quarta-feira, agosto 27, 2008

Pensar globalmente, agir localmente

Muito tempo depois, venho postar um video do tamanho da minha ausência. Enorme. A globalização tem destas coisas, e criou entre outros, um remake indiano do Harry Potter. Chama-se Hari Puttar. A Warner bros. é que não achou graça e já processou a produtora indiana. 
Felizmente para Marina Mota os sucessos do Parque ainda não chegam aos ouvidos dos gigantes de Hollywood. Porque se chegassem, dificilmente poderíamos ter visto a tão nobre revista "Arre Poter que é de mais!"(peço desculpa se não estiver bem escrito). 

quinta-feira, agosto 21, 2008

Civismo

"(...) But I had the sense to fall in love with this beautiful pair of brown eyes. Isn' t she great?"

"She certainly is." It had to be said. And it was actually not too difficult. Moses had not lived forty-odd years without learning to get through these moments. Among narrow puritans, this is lying; but with civilized people only civility.

in "Herzog" de Saul Bellow

Brincando aos clássicos


"Rocket to Russia" dos Ramones

terça-feira, agosto 12, 2008

Frio... muito frio

Isto da famigerada silly season é uma concepção muito relativa. Eventualmente acaba por ser como o Natal. Ou seja, é quando se quer.

Para mim, aliás, a presente season está a ser mais séria do nunca. Feroz, quezilenta, beligerante, solitária, frontal e voraz. Cada parágrafo, cada murro no estômago.

Silly? Muito frio, frio, muito frio...

domingo, julho 20, 2008

Uma experiência religiosa


Leonard Cohen é o supra sumo do “cool”, mas do “cool” intemporal, do “cool” sereno e genuíno. Durante quase 3 horas de concerto revisitou todos os lugares do passado, do sexo, do sofrimento, do desespero e da súplica. No “I’m your man” demonstrou que inegavelmente “he is the man”. Nunca tanto sentido me fez gritar de plenos pulmões “Hallelujah”, como naquela noite.

Leonard Cohen confirmou tudo o que se esperava dele, um verdadeiro “homem gentil” de chapéu posto, um bardo de voz profunda, um barítono poeta. Há dias assim, e ontem foi um deles, onde a predisposição comum levou a uma comunhão perfeita, homilia atrás de homilia, sermão seguido de sermão, a redenção estava por chegar.

Good night my darlings, I hope you are satisfied, we are kind of narrow but there is a man here that stands in open arms, still working, to make you smile.” Com estas palavras se despediu, ensaiado ou não, fazia todo o sentido.

Leonard Cohen devia vir todas as semanas, devia ser o meu Pastor.

Foi o que se passou lá para os lados de Algés. Deve ser isto que um verdadeiro religioso praticante sente quando vai à missa, fui lavar a alma e voltei absolvido de todos os pecados.

segunda-feira, julho 07, 2008

A slice of God's Pai


É daqueles locais onde a paz é profissão de fé e onde a internet devia ser proibida. Apesar disso o filisteu que há em mim não se acanhou. Nunca resisti a uma boa dose de soberba.

quarta-feira, junho 18, 2008

Provação

Muita gente me pergunta porque é que nunca se escreve sobre futebol neste blogue. O desafio é mesmo esse: por aqui pretende-se provar que temos vida para além da redondinha. Mesmo que não seja muita.

terça-feira, junho 03, 2008

The Importance of Being Earnest


When I'm getting serious with a girl, I show her "Rio Bravo", and if she doesn't like it, it's over.

Quentin Tarantino

sábado, maio 31, 2008

Cortar a direito

(Tribune Media Services) -- With its membership in the European Union, many things are changing in Portugal. Day after day the roads here were messing up my itinerary -- I'd arrive in town hours before I thought I would. I remember a time when there were absolutely no freeways in Portugal. Now, the country has plenty. They build them so fast, even my Michelin map is missing new ones.

