quinta-feira, fevereiro 25, 2010

Ciclóstomos, socialistas e o covil ultra-conservador

Uma vez que a lampreia da semana passada no Solar dos Presuntos não atingiu os patamares de qualidade e brilhantismo a que estou habituado - provando que, para os socialistas, a comida é apenas um bem acessório para as constantes lutas que tem de lutar na luta por um Portugal melhor -, tenho que (novamente) procurar abrigo na ultra-conservadora York House, extraordinário templo que sempre se revelou excelso no arriscado exercício de cozinhar o fabuloso ciclóstomo.

segunda-feira, fevereiro 22, 2010

Exportações

Confirma-se sem qualquer tipo de favor: eles são de facto a melhor coisa a sair de New Jersey desde o "Nebraska" e "Os Sopranos".

quarta-feira, fevereiro 17, 2010

Jovens turcos


"Nouns", No Age


"Wavves", Wavves


"Post-Nothing", Japandroids

A Nova Ordem

«E, enquanto desciam para a estrada, seria difícil dizer dos dois qual era o Dom Quixote e qual era Sancho»

Giuseppe Tomasi di Lampedusa
in "O Leopardo"

terça-feira, fevereiro 09, 2010

Nº1


"Symphony No.1: Tonal Plexus" de Glenn Branca

(Penitenciagite!)


Em relação ao concerto dos reis do metal budista, os Sunn O))), bem sei que já lá vai uma semana, mas continua complicado perceber realmente o que por ali se passou. (Penitenciagite!) . Correndo o risco de entrar numa dispensável espiral de metáforas - a organização entregou tampões para os ouvidos à entrada!!!! -, aquilo primeiro dá a ideia de ser uma versão a 1 km/h do "Reign in Blood" movida a pazadas de ketamina, para depois se converter num abrasivo mantra especialmente criado para manadas de mamutes (juro que aquela merda dava para ouvir em Ponta Delgada... o concerto foi em Alcântara...). (Penitenciagite!).

Em relação à banda, toda ela vestida com um guarda roupa á la "O Nome da Rosa", gostei especialmente do seu líder, manifestamente um fã incondicional do senador Palpatine. (Penitenciagite!). No fim, alguns dos 400 hérois presentes podem ter ficado com a sensação que deveriam processar alguém - afinal de contas, nem nas salas de tortura de Guantanamo se usou aquilo. (Penitenciagite!). Outros com a certeza que na música, tal como em qualquer outro veículo artístico, a liberdade conceptual não tem limites. (Penitenciagite!). Eu pertenço ao segundo grupo. (Penitenciagite!).

quinta-feira, janeiro 28, 2010

A Caixa de Pandora


Track List:

01 - Persuasion
02 - Hamburger Lady
03 - Twenty Jazz Funk Greats
04 - Thank You Brian
05 - Maggot Death
06 - Rabbit Snare
07 - Lyre Liar
08 - Wimpy bar
09 - Sex String Theory
10 - Heathen Earth
11 - Industrial Intro
12 - R & D
13 - After After Cease To Exist

Designed by: Throbbing Gristle & Christiaan Virant

Concept by: Christiaan Virant (FM3)

Manufactured by: Industrial Records Ltd

Music by: Throbbing Gristle

Como já se esperava, a Buddha Machine criada pelos assustadoramente imprescindíveis Throbbing Gristle, foi a melhor coisa que aconteceu à música universal desde o anúncio do fim da carreira dos Delfins.

13 loops para lá de brilhantes, com o irresistível/viciante "pitch control" a abrir 1001 possibilidades no que toca à manipulação da sonorização perfeita para os nossos pesadelos. Na caixinha, arisca como poucas coisas, há de tudo: bandas-sonoras de "snuff movies"; sons para cenas não editadas do "Blade Runner"; sons gravados em salas de tortura de Guantanamo; retratos sónicos industriais capazes de fazerem os Nine Inch Nails uma cambada de meninos de coro; uivos de agonia transmitidos directamente das profundezas do Inferno (sim, felizmente, o Inferno existe); testemunhos de seres mutantes e alienígenas; ou previsões de como deverá soar o fim do mundo.

Tudo, e sempre, ao serviço do Gristleism, o meu novo ismo.

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