sexta-feira, setembro 03, 2010

@KM


"London Zoo", The Bug


"Waiting For You", King Midas Sound

Sobre o circo

Entretanto, sobre a actualidade política nacional pouco ou nada há a dizer. Bolor é das primeiras coisas que me vêm à cabeça. Ainda assim, no que toca às Presidenciais 2011, há sempre aquela curiosidade em saber como se vai comportar o eleitorado mais à esquerda.e saber se a sua decisão de voto vai recair sobre a Isabel Iglésias da "esquerda" portuguesa ou sobre um comunista ultra-ortodoxo com o mesmo carisma que uma, digamos, que uma bigorna. A aguardar.

segunda-feira, agosto 23, 2010

Mais

Regresso de férias em tudo mais: mais dormente ("Imperial Bedrooms" de Bret Easton Ellis), mais anti-Castela ("Nuno Álvares Pereira" de Jamie Nogueira Pinto), mais sábio (restaurante São Roque, na Meia Praia), mais nacionalista ("É uma água" dos PAUS), mais descansado (Vale da Telha) e, sobretudo, sobretudo, sobretudo e sobretudo mais 1 milhão de vezes, mais pai (a minha Graça).

domingo, julho 11, 2010

Música para gente crescida


"Excellent Italian Greyhound" dos Shellac

Drama queens

No espaço de pouco mais de duas semanas apanhei Ariel Pink's Haunted Graffiti (no Espaço M, a antiga Casa d'Os Dias da Água) e Bill Orcutt (no Museu do Chiado). Embora nos antípodas musicais de cada um, o certo é que ambos deram-me a oportunidade de reforçar a minha confiança e fé na importância das artes dramáticas. Não é preciso dramas. É preciso é dramatizar.

segunda-feira, junho 28, 2010

Pater familias #15

A minha Graça terá percebido (de que forma é que ainda não percebi) que eu e a sua mãe festejamos hoje dois anos de casados e decidiu montar uma enorme festa surpresa (e rija) a meio da madrugada. Só para os mais resistentes.

terça-feira, maio 25, 2010

Can you ear me now?


(Foto espoliada aqui)

is this thing on?
can you hear me now?
are we going?
is this thing on?
test, test, test, test, test, test...
can you hear me now?

as we come to the close of our broadcast day
this is my farewell transmission
signing of
mr. and mrs. america, and all the ships at sea
anyone within the sound of my voice
i've got 50000 watts of power
i want to ionize the air
this microphone turns sound into electricity
can you hear me now?
out on route 128, the dark and lonely
i got my radio on
can you hear me now?
can you hear me now?
can you hear me now?
can you hear me now?
it's the end of radio

and that snare drum
that drum roll
means we've got a winner
if you're the fifth caller
or any caller at all...

welcome to my top ten
i'd like to thank our sponsor
but... we haven't got a sponsor
not if you were the last man on earth
she was prepared to prove it
this one goes up to a special girl
but... there is no special girl

it's the end of radio
the last announcer plays the last record
the last watt leaves the transmitter
circles the globe in search of a listener
can you hear me now?
can you hear me now?
can you hear me now?

is this really broadcasting if there is no one ever recieve?
it's the end of radio
as we come to the close of our broadcast day

i got my radio on
can you hear me now?
can you hear me now?
can you hear me now?

this is the test
if this had been a real emergency...
hey, hey, this is real god damn emergency

"The End of Radio", Shellac

Pater familias #13

Shellac ontem na ZDB. Check. Gostoso a valer. Um dos gigs do ano. Bom, mas bom! Durante os próximos tempos as pessoas desta cidade dividem-se em dois grupos: os que estiveram lá e os que continuam a ver a caravana a passar (Rock in Rio e quejandos... ide, ide...). Entretanto, a luta continua.

Pater familias #12

Agora que a minha Graça começa a dominar os mecanismos do sorriso é que, definitivamente, o poder caiu na rua. Assim não vale. Jogo sujo.

quinta-feira, maio 13, 2010

Pater familias #11

Em noites em que a criança se sente menos dada ao colaboracionismo, pô-la no berço depois de adormecida no colo é como andar num campo de minas. Aliás, aqui está uma criativa forma de treino para forças militares especiais. Não é para todos (e eu ontem falhei redondamente...).

quarta-feira, maio 12, 2010

A minha versão

O Errol Flynn a voar por todos os lados, a encantadora Olivia de Havilland... todos as outras versões não pasam de "covers" menores. Além disso, junto com "A Canção de Lisboa", nenhum outro filme representa tanto para mim a "golden age" do VHS. Era até gastar a fita. Que neste caso até nem era minha...

quarta-feira, abril 28, 2010

segunda-feira, abril 26, 2010

Youth. Sonic Youth. #3

Num alinhamento dominado pelo "The Eternal", ainda tocaram pérolas como "Shadow of a Doubt" (do "EVOL"), e "Schizophrenia" e "Stereo Sanctity" (de um dos meus favoritos de sempre, o "Sister"). Quanto ao encore, sem supresas, e ainda bem, avançaram para "The Sprawl" e "Cross the Breeze" do seminal "Daydream Nation".

