sexta-feira, fevereiro 09, 2007

Os Outros


Obituários sob pressão

Anne Nichole Smith, a rainha da Playboy, a viuva de milionário com 98 anos e matérias quejandas foi encontrada morta. Depois da morte do filho há menos de dois meses, depois de ver recém nascer uma filha, depois de um processo de paternidade que encheu jornais, depois de se assumir dependente de narcóticos, sucumbiu à pressão.
Erika Órtiz, "hermana" de Dueña Letizia, artista, irmã de princesa nas horas vagas, foi encontrada morta. O medo de pôr em causa a imagem da irmã e a infelicidade amorosa levaram-na a sucumbir à pressão por um punhado (ou dois) de tranquilizantes.

Já se impõe a pergunta...

O 50 cent sabe sequer que Portugal existe?

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

Prince

Depois do "acidente" Timberlake/Janet Jackson é já costumeiro, entre os americanos, tentar encontrar ou criar um paralelo, algo que os anime, que ponha o Jerry Falwell aos gritos.

Este ano parece que o Prince, deliberadamente, usou do seu instrumento fálico.

Stephen Colbert já veio dizer: "They knew that they were dealing with a lustful, pansexual rock 'n' roll deviant," said Colbert, who joked that the sheet hid (not enhanced) Prince's "demonic guitar phallus."

E alguém veio lembrar: on Prince's "Purple Rain" tour in the mid `80s, he performed with a guitar that would ejaculate, squirting water out of its end during the climax of "Let's Go Crazy."

É o que dá não convidarem a Celine Dion para os intervalos.

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

Chicago T(B)ears


"Grossman's decision to attempt such a throw given the situation could be described best as reckless. Ill-advised. Even ignorant, to use the word Grossman himself introduced into Super Bowl week."

sexta-feira, janeiro 26, 2007

Examinando a lama

Não faço distinções de nenhuma das barricadas e muito menos me presto ao papel de apontar o dedo a quem quer que seja - nunca me ficou bem vestir a pele de bufo ou de provedor. Posto isto, uma coisa é certa: a discussão na blogosfera à volta do referendo que se aproxima está-se a revelar verdadeiramente deplorável (e note-se que a procissão ainda vai no adro... a consulta popular realiza-se somente a 11 de Fevereiro). Deplorável e chata com' à putaça.
A hora é de arejo ideológico. O regresso está marcado para as vésperas da consulta popular. Fui.

quinta-feira, janeiro 25, 2007

Casablanca

Óscares 2007

Trailer de apresentação. Vale a pena ver. Aqui:

http://www.oscars.org/79academyawards/trailer/index.html

(Via S+V)

Ordem de grandeza

A Prisa (espanhola detentora do "El País") compra a Media Capital (portuguesa detentora da "TVI") por €150 milhões de euros. A Rizzoli (italiana detentora do "Corriere della Sera") compra a Recoletos (espanhola detentora da "Marca") por 950 milhões de euros.
O problema é que nós não temos onde comprar.

segunda-feira, janeiro 22, 2007

SuperBowl



Promete ser um dos melhores superbowls dos últimos anos. De um lado os Chicago Bears com a melhor defesa do campeonato, personificada nessa besta humana que é o Brian Urlacher. Do outro os Indianapolis Colts com o melhor quarter back de há muitos anos, Peyton Manning. Um homem de quem se diz que sabe mais deste jogo que qualquer treinador.
Eu aposto nos Bears de Chicago.

sexta-feira, janeiro 19, 2007

Deus escreve direito por linhas tortas

Convenhamos. A demissão de Nuno Melo do cargo de líder da bancada parlamentar do CDS/PP foi a melhor coisa que aconteceu ao partido (?!?) desde há muitos, muitos, muitos meses. Agora que se proceda a uma nova escolha porque banda, essa, já existe.

segunda-feira, janeiro 15, 2007

A Star Is Born

Adam Beach no "Flags of Our Fathers" do maçadoramente brilhante Clint Eastwood. Comovente.

