Circular por Lisboa de metro a ouvir a música de um qualquer comum mortal é uma coisa. Agora andar pela ratoeira ao som do "Paid in Full" do Eric B. & Rakim é já um whole new different ball game. Como em tudo na vida, não passa de uma importante questão de élan.
As cooperativas são pessoas colectivas autónomas, de livre constituição, de capital e composição variáveis, que, através da cooperação e entreajuda dos seus membros, com obediência aos princípios cooperativos, visam, sem fins lucrativos, a satisfação das necessidades e aspirações económicas, sociais ou culturais daqueles. [acooperativa@hotmail.com]
terça-feira, março 13, 2007
Glamour
Uns estão habituados a ver o Stephon Marbury ou o Steve Francis a festejar cestos com o Spike Lee no Garden. Outros observam Armando "Petit" Teixeira a celebrar golaços com o Barbas na Catedral. Eu, pela parte que me toca, não me posso queixar.
sexta-feira, março 09, 2007
terça-feira, março 06, 2007
God Bless America

(Flag , Jasper Johns)
Sobre o belíssimo "Little Children" de Todd Field:
a) Todas as personagens, num bom ou mau sentido, exalam algum tipo de sexualidade primária reprimida que, em situações limites, transforma-se em instintos selvagens;
b) A cena do tubarão na piscina municipal é das grandes pérolas cinematográficas dos últimos tempos... a todos os títulos memorável;
c) Já o sabia há uns tempos (abençoado "Angels in America"): Patrick Wilson é um dos melhores segredos mais mal guardados de Hollywood;
d) Mais uma vez ("Happiness" de Todd Solondz ou "American Beauty" de Sam Mendes) é interessante constatar que a instituição da masturbação masculina é manifestamente importante, vital mesmo, para tentar compreender e dissecar a white suburbia americana;
e) Como acontece recorrentemente no nosso mercado, a tradução portuguesa do título original é absolutamente confrangedora;
f) A câmara de Kubrick está por todo o lado.
domingo, março 04, 2007
Angola é nossa
Não tarda sou capaz de apostar que a Casa Blanca é a organizadora de eventos da Universidade Independente.
quarta-feira, fevereiro 28, 2007
Next Big Things
De acordo com a CNN eis as futuras estrelas da Web 2.0
cnn.com/galleries/2007/biz2/0702/gallery.nextnet.biz2/index.html
Não vi todos, mas o conceito do www.stumbleupon.com promete muito.
cnn.com/galleries/2007/biz2/0702/gallery.nextnet.biz2/index.html
Não vi todos, mas o conceito do www.stumbleupon.com promete muito.
segunda-feira, fevereiro 26, 2007
Há dias sagrados
Há de facto dias sagrados. Dias especiais. Perguntar-me-ão porquê? Fácil a resposta. Hoje foi um dia especialíssimo porque hoje foi dia de lampreia ao almoço. E não brinquemos com coisas sérias. Seríssimas! Como uma vez por ano lampreia e isso, manifestamente, é importante na minha vida. Primeiro porque arroz de lampreia é um prato gastronómico que afasta quaisquer ideais ou princípios de democracia que eu ainda dogmaticamente possa ter e defender. Não há espaço para gostar ou não. É simplesmente uma das melhores coisas do mundo e toda a gente, sem excepção, deveria ser obrigada a gostar e a apreciar condignamente. Depois temos o verde tinto da Adega Cooperativa de Ponte da Barca bem fresco para acompanhar o repasto. Chega a ser pornograficamente bom. Por fim, e talvez seja a melhor das razões, é a minha companhia. Todos os anos está lá e nunca me falha. É um dos nossos rituais incontornáveis, religioso mesmo, e sem ele, a minha vida ficaria escandalosamente mais pobre. É o meu parceiro de toda a vida e desta forma ser pagão é fácil (até demais). Ainda saboreio a deste ano mas já só penso na do ano que vem.Desconcertos
Aguardar a vez para a consulta no oftalmologista na respectiva sala de espera, amparado pela tranquila leitura de "Ensaio sobre a Cegueira" de José Saramago.
Óscares in a nutshell
Óscares 2007. Muito mais longos do que os últimos anos mas, paradoxalmente, muito melhores.
1. Ellen DeGeneres, gostei francamente, copiou o modelo do seu "show" diário; dança e interacção com as câmaras, e sempre deixou o governo instituido em paz por uma noite.