Aqui

quinta-feira, maio 29, 2008

LEGO sónico

No Lux, ontem, os Animal Collective organizaram mais uma sessão de LEGO sónico. Coisas de construir, ouvir e desconstruir; construir, ouvir e desconstruir; construir, ouvir e desconstruir...

quarta-feira, maio 28, 2008

A Farewell to Arms : Amesterdão 2008 (V)

Café De Zwart
(a foto tem dono)

A Farewell to Arms : Amesterdão 2008 (IV)

A Farewell to Arms : Amesterdão 2008 (III)

A Farewell to Arms : Amesterdão 2008 (II)

A Farewell to Arms : Amesterdão 2008 (I)

Olhar o futuro de frente

O preço dos combustíveis sobe pornograficamente, a crise mundial alimentar está pior que nunca, o Benfica está na merda... yada, yada, yada... Importante, importante é saber que apesar da porrada de discos dos The Fall que já tenho na prateleira ainda há uma pancada deles que me faltam.

Uma pessoa tem que ter os seus objectivos bem definidos para enfrentar o futuro de frente.

terça-feira, maio 13, 2008

Sebastião Rodrigues Maia


Tim Maia do Brasil, o rei do triatlo que dizia que não fumava, não bebia e não cheirava. Chumbo do grosso. "Mais grave! Mais agudo! Mais eco! Mais retorno! Mais tudo!". O maverick da Tijuca. O furacão dos furacões com swing para dar e vender... Nelson Motta conduz com a intimidade do costume.

terça-feira, abril 15, 2008

Ao menos não foi um golo por cada ano

Nem sei porque é que escrevo este post. A Briosa já deu um presente suficientemente grande (e como) a quem de direito. Cumprimentos cavalheiro.

Augusta


Diogo, parece que o Immelman lá vestiu o paletó. Tremia como varas verdes nos últimos buracos, acabou com 3 abaixo do Tiger.

segunda-feira, abril 14, 2008

Modernidade


"My Life in the Bush of Ghosts" de Brian Eno & David Byrne

Altruísmos


Para os mais rigorosos o filme até pode passar como um gigante exercício de pretenciosismo mas, com não muita boa vontade, qualquer um reconhece que a maior qualidade do filme acaba por ser o seu carácter altruísta. Ao fugir à figura abstracta de um qualquer Bob Dylan, o filme de Todd Haynes escapa aos caminhos típicos dos enjoativos biopics costumeiros cheios de personagens principais completamente cheias de nada (e plenas de mimetismos dispensáveis), para entrar na categoria de filme experimental em que inteligentemente o legado do visado se sobrepõe à figura do autor.

É sempre de assinalar quando isso acontece, muito mais quando serve para fugir à figura absolutamente esmagadora de Robert Allen Zimmerman. Justo será dizer que quem não conheça minimamente a monumental obra do rapaz pode ficar a ver uns quantos navios. Mas isso são pormenores a que o realizador não pode, nem tem de tomar em conta. A incompetência é do público. O que realmente interessa são os discos. Repito: os discos.

segunda-feira, março 31, 2008

I'm on a mission, that niggaz say is impossible, but when I swing my swords they' re all choppable


"Liquid Swords" de Genius/GZA

O maior enclave do mundo

Para facilmente compreender tudo aquilo que se passa actualmente naquele que é, muito provavelmente, o maior enclave do mundo, o Neve de Orhan Pamuk (editorial Presença), para além de se revelar um extraordinário exercício com laivos autobiográficos - de alguém que durante toda uma vida foi atormentado pelos mesmos fantasmas, começando pelo de Attaturk -, é absolutamente obrigatório.

Perceber o alcance dos eternos dilemas que se verificam naquela região desde há séculos - O Meu Nome é Vermelho (editorial Presença), também da autoria do Nobel da Literatura 2006, já reflectia sobre a problemática do Oriente vs. Ocidente - e ter um genuíno contacto com toda a esquizofrenia emocional colectiva turca é algo inevitável num livro que devia ser de leitura obrigatória nas instâncias comunitárias. Para o bem ou para o mal.

Ou se calhar não

Bem sei que este blogue tem tido tanta manutenção como os equipamentos da Carris mas, por incrível que pareça, A Cooperativa não é a prioridade - mas sim, um labour of love - das miseráveis vidas de quem por aqui escreve. Mesmo assim, agradecemos a todos os que estranhamente expressaram manifestações de júbilo e celebração pelo nosso aniversário.