Derby é derby

Se votar para "Os Grandes Portugueses"(até porque 0,60 cêntimos+IVA são sempre 0,60 cêntimos+IVA), o meu voto não será para nenhum deles - ainda sou daqueles que acredita que certos actos nos condenam a um bilhete só de ida para o Inferno. De qualquer maneira, engraçado, engraçado seria um empate técnico entre António de Oliveira Salazar e Álvaro Cunhal. Resta-me fazer figas.

sexta-feira, janeiro 12, 2007

DVDitis


Porque me revejo em cada frase aqui escrita;

"Little did I, a moderate TV-watcher ("Grey's Anatomy," "The Daily Show," some late-night CNN), know what I was getting into a year ago on New Year's Eve, when two fellow journalist friends -- they know who they are -- recommended that my significant other and I check out "24."
I added the first disc to our Netflix queue. It sat for months on top of the TV set, waiting in line behind some erudite foreign film that we'd been sort of avoiding, like homework. (DVD guilt: That's a whole other column.)
But eventually we watched that first episode, and an obsession was born. It became an unspoken contract: We were going to watch the whole thing, no matter what -- even if we stopped liking it, even if it got boring. Why? Would it be trite to say "because it was there?" Leaving the job half done, as federal agent Jack Bauer might say, was "not an option."
We started going out less. Magazines went straight to the "read later" pile. Dinner became a regular date in the living room: us and Jack, that square-jawed, resolute, impossibly loyal yet subversive federal agent played by Kiefer Sutherland. And, like Jack himself (yes, we're on a first-name basis by now), we had good days and bad, but we were pushing through the pain, single-minded in our pursuit.
There were, necessarily, breaks for business trips or vacations. And there were countless times when one of us annoyed the other mightily by falling asleep mid-episode (because of the late hour, not the content) -- meaning we had to rewind and start over. Woe to the one with drooping eyelids. Me to him: "Open your eyes!" Him to me: "Sit up straight!" Or, the most evil weapon: forced feeding of Haagen-Dazs, as an emergency sugar injection. Somehow, we got through four seasons and counting."


Ler na íntegra: www.cnn.com/2007/SHOWBIZ/TV/01/11/tv.thedvdhabit.ap/index.html

quinta-feira, janeiro 11, 2007

terça-feira, janeiro 09, 2007

A/C da Exma. Sra. Dra. Maria José Morgado

Como prova circunstacial da verdadeira "porcaria" que se passa no futebol português é favor encomendar jogos do FCP à RTP Memória. Ainda no Sábado passado o Kostadinov deu uma cabeçada ao fiscal de linha e não nem sequer foi admoestado com cartão amarelo.

E porque estamos sempre a aprender...

A Endemol, empresa fundada pelo Sr. Ende e pelo Sr. Mol, é detida a 100% pela espanhola Telefonica. Em rigor de holandesa a empresa não tem nada, nem sequer o Sr. Piet Hein.

sexta-feira, janeiro 05, 2007

Primeiras revelações de 2007 #5

Agora que entrou num registo I see dead people, a obsessão/missão/quimera/fétiche da Sra. Eurodeputada Ana Gomes começa a transformar-se num major turn off.

Primeiras revelações de 2007 #4

Constato com orgulho e vaidade indisfarçável que a Cooperativa é dos poucos blogs nacionais que ainda não fizeram qualquer tipo de referência ao livro escrito pela ex-alternadeira, em tempos, concubina papal. Pelo que se pode ver, a higiene continua a ser uma prioridade nesta casa.

quinta-feira, dezembro 28, 2006

Nasce um profeta, morre um profeta

Até na escolha do dia para falecer não fez as coisas por menos.
E aquele cabelo... meu Deus, aquele cabelo...