2. Uma "cerimónia" muito mais estética e muito mais cuidada. O jogo de sombras pareceu-me absolutamente fenomenal, especialmente a recriação do little miss sunshine detrás da tela branca.
3. Will Farrell e Jack Black hilariantes, John C. Reilly à altura.
4. "clips" bem conseguidos. A dualidade cinema estrangeiro/Tornatore e cinema americano/Mann resultaram bem.
5. Meryl Streep e Anne Hethaway foi muito bom.
PS. Vestidos deixo para quem sabe, mas subscrevo o Diogo. Discursos nenhum especialmente brilhante, apenas ficou demonstrado que o Leonardo DiCaprio cada vez mais assume um papel de instituição dentro da instituição.
1. Ellen DeGeneres, gostei francamente, copiou o modelo do seu "show" diário; dança e interacção com as câmaras, e sempre deixou o governo instituido em paz por uma noite.
2. Uma "cerimónia" muito mais estética e muito mais cuidada. O jogo de sombras pareceu-me absolutamente fenomenal, especialmente a recriação do little miss sunshine detrás da tela branca.
3. Will Farrell e Jack Black hilariantes, John C. Reilly à altura.
4. "clips" bem conseguidos. A dualidade cinema estrangeiro/Tornatore e cinema americano/Mann resultaram bem.
5. Meryl Streep e Anne Hethaway foi muito bom.
PS. Vestidos deixo para quem sabe, mas subscrevo o Diogo. Discursos nenhum especialmente brilhante, apenas ficou demonstrado que o Leonardo DiCaprio cada vez mais assume um papel de instituição dentro da instituição.
quinta-feira, fevereiro 22, 2007
segunda-feira, fevereiro 19, 2007
TAP (take another plane)
Ainda a propósito de Madrid. O avião descolou com 45 minutos de atraso, 30 dos quais eu estava sentado já dentro do avião. Coincidência ou não, o avião só descolou depois do Horta Osório ter entrado dentro do avião com esses mesmos 45 de atraso.
P.S. O Paulo Azevedo, fresquinho de vir da Telefónica era um dos que estavam sentados.
E as tendas de campismo?
A propósito da noticia que refere que apenas cerca de 55% dos gastos da Assembleia da República são com ordenados dos deputados (sendo os restantes com gastos de representação, ajudas de custo e demais complementos), nem de propósito, na semana passada, dei de caras com o António Filipe (esse grande comunista) e com o Pina Moura (esse grande ex-comunista) hospedados no Hotel Palace, em Madrid, para a convenção inter parlamentar entre Portugal e Espanha.
quinta-feira, fevereiro 15, 2007
segunda-feira, fevereiro 12, 2007
sexta-feira, fevereiro 09, 2007
Obituários sob pressão
Anne Nichole Smith, a rainha da Playboy, a viuva de milionário com 98 anos e matérias quejandas foi encontrada morta. Depois da morte do filho há menos de dois meses, depois de ver recém nascer uma filha, depois de um processo de paternidade que encheu jornais, depois de se assumir dependente de narcóticos, sucumbiu à pressão.
Erika Órtiz, "hermana" de Dueña Letizia, artista, irmã de princesa nas horas vagas, foi encontrada morta. O medo de pôr em causa a imagem da irmã e a infelicidade amorosa levaram-na a sucumbir à pressão por um punhado (ou dois) de tranquilizantes.
quarta-feira, fevereiro 07, 2007
Prince
Depois do "acidente" Timberlake/Janet Jackson é já costumeiro, entre os americanos, tentar encontrar ou criar um paralelo, algo que os anime, que ponha o Jerry Falwell aos gritos.
Este ano parece que o Prince, deliberadamente, usou do seu instrumento fálico.
Este ano parece que o Prince, deliberadamente, usou do seu instrumento fálico.
Stephen Colbert já veio dizer: "They knew that they were dealing with a lustful, pansexual rock 'n' roll deviant," said Colbert, who joked that the sheet hid (not enhanced) Prince's "demonic guitar phallus."
E alguém veio lembrar: on Prince's "Purple Rain" tour in the mid `80s, he performed with a guitar that would ejaculate, squirting water out of its end during the climax of "Let's Go Crazy."