Quanto a resoluções a cumprir no terceiro ano de cooperações, da minha parte, há só uma: deixar de fazer o anónimo e sofridor leitor de perder o seu tempo por aqui. Já é tempo de levar isto a sério. Ou se calhar não.

segunda-feira, março 24, 2008

3 anos (e 1 um dia)


Esta choldra, a que chamam um blogue, já leva 3 anos a espalhar o terror. Mesmo com um dia de atraso não posso deixar de dar um abraço à gentalha do costume. Em relação aos vistantes (esses visionários), bem podem continuar a chorar... o horror vai continuar.

terça-feira, março 18, 2008

domingo, março 16, 2008

Don Juan


Ohhh baby,

I dedicate this to all the pretty girls,

All the pretty girls

Its on!

All the pretty girls in the world,

And the ugly girls too,

Cause to me your pretty anyways baby

domingo, março 09, 2008

No future

Ontem um horda de milhares de professores encontrou-se em Lisboa para mostrar a sua indignação e repulsa pela executivo socialista que lhes caiu na rifa. Inconformados, fizeram-se à estrada em direcção à indispensável luta, sempre no espírito de Abril=Revolução.

Horas mais tarde, e muito mais bem vestidos, a geração recibos-verdes (essa cambada que não tem um tostão no bolso, mas que esbanja estilo), marcou um concerto-manifestação no pavilhão Atlântico e foi ouvir os The Cure. Tudo numa perspectiva muito despretensiosa e onde o cepticismo é uma forma de defesa. Ali ninguém queria mudar o mundo. Aquela gente, a minha, aceita tudo com o brio de um digno derrotado e sempre tendo em conta que a revolução passou para evolução, evolução essa que se está a revelar um imperial pedaço de bosta apenas capaz de ser salvo pelo espírito militante dos nossos jovens adultos no que toca ao ócio criativo.

Para nós o no future é um ponto assente. Sem lamechices, sem dramas.

quarta-feira, março 05, 2008

Recordar é preciso


"Tender Prey" de Nick Cave & the Bad Seeds

Pillow Talk

(nº 26)

Pendurar as botas - Brett Favre

Most career NFL touchdown passes (442), most career NFL passing yards (61,655), most career pass completions (5,377), most career pass attempts (8,758), most career NFL interceptions thrown (288), most consecutive starts among NFL quarterbacks (253; 275 total starts including playoffs), and most career victories as a starting quarterback (160).

Com a ajuda de Wikipedia

terça-feira, março 04, 2008

Sic Gloria Transit Latinoamerica…

Uribe, amigo do imperialista americano, invadiu a fronteira com o Equador para matar o número dois das Farc. Chavez, libertador bolivarista, defensor dos oprimidos que trabalham com afã para o nascer do amanhã, enviou tropas para a fronteira colombiana para ajudar os seus amigos equatorianos.

Pequeno detalhe, parece que Chavez pagou 200 milhões de euros para que as Farc libertassem os reféns, expondo ao ridículo o governo colombiano e, simultaneamente, dando financiamento “pesado” para o agravamento do terrorismo, raptos e mortes na Colômbia.

O Equador no meio disto tudo, qual virgem ofendida, sente-se atingido na sua soberania, e o seu presidente foi fazer um périplo aos estados latino-americanos para que o apoiem a condenar o governo colombiano.

Pequeno detalhe, parece que o Equador sabia da existência do campo terrorista, e não só não os capturava como dava apoio humanitário.
"Days of our lives" não faria melhor

domingo, março 02, 2008

1000 posts

Acabo de constatar que fui, inadvertidamente, o autor do 1000 post desta xafarica.

Cá estaremos para o 2000.

Crónicas de jogo

"Al Atlético le dura menos la pelota que una bolsa de golosinas en el patio de un colegio."*

É assim que a Marca descreve os jogos de futebol ao vivo na internet. Isto comparado com a carestia dos jornais portugueses, que se limitam a ser descritivos, dá outro "salero" ao futebol "lido".
*Jogo Atlético - Barcelona.
Qualquer coisa como "a posse de bola do Atleti dura menos que um saco de gomas no pátio da escola".

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

Dig!!! Bitch Dig!!!

Com o novíssimo e extraordinário Dig!!! Lazarus Dig!!! Mr. Cave continua o trabalho na construção do seu Manual Interpretativo da Bíblia. Desta vez é a figura de Lázaro que sobe ao palco principal, convenientemente situado em Nova Iorque, e Harry Houdini é convocado para o baile. Quanto à charmosa ralé dos Bad Seeds, nem sequer precisaram sair da garagem para tocar. A ver se todas estas maravilhas se confirmam no arraial do Coliseu.

Time to Pretend

Há-de ser até fartar.