Sentimento de pertença

Agora que de um modo auto-altruísta (vulgo egoísta) presenteei à minha pessoa 32 polegadas de cristais líquidos tudo ficou mais claro e evidente. Agora sim, compreendo como e porquê toda a sociedade ocidental se entregou sem cerimónias a um sedentarismo militante. Assim também eu.

sexta-feira, dezembro 15, 2006

Férias de Inverno - notas #6

Só viaja sozinho quem quer. Não passa de uma opção pura e dura. Eu fiz a minha e não me posso queixar. Antes pelo contrário.

Foram-me apresentados por Norman Mailer e desde o início que Croft, Hearn, Martinez, Cummings, Brown, Gallagher, Rhidges, Roth, Goldstein, Red, Wilson, Dalleson, Mantelli, Cohn e muitos mais fizeram o favor de me fazer companhia nestes últimos dias.

Fosse na praia, na selva, nos bunkers, nos barcos, nas camaratas, ao sol, à chuva, ao frio. Nunca me falharam. Gente rija e rude, mas também gente brava com muita coisa para contar.

segunda-feira, dezembro 11, 2006

Férias de Inverno - notas #5

Férias de Inverno - notas #4

Continuo sem conseguir compreender essa coisa dos fish 'n' chips. Ultrapassa-me.

Férias de Inverno - notas #3


"My Parents", David Hockney, 1977

Hockney, o retratista.

Férias de Inverno - notas #2


Não sou pai, nunca escrevi um livro e jamais plantei uma árvore. Apesar de tudo isso já posso dizer que comprei uns álbuns na Rough Trade. Em apenas uma manhã, em plena Talbot Road em Portobello, a minha forma de encarar a própria vida ganhou uma serenidade assinalável.

Férias de Inverno - notas #1

Tudo na vida tem que ter princípio, meio e fim. Este ano não foi excepção. Começou-se a semana com Yo La Tengo ao vivo, a meio uma passagem por Old Trafford, Manchester para ganhar carácter e termina-se com 2 horas sabáticas embalado ao som dos Lambchop.

Venha o dia-a-dia. Estou pronto.

Obituário

Fui ensinado a nunca desejar a morte a ninguém. E nunca o fiz. Agora lamentar um falecimento não é obrigação para ninguém.

O desaparecimento do facínora nem uma mísera foto merece neste post ou neste blog. Se existe verdadeiramente um inferno, este animal tem lugar cativo por lá. De certeza.

quarta-feira, dezembro 06, 2006

quinta-feira, novembro 30, 2006

quinta-feira, novembro 16, 2006

Oprah Pop

Oprah é um fenómeno nos EUA. Esta mulher goza de um prestígio e de um poder difícil de igualar, e qual a sua principal ocupação? Um programa que existe desde 1986, parecido com o que Fátima Lopes fazia na SIC há uns anos. No entanto fá-lo de uma forma inigualável pois pode estar a falar com a Júlia Roberts ou com uma mulher sem braços que fala com a mesma sinceridade. Pode dissertar sobre o cancro da mama ou do seu problema crónico em engordar que a naturalidade é a mesma, pode ter a Madonna em exclusivo mundial a falar sobre a sua última adopção (como teve) ou ter um cão que nasceu sem as duas patas da frente e que aprendeu a andar como um canguru que fica igualmente emocionada.

Tanto dá um Pontiac a cada espectador (sobretudo espectadoras) do programa, como lhes paga as hipotecas ou, como fez recentemente, “convenceu” um banco a dar a cada espectador 1000 dólares para fazer uma boa acção a qualquer pessoa desde que não fosse seu familiar.

Tem um clube de leitura cuja poder e a extensão é tão grande que qualquer livro recomendado no programa entra directamente para a lista de bestsellers na semana seguinte.

Qualquer sondagem lhe dá imediatamente a vitória em qualquer cargo político no Estado de Illinois.

É tal o poder desta mulher que em uma semana é convidada a discursar no dia do holocausto perante as vítimas (a relação ultrapassa-me) e no dia seguinte está em Washington a colocar a primeira pedra no Martin Luther King memorial ao lado de dois presidentes dos EUA.

