Num sentido irresistivelmente preverso, a crueldade acaba por ser uma das grandes qualidades de "Mon Oncle" de Jacques Tati. A forma como, passado quase 50 anos, nos esfrega na cara - a nós, autómatos ocidentais sem alma - a patetice em que nos deixámos transformar é demolidora. De uma crueldade imperial. E é precisamente 120 minutos como os que andam a passar no Nimas que nos conseguem humanizar temporariamente. Nem que seja durante apenas 120 minutos.
Sem comentários:
Enviar um comentário