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

O meu nome é Vermelho*

Que sorte ser o Vermelho! Sou fogo, sou força! Reparam em mim, admiram-me, e não me resistem.

in "O Meu Nome é Vermelho", Orhan Pamuk

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

Educando as massas

(Foto espoliada aqui)

Continuando a sua quixotesca e permanente lição de cidadania, a ZDB apresentou no fim-de-semana passado os portugueses Flanela de Tal, freak-trio que, sem querer e de um momento para o outro, pode mudar para sempre a vida de um fulano qualquer. Com honras de templo cheio e absolutamente esgotado - eu e o meu caro k. fomos os últimos fiéis a quem permitiram a entrada e mesmo assim, tivemos de fazer o choradinho da praxe -, a performance foi, talvez ou quase de certeza, inigualável.

Come a caspa, cospe a caspa!! gritava a vocalista, ou seja, o membro da banda com a função de segurar o microfone. Tudo feito com a maior das motivações. Nonsense rock, trash-funk e folk-naif foram as orientações escolhidas e a maralha parece que gostou. Eu gostei e isso é importante: gosto de gostar.

P.S.: "Uma tal de" Lydia Lunch apareceu pelo palco pouco depois. Prestação supérflua e reaccionária.

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

Duas caras


1ª Cara

O coordenador do Bloco de Esquerda (BE), Francisco Louçã, desvalorizou hoje as irregularidades detectadas pelo Tribunal Constitucional (TC) na sua candidatura presidencial em 2006 e defendeu que o caso Somague deve ser posto em "pratos limpos".

"O que o TC identificou foi o facto de terem sido utilizadas duas sedes do BE e não ter sido paga renda ao BE. Com franqueza: eu sou dirigente do BE, o BE apoiou a candidatura e não tenho que pagar renda", afirmou Louçã aos jornalistas após uma visita ao Centro de Dia da Sé, em Lisboa.

O Tribunal de Contas (TC) apontou diversas ilegalidades e irregularidades a todas as candidaturas às eleições presidenciais de 22 Janeiro de 2006, sendo comuns as relacionadas com a descrição das despesas e receitas.

(...)

Às candidaturas de Francisco Louçã (BE) e Mário Soares (PS) foram apontadas as falhas de "inexistência ou insuficiência de mecanismos internos de controlo das acções de campanha e de registo dos respectivos custos".

2ª Cara
O dirigente do BE e ex-candidato presidencial defendeu que o caso Somague - em que o TC multou a empresa e o PSD por financiamento ilegal - deve ser "posto em pratos limpos. "Não pode haver uma empresa a financiar um partido. A Somague pagou cerca de 220 mil euros por um serviço que ninguém sabe qual foi. Hoje isso é um ilícito criminal, que podia e devia ter sido punido com três anos de prisão", afirmou Louçã.

O dirigente bloquista defende igualmente a investigação do depósito do BES de um milhão de euros, a favor do CDS-PP, em investigação no caso Portucale, e dos 24 milhões de euros depositados num agência do banco em Londres "a propósito [da compra] dos submarinos" para a Marinha portuguesa. "Tudo isso tem que ser investigado e posto em tratos limpos", argumentou Francisco Louçã.

in Lusa

Todo este jogo de cintura numa só notícia.

Nem piam


Talvez quase mais significativo que o acontecimento propriamente dito - a histórica sentença de condenação num caso de financiamento ilegal de partidos - é o profundo silêncio que se instalou nos restantes partidos. Pelo menos em relação ao problema em causa e como resolver ou atenuar a sua existência e efeitos.

O PSD, um dos condenados, nunca se poderia esquivar a uma reacção oficial e Ribau Esteves lá produziu uma das intervenções políticas mais hilariantes dos últimos tempos. Ao homem, por ter de se chegar à frente em virtude das obrigações do seu cargo institucional, só faltou mesmo espumar pela boca. A referência ao "desleixo" dos seus antecessores responsáveis pela ilegalidade dada como provada prova que a paz que se vive no PSD está mais que podre. Está bolorenta e nauseabunda.

Mas, como dizia em cima, sintomático, sintomático é o facto de todos os outros partidos (com ou sem assento parlamentar) ainda nem sequer terem piado sobre este episódio. E, meus caros, para este caso em concreto não colhe o argumento já clássico de "... no nosso partido não se fala, nem se comenta a vida interna dos outros partidos...". Bullshit.