Em síntese, é uma mulher cheia de poder sem deixar de ser mulher, que inspira confiança, dá esperança e luta activamente por um mundo melhor.

O único revés? Parece que não foi convidada para o casamento do Tom Cruise na próxima semana (desde que saltou no sofá no programa a coisa ficou preta). Mas como dizem por cá ele vai arrepender-se de não a ter convidado.

(Para a Ana e a Rita, maiores fãs da Oprah que conheço)

quarta-feira, novembro 15, 2006

Made in USA


O.J prepara-se para escrever um livro intitulado "If I Did It, Here's How It Happened".
Palavras para quê?

Lupe*


O Leonel Messi do rap/hip-hop. Grau 0 de fiasco.

ps: é um native de Chicago DC.

Ambiguidades

Andar na rua com o "The City and the Pillar" de Gore Vidal e a edição do dia do Record debaixo do braço.

sexta-feira, novembro 10, 2006

Girl Talk

Girl Talk "Night Ripper", "extravaganza" de música. Samples de Elton John, Dr. Dre, Tears for Fears, Pixies, Stevie Wonder e quantos mais conseguirem identificar. Na linha dos 2manyDJ mas mais subtil.

quinta-feira, novembro 09, 2006

Descodificação

António Pires de Lima sobre Ribeiro e Castro em crónica publicada na última edição do Expresso (04/11/2006): "um condutor político vocacionado para guiar em contramão...".

Trata-se de uma crítica disfarçada de elogio ou de um elogio disfarçado de crítica?

quarta-feira, novembro 08, 2006

Nem sequer a mediocridade é uma opção



Ao ouvir "I Am Not Afraid of You and I Will Beat Your Ass", último do trio de Hoboken que só pelo título vale a respectiva compra, fica-se novamente com a impressão que os Yo La Tengo não sabem fazer nada de realmente mau. Nem essa humildade parecem ter a preocupação de demonstrar. São como aqueles jogadores da bola que, mesmo se quisessem, não conseguiriam jogar mal. Uns chatos, mas uns chatos bons como à merda.

terça-feira, novembro 07, 2006

Uma campanha alegre

A democracia mais evoluída do mundo não é mais do que a democracia mais divertida no mundo. No estado em que tenho o prazer de viver actualmente (estado de Illinois) os personagens na corrida para governador são a senhora Judy Baar Topinka, com voz de quem fuma 3 maços de Galloise por dia e com um cabelo curto de uma cor ruiva altamente suspeita, que representa os republicanos, do outro lado do ringue mora um senhor chamado Rob Blagoevich (nome que por mais que tente não consigo situar no continente americano), com uma poupa de meter inveja ao Donald Trump, representante dos democratas.

A história conta-se numa penada;

No início o governador do Estado de Illinois era um septuagenário republicano de nome Ryan (nome que destoa com os demais envolvidos na história). Parece que este governador tinha muito amor ao cargo confundido as suas contas pessoais, com as do estado e as do partido. Em razão da sua idade tampoco soube explicar como tudo se tinha passado e porque nesta idade fazer contas é muito confuso, mas não é justificação para nada, foi bater com os costados na prisão sem direito a passar pela casa de partida.

Em razão disso os democratas “limparam” tranquilamente as eleições e o senhor Blagoevich foi eleito governador.

Chegamos à campanha para as actuais eleições. O senhor Blagoevich resolve atacar com um “negative ad.” com o título “What she’s thinking”, parece que a senhora Topinka era ministra do tesouro do senhor Ryan, e deveria ter vergonha de fazer parte de um bando de gatunos, convenientemente as imagens do anuncio são a senhora Topinka num comício dirigindo-se ao senhor Ryan nos seguintes termos; “ You are a damn decent guy governor, and I love you dearly.”

