terça-feira, abril 15, 2008

Ao menos não foi um golo por cada ano

Nem sei porque é que escrevo este post. A Briosa já deu um presente suficientemente grande (e como) a quem de direito. Cumprimentos cavalheiro.

Augusta


Diogo, parece que o Immelman lá vestiu o paletó. Tremia como varas verdes nos últimos buracos, acabou com 3 abaixo do Tiger.

segunda-feira, abril 14, 2008

Modernidade


"My Life in the Bush of Ghosts" de Brian Eno & David Byrne

Altruísmos


Para os mais rigorosos o filme até pode passar como um gigante exercício de pretenciosismo mas, com não muita boa vontade, qualquer um reconhece que a maior qualidade do filme acaba por ser o seu carácter altruísta. Ao fugir à figura abstracta de um qualquer Bob Dylan, o filme de Todd Haynes escapa aos caminhos típicos dos enjoativos biopics costumeiros cheios de personagens principais completamente cheias de nada (e plenas de mimetismos dispensáveis), para entrar na categoria de filme experimental em que inteligentemente o legado do visado se sobrepõe à figura do autor.

É sempre de assinalar quando isso acontece, muito mais quando serve para fugir à figura absolutamente esmagadora de Robert Allen Zimmerman. Justo será dizer que quem não conheça minimamente a monumental obra do rapaz pode ficar a ver uns quantos navios. Mas isso são pormenores a que o realizador não pode, nem tem de tomar em conta. A incompetência é do público. O que realmente interessa são os discos. Repito: os discos.

segunda-feira, março 31, 2008

I'm on a mission, that niggaz say is impossible, but when I swing my swords they' re all choppable


"Liquid Swords" de Genius/GZA

O maior enclave do mundo

Para facilmente compreender tudo aquilo que se passa actualmente naquele que é, muito provavelmente, o maior enclave do mundo, o Neve de Orhan Pamuk (editorial Presença), para além de se revelar um extraordinário exercício com laivos autobiográficos - de alguém que durante toda uma vida foi atormentado pelos mesmos fantasmas, começando pelo de Attaturk -, é absolutamente obrigatório.

Perceber o alcance dos eternos dilemas que se verificam naquela região desde há séculos - O Meu Nome é Vermelho (editorial Presença), também da autoria do Nobel da Literatura 2006, já reflectia sobre a problemática do Oriente vs. Ocidente - e ter um genuíno contacto com toda a esquizofrenia emocional colectiva turca é algo inevitável num livro que devia ser de leitura obrigatória nas instâncias comunitárias. Para o bem ou para o mal.

Ou se calhar não

Bem sei que este blogue tem tido tanta manutenção como os equipamentos da Carris mas, por incrível que pareça, A Cooperativa não é a prioridade - mas sim, um labour of love - das miseráveis vidas de quem por aqui escreve. Mesmo assim, agradecemos a todos os que estranhamente expressaram manifestações de júbilo e celebração pelo nosso aniversário.

Quanto a resoluções a cumprir no terceiro ano de cooperações, da minha parte, há só uma: deixar de fazer o anónimo e sofridor leitor de perder o seu tempo por aqui. Já é tempo de levar isto a sério. Ou se calhar não.

segunda-feira, março 24, 2008

3 anos (e 1 um dia)


Esta choldra, a que chamam um blogue, já leva 3 anos a espalhar o terror. Mesmo com um dia de atraso não posso deixar de dar um abraço à gentalha do costume. Em relação aos vistantes (esses visionários), bem podem continuar a chorar... o horror vai continuar.

terça-feira, março 18, 2008

domingo, março 16, 2008

Don Juan


Ohhh baby,

I dedicate this to all the pretty girls,

All the pretty girls

Its on!

All the pretty girls in the world,

And the ugly girls too,

Cause to me your pretty anyways baby

domingo, março 09, 2008

No future

Ontem um horda de milhares de professores encontrou-se em Lisboa para mostrar a sua indignação e repulsa pela executivo socialista que lhes caiu na rifa. Inconformados, fizeram-se à estrada em direcção à indispensável luta, sempre no espírito de Abril=Revolução.

Horas mais tarde, e muito mais bem vestidos, a geração recibos-verdes (essa cambada que não tem um tostão no bolso, mas que esbanja estilo), marcou um concerto-manifestação no pavilhão Atlântico e foi ouvir os The Cure. Tudo numa perspectiva muito despretensiosa e onde o cepticismo é uma forma de defesa. Ali ninguém queria mudar o mundo. Aquela gente, a minha, aceita tudo com o brio de um digno derrotado e sempre tendo em conta que a revolução passou para evolução, evolução essa que se está a revelar um imperial pedaço de bosta apenas capaz de ser salvo pelo espírito militante dos nossos jovens adultos no que toca ao ócio criativo.

Para nós o no future é um ponto assente. Sem lamechices, sem dramas.

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