Agora terem terminado o arraial com "Death Valley 69" - do "Bad Moon Raising" e uma das melhores malhas da história das malhas, - é que já não estava, de todo, à espera. Dentro de uma bolha egoísta, ainda pensei que era um teste-surpresa às minhas capacidades de conteção emocional. Mas não. Estava a acontecer mesmo. No fim, fui para o balcão da Solmar dissecar tudo aquilo com umas imperiais e um prego. E esse processo ainda não terminou. Que bom.

Youth. Sonic Youth. #2

Sobre a banda, uma única coisa a dizer. Eles são a verdade.

Youth. Sonic Youth. #1

Quinta-feira passada fui ver o Benfica do rock.

domingo, abril 18, 2010

This is Italy

«E depois encheu-se de coragem dizendo para consigo que os grandes sempre tiveram que subir na vida sozinhos. Por exemplo, o Eminem, ou o Hitler, ou o Christian Vieri.»

in "Como Deus Manda" de Niccolò Ammaniti

quarta-feira, abril 14, 2010

Pater familias #9

Ou a ZDB anda com a mania que é melhor que os outros (e é) ou ainda não percebeu que tive uma filha há trinta e um dias. No espaço de dois meses apresenta uma agenda que esmaga. Ele é Sensational & Spectre, ele é Times New Viking, ele é Lee Ranaldo, ele é Rafael Toral, ele é Tó Trips, ele é Shellac, ele é No Age, ele é Bonnie "Prince" Billy... Da minha parte, a rendição é o último dos recursos, mas um pouco de parcimónia nunca vez mal a niguém. Gulosos.

O povo é sereno

Há vida para além da Pitchfork.

quarta-feira, março 31, 2010

Pater familias #8

Ainda só tem duas semanas e meia, mas encara a inevitabilidade das cólicas com bravura e já viu o "The Wild Bunch" do Peckinpah. Temos guerreira.

segunda-feira, março 29, 2010

Ladies Love Cool R

«OKAY, I'M RELOADED!!!
You motherfuckers, think you big time?
Fuckin with Jay-Z, you gon' die, big time!
Here come the "Pain"!»

Aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

Pater familias #7

Estou bem longe de ter razões de queixa (como minha Graça?!?!?! Como?!?!?!), mas deixem-me dizer-vos que já apresento um belo par de olheiras, respeitáveis em qualquer lugar do mundo.

Pater familias #6

A paternidade está a fazer de mim um palerma mais comedido, mas cá vai disto: apaguei os Vampire Weekend da minha vida. Já nem sequer comprei o "Contra". Estou contra aquela merda toda. Um rock reaccionário-colonialista fardado a polos Abercrombie & Fitch com golas levantadas - que acabam por recordar muito mais a iconografia da Sacoor Brothers. Trampa para velejadores de fim-de-semana primaveril. Os verdadeiros anti-rock.

Os Outros


Sam Elliot

terça-feira, março 23, 2010

Pater familias #5

Entretanto descubro com surpresa que sou canhoto a dar colo.

A priest or a fool

"'Happy', I muttered, trying to pin the word down. But it is one of those words, like Love, that I never quite understood. Most people who deal in words don't have much faith in them and I am no exception - especially the big ones like Happy and Love and Honest and Strong. They are too elusive and far too relative when you compare them to sharp, mean little words like Punk and Cheap and Phony. I feel at home with these, because they're scrawny and easy to pin, but the big ones are tough and it takes either a priest or a fool to use them with any confidence."

Hunter S. Thompson in "The Rum Diary"

Pater familias #4

Hoje promovi o primeiro passeio em família. Hoje Carcavelos, amanhã o Mundo.

sexta-feira, março 19, 2010

Pater familias #3

Já tenho parceira para as maratonas televisivas. Da "March Madness", na ESPN America, ao Vale Tudo, na SIC Radical, ontem marchou tudo. Temos aficionada.