É o que dá não convidarem a Celine Dion para os intervalos.
terça-feira, fevereiro 06, 2007
Regresso prematuro
É de uma evidência esmagadora. Não arejei o suficiente (mas já estava com saudades).
segunda-feira, fevereiro 05, 2007
Chicago T(B)ears
sexta-feira, janeiro 26, 2007
Examinando a lama
Não faço distinções de nenhuma das barricadas e muito menos me presto ao papel de apontar o dedo a quem quer que seja - nunca me ficou bem vestir a pele de bufo ou de provedor. Posto isto, uma coisa é certa: a discussão na blogosfera à volta do referendo que se aproxima está-se a revelar verdadeiramente deplorável (e note-se que a procissão ainda vai no adro... a consulta popular realiza-se somente a 11 de Fevereiro). Deplorável e chata com' à putaça.
A hora é de arejo ideológico. O regresso está marcado para as vésperas da consulta popular. Fui.
quinta-feira, janeiro 25, 2007
Óscares 2007
Trailer de apresentação. Vale a pena ver. Aqui:
http://www.oscars.org/79academyawards/trailer/index.html
(Via S+V)
http://www.oscars.org/79academyawards/trailer/index.html
(Via S+V)
Ordem de grandeza
A Prisa (espanhola detentora do "El País") compra a Media Capital (portuguesa detentora da "TVI") por €150 milhões de euros. A Rizzoli (italiana detentora do "Corriere della Sera") compra a Recoletos (espanhola detentora da "Marca") por 950 milhões de euros.
O problema é que nós não temos onde comprar.
segunda-feira, janeiro 22, 2007
SuperBowl


Promete ser um dos melhores superbowls dos últimos anos. De um lado os Chicago Bears com a melhor defesa do campeonato, personificada nessa besta humana que é o Brian Urlacher. Do outro os Indianapolis Colts com o melhor quarter back de há muitos anos, Peyton Manning. Um homem de quem se diz que sabe mais deste jogo que qualquer treinador.
Eu aposto nos Bears de Chicago.
sexta-feira, janeiro 19, 2007
Deus escreve direito por linhas tortas
Convenhamos. A demissão de Nuno Melo do cargo de líder da bancada parlamentar do CDS/PP foi a melhor coisa que aconteceu ao partido (?!?) desde há muitos, muitos, muitos meses. Agora que se proceda a uma nova escolha porque banda, essa, já existe.
quinta-feira, janeiro 18, 2007
terça-feira, janeiro 16, 2007
Facts about Jack Bauer
"Upon hearing that he was played by Kiefer Sutherland, Jack Bauer killed Sutherland. Jack Bauer gets played by no man."
Outros factos aqui;
http://www.notrly.com/jackbauer/index.php?topthirty
Outros factos aqui;
http://www.notrly.com/jackbauer/index.php?topthirty
segunda-feira, janeiro 15, 2007
Derby é derby
Se votar para "Os Grandes Portugueses"(até porque 0,60 cêntimos+IVA são sempre 0,60 cêntimos+IVA), o meu voto não será para nenhum deles - ainda sou daqueles que acredita que certos actos nos condenam a um bilhete só de ida para o Inferno. De qualquer maneira, engraçado, engraçado seria um empate técnico entre António de Oliveira Salazar e Álvaro Cunhal. Resta-me fazer figas.
sexta-feira, janeiro 12, 2007
DVDitis

Porque me revejo em cada frase aqui escrita;
"Little did I, a moderate TV-watcher ("Grey's Anatomy," "The Daily Show," some late-night CNN), know what I was getting into a year ago on New Year's Eve, when two fellow journalist friends -- they know who they are -- recommended that my significant other and I check out "24."
I added the first disc to our Netflix queue. It sat for months on top of the TV set, waiting in line behind some erudite foreign film that we'd been sort of avoiding, like homework. (DVD guilt: That's a whole other column.)
But eventually we watched that first episode, and an obsession was born. It became an unspoken contract: We were going to watch the whole thing, no matter what -- even if we stopped liking it, even if it got boring. Why? Would it be trite to say "because it was there?" Leaving the job half done, as federal agent Jack Bauer might say, was "not an option."
We started going out less. Magazines went straight to the "read later" pile. Dinner became a regular date in the living room: us and Jack, that square-jawed, resolute, impossibly loyal yet subversive federal agent played by Kiefer Sutherland. And, like Jack himself (yes, we're on a first-name basis by now), we had good days and bad, but we were pushing through the pain, single-minded in our pursuit.