A senhora Topinka não se fica e faz o seu “negative ad.” de título “Had enough?” dizendo que o senhor Blagoevich é o político mais corrupto da história, que ao lado dele o senhor Ryan é um aprendiz de ofício, que o FBI está em cima do acontecimento e que aguardem por mais novidades.

A senhora Topinka parece ter algum jeito para a coisa porque dias depois o chefe de campanha do senhor Blegoevich, um tal senhor Retzko (também difícil de situar nos EUA, não é do sul com certeza), é preso pelo FBI por financiamentos ilegais.

O senhor Blagoevich vem a televisão dizer que não tem qualquer envolvimento na matéria e que desconhecia em absoluto as tropelias do senhor Retzko. Para suportar semelhante afirmação vem o senhor Obama (este definitivamente não o coloco nos EUA), Senador do grande estado de Ilinois, dizer que o senhor Blagoevich é de uma seriedade acima de qualquer suspeita (o senhor Obama parece que acabou de editar um livro que é um bestseller nos E.U.A. sendo inclusive falado como o futuro candidato dos democratas à presidência da Federação, logo a ajuda vinha mesmo a calhar).

Mas como o que parece nem sempre é, parece que a investigação do FBI revelou que o senhor Blagoevich tinha um invulgar hábito de contratar jovens trabalhadores e depois receber cheques chorudos dos progenitores desses trabalhadores (devia ser só para agradecer o novo trabalho dos filhos), mais parece que o senhor Obama vivia paredes meias com o Senhor Retzko (vivia, porque o senhor Retzko neste momento descansa nos calabouços do FBI) e que inclusive fizeram vários negócios juntos.

Como devem calcular a Senhora Topinka anda pelos arames e o Senhor Blagoevich anda com os nervos em franja, e as eleições são já amanhã.

terça-feira, outubro 31, 2006

Plano Nacional de Leitura

No seu quiz cultural diário José Carlos Malato, em amena cavaqueira com o concorrente da vez e a propósito da pergunta que se seguia na categoria de literatura, perguntava ao seu interlocutor se tinha algum escritor preferido... algum autor de que fosse leitor especial. O concorrente, para separar as águas devidamente, respondeu prontamente:

- Português ou estrangeiro?

Malato, entusiasmado e intrigado, retorquiu:

- Pode ser estrangeiro...

O concorrente, com uma segurança que seria injusto não destacar, responde de novo:

- Nenhum em especial...

segunda-feira, outubro 23, 2006

Torgal faz anos

Ao crítico musical, crítico de cinema, contador de histórias, animador de massas nos tempos livres e verdadeira alma deste blogue... um grande abraço de parabéns.

terça-feira, outubro 17, 2006

Salvé Regina

Concerto de Regina Specktor, no extremo oposto de Beck, intimista (órgão e guitarra), em fundo preto.

A russa, lançada às feras pelos “Strokes”, tem uma legião de fãs nos EUA que eu não julgava possível, quase só e apenas “teenagers”.

A voz de Regina Specktor lembra-me alternadamente a Teresa Salgueiro nos registos altos e da Uta Lemper nos registos baixos.

Um concerto muito bom com uma companhia perfeita.

Devil’s Haircut


Grande concerto de Beck, entra directamente para o top 3 dos meus melhores concertos de sempre (ao lado do inolvidável concerto dos “Faith no More” no Campo Pequeno). Um “set” marcado pelo novo disco, muito de “guero”, algum “odelay”, pouco “sea changes”, nenhum “midnight vultures”. Algumas versões de Beck com os “Flaming lips” e muita, muita música.

A produção do espectáculo é muito boa. Um espectáculo de marionetas recreando o Beck e cada um dos músicos, feito “in loco”, imitando na perfeição todos os movimentos dos verdadeiros. Nos projectores em vez de vermos os habituais movimentos da banda, apenas vemos as marionetas e olhamos para o palco e vemos exactamente o mesmo mas dos verdadeiros, até ao ponto que não sabemos quem canta e quem imita. Uma sessão de “jamming”, durante a parte acústica do concerto, com pratos, copos e talheres e o Beck vestido de urso gigante a lançar-se em voo para a bateria.