Pater familias #2

Só se é um verdadeiro Jedi quando se encara uma fralda cheia de cócó. Um Jedi tem que estar à vontade com material biohazard.

Pater familias #1

Este ano decidi que já era hora de celebrar o Dia do Pai.

quinta-feira, fevereiro 25, 2010

Ciclóstomos, socialistas e o covil ultra-conservador

Uma vez que a lampreia da semana passada no Solar dos Presuntos não atingiu os patamares de qualidade e brilhantismo a que estou habituado - provando que, para os socialistas, a comida é apenas um bem acessório para as constantes lutas que tem de lutar na luta por um Portugal melhor -, tenho que (novamente) procurar abrigo na ultra-conservadora York House, extraordinário templo que sempre se revelou excelso no arriscado exercício de cozinhar o fabuloso ciclóstomo.

segunda-feira, fevereiro 22, 2010

Exportações

Confirma-se sem qualquer tipo de favor: eles são de facto a melhor coisa a sair de New Jersey desde o "Nebraska" e "Os Sopranos".

quarta-feira, fevereiro 17, 2010

Jovens turcos


"Nouns", No Age


"Wavves", Wavves


"Post-Nothing", Japandroids

A Nova Ordem

«E, enquanto desciam para a estrada, seria difícil dizer dos dois qual era o Dom Quixote e qual era Sancho»

Giuseppe Tomasi di Lampedusa
in "O Leopardo"

terça-feira, fevereiro 09, 2010

Nº1


"Symphony No.1: Tonal Plexus" de Glenn Branca

(Penitenciagite!)


Em relação ao concerto dos reis do metal budista, os Sunn O))), bem sei que já lá vai uma semana, mas continua complicado perceber realmente o que por ali se passou. (Penitenciagite!) . Correndo o risco de entrar numa dispensável espiral de metáforas - a organização entregou tampões para os ouvidos à entrada!!!! -, aquilo primeiro dá a ideia de ser uma versão a 1 km/h do "Reign in Blood" movida a pazadas de ketamina, para depois se converter num abrasivo mantra especialmente criado para manadas de mamutes (juro que aquela merda dava para ouvir em Ponta Delgada... o concerto foi em Alcântara...). (Penitenciagite!).

Em relação à banda, toda ela vestida com um guarda roupa á la "O Nome da Rosa", gostei especialmente do seu líder, manifestamente um fã incondicional do senador Palpatine. (Penitenciagite!). No fim, alguns dos 400 hérois presentes podem ter ficado com a sensação que deveriam processar alguém - afinal de contas, nem nas salas de tortura de Guantanamo se usou aquilo. (Penitenciagite!). Outros com a certeza que na música, tal como em qualquer outro veículo artístico, a liberdade conceptual não tem limites. (Penitenciagite!). Eu pertenço ao segundo grupo. (Penitenciagite!).

quinta-feira, janeiro 28, 2010

A Caixa de Pandora


Track List:

01 - Persuasion
02 - Hamburger Lady
03 - Twenty Jazz Funk Greats
04 - Thank You Brian
05 - Maggot Death
06 - Rabbit Snare
07 - Lyre Liar
08 - Wimpy bar
09 - Sex String Theory
10 - Heathen Earth
11 - Industrial Intro
12 - R & D
13 - After After Cease To Exist

Designed by: Throbbing Gristle & Christiaan Virant

Concept by: Christiaan Virant (FM3)

Manufactured by: Industrial Records Ltd

Music by: Throbbing Gristle

Como já se esperava, a Buddha Machine criada pelos assustadoramente imprescindíveis Throbbing Gristle, foi a melhor coisa que aconteceu à música universal desde o anúncio do fim da carreira dos Delfins.

13 loops para lá de brilhantes, com o irresistível/viciante "pitch control" a abrir 1001 possibilidades no que toca à manipulação da sonorização perfeita para os nossos pesadelos. Na caixinha, arisca como poucas coisas, há de tudo: bandas-sonoras de "snuff movies"; sons para cenas não editadas do "Blade Runner"; sons gravados em salas de tortura de Guantanamo; retratos sónicos industriais capazes de fazerem os Nine Inch Nails uma cambada de meninos de coro; uivos de agonia transmitidos directamente das profundezas do Inferno (sim, felizmente, o Inferno existe); testemunhos de seres mutantes e alienígenas; ou previsões de como deverá soar o fim do mundo.

Tudo, e sempre, ao serviço do Gristleism, o meu novo ismo.

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