quinta-feira, março 05, 2009

Jihad' s há muitas, meu palerma

Há coisas que me sossegam de sobremaneira nesta vida. Só o facto de, segundo a comunicação social, apenas ter de me preocupar com a jihad islâmica deixa-me em plena paz. Vá lá que não preciso me preocupar com a jihad católica, a jihad sikh ou, imagine-se o pânico, a jihad budista.

Enquanto só houver uma jihad, a islâmica claro está, está tudo menos mal.

quarta-feira, março 04, 2009

domingo, fevereiro 08, 2009

Tem desenhos e tudo

Façam um favor a vocês próprios e não percam numa sala de cinema o Valsa com Bashir (em Lisboa ainda está no King). Tem desenhos e tudo.

Gizmo caca!!

Enquanto muitos se vão entretendo com as passagens por terras nacionais de bandas britânicas que não merecem um pingo de comiseração alheia - lembro-me de repente dos lamentáveis Kaiser Chiefes e dos Oasis, muito provavelmente a melhor banda de karaoke do mundo -, a injustiça continua a grassar por esses meios culturais fora com a criminosa obliteração (vai buscar!) da passagem dos Mogwai pela Aula Magna.

Tudo como manda o figurino. Esquadrão de guitarras a criar uma barreira de som em cinemasope (imaginem o wall of sound do Spector em música para homenzinhos). Baixo alvo de uma discriminação sem precedentes. Microfone, esse, só para proceder a agradecimentos entre as músicas.

Como bom bando de highlanders aplicam um cachecol do Celtic na bateria e como bom bando de cavalheiros (mesmo escoceses... são britânicos), homenagearam devidamente Lux Interior, falecido nesse dia.

No fim, a minha enorme satisfação foi coroada com a confirmação de não ter apanhado ninguém do público com tampões de natação. Rock é rock.

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

O Rock 'n Roll está menos Rock 'n Roll

Nunca fui um devoto dos The Cramps - aquele estilo rockabilly ultra-flamboyant sempre me criou alguma espécie -, mas ao vê-los ao vivo em Paredes de Coura deu para perceber porque é que até no CBGB eram um bando de aves raras.

Carnaval daqueles já não se fazem. Ainda mais agora. Lux Interior morreu. O Rock 'n Roll está menos Rock 'n Roll.

quarta-feira, janeiro 28, 2009

terça-feira, janeiro 20, 2009

Jurisprudência matrimonial

Foram (quase) três horas para lá de nefastas. O melhor que tenho a dizer sobre o novo The Curious Case of Benjamin Button é que na próxima incursão cinematográfica o direito de escolha é meu. Só meu.

terça-feira, janeiro 06, 2009

2009: um ano, uma montanha

Os objectivos são claros. Em ano de crise, shoot for the stars.

Aponto para um uso coerente e sustentado da palavra chaval e pretendo deslocar-me a Nova Iorque quantas vezes forem necessárias - o novo-riquismo assume várias formas, umas com mais estilo que outras.

Esforçar-me-ei para proceder a uma profunda exegese da obra completa dos The Melvins. Não darei tréguas à mais penosa manifestação do meu laxismo e, como tal, tentarei sempre, mas sempre, barbear-me em tempo útil (e não devido a critérios exclusivamente urticários). Por fim, continuarei a perseguir o sonho de ver os Nirvana ao vivo.

Daqui a 12 meses, verificar-se-á em que estado é que a minha vida se encontra.

terça-feira, dezembro 23, 2008

Fui...

Este ano sim, o Natal vai ser como manda a tradição. Nos trópicos, pelas zonas da praia da Boa Viagem. No cardápio, com certeza pernambucano ultra-conservador, devo apanhar carne-de-sol e muquecas eventualmente acompanhadas de Bohemia ou Antarctica Original.

Passadas 48 horas, estou de volta. Bom Natal.

sábado, dezembro 20, 2008

Sobredosagem (ou como o Natal acontece quando uma pessoa quiser)


"Wooden Shjips" dos Wooden Shjips



"Piouhgd"/"Widowermaker" (EP) dos Butthole Surfers



"Another World" (EP) do Antony & The Johnsons



"Tago Mago" dos Can

quinta-feira, dezembro 18, 2008

Uma nação. Um caminho.

Quando as trevas espreitam (... a dureza da vida está muito dura), um pouco de lucidez e evolução podem sempre, sempre fazer a diferença. Países do 1º Mundo tremei. Estamos a caminho.

quinta-feira, dezembro 04, 2008

Toca a todos

Cada vez que ouço e leio declarações do ilustríssimo Bastonário da (des)Ordem dos Advogados, o Dr. Marinho Pinto, fico com a sensação que o distinto organismo está a viver o seu pessoalíssimo PREC.

Quanto à "reacção", essa, com toda a certeza, não se fará esperar por muito mais tempo.

domingo, novembro 30, 2008

Hope (against hope)

(...) because, altough such evidence would provide absolute proof of my claims, still the children of midnight deserve, now, after everything, to be left alone; perhaps to forget; but I hope (against hope) to rebember...

Salman Rushdie in "Midnight's Children"

terça-feira, novembro 25, 2008

"Aqui todos mandam e ninguém obedece"

Ora aí está uma peça de jornalismo de "apenas" duas páginas que, só por si, justifica o preço de capa de um jornal. O ensaio/reportagem de Pedro Rosa Mendes sobre a actual situação da República Democrática de Timor-Leste, publicado hoje no Público, é (implacavelmente) notável.

segunda-feira, novembro 10, 2008

Raios me partam se não sou do rock

Raios me partam se não sou do rock. A coisa foi boa, muito boa. Um acontecimento talvez. Sem surpresas, diga-se desde já. Produções do Filho Único... já se sabe que elogiar torna-se fatigante.

