
Neil Young
Live At Massey Hall 1971
Volume no máximo.
Demorar uma hora à procura de lugar para o carro. Para sempre.
Obrigado ao Xú.
As cooperativas são pessoas colectivas autónomas, de livre constituição, de capital e composição variáveis, que, através da cooperação e entreajuda dos seus membros, com obediência aos princípios cooperativos, visam, sem fins lucrativos, a satisfação das necessidades e aspirações económicas, sociais ou culturais daqueles. [acooperativa@hotmail.com]

Suprema coincidência esta de ver o documentário finlandês Revolution (na versão inglesa) precisamente hoje. Extraterrestre fabuloso. Um relato cómico-implacável, mas ternurento qb, do rotundo trambolhão da utopia marxista-leninista através do testemunho de toda uma geração de cantores de intervenção dos anos 70 finlandeses. Tudo sem cinismos... sem ressentimentos.
Kurt sobre Kurt. A voz sobre a sombra. O monge a enfrentar o mundo numa postura do um contra todos. Sofrível, o que nestas coisas de cinema não satisfaz ninguém. Nem o interessante valor documental das cassetes da entrevista salvam o espectador de algum aborrecimento. Como disse muito apropriadamente o meu amigo JCP à saída da sessão: "um powerpoint refinado". Outro 2.
Ele já está aí. Este ano "Le Dernier des Fous" (França), inserido na Competição Internacional, foi o meu primeiro tiro no escuro. Da escala de 1 a 5 dada a público para fazer a sua votação, o filme seguia a passos largos a caminho de um sólido 3. Declaração de intenções precoce. Não consegui lidar bem com o fim. Acabou com um 2.
Agora, e até porque um só pecado mortal sabe a pouco e acaba por não ter piada nenhuma, sucumbo profundamente à irresistível soberba de saber que tenho bilhete para entrar na Arca de Noah, estacionada hoje à noite algures no B.Leza. Diz que até há ursos panda.
Carlos Quevedo, jornalista argentino.
Dia de 2º aniversário, dia de parabéns. Rapaziada: isto por aqui continua a ser um dos meus brinquedos favoritos. Venha o hat-trick.
No que toca à tourada que se realizou em Óbidos este Domingo pouco ou nada há a dizer. Aliás, se qualquer comentador político for sincero consigo mesmo há-de admitir que tudo o que por lá se passou não é, longe disso, uma surpresa. Há muito que o CDS/PP escolheu o seu trilho - por sinal, sinuoso e suicidário. Tem sido muito esclarecedor, e na maioria das vezes penoso, assistir à vida de um partido (e lá estou eu a insistir com esta ideia de partido) que tem feito tudo e mais alguma coisa para evoluir do infame partido do taxi para um genuínamente popular partido da APE 50.
Em relação a todo este processo de eutanásia partidária eu não tenho nada contra. O que me chateia é que os Conselhos Nacionais e os Congressos do CDS/PP começam a fazer competição, e como, às inolvidáveis Assembleias Gerais do Benfica dos bons velhos anos 90 do século XX. Bem sei que a democracia Vieirista trouxe um tipo de estabilidade que obsta a este tipo de performances no pavilhão da Luz, mas que dá inveja e saudade dá. É aqui que se nota um CDS/PP completamente focado e obcecado em ser verdadeiramente popular e se abrir ao país. E de APE 50, é manifesto que a genuinidade desta transformação fica muito bem vincada.

Há de facto dias sagrados. Dias especiais. Perguntar-me-ão porquê? Fácil a resposta. Hoje foi um dia especialíssimo porque hoje foi dia de lampreia ao almoço. E não brinquemos com coisas sérias. Seríssimas! Como uma vez por ano lampreia e isso, manifestamente, é importante na minha vida. Primeiro porque arroz de lampreia é um prato gastronómico que afasta quaisquer ideais ou princípios de democracia que eu ainda dogmaticamente possa ter e defender. Não há espaço para gostar ou não. É simplesmente uma das melhores coisas do mundo e toda a gente, sem excepção, deveria ser obrigada a gostar e a apreciar condignamente. Depois temos o verde tinto da Adega Cooperativa de Ponte da Barca bem fresco para acompanhar o repasto. Chega a ser pornograficamente bom. Por fim, e talvez seja a melhor das razões, é a minha companhia. Todos os anos está lá e nunca me falha. É um dos nossos rituais incontornáveis, religioso mesmo, e sem ele, a minha vida ficaria escandalosamente mais pobre. É o meu parceiro de toda a vida e desta forma ser pagão é fácil (até demais). Ainda saboreio a deste ano mas já só penso na do ano que vem.E alguém veio lembrar: on Prince's "Purple Rain" tour in the mid `80s, he performed with a guitar that would ejaculate, squirting water out of its end during the climax of "Let's Go Crazy."
É o que dá não convidarem a Celine Dion para os intervalos.

