terça-feira, outubro 26, 2010

Pater familias #19

Com a entrada na creche veio a inevitabilidade das maleitas e doenças. Com aquela tosse ainda pensei que a catraia andava a fumar às escondidas. Depois, mais lúcido, constatei que nem no Sudeste Asiático, região pródiga em excentricidades infanto-juvenis, é possível encontrar crianças de sete meses e meio a desfrutar de uma bela cigarrada. Em seguida, e nas profundezas da minha intimidade, pedi-lhe desculpas pela desconfiança.

Krautpop (ou música de estação de serviço)


"Viva" dos La Düsseldorf

Zapping

Fox News*: quando o inenarrável se transforma no mais sinistro dos "guilty pleasures".

* Posição 203 no serviço Meo.

quinta-feira, outubro 14, 2010

O link está na K7. Repito: o link está na K7

Os Outros


Canto e Castro

(Foto de João Silveira Ramos traficada daqui)

Crocodilo


Quem acha que é preciso esperar até 26 de Outubro ou é calão ou anda a dormir. O excepcional site da NPR Music gentilmente põe à disposição (apenas até 20 de Outubro) o debut a solo de David Portner aka Avey Tare, "Down There".

Estamos a falar de um disco que é pura filigrana pop capaz de pôr as pedras da calçada a chorar de satisfação. E tudo isto tendo como inspiração um simples crocodilo. Dêem ao homem uma Arca de Noé.

terça-feira, outubro 05, 2010

Rock on!

Há cem anos que à hora da refeição não se olha para a parte de trás dos pratos para ver qual a marca da louça.

quarta-feira, setembro 29, 2010

Arthur Penn, 1922-2010



Arthur Penn morreu. Arthur Penn realizou dois dos filmes que mais me marcaram em toda a minha vida. Arthur Penn era talentoso até dizer chega. Arthur Penn disse chega. Mas estes dois ninguém me tira.

Desmancha prazeres

Uma das minhas últimas obsessões, a música de Jim O'Rourke, tem algo de ingrato. É evidente para lá do explicável que se trata de um músico excepcional, com uma noção/ideia de som verdadeiramente imaculada. Até aqui nada de novo.


Mais difícil é perceber que, à medida que se vai deambulando pela sua discografia (neste quesito ainda tenho de fazer alguma despesa), álbuns fantásticos como "Yankee Hotel Foxtrot" (2002) ou "A Ghost Is Born" (2004) ganham alguma insignificância. À medida que se vai ouvindo milagres como "Eureka" (1999), "Insignificance" (2001) ou o recente "The Visitor" (2009) é fácil (mas injusto... não?) cair na tentação de classificar como despiciente o labor, talento e boa vontade de fulanos como o Jeff Tweedy.


Sejamos claros (quero tudo menos ganhar uma fatwa de algum talibã dos Wilco): os clássicos da banda de Chicago são... clássicos. Discos enormes. Mas depois, conhecendo melhor a obra do homem de Chicago, percebe-se tudo: são álbuns que ficaram a meio caminho.

quinta-feira, setembro 23, 2010

Código não escrito

Como fulano que gosta de visitar a blogosfera, pouco me falta para ser uma rameira. Apesar de tudo, não vale tudo. Há (poucas) regras que cumpro diligentemente. Jamais frequento blogs compostos por gente que aprecia os Muse. Se já o fiz, foi por manifesto engano.

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