O sarau começou com uns tais de Sic Alps, um duo muito dado à demência e com uma fé inabalável nos efeitos comportamentais do ruído. Gente para quem o recurso à cartilha do feedback e sucedâneos é encarado de uma forma muito, muito, muito séria... comunista mesmo.

Já todos os recantos da Caixa Económica Operária contavam com uma distinta mini-massa de aficionados/as quando os Wooden Shjips tomaram conta da estrutura a que muitos gostam de chamar palco. Brilhantes alunos do rock dos boches, a banda de San Fran foi o joker da noite. Dos Crazy Horse aos Yo La Tengo, muitos fantasmas foram convocados durante um set que - e maior elogio não consigo - teve o dom de criar uma barreira sónica que ia obrigando as pessoas a recuarem das imediações da banda. Há que respeitar isso.

Por fim, e depois uma feliz e generosa sequência de imperiais Tagus a €1 (não há nada mais punk do que cerveja a este preço), Ben Chasny, ou melhor, o músico que se esconde por detrás de uma bipolaridade musical que se exterioriza sob o nome de Six Organs of Admittance, tomou conta da choldra acompanhado de um baterista (?????) e da saudosa e intimidante Elisa Ambrogio, sacerdotiza que manda e desmanda no duo-maravilha Magik Markers - que tive a iluminação de ouvir no Museu do Chiado (Filho Único... outra vez).

A peregrinação que se verificou na Graça era por causa de Chasny e o freak não desiludiu. E como o poderia fazer, a tocar daquela maneira? Tudo aquilo é liberdade. Curioso ao ponto de fazer lembrar as permissas mais clássicas do jazz. Tudo muito contra-poder, mas sempre com um exibicionismo de talento de fazer inveja aos mais castos.

terça-feira, novembro 04, 2008

Tha Black House

Para perceberem a minha posição pouco, ou nada, entusiasta e de uma coerência miserável, se agora estivéssemos perante um cenário Clinton vs. McCain, eu estarei do lado do John Sidney. Ainda assim, por muitas dúvidas que tenha (e, acreditem, não são poucas), não tenho idade para recusar uma proposta tão optimista como a do brother. Apoiar o panamiano nestas eleições tresanda a derrotismo e isso acabaria por ser uma grande merda.

O que, para mim, é uma dado adquirido é que a Casa Branca (irónico, não é?) está a precisar de arejar. O mundo agradece até porque isto da sociedade global tem destas coisas. Um pouco mais de jive na Sala Oval e um court de basket nas suas traseiras só poderão ter resultados positivos. A esperança pode ser uma perda de tempo, mas ajuda a enfrentar esta vida.

segunda-feira, novembro 03, 2008

E passado 1 minuto e meio, já o trata por Nicolas

A ser uma investida verdadeira e genuína, trata-se do melhor click do ano. É especialmente deliciosa a referência por parte de "Sarkozy" ao "... my special american adviser, Johnny Hallyday...".Um fartote.

terça-feira, outubro 28, 2008

Enquanto a caravana passa...

É sempre de recordar as massas anónimas que por aqui passam: neste blogue não se dorme... descansa-se. Eu, pessoalmente, ando especialmente entretido com a extraordinária vida interna do CDS/PP e com a evolução (no sentido certo, sublinhe-se) da carreira da Ana Malhoa, a filha do Zé.

Entretanto, a vida continua...

terça-feira, outubro 14, 2008

Sobremesa

O hábito, ou não, de comer sobremesa é um factor determinante na aferição do grau de civilização de uma pessoa.*

* Para o R. e para a S.

domingo, outubro 05, 2008

(...) So it goes (...)


(...) because there is nothing intelligent to say about a massacre. Everybody is supposed to be dead, to never say anything or want anything ever again. Everything is supposed to be very quiet after a massacre, and it always is, except for the birds (...)

domingo, setembro 28, 2008

À procura de consolo

Fui ensinado desde tenra idade que ele era o melhor, dos melhores. O mais bonito, dos bonitos. O mais cool, dos cool' s.

À minha avó materna - my own private João Bérnard da Costa -, restou fazer um telefonema. Era inevitável. Tinhamos de nos consolar um ao outro.

domingo, setembro 07, 2008

O poder (não) está nas tuas mãos

Enquanto milhares de elementos da sociedade moderna (esse monstro com vida própria) tentam desesperadamente salvar a alma através de ONG's e todo um género de associações que almejam o fim da fome em África ou a salvação de uma colónia de pinguins ou de marmotas ou de sei lá mais o quê, este que vos escreve descobriu o caminho para a paz interior - um conceito que ainda estou por compreender, mas que dá jeito para algumas situações que eu próprio ainda estou para saber quais são.

Tentem ver duas, três horas de televisão numa "caixa" de 1982/83/84 e depois diga-me se há melhor maneira de criar carácter? Mais fácil, higiénica, violenta e assertiva? Tentem regressar à escuridão do acto de ver televisão sem comando e digam-me se ainda têm vontade de voar para um país sem água putável para salvar uma qualquer raça de ursos tão "bonzinhos" como um Himmler ou um Calígula?

A obrigação de uma pessoa ter que se levantar para mudar de canal... isso sim cria carácter. Esse sim, é o acto. O resto - as Eritreias, os linces ibéricos e mais o cacete! - é show-off.

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