There were, necessarily, breaks for business trips or vacations. And there were countless times when one of us annoyed the other mightily by falling asleep mid-episode (because of the late hour, not the content) -- meaning we had to rewind and start over. Woe to the one with drooping eyelids. Me to him: "Open your eyes!" Him to me: "Sit up straight!" Or, the most evil weapon: forced feeding of Haagen-Dazs, as an emergency sugar injection. Somehow, we got through four seasons and counting."
Ler na íntegra: www.cnn.com/2007/SHOWBIZ/TV/01/11/tv.thedvdhabit.ap/index.html
quinta-feira, janeiro 11, 2007
Michael Jantzen
O vento é o elemento essencial. A forma nunca é constante. A natureza a interagir com o betão.
33 chapas

(Lindsay Lohan por Mario Testino)
Via João Lopes, cheguei à resenha fotográfica do ano de 2006 promovida pela excelsa Vanity Fair. Não há muita coisa a dizer. Uma fotografia é feita para ser observada... o resto é puramente acessório.
quarta-feira, janeiro 10, 2007
terça-feira, janeiro 09, 2007
A/C da Exma. Sra. Dra. Maria José Morgado
Como prova circunstacial da verdadeira "porcaria" que se passa no futebol português é favor encomendar jogos do FCP à RTP Memória. Ainda no Sábado passado o Kostadinov deu uma cabeçada ao fiscal de linha e não nem sequer foi admoestado com cartão amarelo.
E porque estamos sempre a aprender...
A Endemol, empresa fundada pelo Sr. Ende e pelo Sr. Mol, é detida a 100% pela espanhola Telefonica. Em rigor de holandesa a empresa não tem nada, nem sequer o Sr. Piet Hein.
segunda-feira, janeiro 08, 2007
sexta-feira, janeiro 05, 2007
Primeiras revelações de 2007 #5
Agora que entrou num registo I see dead people, a obsessão/missão/quimera/fétiche da Sra. Eurodeputada Ana Gomes começa a transformar-se num major turn off.
Primeiras revelações de 2007 #4
Constato com orgulho e vaidade indisfarçável que a Cooperativa é dos poucos blogs nacionais que ainda não fizeram qualquer tipo de referência ao livro escrito pela ex-alternadeira, em tempos, concubina papal. Pelo que se pode ver, a higiene continua a ser uma prioridade nesta casa.
quarta-feira, janeiro 03, 2007
Primeiras revelações de 2007 #3
Apesar de todos os acontecimentos do passado recente, o combinado nº 8 do Galeto continua a ser uma das imprescindibilidades da cidade de Lisboa.
quinta-feira, dezembro 28, 2006
Sentimento de pertença
Agora que de um modo auto-altruísta (vulgo egoísta) presenteei à minha pessoa 32 polegadas de cristais líquidos tudo ficou mais claro e evidente. Agora sim, compreendo como e porquê toda a sociedade ocidental se entregou sem cerimónias a um sedentarismo militante. Assim também eu.
quinta-feira, dezembro 21, 2006
sexta-feira, dezembro 15, 2006
Férias de Inverno - notas #6
Só viaja sozinho quem quer. Não passa de uma opção pura e dura. Eu fiz a minha e não me posso queixar. Antes pelo contrário.Foram-me apresentados por Norman Mailer e desde o início que Croft, Hearn, Martinez, Cummings, Brown, Gallagher, Rhidges, Roth, Goldstein, Red, Wilson, Dalleson, Mantelli, Cohn e muitos mais fizeram o favor de me fazer companhia nestes últimos dias.
Fosse na praia, na selva, nos bunkers, nos barcos, nas camaratas, ao sol, à chuva, ao frio. Nunca me falharam. Gente rija e rude, mas também gente brava com muita coisa para contar.
segunda-feira, dezembro 11, 2006
Férias de Inverno - notas #4
Continuo sem conseguir compreender essa coisa dos fish 'n' chips. Ultrapassa-me.
Férias de Inverno - notas #2
Férias de Inverno - notas #1
Tudo na vida tem que ter princípio, meio e fim. Este ano não foi excepção. Começou-se a semana com Yo La Tengo ao vivo, a meio uma passagem por Old Trafford, Manchester para ganhar carácter e termina-se com 2 horas sabáticas embalado ao som dos Lambchop.
