quinta-feira, outubro 14, 2010

Os Outros


Canto e Castro

(Foto de João Silveira Ramos traficada daqui)

Crocodilo


Quem acha que é preciso esperar até 26 de Outubro ou é calão ou anda a dormir. O excepcional site da NPR Music gentilmente põe à disposição (apenas até 20 de Outubro) o debut a solo de David Portner aka Avey Tare, "Down There".

Estamos a falar de um disco que é pura filigrana pop capaz de pôr as pedras da calçada a chorar de satisfação. E tudo isto tendo como inspiração um simples crocodilo. Dêem ao homem uma Arca de Noé.

terça-feira, outubro 05, 2010

Rock on!

Há cem anos que à hora da refeição não se olha para a parte de trás dos pratos para ver qual a marca da louça.

quarta-feira, setembro 29, 2010

Arthur Penn, 1922-2010



Arthur Penn morreu. Arthur Penn realizou dois dos filmes que mais me marcaram em toda a minha vida. Arthur Penn era talentoso até dizer chega. Arthur Penn disse chega. Mas estes dois ninguém me tira.

Desmancha prazeres

Uma das minhas últimas obsessões, a música de Jim O'Rourke, tem algo de ingrato. É evidente para lá do explicável que se trata de um músico excepcional, com uma noção/ideia de som verdadeiramente imaculada. Até aqui nada de novo.


Mais difícil é perceber que, à medida que se vai deambulando pela sua discografia (neste quesito ainda tenho de fazer alguma despesa), álbuns fantásticos como "Yankee Hotel Foxtrot" (2002) ou "A Ghost Is Born" (2004) ganham alguma insignificância. À medida que se vai ouvindo milagres como "Eureka" (1999), "Insignificance" (2001) ou o recente "The Visitor" (2009) é fácil (mas injusto... não?) cair na tentação de classificar como despiciente o labor, talento e boa vontade de fulanos como o Jeff Tweedy.


Sejamos claros (quero tudo menos ganhar uma fatwa de algum talibã dos Wilco): os clássicos da banda de Chicago são... clássicos. Discos enormes. Mas depois, conhecendo melhor a obra do homem de Chicago, percebe-se tudo: são álbuns que ficaram a meio caminho.

quinta-feira, setembro 23, 2010

Código não escrito

Como fulano que gosta de visitar a blogosfera, pouco me falta para ser uma rameira. Apesar de tudo, não vale tudo. Há (poucas) regras que cumpro diligentemente. Jamais frequento blogs compostos por gente que aprecia os Muse. Se já o fiz, foi por manifesto engano.

quarta-feira, setembro 08, 2010

Ironias e animais de estimação





Suprema ironia esta coisa de, passados uns supersónicos 6/7 meses, voltar a uma sala de cinema e assistir ao último de Roman Polanski, o interessante "The Ghost Writer", na mesma semana do lançamento do livro "Tony Blair-The Journey", espécie de memórias políticas do líder britânico enquanto inquilino do nº 10.

terça-feira, setembro 07, 2010

Snakeskin jacket



«This is a snakeskin jacket, and for me it's a symbol of my individuality and my belief in personal freedom.»

sexta-feira, setembro 03, 2010

@KM


"London Zoo", The Bug


"Waiting For You", King Midas Sound

Sobre o circo

Entretanto, sobre a actualidade política nacional pouco ou nada há a dizer. Bolor é das primeiras coisas que me vêm à cabeça. Ainda assim, no que toca às Presidenciais 2011, há sempre aquela curiosidade em saber como se vai comportar o eleitorado mais à esquerda.e saber se a sua decisão de voto vai recair sobre a Isabel Iglésias da "esquerda" portuguesa ou sobre um comunista ultra-ortodoxo com o mesmo carisma que uma, digamos, que uma bigorna. A aguardar.

segunda-feira, agosto 23, 2010

Mais

Regresso de férias em tudo mais: mais dormente ("Imperial Bedrooms" de Bret Easton Ellis), mais anti-Castela ("Nuno Álvares Pereira" de Jamie Nogueira Pinto), mais sábio (restaurante São Roque, na Meia Praia), mais nacionalista ("É uma água" dos PAUS), mais descansado (Vale da Telha) e, sobretudo, sobretudo, sobretudo e sobretudo mais 1 milhão de vezes, mais pai (a minha Graça).

domingo, julho 11, 2010

Música para gente crescida


"Excellent Italian Greyhound" dos Shellac

Drama queens

No espaço de pouco mais de duas semanas apanhei Ariel Pink's Haunted Graffiti (no Espaço M, a antiga Casa d'Os Dias da Água) e Bill Orcutt (no Museu do Chiado). Embora nos antípodas musicais de cada um, o certo é que ambos deram-me a oportunidade de reforçar a minha confiança e fé na importância das artes dramáticas. Não é preciso dramas. É preciso é dramatizar.

segunda-feira, junho 28, 2010

Pater familias #15

A minha Graça terá percebido (de que forma é que ainda não percebi) que eu e a sua mãe festejamos hoje dois anos de casados e decidiu montar uma enorme festa surpresa (e rija) a meio da madrugada. Só para os mais resistentes.

terça-feira, maio 25, 2010

Can you ear me now?