Do que aqui se trata não é um acontecimento privado ou próprio da intimidade de um partido ou de uma organização política. Do que se trata é de uma decisão pioneira, histórica e inédita que mexe com todo o contexto político-partidário do país e, naturalmente, um partido que não se pronunciar sobre isso, das duas uma: ou é irresponsavelmente alheio a algo com uma importância desta dimensão (um problema real) ou tem algo a esconder no que a financiamentos diz respeito.

Na política as coisas são assim mesmo e, numa ocasião como esta, o silêncio tem valor material. Nem CDS/PP, nem BE, nem PCP, nem PS falaram sobre este assunto. Sobre possibilidades de melhorar mecanismos de controlo na vida financeira partidária, da necessidade de apurar a dimensão ética das práticas políticas organizadas. Nada. Assobiaram para o lado como se fosse um daqueles problemas que só acontecem aos outros (coisa que é, por entre inúmeros exemplos, manifestamente mentira). Isso sim tem significado político e passa a mensagem que todas as sedes dos partidos parlamentares têm telhados de vidro.

Os Outros


Marg Helgenberger

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

Extremismos

No espaço de poucas semanas, o Fórum TSF fez programas ora dedicados à seca extrema, ora sobre a questão das cheias provocadas pelas chuvas violentas. Definitivamente, a noção de meio-termo é algo que está completamente eliminado das nossas vidas.

O meio - onde sempre esteve a virtude - foi à viola.

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Isto é que é tabaco

Ora aqui está o que eu chamo um valente post. Para além da excelsa argumentação, encarar a guerra do Iraque como uma partida de ping-pong (ténis de mesa, para os puristas) sempre ajuda a aligeirar as coisas. Além disso, é sempre reconfortante saber que o caos nunca apareceu por aqueles lados.

Tenho vivido na escuridão há quase 5 anos mas nunca é tarde para descobrir a luz. Mesmo que cegue.

Fac-símile

terça-feira, fevereiro 12, 2008

Eu também quero falar das eleições primárias

Agora que Romney saiu porque “valores mais altos se levantaram” posso abertamente dizer que estava convictamente a favor deste candidato republicano que o meu co-escriba k. apelidou de “Capitão América”.

Ficou visto que os EUA estão preparados para entregar o poder a uma mulher, a um afro-americano de origens muçulmanas, mas nunca a um Mórmon. Foi sempre o patinho feio da comunicação social, todas as vitórias em estados tão relevantes como o Michigan, Minnesota, Colorado, Maine, Massachusetts e, claro está, Utah, foram desvalorizadas. Sempre foi o alvo de ataque preferido de McCain e Huckabee. Tudo porque não pertencia ao “metier”.

Apesar disso foi ganhando Estado após Estado, com o discurso baseado na Economia, Reagan Style. Quando se transformou de um candidato potencial a um candidato real começou a insidiosa campanha do candidato a gastar a fortuna pessoal, do candidato “flip floper”, do candidato ao serviço do “establishment” ultra conservador, não tinha carisma, dizia-se; mas lá continuava a ganhar. Confesso que esperava uma “Super Tuesday” de calar “The best political team”; não aconteceu.

Para mim continua de longe a ser o melhor candidato. O menos político, o mais apto para os problemas que se adivinham nos E.U.A., o menos populista e o mais realista. Honestamente não consigo compreender as virtudes de McCain, para além de ser um POW, não consigo ver nele a projecção dos E.U.A. no mundo.

Nos democratas junto-me aos 50% dos americanos que odeiam Hilary Clinton, pelas mais diversas razões que dariam outro post. E quanto a Obama, “do not get me started”. Como dizia o outro; o candidato que tiver o apoio de todos os actores, artistas, cantores e desportistas é seguramente o pior candidato para a América.

Eu também quero falar do BCP

É natural que o Millennium BCP faça um aumento de capital. Tendo em conta aquilo que os próprios administradores consideram que cada acção do banco vale, e o que o mercado está disposto a pagar por elas, estes ainda acham que o valor recebido pela subscrição pública vale a pena.

Se o Conselho de Administração concluísse que o valor recebido pela subscrição pública era inferior ao real valor de mercado dos títulos, teria recorrido ao endividamento externo. É um claro sinal do próprio banco de que as acções valem ainda menos do que o mercado as avalia.

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