Venha o dia-a-dia. Estou pronto.
Venha o dia-a-dia. Estou pronto.
Obituário
quarta-feira, dezembro 06, 2006
quinta-feira, novembro 30, 2006
Há sempre um se
Este é o nosso mundo nu e cru
Se Adão soubesse no que isto ia dar
Só teria fodido Eva no cu
Valete in "Serviço Público"
Se Adão soubesse no que isto ia dar
Só teria fodido Eva no cu
Valete in "Serviço Público"
quarta-feira, novembro 22, 2006
quinta-feira, novembro 16, 2006
Oprah Pop
Oprah é um fenómeno nos EUA. Esta mulher goza de um prestígio e de um poder difícil de igualar, e qual a sua principal ocupação? Um programa que existe desde 1986, parecido com o que Fátima Lopes fazia na SIC há uns anos. No entanto fá-lo de uma forma inigualável pois pode estar a falar com a Júlia Roberts ou com uma mulher sem braços que fala com a mesma sinceridade. Pode dissertar sobre o cancro da mama ou do seu problema crónico em engordar que a naturalidade é a mesma, pode ter a Madonna em exclusivo mundial a falar sobre a sua última adopção (como teve) ou ter um cão que nasceu sem as duas patas da frente e que aprendeu a andar como um canguru que fica igualmente emocionada.
Tanto dá um Pontiac a cada espectador (sobretudo espectadoras) do programa, como lhes paga as hipotecas ou, como fez recentemente, “convenceu” um banco a dar a cada espectador 1000 dólares para fazer uma boa acção a qualquer pessoa desde que não fosse seu familiar.
Tem um clube de leitura cuja poder e a extensão é tão grande que qualquer livro recomendado no programa entra directamente para a lista de bestsellers na semana seguinte.
Qualquer sondagem lhe dá imediatamente a vitória em qualquer cargo político no Estado de Illinois.
É tal o poder desta mulher que em uma semana é convidada a discursar no dia do holocausto perante as vítimas (a relação ultrapassa-me) e no dia seguinte está em Washington a colocar a primeira pedra no Martin Luther King memorial ao lado de dois presidentes dos EUA.
Em síntese, é uma mulher cheia de poder sem deixar de ser mulher, que inspira confiança, dá esperança e luta activamente por um mundo melhor.
O único revés? Parece que não foi convidada para o casamento do Tom Cruise na próxima semana (desde que saltou no sofá no programa a coisa ficou preta). Mas como dizem por cá ele vai arrepender-se de não a ter convidado.
(Para a Ana e a Rita, maiores fãs da Oprah que conheço)
Tanto dá um Pontiac a cada espectador (sobretudo espectadoras) do programa, como lhes paga as hipotecas ou, como fez recentemente, “convenceu” um banco a dar a cada espectador 1000 dólares para fazer uma boa acção a qualquer pessoa desde que não fosse seu familiar.
Tem um clube de leitura cuja poder e a extensão é tão grande que qualquer livro recomendado no programa entra directamente para a lista de bestsellers na semana seguinte.
Qualquer sondagem lhe dá imediatamente a vitória em qualquer cargo político no Estado de Illinois.
É tal o poder desta mulher que em uma semana é convidada a discursar no dia do holocausto perante as vítimas (a relação ultrapassa-me) e no dia seguinte está em Washington a colocar a primeira pedra no Martin Luther King memorial ao lado de dois presidentes dos EUA.
Em síntese, é uma mulher cheia de poder sem deixar de ser mulher, que inspira confiança, dá esperança e luta activamente por um mundo melhor.
O único revés? Parece que não foi convidada para o casamento do Tom Cruise na próxima semana (desde que saltou no sofá no programa a coisa ficou preta). Mas como dizem por cá ele vai arrepender-se de não a ter convidado.
(Para a Ana e a Rita, maiores fãs da Oprah que conheço)
quarta-feira, novembro 15, 2006
Made in USA
Ambiguidades
Andar na rua com o "The City and the Pillar" de Gore Vidal e a edição do dia do Record debaixo do braço.
sexta-feira, novembro 10, 2006
quinta-feira, novembro 09, 2006
Descodificação
António Pires de Lima sobre Ribeiro e Castro em crónica publicada na última edição do Expresso (04/11/2006): "um condutor político vocacionado para guiar em contramão...".
