lado pode tornar um jantar tranquilo numa cena eterna de um programa do Jerry Springer.

quinta-feira, setembro 28, 2006

O mundo é a nossa ostra

O planeta Terra e arredores pensava que a Cooperativa tinha já atingido o seu pico, que estava já em pleno período de glória... enfim, a desfrutar a sua Golden Age. Não. Isto ainda agora começou. Em nome dos restante membros do blog queria apenas desejar as boas-vindas à nossa mais recente aquisição. Um grande abraço para o FM e só não lhe desejo boa sorte,porque a sorte é toda nossa.

quarta-feira, setembro 27, 2006

Apontamento II

Durante o tempo que passei em Madrid as referências a Portugal eram mais ao menos recorrentes, nem que fosse uma “caixa” no El Pais ao sábado sobre a emigração ilegal, ou sobre o último relatório da OCDE, podiam ser más referências mas estavam lá. E de certa maneira era um certo conforto saber que a ditosa pátria lá estava, formosa e segura.

Nada me preparava, no entanto, para o choque que o Mid-West americano me reservava. Aqui o mundo assume formas diferentes, começa em Los Angeles desbrava o continente americano até chegar a Nova York e daí em salto mortal passa directamente para o Médio Oriente ignorando olimpicamente a Europa. Exagero dirão, e com razão. O ponto que queria fazer era a inexistência em termos absolutos de referências a Portugal – em países tão grandes custa ser tão pequeno .

Em qualquer praça, atrium ou outro sítio propício a bandeiras eu bem posso olhar em busca da esfera armilar, pois mais rapidamente encontro a bandeira de St. Kitts do que os 5 reis mouros da batalha de Ourique. De nada me serve falar com um brasileiro dizendo que o nosso país é “lindo e maravilhoso” quando, em contraste, me sento com um amigo chileno no autocarro e o condutor pergunta de onde somos, após a correcta indicação da proveniência, surge a exclamação “Ohhh so you guys are from South America!”, seguido de um cúmplice “habla español”.

Mas como em tudo, há momentos em que os pequenos se agigantam, ou não fosse a nossa parábola preferida o David e Golias. E sem mais, num só dia, em televisão nacional, duas referências a Portugal. A primeira no “Jeopardy” – concurso com mais anos de televisão – quando uma concorrente diz que vai aplicar o dinheiro que ganhar em aulas de português para aprender a cantar… o fado. Seguido de um episódio CSI onde o “cirque de soleil” para imitar uma tempestade de areia utiliza “portuguese cork”.

Podem não ser grande coisa, mas pelo menos “lava os olhos”.

A militância continua

Uma vez que parece definitiva a absoluta necessidade de dividir o mundo entre «os que ainda estão com DJ Shadow» e «os que já não estão com DJ Shadow», a minha posição é muito simples: eu sou dos que ainda estão com "The Outsider". Sem qualquer tipo de comiseração.

quinta-feira, setembro 21, 2006

Apontamento

Visitar os Estados Unidos da América ou conhecer americanos é uma experiência radicalmente diferente daquela que é viver nos EUA. Após o período inicial de absoluto deslumbramento um europeu começa, ainda que quase imperceptivelmente, a constatar as pequenas grandes diferenças que fazem este mundo ser tão diferente do outro.

Os EUA são uma sociedade competitiva. Facto absolutamente incontornável e axioma sugestivo para início de conversa em qualquer cocktail de empresa. Para a tornar competitiva vivem sobre o auspício (verdadeiro e não meramente retórico) da igualdade de oportunidades. A todos é dado oportunidade de vencer, de conquistar, e os que conseguem muito bem, os que não conseguem muito mal, i.e., os que conseguem por isso são admirados e queridos sem qualquer ponta da inveja, hipocrisia ou desdém – não existe o comportamento clássico europeu (sobretudo latino) de “puxar para baixo” ou nivelar pela mediana. Os que não conseguem, apesar das oportunidades, são entregues aquilo que os americanos têm de pior, a solidariedade.

E porque é assim, porque a sociedade americana assenta nesta base, o individualismo é quem mais ordena. Quem está ao meu lado é meu concorrente. Eu estou por minha conta e por minha conta estou, eu não dependo de ninguém nem de ninguém quero depender. Por mais estranho que aparente a um europeu, a amizade não é um conceito indispensável para sobreviver nos EUA, e muito menos é o conceito de família.