Um concerto perfeito com uma companhia perfeita.

Outono


"Trouble" de Ray LaMontagne

sexta-feira, outubro 13, 2006

Infâmia

O Prémio Nobel da Paz deste ano foi (pelo que li e ouvi, muito bem) entregue a um banqueiro do Bangladesh e ao banco que fundou: a Muhammad Yunus e ao Grameen Bank respectivamente. Com um banqueiro e o seu banco a serem premiados com tamanha distinção até imagino Francisco Louçã e Jerónimo de Sousa a trepar pela paredes. O topete daquela gente! O descaramento!

quarta-feira, outubro 11, 2006

Nada bate certo #2

Depois do aparecimento de uma facção castrista lá para os lados do Largo do Caldas, dou por mim a ver o Sérgio Godinho a representar as cores do Sporting C.P. numa mesa redonda sobre futebol. Estou confuso.

A solidão do Monge

A propósito do aniversário da morte de Thelonious Monk a entrevista de Bill Clinton em 1992 com uma jornalista:

Jornalista: Is there one thing you've always wanted to do?
Clinton: I always wanted to play sax with Thelonious Monk.
Jornalista: (clearly confused) And who is the loneliest monk?

quarta-feira, outubro 04, 2006

terça-feira, outubro 03, 2006

"O apanhador no centeio"

“Catcher in the Rye” de J.D Salinger é de culto, é subversivo.

Holden Caulfield, 16 anos, é capaz de ser das personagens mais fascinantes da literatura americana, tanto ou mais que o próprio autor, figura misteriosa que recusa ser entrevistado.

O que é curioso no personagem Holden Caulfield é que não representa nenhum estereótipo, não é revolucionário (o seu sonho é viver com uma mulher muda numa cabana em floresta deserta), não é corajoso (ele considera-se um “yellow”), não é um lutador, não é especialmente brilhante, enfim é um “regular Joe”.

No entanto é um personagem que suscita compaixão, e com quem, de alguma maneira, nos sentimos identificados. A sua maior preocupação é a falsidade, a incapacidade dos demais serem genuinamente verdadeiros, a representação, a actuação. Quer seja na forma de vestir, nas palavras usadas, no raciocínio utilizado, nos trejeitos, na forma de andar… Nunca somos verdadeiramente nós próprios. Como resultado Caulfield está sempre deprimido.

Na busca de alguém genuíno Caulfield consegue incompatibilizar-se com os todos os que o rodeiam, excepto com a sua irmã de 10 anos, Phoebe (Aos 10 anos ser genuíno não custa nada, é espontâneo).

Mas, na verdade, a pessoa menos genuína é o próprio. Caulfield sistematicamente suspira pelo passado, sendo certo que o passado fazia-o tanto ou mais deprimido que o presente. Ora, não existe maior falsidade que depender do passado para poder criticar o presente pois o tempo é bastante selectivo a apagar memórias.

sábado, setembro 30, 2006

Season Premieres

A Fall premiere no que toca a programas de televisão é do mais esgotador que existe para o telespectador. Diariamente, durante 1 mês, estreiam 3 novas séries por canal e todas, mas todas sem excepção, entre a 7 e as 10 da noite.

E atenção que falo apenas dos canais fora do "cabo", CBS, NBC, ABC e FOX, e excluo os re-runs "Simpsons", "Friends" "Seinfeld" e "Frasier" para mencionar os clássicos.

Depois de muita ginástica consegui ver quase todos (ainda falta a premiere do" Lost" na próxima quarta), e posso informar que o campeão de audiências é o "Studio 60" com Matthew Perry, Amanda Peet e Bradley Whitford. Uma recriação do backstage do Saturday Night Live e de como é difícil a vida dos criativos, escritores, produtores e actores.
"Shark" é um "courtroom drama" com James Woods.
Há um que parece ser bastante bom, "Heroes", ordinary people with special powers, que tem críticas muito positivas.
A dar cartas estão as novas séries do Grey's Anatomy, House, The Office (versão americana) e Desperate Housewives.
Os velhinhos (reciclados) CSI e Law & Order são a chamada "carne para canhão".