Trata-se de uma crítica disfarçada de elogio ou de um elogio disfarçado de crítica?
Trata-se de uma crítica disfarçada de elogio ou de um elogio disfarçado de crítica?
quarta-feira, novembro 08, 2006
Nem sequer a mediocridade é uma opção

Ao ouvir "I Am Not Afraid of You and I Will Beat Your Ass", último do trio de Hoboken que só pelo título vale a respectiva compra, fica-se novamente com a impressão que os Yo La Tengo não sabem fazer nada de realmente mau. Nem essa humildade parecem ter a preocupação de demonstrar. São como aqueles jogadores da bola que, mesmo se quisessem, não conseguiriam jogar mal. Uns chatos, mas uns chatos bons como à merda.
terça-feira, novembro 07, 2006
Uma campanha alegre
A democracia mais evoluída do mundo não é mais do que a democracia mais divertida no mundo. No estado em que tenho o prazer de viver actualmente (estado de Illinois) os personagens na corrida para governador são a senhora Judy Baar Topinka, com voz de quem fuma 3 maços de Galloise por dia e com um cabelo curto de uma cor ruiva altamente suspeita, que representa os republicanos, do outro lado do ringue mora um senhor chamado Rob Blagoevich (nome que por mais que tente não consigo situar no continente americano), com uma poupa de meter inveja ao Donald Trump, representante dos democratas.
A história conta-se numa penada;
No início o governador do Estado de Illinois era um septuagenário republicano de nome Ryan (nome que destoa com os demais envolvidos na história). Parece que este governador tinha muito amor ao cargo confundido as suas contas pessoais, com as do estado e as do partido. Em razão da sua idade tampoco soube explicar como tudo se tinha passado e porque nesta idade fazer contas é muito confuso, mas não é justificação para nada, foi bater com os costados na prisão sem direito a passar pela casa de partida.
Em razão disso os democratas “limparam” tranquilamente as eleições e o senhor Blagoevich foi eleito governador.
Chegamos à campanha para as actuais eleições. O senhor Blagoevich resolve atacar com um “negative ad.” com o título “What she’s thinking”, parece que a senhora Topinka era ministra do tesouro do senhor Ryan, e deveria ter vergonha de fazer parte de um bando de gatunos, convenientemente as imagens do anuncio são a senhora Topinka num comício dirigindo-se ao senhor Ryan nos seguintes termos; “ You are a damn decent guy governor, and I love you dearly.”
A senhora Topinka não se fica e faz o seu “negative ad.” de título “Had enough?” dizendo que o senhor Blagoevich é o político mais corrupto da história, que ao lado dele o senhor Ryan é um aprendiz de ofício, que o FBI está em cima do acontecimento e que aguardem por mais novidades.
A senhora Topinka parece ter algum jeito para a coisa porque dias depois o chefe de campanha do senhor Blegoevich, um tal senhor Retzko (também difícil de situar nos EUA, não é do sul com certeza), é preso pelo FBI por financiamentos ilegais.
O senhor Blagoevich vem a televisão dizer que não tem qualquer envolvimento na matéria e que desconhecia em absoluto as tropelias do senhor Retzko. Para suportar semelhante afirmação vem o senhor Obama (este definitivamente não o coloco nos EUA), Senador do grande estado de Ilinois, dizer que o senhor Blagoevich é de uma seriedade acima de qualquer suspeita (o senhor Obama parece que acabou de editar um livro que é um bestseller nos E.U.A. sendo inclusive falado como o futuro candidato dos democratas à presidência da Federação, logo a ajuda vinha mesmo a calhar).
Mas como o que parece nem sempre é, parece que a investigação do FBI revelou que o senhor Blagoevich tinha um invulgar hábito de contratar jovens trabalhadores e depois receber cheques chorudos dos progenitores desses trabalhadores (devia ser só para agradecer o novo trabalho dos filhos), mais parece que o senhor Obama vivia paredes meias com o Senhor Retzko (vivia, porque o senhor Retzko neste momento descansa nos calabouços do FBI) e que inclusive fizeram vários negócios juntos.
Como devem calcular a Senhora Topinka anda pelos arames e o Senhor Blagoevich anda com os nervos em franja, e as eleições são já amanhã.