(Foto espoliada aqui)

is this thing on?
can you hear me now?
are we going?
is this thing on?
test, test, test, test, test, test...
can you hear me now?

as we come to the close of our broadcast day
this is my farewell transmission
signing of
mr. and mrs. america, and all the ships at sea
anyone within the sound of my voice
i've got 50000 watts of power
i want to ionize the air
this microphone turns sound into electricity
can you hear me now?
out on route 128, the dark and lonely
i got my radio on
can you hear me now?
can you hear me now?
can you hear me now?
can you hear me now?
it's the end of radio

and that snare drum
that drum roll
means we've got a winner
if you're the fifth caller
or any caller at all...

welcome to my top ten
i'd like to thank our sponsor
but... we haven't got a sponsor
not if you were the last man on earth
she was prepared to prove it
this one goes up to a special girl
but... there is no special girl

it's the end of radio
the last announcer plays the last record
the last watt leaves the transmitter
circles the globe in search of a listener
can you hear me now?
can you hear me now?
can you hear me now?

is this really broadcasting if there is no one ever recieve?
it's the end of radio
as we come to the close of our broadcast day

i got my radio on
can you hear me now?
can you hear me now?
can you hear me now?

this is the test
if this had been a real emergency...
hey, hey, this is real god damn emergency

"The End of Radio", Shellac

Pater familias #13

Shellac ontem na ZDB. Check. Gostoso a valer. Um dos gigs do ano. Bom, mas bom! Durante os próximos tempos as pessoas desta cidade dividem-se em dois grupos: os que estiveram lá e os que continuam a ver a caravana a passar (Rock in Rio e quejandos... ide, ide...). Entretanto, a luta continua.

Pater familias #12

Agora que a minha Graça começa a dominar os mecanismos do sorriso é que, definitivamente, o poder caiu na rua. Assim não vale. Jogo sujo.

quinta-feira, maio 13, 2010

Pater familias #11

Em noites em que a criança se sente menos dada ao colaboracionismo, pô-la no berço depois de adormecida no colo é como andar num campo de minas. Aliás, aqui está uma criativa forma de treino para forças militares especiais. Não é para todos (e eu ontem falhei redondamente...).

quarta-feira, maio 12, 2010

A minha versão

O Errol Flynn a voar por todos os lados, a encantadora Olivia de Havilland... todos as outras versões não pasam de "covers" menores. Além disso, junto com "A Canção de Lisboa", nenhum outro filme representa tanto para mim a "golden age" do VHS. Era até gastar a fita. Que neste caso até nem era minha...

quarta-feira, abril 28, 2010

segunda-feira, abril 26, 2010

Youth. Sonic Youth. #3

Num alinhamento dominado pelo "The Eternal", ainda tocaram pérolas como "Shadow of a Doubt" (do "EVOL"), e "Schizophrenia" e "Stereo Sanctity" (de um dos meus favoritos de sempre, o "Sister"). Quanto ao encore, sem supresas, e ainda bem, avançaram para "The Sprawl" e "Cross the Breeze" do seminal "Daydream Nation".

Agora terem terminado o arraial com "Death Valley 69" - do "Bad Moon Raising" e uma das melhores malhas da história das malhas, - é que já não estava, de todo, à espera. Dentro de uma bolha egoísta, ainda pensei que era um teste-surpresa às minhas capacidades de conteção emocional. Mas não. Estava a acontecer mesmo. No fim, fui para o balcão da Solmar dissecar tudo aquilo com umas imperiais e um prego. E esse processo ainda não terminou. Que bom.

Youth. Sonic Youth. #2

Sobre a banda, uma única coisa a dizer. Eles são a verdade.

Youth. Sonic Youth. #1

Quinta-feira passada fui ver o Benfica do rock.

domingo, abril 18, 2010

This is Italy

«E depois encheu-se de coragem dizendo para consigo que os grandes sempre tiveram que subir na vida sozinhos. Por exemplo, o Eminem, ou o Hitler, ou o Christian Vieri.»

in "Como Deus Manda" de Niccolò Ammaniti

quarta-feira, abril 14, 2010

Pater familias #9

Ou a ZDB anda com a mania que é melhor que os outros (e é) ou ainda não percebeu que tive uma filha há trinta e um dias. No espaço de dois meses apresenta uma agenda que esmaga. Ele é Sensational & Spectre, ele é Times New Viking, ele é Lee Ranaldo, ele é Rafael Toral, ele é Tó Trips, ele é Shellac, ele é No Age, ele é Bonnie "Prince" Billy... Da minha parte, a rendição é o último dos recursos, mas um pouco de parcimónia nunca vez mal a niguém. Gulosos.

O povo é sereno

Há vida para além da Pitchfork.

quarta-feira, março 31, 2010

Pater familias #8

Ainda só tem duas semanas e meia, mas encara a inevitabilidade das cólicas com bravura e já viu o "The Wild Bunch" do Peckinpah. Temos guerreira.

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