
"Replicas" dos Tubeway Army
As cooperativas são pessoas colectivas autónomas, de livre constituição, de capital e composição variáveis, que, através da cooperação e entreajuda dos seus membros, com obediência aos princípios cooperativos, visam, sem fins lucrativos, a satisfação das necessidades e aspirações económicas, sociais ou culturais daqueles. [acooperativa@hotmail.com]
Hoje a Cooperativa celebra 4 anos de ultrajes e desperdícios de tempo. Aviso: o terror é para continuar a ser semeado.
O duo chama-se No Age e é do mais virilzinho que anda por aí. O segundo álbum, intitulado de Nouns, tem sido a única coisa que tenho conseguido ouvir nas últimas 2/3 semanas, especialmente quando estou a conduzir. Para dedicados militantes da road rage, como eu, poucas coisas poderão motivar mais.
Na qualidade de dupla, é impossível ouvir o disco sem pensar imediatamente (e apanhar os correspondentes arrepios) nos Lightning Bolt. Certo é que não há em Randy Randall e Dean Allen Spunt a mesma bipolaridade/esquizofrenia dos piromaníacos de Rhode Island, mas os agradáveis desequilíbrios emocionais estão por todo o lado num disco que honra e respeita o homérico catálogo do label em que foi editado, a venerável Sub Pop ( Hossana, Hossana nas alturas!).
Quanto a malhas, poucas coisas são mais sexy no actual firmamento (reacionário) do rock and roll que Teen Creeps, Cappo ou Sleeper Hold, só para chutar uns exemplos. Tudo com muita parcimónia de meios, mas com a devida exuberância sonora que se exige a quem quer fazer da vida a produção de barulho.
Nunca fui um devoto dos The Cramps - aquele estilo rockabilly ultra-flamboyant sempre me criou alguma espécie -, mas ao vê-los ao vivo em Paredes de Coura deu para perceber porque é que até no CBGB eram um bando de aves raras.
O slogan é formidável: «Strand Bookstore: home of 18 miles of new, used, rare and out of print books». Mal se entra, já se é uma pessoa melhor do que no instante imediatamente anterior à entrada.
Este ano sim, o Natal vai ser como manda a tradição. Nos trópicos, pelas zonas da praia da Boa Viagem. No cardápio, com certeza pernambucano ultra-conservador, devo apanhar carne-de-sol e muquecas eventualmente acompanhadas de Bohemia ou Antarctica Original.
Quando as trevas espreitam (... a dureza da vida está muito dura), um pouco de lucidez e evolução podem sempre, sempre fazer a diferença. Países do 1º Mundo tremei. Estamos a caminho.
O sarau começou com uns tais de Sic Alps, um duo muito dado à demência e com uma fé inabalável nos efeitos comportamentais do ruído. Gente para quem o recurso à cartilha do feedback e sucedâneos é encarado de uma forma muito, muito, muito séria... comunista mesmo.
Já todos os recantos da Caixa Económica Operária contavam com uma distinta mini-massa de aficionados/as quando os Wooden Shjips tomaram conta da estrutura a que muitos gostam de chamar palco. Brilhantes alunos do rock dos boches, a banda de San Fran foi o joker da noite. Dos Crazy Horse aos Yo La Tengo, muitos fantasmas foram convocados durante um set que - e maior elogio não consigo - teve o dom de criar uma barreira sónica que ia obrigando as pessoas a recuarem das imediações da banda. Há que respeitar isso.
Para perceberem a minha posição pouco, ou nada, entusiasta e de uma coerência miserável, se agora estivéssemos perante um cenário Clinton vs. McCain, eu estarei do lado do John Sidney. Ainda assim, por muitas dúvidas que tenha (e, acreditem, não são poucas), não tenho idade para recusar uma proposta tão optimista como a do brother. Apoiar o panamiano nestas eleições tresanda a derrotismo e isso acabaria por ser uma grande merda.