A história conta-se numa penada;
No início o governador do Estado de Illinois era um septuagenário republicano de nome Ryan (nome que destoa com os demais envolvidos na história). Parece que este governador tinha muito amor ao cargo confundido as suas contas pessoais, com as do estado e as do partido. Em razão da sua idade tampoco soube explicar como tudo se tinha passado e porque nesta idade fazer contas é muito confuso, mas não é justificação para nada, foi bater com os costados na prisão sem direito a passar pela casa de partida.
Em razão disso os democratas “limparam” tranquilamente as eleições e o senhor Blagoevich foi eleito governador.
Chegamos à campanha para as actuais eleições. O senhor Blagoevich resolve atacar com um “negative ad.” com o título “What she’s thinking”, parece que a senhora Topinka era ministra do tesouro do senhor Ryan, e deveria ter vergonha de fazer parte de um bando de gatunos, convenientemente as imagens do anuncio são a senhora Topinka num comício dirigindo-se ao senhor Ryan nos seguintes termos; “ You are a damn decent guy governor, and I love you dearly.”
A senhora Topinka não se fica e faz o seu “negative ad.” de título “Had enough?” dizendo que o senhor Blagoevich é o político mais corrupto da história, que ao lado dele o senhor Ryan é um aprendiz de ofício, que o FBI está em cima do acontecimento e que aguardem por mais novidades.
A senhora Topinka parece ter algum jeito para a coisa porque dias depois o chefe de campanha do senhor Blegoevich, um tal senhor Retzko (também difícil de situar nos EUA, não é do sul com certeza), é preso pelo FBI por financiamentos ilegais.
O senhor Blagoevich vem a televisão dizer que não tem qualquer envolvimento na matéria e que desconhecia em absoluto as tropelias do senhor Retzko. Para suportar semelhante afirmação vem o senhor Obama (este definitivamente não o coloco nos EUA), Senador do grande estado de Ilinois, dizer que o senhor Blagoevich é de uma seriedade acima de qualquer suspeita (o senhor Obama parece que acabou de editar um livro que é um bestseller nos E.U.A. sendo inclusive falado como o futuro candidato dos democratas à presidência da Federação, logo a ajuda vinha mesmo a calhar).
Mas como o que parece nem sempre é, parece que a investigação do FBI revelou que o senhor Blagoevich tinha um invulgar hábito de contratar jovens trabalhadores e depois receber cheques chorudos dos progenitores desses trabalhadores (devia ser só para agradecer o novo trabalho dos filhos), mais parece que o senhor Obama vivia paredes meias com o Senhor Retzko (vivia, porque o senhor Retzko neste momento descansa nos calabouços do FBI) e que inclusive fizeram vários negócios juntos.
Como devem calcular a Senhora Topinka anda pelos arames e o Senhor Blagoevich anda com os nervos em franja, e as eleições são já amanhã.
terça-feira, outubro 31, 2006
Plano Nacional de Leitura
No seu quiz cultural diário José Carlos Malato, em amena cavaqueira com o concorrente da vez e a propósito da pergunta que se seguia na categoria de literatura, perguntava ao seu interlocutor se tinha algum escritor preferido... algum autor de que fosse leitor especial. O concorrente, para separar as águas devidamente, respondeu prontamente:
- Português ou estrangeiro?
Malato, entusiasmado e intrigado, retorquiu:
- Pode ser estrangeiro...
O concorrente, com uma segurança que seria injusto não destacar, responde de novo:
- Nenhum em especial...
- Português ou estrangeiro?
Malato, entusiasmado e intrigado, retorquiu:
- Pode ser estrangeiro...
O concorrente, com uma segurança que seria injusto não destacar, responde de novo:
- Nenhum em especial...
segunda-feira, outubro 30, 2006
quarta-feira, outubro 25, 2006
(Sem palavras)
Vitalina Canas, destacado jurista, justifica uma ilegalidade cometida pelo seu partido (o chuchalista) argumentando a dificuldade no cumprimento do respectivo preceito legal. Formei-me em Direito, sempre fui um aluno no mínimo sofrível mas nunca, jamais, me ocorreu pensar neste expediente. Absolutamente extraordinário. Ou melhor, revolucionário.
p.s.: a próxima vez que fôr apanhado em excesso de velocidade (será a 5ª vez)... vou experimentar a táctica.
p.s.: a próxima vez que fôr apanhado em excesso de velocidade (será a 5ª vez)... vou experimentar a táctica.
terça-feira, outubro 24, 2006
segunda-feira, outubro 23, 2006
quarta-feira, outubro 18, 2006
terça-feira, outubro 17, 2006
Salvé Regina
Concerto de Regina Specktor, no extremo oposto de Beck, intimista (órgão e guitarra), em fundo preto.A russa, lançada às feras pelos “Strokes”, tem uma legião de fãs nos EUA que eu não julgava possível, quase só e apenas “teenagers”.