Daily routine

Jantar uma tradicional "deep dish pizza" com 10 “primas” da queen Latifah na mesa ao lado pode tornar um jantar tranquilo numa cena eterna de um programa do Jerry Springer.

quinta-feira, setembro 28, 2006

O mundo é a nossa ostra

O planeta Terra e arredores pensava que a Cooperativa tinha já atingido o seu pico, que estava já em pleno período de glória... enfim, a desfrutar a sua Golden Age. Não. Isto ainda agora começou. Em nome dos restante membros do blog queria apenas desejar as boas-vindas à nossa mais recente aquisição. Um grande abraço para o FM e só não lhe desejo boa sorte,porque a sorte é toda nossa.

quarta-feira, setembro 27, 2006

Apontamento II

Durante o tempo que passei em Madrid as referências a Portugal eram mais ao menos recorrentes, nem que fosse uma “caixa” no El Pais ao sábado sobre a emigração ilegal, ou sobre o último relatório da OCDE, podiam ser más referências mas estavam lá. E de certa maneira era um certo conforto saber que a ditosa pátria lá estava, formosa e segura.

Nada me preparava, no entanto, para o choque que o Mid-West americano me reservava. Aqui o mundo assume formas diferentes, começa em Los Angeles desbrava o continente americano até chegar a Nova York e daí em salto mortal passa directamente para o Médio Oriente ignorando olimpicamente a Europa. Exagero dirão, e com razão. O ponto que queria fazer era a inexistência em termos absolutos de referências a Portugal – em países tão grandes custa ser tão pequeno .

Em qualquer praça, atrium ou outro sítio propício a bandeiras eu bem posso olhar em busca da esfera armilar, pois mais rapidamente encontro a bandeira de St. Kitts do que os 5 reis mouros da batalha de Ourique. De nada me serve falar com um brasileiro dizendo que o nosso país é “lindo e maravilhoso” quando, em contraste, me sento com um amigo chileno no autocarro e o condutor pergunta de onde somos, após a correcta indicação da proveniência, surge a exclamação “Ohhh so you guys are from South America!”, seguido de um cúmplice “habla español”.

Mas como em tudo, há momentos em que os pequenos se agigantam, ou não fosse a nossa parábola preferida o David e Golias. E sem mais, num só dia, em televisão nacional, duas referências a Portugal. A primeira no “Jeopardy” – concurso com mais anos de televisão – quando uma concorrente diz que vai aplicar o dinheiro que ganhar em aulas de português para aprender a cantar… o fado. Seguido de um episódio CSI onde o “cirque de soleil” para imitar uma tempestade de areia utiliza “portuguese cork”.

Podem não ser grande coisa, mas pelo menos “lava os olhos”.

A militância continua

Uma vez que parece definitiva a absoluta necessidade de dividir o mundo entre «os que ainda estão com DJ Shadow» e «os que já não estão com DJ Shadow», a minha posição é muito simples: eu sou dos que ainda estão com "The Outsider". Sem qualquer tipo de comiseração.

quinta-feira, setembro 21, 2006

Apontamento

Visitar os Estados Unidos da América ou conhecer americanos é uma experiência radicalmente diferente daquela que é viver nos EUA. Após o período inicial de absoluto deslumbramento um europeu começa, ainda que quase imperceptivelmente, a constatar as pequenas grandes diferenças que fazem este mundo ser tão diferente do outro.