A mim tudo isto não me parece necessariamente mau, antes pelo contrário, a Europa está no estado em que se encontra por absoluto imobilismo, pelo horror à competição – no fundo, no fundo somos todos uns grandes amigalhaços – e por teimar que todo o insucesso tem uma explicação.

Por outro lado não significa que tudo seja necessariamente bom, um americano quando o dia acaba tem de sentir uma solidão angustiante. Mas para isso sempre existe Prozac.

segunda-feira, setembro 18, 2006

Há coisas que não têm preço

Por imperativos de justiça só decidirei daqui a duas ou três semanas mas, a julgar (permaturamente) pelo nº1, o Sol não ganha em mim um cliente. Como criatura de hábitos compulsivos viciada na segurança que esses mesmo hábitos conferem à minha existência/sobrevivência, temo e desejo ao mesmo tempo que me manterei do lado do Expresso.

De qualquer maneira, a estreia do Sol valeu quanto mais não seja pela entrevista a Maria Filomena Mónica. Pelas melhores e piores razões, só aquilo valeu os 2€ de despesa. Aliás, se o novo semanário mantivesse o calibre da rúbrica de uma forma estável e sustentável no seu futuro, acredito que muitos leitores (incluindo eu) não resistiriam a comprá-lo todos os sábados. Pena é a certeza que assim não acontecerá. O debut pôs a página 2 numa fasquia muito alta.

Quando a Bertrand é a Meia-Laranja

Sobre o "Balada da Praia dos Cães" apenas há a dizer que é pior que cavalo ou crack cocaine. José Cardoso Pires (o JCP que não se confude com o nosso JCP e que nada tem a ver com a JCP) é o dealer e a Bertrand (ou qualquer outra livraria onde se venda o produto) funciona como o Casal Ventoso. Agora, que venha a ressaca.

sexta-feira, setembro 15, 2006

Quando crescer quero ser Atticus Finch

Chicago sport scene

Apesar do Jordan, do futebol americano, do soccer do que seja, em Chicago a instituição desportiva são os Cubs, jogam o pior baseball do planeta (i.e dos USA) e não ganham um campeonato desde 1905. Seus grandes rivais... White Sox de South side Chicago. Curiosidade... nunca jogam uma contra a outra porque disputam ligas diferentes (uma a American League outra a National league).

Chicago music scene


Dana Hall live from Grant Park.

9/11 the comic book


Bate aos pontos ler o ladrilho preparado pela Comissão.

quarta-feira, setembro 13, 2006

E se... #3

... a Elsa Pataky tivesse mais tempo de antena durante a película? É essa a terceira interrogação que fica depois do seu visionamento. Estou farto de filmes machistas.

E se... #2

... alguém que sofra de ofidiofobia (medo de cobras) se lembrar de ir ver o filme? É essa a segunda interrogação que fica depois do seu visionamento. A resposta é clara. Com certeza que perderá de entre 10 a 15 anos de vida durante uns escassos 105 minutos.

E se... #1

... o novo "Snakes on a Plane" tivesse realizado por John Carpenter? É essa a primeira interrogação que fica depois do seu visionamento.

terça-feira, setembro 12, 2006

10-15 segundos de fama


O filme é óptimo, a realização belíssima, a fotografia e a montagem são prodigiosas, o Nicholson está no seu melhor... yada, yada, yada. Tudo isso é verdade mas o que é realmente interessa neste filme ainda ninguém falou e, pior, parece que quem tem ido ao inestimável Nimas não tem levado consigo a devida atenção. Eu reparei de imediato e fiquei absolutamente petrificado. Numa das cenas filmadas on location em Barcelona, a personagem de Maria Schneider dirige-se a um hotel nas Ramblas para fazer algo que para agora não interessa (principalmente para quem não teve ainda o prazer de ver a obra). E não é que, para enorme espanto deste que vos escreve, a personagem feminina ao dirigir-se à recepção, é atendida nada mais nada menos por um concierge interpretado pelo lendário ex-vice-presidente e sofrível ex-presidente do F.C. Barcelona, Joan Gaspart (à época nos seus 30-35 anos). Isto sim é informação importante sobre o filme. E que o céu me caia em cima se isto que afirmo não é verdade!

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