A voz de Regina Specktor lembra-me alternadamente a Teresa Salgueiro nos registos altos e da Uta Lemper nos registos baixos.
Um concerto muito bom com uma companhia perfeita.
Devil’s Haircut

Grande concerto de Beck, entra directamente para o top 3 dos meus melhores concertos de sempre (ao lado do inolvidável concerto dos “Faith no More” no Campo Pequeno). Um “set” marcado pelo novo disco, muito de “guero”, algum “odelay”, pouco “sea changes”, nenhum “midnight vultures”. Algumas versões de Beck com os “Flaming lips” e muita, muita música.A produção do espectáculo é muito boa. Um espectáculo de marionetas recreando o Beck e cada um dos músicos, feito “in loco”, imitando na perfeição todos os movimentos dos verdadeiros. Nos projectores em vez de vermos os habituais movimentos da banda, apenas vemos as marionetas e olhamos para o palco e vemos exactamente o mesmo mas dos verdadeiros, até ao ponto que não sabemos quem canta e quem imita. Uma sessão de “jamming”, durante a parte acústica do concerto, com pratos, copos e talheres e o Beck vestido de urso gigante a lançar-se em voo para a bateria.
Um concerto perfeito com uma companhia perfeita.
sexta-feira, outubro 13, 2006
Infâmia
O Prémio Nobel da Paz deste ano foi (pelo que li e ouvi, muito bem) entregue a um banqueiro do Bangladesh e ao banco que fundou: a Muhammad Yunus e ao Grameen Bank respectivamente. Com um banqueiro e o seu banco a serem premiados com tamanha distinção até imagino Francisco Louçã e Jerónimo de Sousa a trepar pela paredes. O topete daquela gente! O descaramento!
quarta-feira, outubro 11, 2006
Nada bate certo #2
Depois do aparecimento de uma facção castrista lá para os lados do Largo do Caldas, dou por mim a ver o Sérgio Godinho a representar as cores do Sporting C.P. numa mesa redonda sobre futebol. Estou confuso.
A solidão do Monge
quarta-feira, outubro 04, 2006
terça-feira, outubro 03, 2006
"O apanhador no centeio"
“Catcher in the Rye” de J.D Salinger é de culto, é subversivo.Holden Caulfield, 16 anos, é capaz de ser das personagens mais fascinantes da literatura americana, tanto ou mais que o próprio autor, figura misteriosa que recusa ser entrevistado.
O que é curioso no personagem Holden Caulfield é que não representa nenhum estereótipo, não é revolucionário (o seu sonho é viver com uma mulher muda numa cabana em floresta deserta), não é corajoso (ele considera-se um “yellow”), não é um lutador, não é especialmente brilhante, enfim é um “regular Joe”.
No entanto é um personagem que suscita compaixão, e com quem, de alguma maneira, nos sentimos identificados. A sua maior preocupação é a falsidade, a incapacidade dos demais serem genuinamente verdadeiros, a representação, a actuação. Quer seja na forma de vestir, nas palavras usadas, no raciocínio utilizado, nos trejeitos, na forma de andar… Nunca somos verdadeiramente nós próprios. Como resultado Caulfield está sempre deprimido.
Na busca de alguém genuíno Caulfield consegue incompatibilizar-se com os todos os que o rodeiam, excepto com a sua irmã de 10 anos, Phoebe (Aos 10 anos ser genuíno não custa nada, é espontâneo).
Mas, na verdade, a pessoa menos genuína é o próprio. Caulfield sistematicamente suspira pelo passado, sendo certo que o passado fazia-o tanto ou mais deprimido que o presente. Ora, não existe maior falsidade que depender do passado para poder criticar o presente pois o tempo é bastante selectivo a apagar memórias.
segunda-feira, outubro 02, 2006
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