Os EUA são uma sociedade competitiva. Facto absolutamente incontornável e axioma sugestivo para início de conversa em qualquer cocktail de empresa. Para a tornar competitiva vivem sobre o auspício (verdadeiro e não meramente retórico) da igualdade de oportunidades. A todos é dado oportunidade de vencer, de conquistar, e os que conseguem muito bem, os que não conseguem muito mal, i.e., os que conseguem por isso são admirados e queridos sem qualquer ponta da inveja, hipocrisia ou desdém – não existe o comportamento clássico europeu (sobretudo latino) de “puxar para baixo” ou nivelar pela mediana. Os que não conseguem, apesar das oportunidades, são entregues aquilo que os americanos têm de pior, a solidariedade.

E porque é assim, porque a sociedade americana assenta nesta base, o individualismo é quem mais ordena. Quem está ao meu lado é meu concorrente. Eu estou por minha conta e por minha conta estou, eu não dependo de ninguém nem de ninguém quero depender. Por mais estranho que aparente a um europeu, a amizade não é um conceito indispensável para sobreviver nos EUA, e muito menos é o conceito de família.

A mim tudo isto não me parece necessariamente mau, antes pelo contrário, a Europa está no estado em que se encontra por absoluto imobilismo, pelo horror à competição – no fundo, no fundo somos todos uns grandes amigalhaços – e por teimar que todo o insucesso tem uma explicação.

Por outro lado não significa que tudo seja necessariamente bom, um americano quando o dia acaba tem de sentir uma solidão angustiante. Mas para isso sempre existe Prozac.

segunda-feira, setembro 18, 2006

Há coisas que não têm preço

Por imperativos de justiça só decidirei daqui a duas ou três semanas mas, a julgar (permaturamente) pelo nº1, o Sol não ganha em mim um cliente. Como criatura de hábitos compulsivos viciada na segurança que esses mesmo hábitos conferem à minha existência/sobrevivência, temo e desejo ao mesmo tempo que me manterei do lado do Expresso.

De qualquer maneira, a estreia do Sol valeu quanto mais não seja pela entrevista a Maria Filomena Mónica. Pelas melhores e piores razões, só aquilo valeu os 2€ de despesa. Aliás, se o novo semanário mantivesse o calibre da rúbrica de uma forma estável e sustentável no seu futuro, acredito que muitos leitores (incluindo eu) não resistiriam a comprá-lo todos os sábados. Pena é a certeza que assim não acontecerá. O debut pôs a página 2 numa fasquia muito alta.

Quando a Bertrand é a Meia-Laranja

Sobre o "Balada da Praia dos Cães" apenas há a dizer que é pior que cavalo ou crack cocaine. José Cardoso Pires (o JCP que não se confude com o nosso JCP e que nada tem a ver com a JCP) é o dealer e a Bertrand (ou qualquer outra livraria onde se venda o produto) funciona como o Casal Ventoso. Agora, que venha a ressaca.

sexta-feira, setembro 15, 2006

Quando crescer quero ser Atticus Finch

Chicago sport scene

Apesar do Jordan, do futebol americano, do soccer do que seja, em Chicago a instituição desportiva são os Cubs, jogam o pior baseball do planeta (i.e dos USA) e não ganham um campeonato desde 1905. Seus grandes rivais... White Sox de South side Chicago. Curiosidade... nunca jogam uma contra a outra porque disputam ligas diferentes (uma a American League outra a National league).

Chicago music scene


Dana Hall live from Grant Park.

9/11 the comic book


Bate aos pontos ler o ladrilho preparado pela Comissão.

quarta-feira, setembro 13, 2006

E se... #3

... a Elsa Pataky tivesse mais tempo de antena durante a película? É essa a terceira interrogação que fica depois do seu visionamento. Estou farto de filmes machistas.

E se... #2

... alguém que sofra de ofidiofobia (medo de cobras) se lembrar de ir ver o filme? É essa a segunda interrogação que fica depois do seu visionamento. A resposta é clara. Com certeza que perderá de entre 10 a 15 anos de vida durante uns escassos 105 minutos.

E se... #1

... o novo "Snakes on a Plane" tivesse realizado por John Carpenter? É essa a primeira interrogação que fica depois do seu visionamento.

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