segunda-feira, dezembro 11, 2006

Obituário

Fui ensinado a nunca desejar a morte a ninguém. E nunca o fiz. Agora lamentar um falecimento não é obrigação para ninguém.

O desaparecimento do facínora nem uma mísera foto merece neste post ou neste blog. Se existe verdadeiramente um inferno, este animal tem lugar cativo por lá. De certeza.

2 comentários:

  1. Ilustre,

    Tu não lhe desejas a morte mas andas lá perto.

    O Pinochet foi uma figura incontornável, fez o que fez, na altura que fez e nas circunstâncias em que o fez. O que apenas me chateia é este mundo do politicamente correcto em que é suposto dizer tudo o que disseste, mas igualmente é suposto arranjar justificação para todas as animalidades que outros facínoras fizeram. Há poucos anos quando o Pinochet estava em Londres sob prisão preventiva por mandado de captura do Garzón, Espanha recebia de braços abertos um animal igualmente facínora como o Fidel Castro. É esta dualidade de critérios que chateia e faz-nos pensar se tudo é como ouvimos que é. Pinochet mandou matar, perseguiu e oprimiu os comunistas chilenos, é verdade. Mas não esqueçamos tudo o resto, todos os outros animais.

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  2. Meu caro,

    Completamente de acordo.

    Abraço

    Diogo

    ps: Boa viagem que cá te espero...

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